quinta-feira, setembro 24, 2026

Operação Crédito Oculto atinge banqueiros, empresários e fundos ligados à máfia dos combustíveis nesta quinta-feira

 Terceira fase da Operação Carbono Oculto mira uma rede suspeita de lavar dinheiro e ocultar patrimônio em meio à compra da distribuidora Terrana

Por JB POLÍCIA
redacao@jb.com.br

Publicado em 24/09/2026 às 07:30

                       Viaturas da Polícia Federal em operações nesta quinta-feira Foto: Polícia Federal/divulgação

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em 32 locais nesta quinta-feira (24) em uma ofensiva contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado à máfia dos combustíveis. A operação, batizada de Operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto, foi autorizada pela Justiça de São Paulo e se espalha por endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.

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PT aciona STF e TSE contra Flávio e Eduardo por suposta interferência dos EUA

Publicado em 24 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Relatório da Abin apontou ameaça de interferência americana

Anna Júlia Lopes
Folha

O jurídico da campanha do presidente Lula (PT) acionou nesta quarta-feira (23) o STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a adoção de medidas urgentes para investigar a possível interferência por parte dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.

Além do Supremo, o PT também ajuizou ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acusando o candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação, alegando articulação com o governo Donald Trump com o suposto intuito de interferir nas eleições.

ATOS UNILATERAIS – A ação que tramita no Supremo foi ajuizada anteriormente pelo Instituto Brasileiro de Mineração e teve decisão que firma o entendimento de que atos unilaterais estrangeiros não admitidos pela ordem jurídica brasileira não eram eficazes no país. Além disso, também foi proibida a execução, no Brasil, de imposições ou instrumentos decorrentes desses atos.

Na petição protocolada pela campanha, o PT pede para que seja incluído como parte interessada no processo. O partido solicita ainda para que seja apurada a possível atuação de agentes no Brasil para dar eficácia a atos estrangeiros que o próprio STF teria declarado ineficazes.

Entre esses atos, a peça cita uma série de medidas tomadas pela Casa Branca nos últimos dois anos: o primeiro tarifaço, em 2025; a revogação dos vistos norte-americanos dos ministros do STF; a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes; o segundo tarifaço, em 2026; e a declaração do Comando Vermelho e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.

INTIMIDAÇÃO – A campanha relaciona essa ação dos EUA aos filhos de Jair Bolsonaro, como a atuação de Eduardo para intimidar o Poder Judiciário brasileiro e o episódio em que Flávio propagou um dado falso sobre as urnas eletrônicas em uma reunião com embaixadores.

Na ação protocolada no TSE, a campanha também levou em conta esses fatos. Segundo a petição, o resultado da combinação das medidas tomadas pelos EUA e da conduta de Flávio e Eduardo é a criação de um ambiente de instabilidade institucional e eleitoral.

“Desse arranjo decorrem danos diretos à soberania nacional, à liberdade do voto e à normalidade do processo eleitoral brasileiro e, mais do que isso, a própria interferência externa no resultado do pleito”, diz o documento.

CASSAÇÃO – Além da inelegibilidade dos irmãos, o PT também pede para que os registros de candidatura de Flávio e de seu candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), sejam cassados.

O PT ajuizou as ações após ser revelado pela Folha relatório produzido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que aponta a interferência dos EUA como uma das possíveis “ameaças ao processo eleitoral de 2026”.

 

Ministério da Saúde pede incorporação de canetas emagrecedoras ao SUS

 

Ministério da Saúde pede incorporação de canetas emagrecedoras ao SUS

Por Mônica Bergamo e Jullia Gouveia, Folhapress

24/09/2026 às 17:16

Foto: Divulgação/EMS

Imagem de Ministério da Saúde pede incorporação de canetas emagrecedoras ao SUS

Ozivy, da EMS, é a primeira caneta contendo semaglutida sintética com registro da Anvisa

O Ministério da Saúde pediu nesta quinta (24) a incorporação de canetas emagrecedoras (GLP-1) no SUS (Sistema Único de Saúde). O ministro Alexandre Padilha enviou ofício à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) para que a oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade seja avaliada.

A avaliação da Conitec é o primeiro passo para a oferta do medicamento na rede pública. Após o parecer, o processo passa por consulta pública antes da decisão final do Ministério da Saúde.

A proposta prevê a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos que não têm mais proteção de patente. Ao todo, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 em 2026. Entre elas estão versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos.

Segundo a pasta, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024. O pedido considera também a redução dos preços dos medicamentos, que, segundo o ministério, caíram 70% em menos de um ano com a ampliação da concorrência no mercado brasileiro.

O ministério afirma que o pedido também considera a primeira diretriz da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no fim de 2025. O documento recomenda políticas para ampliar o acesso às terapias e preparar os sistemas de saúde para sua utilização.

A pasta também conduz estudos sobre o uso dos medicamentos em pacientes do SUS com obesidade por meio do GHC (Grupo Hospitalar Conceição), em Porto Alegre (RS). Uma eventual incorporação deverá definir critérios clínicos para o acesso ao tratamento.

Na semana anterior, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, defendeu que as canetas emagrecedoras deveriam ser oferecidas gratuitamente pelo SUS.

Politica Livre

CNJ faz operação em gabinete de desembargador ligado a Kassio Nunes Marques

CNJ faz operação em gabinete de desembargador ligado a Kassio Nunes Marques

Por Mônica Bergamo, Folhapress

24/09/2026 às 16:43

Foto: Reila Silva/TSE/Arquivo

Imagem de CNJ faz operação em gabinete de desembargador ligado a Kassio Nunes Marques

O ministro Kassio Nunes Marques

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) realiza nesta quinta (24) uma operção no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

A PF (Polícia Federal) participa, em apoio à Corregedoria Nacional de Justiça, que é vinculada ao CNJ.

Ramos é citado em diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro como integrante da "Turma do KN", uma referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques.

A mulher do magistrado, Camila Ramos, firmou um contrato de R$ 470 milhões com o Banco Master para defender os interesses da instituição relacionados a precatórios bilionários do setor sucroalcooleiro. Ela visita Vorcaro regularmente na prisão.

O casal é amigo íntimo de Kassio. Diálogos mostram que o ministro viajou em uma aeronave de Vorcaro para celebrar o aniversário da advogada em Alagoas. Já o desembargador Newton Ramos aparece em diálogos pedindo a reserva de quartos em hotel de luxo para o magistrado.

Kassio Nunes Marques diz que nunca trocou mensagens com o banqueiro e que nunca autorizou terceiros a falarem em seu nome.

Ramos é alvo de um procedimento no CNJ que apura a conduta dele em casos de interesse do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o jornal o Estado de S. Paulo, o desembargador proferiu ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Master em um processo envolvendo a Usina Cansanção de Sinimbu, em Jequiá da Praia, Alagoas.

Em recuperação judicial, a empresa busca definir o valor da indenização devida pela União por supostos prejuízos causados pela política de preços do setor sucroalcooleiro.

Nas operações da corregedoria do CNJ são recolhidos materiais de computadores e outros documentos para embasar os procedimentos de investigação contra magistrados.

O advogado Kevin Marques, 25, filho do ministro Kassio, também é citado no celular de Vorcaro, em diálogos em que o ex-banqueiro trata de pagamentos que seriam destinados a ele.

Eles seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária e envolveriam casos igualmente relacionados a precatórios de interesse do Master.

As mensagens foram trocadas entre Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, e o ex-banqueiro. Nelas, Rennó fala em pagamentos mensais de R$ 500 mil.

Em uma das mensagens, Rennó repassa a Vorcaro, no dia 1 de outubro de 2024, a informação de que o STF tinha tomado uma decisão favorável à destilaria Alcídia, de Teodoro Sampaio, que reconhecia a responsabilidade da União sobre prejuízos causados a usinas do setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990.

Com isso, a União teria que pagar indenizações bilionárias às usinas. Vorcaro tinha negócios e interesse na área, já que o Banco Master mantinha em seu balanço carteira de precatórios do setor estimada em R$ 10 bilhões.

Votaram a favor da tese os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Ficaram vencidos Gilmar Mendes e André Mendonça.

Nunes Marques inicialmente se declarou impedido de votar, mas depois reviu a posição e desempatou o julgamento a favor da destilaria.

Em seguida, Rennó envia o print com os contatos de Kevin Marques, e embaixo a legenda: "Dominado aqui".

No ano seguinte, em 4 de julho de 2025, Rennó volta a falar do assunto com Vorcaro. Ele envia o print com os mesmos contatos de Kevin Marques e escreve: "Esse aqui _ 500 mil mês - mantém? Kkkkkkkkk. Então esse aqui já era, né?". Vorcaro responde: "Kkkkkkk".

Em 8 de agosto de 2025, Rennó diz a Vorcaro: "Dos pagamentos essenciais está faltando a Consult". Em seguida, envia o mesmo print com os contados de Kevin Marques, e escreve: "Aqui. Esse aí. Único 'meu' que faltou".

Procurado, o ministro Kassio Nunes Marques não se manifestou, na época, sobre os diálogos que citam Kevin Marques.

A assessoria do filho do magistrado afirmou por meio de nota que "o advogado Kevin Marques não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal".

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