domingo, agosto 09, 2026

Nunes Marques reage à ofensiva bolsonarista e diz que atacar urnas é afastar eleitor da democracia


Marques cobrou confiança no sistema eleitoral

Bernardo Lima
O Globo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender a credibilidade das urnas eletrônicas neste domingo e afirmou que desacreditar o sistema eleitoral brasileiro é “desconvidar” os eleitores a participarem do pleito.

A declaração foi dada durante a Corrida pela Democracia, realizada no autódromo de Brasília nesta manhã. O evento marca o encerramento da primeira Semana Nacional do Sistema de Votação.

CREDIBILIDADE – “Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil”, disse o ministro durante o discurso de abertura do evento.

No começo da última semana, Nunes Marques fez defesa enfática das urnas e classificou o modelo brasileiro como um sistema marcado pela “robustez”, “auditabilidade” e “permanente evolução tecnológica” em sua fala na sessão de abertura do segundo semestre de trabalhos da Justiça Eleitoral. As declarações ocorreram em meio à pressão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Justiça Eleitoral reagisse aos ataques ao sistema de votação e ao avanço da desinformação na campanha deste ano.

DADOS FALSOS – Em julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, citou dados falsos sobre as urnas em evento com embaixadores e representantes diplomáticos de diversos países, relembrando o episódio que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, à inelegibilidade.

Na ocasião, pediu que eles enviassem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar o processo eleitoral. Ainda na semana passada, em entrevista, o senador se comprometeu a aceitar o resultado eleitoral deste ano e cobrou do TSE “mais camadas de transparência” com relação aos equipamentos e “mais camadas de segurança (nas urnas)”.


Mulheres ampliam vantagem numérica e se tornam decisivas na eleição de 2026

Publicado em 9 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

A farra continua e CNJ autoriza a Justiça a pagar R$ 455,7 milhões a magistrados

Publicado em 9 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. # penduricalhos #salario #deputado #brasilia #dinheiro #stf #justiça  #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas  #chargethiagolucasjc *digital

Charge de Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Márcio Falcão
TV Globo

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou, após auditoria, que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal pague R$ 455,7 milhões em benefícios represados para 314 magistrados da própria Corte.

A auditoria recolheu dados de 63 tribunais e, após avaliação, liberou os pagamentos em apenas quatro deles. O montante a ser desembolsado pela Justiça do DF é o maior entre os aprovados.

TEMPO DE SERVIÇO – O valor corresponde ao Adicional por Tempo de Serviço – um bônus de 5% adicionais sobre os vencimentos dos magistrados a cada cinco anos de serviço efetivo, limitados a um total máximo de 35%.

Os outros tribunais que não “passaram” na auditoria terão de enviar dados complementares sobre o pagamento ao CNJ, corrigindo a planilha encaminhada anteriormente.

Ao todo, as quatro cortes aprovadas pelo CNJ podem liberar até R$ 1,1 bilhão em benefícios pendentes. O pagamento agora só depende de aval do Supremo Tribunal Federal (STF).

PENDURICALHOS – A medida faz parte da decisão de junho da Suprema Corte, que estabeleceu critérios para os pagamentos dos chamados penduricalhos, verbas que ultrapassam o teto do funcionalismo.

De acordo com o relatório, só o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal de Justiça do DF cumpriram integralmente os critérios fixados. Já o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) tiveram parte dos dados considerados aptos. Com isso, serão pagos R$ 91,5 milhões para 111 beneficiários do STJ; R$ 455,7 milhões para 314 beneficiários do TJDFT; R$ 331,7 milhões para 408 beneficiários do TJES; E R$ 283 milhões para 246 beneficiários do TRF3.

O relatório aponta que 58 tribunais tiveram cálculos considerados inaptos. O principal problema encontrado foi a base de cálculo diferente do que o CNJ estabeleceu. Isso ocorreu em 28 tribunais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Importante essa matéria enviada por José Perez, sempre atento aos acontecimentos na capital. O fato é que os magistrados e operadores do Direito não sossegam. Irresponsavelmente, criam para si os penduricalhos, sabendo que no futuro terão de ser concedidos às outras classes do serviço público. Um exemplo é o quinquênio (aumento salarial a cada cinco anos de trabalho). Existia, foi revogado e agora é ressuscitado pelo Conselho Nacional de Justiça. Em breve, por analogia, terá de ser estendido a todos os demais servidores públicos. Mas quem se interessa? (C.N.)

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Eleição de 2026 terá recorde de chapas puro-sangue desde a redemocratização

Publicado em 9 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

'o dia do papai

 

Em 1953, o publicitário Sylvio Bhreing — diretor do jornal O Globo na época — decidiu criar a comemoração ao dia dos pais, numa tentativa de estimular o comércio do segundo semestre do ano.

Naquele período, já existia o Dia das Mães que fazia efeito no mercado em maio, mas ainda não existia um dia que comemorasse o outro elo da família.

(Imagem: Reprodução | O Globo)

O dia 16 de agosto ficou marcado então como ‘’o dia do Papai’’, a data foi escolhida para coincidir com o Dia de São Joaquim, pai de Maria e avô de Jesus Cristo e, mais para frente, se confirmou sendo no segundo domingo de agosto.

 
BIG STORY

A linha que está dividindo as eleições

(Imagem: Ca Aulucci | JOTA)

Olhando os grandes temas do debate político hoje, fica a impressão que a política brasileira se divide apenas entre direita e esquerda, ou entre simpatizantes de Lula e de Bolsonaro.

Mas pesquisas, dados e relatórios recentes mostram que não é só por aí que existe uma fronteira nas eleições. Está presente também em um fenômeno chamado gender gap.

Esse nome mais técnico se refere a disparidade de intenção de voto entre os gêneros, e se consolidou como a variável mais decisiva para a corrida presidencial.

O que quer dizer? Basicamente, enquanto os homens estão mais inclinados à direita, as mulheres estão se posicionando cada vez mais à esquerda.

Para muitos especialistas, o gênero passou a ser a principal linha divisória da política brasileira.

Vamos aos números…

Se olharmos para os dois principais candidatos para assumir o Palácio do Planalto, entre o eleitorado masculino, Flávio Bolsonaro lidera contra Lula por 50% a 41%.

Quando o recorte é feito apenas com as mulheres, a fotografia se inverte. Lula lidera com 52% contra 37% do senador.

O movimento acontece em um momento decisivo. Pela primeira vez em mais de uma década, mais brasileiros se declaram de direita ou centro-direita (44%) do que de esquerda ou centra-esquerda (39%).

(Imagem: DataFolha | Veja)

No caso das mulheres, o jogo é um pouco diferente, já que 44% dizem estar mais alinhadas à esquerda, contra 38% à direita.

Talvez você se pergunte o porquê dessa distância só aumentar, e a resposta está ligada a economia, a segurança e a rotina. Lembre-se, aqui são os dados.

  • O lado feminino: Especialistas apontam que a inclinação das mulheres à esquerda tem menos com a polarização ideológica e mais com uso prático dos serviços públicos. Elas priorizam proteção social, saúde, educação e igualdade no mercado de trabalho.

  • O lado masculino: Parte dos homens tem respondido com mais tração a discursos de autoridade, visão liberal na economia e pautas mais ‘’duras’’ de segurança — a principal sendo a flexibilização de acesso a armas, amplamente rejeitada pela maioria feminina.

Os dois lados da moeda não são exclusivos do Brasil. O cenário espelha a dinâmica americana, onde a rejeição feminina a discursos conservadores impulsionou movimentos anti-Trump, ao mesmo tempo em que a pauta anti-woke cresceu entre os homens.

Os posicionamentos impactam nas campanhas

Com o eleitorado rachado ao meio, os dois lados precisam recalibrar os discursos para tentar furar a bolha do gênero oposto.

O plano de Lula

Para segurar o eleitorado feminino, o governo tem apostado forte em agendas trabalhistas, com lei da igualdade salarial, a discussão pelo fim da escala 6x1 e a ampliação de programas sociais.

O grande desafio do petista é reduzir a rejeição entre os homens, que chega a 55%.

O plano de Flávio

Do outro lado, o candidato do PL tenta suavizar a resistência do público feminino ao clã Bolsonaro. Flávio passou a intensificar agendas com mulheres e colocou a esposa Fernanda na linha de frente dos compromissos.

O problema é que problemas dentro da própria base tem atrapalhado. Ruídos públicos entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acabaram gerando desgaste.

Apesar de representarem a maioria da população e do eleitorado, as mulheres ocupam hoje apenas 17,7% das cadeiras na Câmara dos Deputados. No entanto, se a presença institucional ainda é baixa, a força nas urnas é definitiva.

Em uma disputa que promete ser decidida voto a voto, a corrida presidencial no Brasil não será vencida apenas por quem convencer o eleitorado tradicional, mas por quem conseguir decifrar e responder às demandas do gender gap.

 
APRESENTADO POR LITTLE BEAN

Meu pai me ofereceu café pela primeira vez quando eu tinha 9 anos

Eu olhei pra xícara, tomei um gole e falei que era horrível. Sem cerimônia nenhuma. Ele riu e disse que eu ia entender quando crescesse.

E fui entendendo aos poucos: pra não dormir na aula, pra aguentar a semana de provas, pra ir virado pro trabalho. Em algum momento no meio disso, virou hábito, e eu percebi que tava gostando de verdade. Só que de um café bom, sem aquele amargor de queimado que ele sempre tomou.

Semana passada levei um Little Bean pra ele experimentar, o de caramelo. Ele tomou, ficou quieto um segundo e disse: "esse aqui é bom mesmo."

10 anos depois, a gente finalmente concorda sobre café.

☕ Hoje é um bom dia pra apresentar o Little Bean pro seu pai. E faça o favor de desejar um feliz dia pra ele, risos.

Ass: estag do the news

 
MANCHETES DO DIA

As manchetes desse domingo

(Imagem: Wilton Júnior | Estadão)

Visita negada. O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de seus filhos no Dia dos Pais. Moraes manteve as restrições rígidas da prisão domiciliar, reforçando que o benefício concedido por razões de saúde não altera o regime fechado ao qual o ex-mandatário continua submetido.

Revés no caso Americanas. A Justiça decidiu suspender o bloqueio de bens no valor de R$ 54 bilhões dos acionistas de referência da Americanas — Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Eduardo Saggioro. A decisão revogou a retenção patrimonial efetuada pela Polícia Federal, alegando incertezas sobre a participação direta dos executivos nas fraudes contábeis da varejista.

Patrimônio. O presidente Lula declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 4,7 milhões para a disputa presidencial de 2026. O montante representa uma redução de 35% em relação aos R$ 7,4 milhões declarados em 2022.

Saúde de Joe Biden. Em entrevista emocionante, o filho de Joe Biden revelou que o câncer de próstata de seu pai sofreu metastatização para os ossos e outros órgãos. Ele relatou que o quadro avançado tem provocado dores intensas no ex-mandatário, que vem enfrentando o avanço agressivo da doença com tratamento paliativo.

Aparição sob suspeita. A mídia estatal iraniana divulgou um vídeo do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, conversando com apoiadores. As imagens foram veiculadas na tentativa de conter crescentes rumores de oposição que apontavam que ele estaria gravemente ferido ou incapacitado desde os ataques aéreos de fevereiro.

 
YOUTUBE
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Como o Brasil se tornou o PAÍS DAS BETS?

 
TO GO

São Paulo está recebendo uma oportunidade rara para quem acompanha a história da arte do século XX. O MAB FAAP abre as portas para uma das maiores exposições já realizadas no Brasil dedicada a Joan Miró, reunindo obras que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista espanhol.

Miró: Mestre das Formas apresenta mais de 100 obras originais, entre pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias, fotografias e documentos históricos. Parte desse conjunto nunca havia sido exibida no Brasil, e algumas peças sequer haviam saído da Espanha até agora.

A realização da mostra foi resultado de anos de negociações e contou com o apoio de Joan Punyet Miró, neto do artista.

📌 Museu de Arte Brasileira da FAAP
Rua Alagoas, 903 - Higienópolis | São Paulo
📆 Em cartaz até 12 de outubro
🎟️ Entrada gratuita

 
CURIOSIDADE DO DIA

O que faz um atleta se tornar o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos?

Não foi um único mergulho de sorte. Foram 4 edições dos Jogos, começando em 2003, em Santo Domingo, ainda garoto, disputando ao lado de nomes que ele só via na TV.

12 anos depois, em Toronto 2015, Thiago Pereira quebrou um recorde de 22 medalhas que parecia intocável. Fechou a conta em 23 pódios, 15 deles de ouro.

O apelido veio sozinho: "Mister Pan".

Mas a história por trás das medalhas, as derrotas, as viradas, o que sustentou ele por tanto tempo no topo, isso a gente não cabe aqui. Você pode ouvir de perto aqui, no palco do seis&seis🎤

 
TO WATCH & TO READ

(Imagem: Netflix)

Nos bastidores mais sombrios da política norte-americana, a ambição não tem limites e a ética é apenas uma moeda de troca. Nesta aclamada série de drama político, acompanhamos Frank Underwood, um congressista que, ao lado de sua esposa, inicia uma escalada fria e manipuladora rumo ao topo do poder em Washington. Quebrando a quarta parede para conversar diretamente com o espectador, o protagonista nos transforma em cúmplices involuntários de suas chantagens, jogos de bastidores e traições.

(Imagem: Amazon)

Atravessar o Oceano Atlântico em um minúsculo barco a remo, sozinho, impulsionado apenas pela força dos próprios braços. Em livro de sua autoria, o navegador Amyr Klink relata sua jornada inacreditável de mais de 6.500 quilômetros entre a África do Sul e a Bahia. Muito além de um feito físico absurdo, a obra é um relato poético e fascinante sobre planejamento, paciência e a convivência íntima com a imensidão da natureza — dividindo o mar com baleias, tubarões e gaivotas ao longo de cem dias isolado do mundo.

 
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