quinta-feira, dezembro 27, 2007

Editorial: Eleição, corrupção e Justiça

Em incisiva entrevista ao Jornal do Brasil, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Mozart Valadares, reforçou a decisão da entidade de aprofundar a cruzada pela ética no serviço público, na política, combate à corrupção e revisão da legislação para tornar mais ágil a Justiça.
"Queremos conscientizar a população de que só pelo voto vamos melhorar a representação política no Brasil", afirmou. A advertência ao eleitor chega em hora propícia, às vésperas de um ano em que candidatos vão expelir promessas de variados tons em todos os municípios brasileiros.
Paralelamente, Valadares pede a cooperação de seus pares, os juízes às voltas com processos de improbidade administrativa e corrupção na máquina pública, por julgamentos mais rápidos. Sem atropelar leis e direitos, a apreciação mais veloz de tais processos colocaria por terra a sensação de impunidade dos maus gestores e corruptos difundida no país.
Em linhas e entrelinhas, propõe a redução dos recursos possíveis para protelar uma sentença. "Temos uma legislação que dá margem à eternização do processo", constata, ao defender a redução do que qualifica como "formalismo". Tais sugestões compõem um projeto já enviado ao Congresso e esquecido pelos parlamentares na correria para atender os interesses do Executivo manifestos em medidas provisórias, nem sempre urgentes ou relevantes. A paralisia do Legislativo retarda a agilidade do Judiciário, prejudica milhões de brasileiros e alimenta a corrupção.
Fonte: JB Online

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