O debate em torno da legalidade e da fiscalização ambiental dos espaços de sepultamento ganhou um capítulo alarmante e localizado em nossa região. Conforme informação pública trazida pelo atuante Vereador Zé Miúdo, o cemitério sob suspeita de clandestinidade não é um fato novo ou recente: ele fica localizado no Bairro São José e já existe há mais ou menos vinte anos.
A revelação do parlamentar joga luz sobre um problema histórico de omissão e falta de ordenamento urbano que se arrasta por duas décadas. Diante dessa realidade trazida pelo legislador, o tempo das desculpas se esgotou. Cabe, agora, a quem de direito — no caso, o Poder Executivo Municipal e as autoridades de saúde e meio ambiente — tomar as rédeas da situação para regularizar as instalações ou proceder com a imediata interdição do local.
(Diga-se de passagem que a culpa não é do atual prefeito Tista de Deda).
Vinte Anos à margem da Lei O Risco Que se Perpetua
Como já debatemos amplamente neste espaço, a implantação de um cemitério não é um ato que possa ser feito de forma improvisada, pois envolve sérios riscos de contaminação do solo e dos lençóis freáticos por necrochorume, o que afeta diretamente a saúde das famílias que residem no entorno. Se o espaço no Bairro São José opera há cerca de vinte anos sem o devido cumprimento das normas ambientais, estamos falando de duas décadas de potencial exposição da comunidade a riscos sanitários.
A legislação brasileira, por meio da Resolução CONAMA 335/2003, determina que todo cemitério precisa passar por rigorosos estudos de viabilidade, sondagem de solo e licenciamento ambiental para funcionar. Se o local cumpre os requisitos mínimos de distância de corpos d'água e segurança geológica, o município tem a obrigação de intervir para regularizar a situação, adequando o espaço às exigências do Plano Diretor e da Vigilância Sanitária. Caso contrário, se o terreno for tecnicamente inadequado, a única saída legal e responsável é a interdição definitiva dos sepultamentos.
A Responsabilidade Está com o Poder Executivo
O Vereador Zé Miúdo cumpriu com excelência o seu papel constitucional de fiscalizar, ouvir as demandas das comunidades e trazer o problema para o centro do debate público. Agora, a bola está no campo da Prefeitura Municipal e de suas secretarias competentes.
Não se pode mais fingir que o problema não existe ou tratá-lo como "herança do passado" pelo fato de existir há vinte anos. O direito à memória dos entes queridos ali sepultados e o direito à saúde dos moradores vivos do Bairro São José exigem uma resposta técnica, rápida e transparente. A Secretaria de Meio Ambiente e a Procuradoria Jurídica do Município precisam realizar uma auditoria urgente no local.
Conclusão: O Momento de Agir e Dar Respostas
O descaso de vinte anos com o planejamento urbano não justifica a continuidade do erro. A denúncia do Vereador Zé Miúdo é um chamado à responsabilidade administrativa. O povo de Jeremoabo e, especificamente, os moradores do Bairro São José não podem continuar convivendo com a incerteza de um cemitério sem controle técnico.
Aguardamos o posicionamento oficial da gestão municipal e dos órgãos de fiscalização ambiental. A regularização ou a interdição não são escolhas políticas, são obrigações legais em defesa da saúde pública e do respeito às leis que regem a nossa sociedade.
Blog de Dede Montalvão: Acompanhando a fiscalização dos nossos vereadores, cobrando a regularidade dos atos públicos e defendendo o bem-estar do nosso povo.
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