quinta-feira, setembro 17, 2026

TSE proíbe candidatos de usar imagem de Bolsonaro em santinhos

Publicado em 17 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Decisão vê tentativa de driblar restrição imposta

Lucas Lucena
Folha

A ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), proibiu, em caráter liminar, o uso de imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em santinhos e materiais impressos de candidatos.

Ela proibiu o candidato a deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) de usar santinhos com a imagem do ex-presidente. “Determinando ao representado que se abstenha de veicular quaisquer santinhos e ‘wind banners’ [bandeiras de mastro com base plástica] que contenham a imagem de Jair Messias Bolsonaro, até o julgamento definitivo deste Tribunal Superior.”

MANIFESTOS POLÍTICO-ELEITORAIS – Estela se baseou na decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proibiu Bolsonaro de divulgar “manifestos político-eleitorais”, inclusive por terceiros. Segundo Moraes, a determinação decorre da perda dos direitos políticos de Bolsonaro por causa da condenação pela trama golpista.

Para a ministra, utilizar a imagem de Bolsonaro configura manifestação de apoio político-eleitoral, burlando a decisão do STF. A decisão, no entanto, não menciona vídeos ou fotos de Bolsonaro em redes sociais, por exemplo.

Entendimento do TRE-SP havia sido diferente. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo considerou que a utilização de imagem de uma pessoa com direitos políticos suspensos em propaganda eleitoral não é prática proibida.

DESTINATÁRIO ESPECÍFICO – O TRE-SP interpretou que a decisão de Moraes possuía “destinatário específico”, sendo apenas Bolsonaro, não se estendendo a terceiros. A restrição, na avaliação do tribunal, não está prevista na lei eleitoral e é incompatível com o sistema constitucional de garantias.

A propaganda buscava apenas associar candidatura a uma corrente ideológica ou liderança pública, diz o TRE. “A simples presença da fotografia de pessoa conhecida do cenário político nacional não transforma essa pessoa em autora da mensagem nem permite concluir, sem outros elementos concretos, que houve manifestação político-eleitoral por intermédio de terceiro.”

Caso Moraes expõe desinstitucionalização e aumenta pressão por reforma do Judiciário

Publicado em 17 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet


“PF paralela” provoca reação da corporação após sessão marcada por baixarias no Supremo

Publicado em 17 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Polícia Federal refuta termo usado por Fux e Mendonça

Deu na CNN

Durante julgamento realizado na terça-feira (15) no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros Luiz Fux e André Mendonça levantaram a existência de uma suposta “Polícia Federal paralela”, que estaria monitorando ministros da Corte sem autorização. Segundo o analista de Segurança Pública da CNN Elijonas Maia, ao Live CNN, a acusação gerou forte repercussão dentro da corporação, que reagiu de forma contundente às declarações.

De acordo com o analista, a Polícia Federal foi mencionada repetidamente ao longo de toda a sessão. Luiz Fux, Gilmar Mendes e André Mendonça abordaram o tema em diferentes momentos, incluindo referências ao relatório produzido pela PF que embasou o julgamento — no qual se discutia a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes.

CORPORAÇÃO REJEITA RÓTULO –  A cúpula da Polícia Federal, segundo Elijonas Maia, rejeitou totalmente o termo “PF paralela”. A corporação afirma que não existe uma estrutura paralela atuando de forma ilegal, contrariando a Constituição ou o Código de Processo Penal.

A PF sustenta que cumpre ordens judiciais e que o relatório de 218 páginas mencionado durante o julgamento foi elaborado a partir de uma determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master. “A Polícia Federal fez o trabalho técnico de perícia, análise do celular e fez um relatório e enviou para a Suprema Corte”, explicou Elijonas Maia, resumindo a posição da instituição.

O analista também destacou que, da mesma forma, outro relatório foi requisitado por Alexandre de Moraes e incluído no inquérito das fake news, tratando do ministro André Mendonça.

AFASTAMENTO DE ANDREI – A sessão também foi marcada pelo tema do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ocorrido na semana anterior ao julgamento — episódio que, segundo Elijonas Maia, ocorreu justamente em meio ao contexto em que se alegava a existência de uma PF paralela atuando de forma irregular.

Outro ponto de tensão durante a sessão foi a defesa feita por Gilmar Mendes pela retirada de delegados lotados nos gabinetes do STF. Atualmente, são cinco delegados distribuídos entre os gabinetes: dois no gabinete de André Mendonça, um no de Alexandre de Moraes, um no de Luiz Fux e outro na segurança do próprio Supremo, sem vínculo com a assessoria dos magistrados.

“SEM NOÇÃO” – Gilmar Mendes chegou a afirmar que “só uma pessoa sem a menor noção” afastaria um diretor-geral da PF, em referência a André Mendonça, e comparou o ato a demitir o diretor da NASA.

Elijonas Maia ponderou que a questão dos delegados nos gabinetes divide opiniões dentro da própria corporação. Uma ala defende a presença desses profissionais como suporte técnico para a condução de inquéritos complexos — como os casos Master, Dark Horse, INSS e Lulinha, todos sob a relatoria de André Mendonça. Outra ala, no entanto, critica essa prática.


🔵 Onde está Alcolumbre? Silêncio do presidente do Senado irrita a oposição

 

PROCURANDO...

Onde está Alcolumbre? Silêncio do presidente do Senado irrita a oposição | Por onde anda Davi Alcolumbre? Essa é a pergunta que senadores de oposição passaram a fazer após o desfecho (ou a falta dele) da sessão extraordinária do STF originalmente convocada para discutir o futuro do ministro Alexandre de Moraes na corte e interrompida por um pedido de vista de Flávio Dino. LEIA+

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Lula é aconselhado a tirar o terno e vestir camisa de candidato | Faltando pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições, auxiliares de Luiz Inácio Lula da Silva engajados na campanha avaliam que o petista precisa 'tirar o terno de presidente e vestir mais a camiseta de candidato' se quiser tornar mais visíveis suas posições e fazer frente ao seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, do PL. LEIA+

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Flávio Dino quer apagar as câmeras do Supremo. Um deputado do PT já tentou | Na sessão histórica da última terça-feira, Flávio Dino deixou claro não concordar com a transmissão ao vivo dos julgamentos do STF. “É uma posição antiga que eu tenho”, disse o ministro. O tema é, de fato, polêmico, mas ao menos por ora não há espaço em Brasília para acabar com as transmissões. LEIA+

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Crise no STF faz crescer aliança silenciosa do Centrão com Flávio Bolsonaro | O Centrão, especialista em farejar poder, está dando passos em direção a Flávio Bolsonaro. Lideranças de partidos que declararam neutralidade no primeiro turno da corrida presidencial passaram a “precificar”, em meio à crise sem precedentes no STF, uma eventual vitória do candidato do PL em outubro. LEIA+

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O que pode frear a queda de juros promovida pelo Banco Central | No comunicado em que anunciou a redução dos juros em 0,25 ponto percentual, para 13,25% ao ano, o Banco Central informou quais são as principais preocupações e riscos para a inflação que poderiam obrigar o Copom a frear a queda da Selic. LEIA+

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 PANUTTO, Peter; RANGEL, Maria Lívia Custódio. AS INCOERÊNCIAS DO SISTEMA DE PRECEDENTES NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: ANÁLISE DA ADPF 402 E DA AÇÃO PENAL 4070. Revista Opinião Jurídica, Fortaleza, v. 21, n. 38, p. 103-119, set./dez. 2023.

 

Fachin suspende sessão do STF que analisaria relatório sobre Mendonça

 

Fachin suspende sessão do STF que analisaria relatório sobre Mendonça

Por Anna Júlia Lopes Luísa Martins, Folhapress

17/09/2026 às 13:16

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

Imagem de Fachin suspende sessão do STF que analisaria relatório sobre Mendonça

O presidente do STF, ministro Edson Fachin

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, anunciou a suspensão da análise sobre as alegações de abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça.

A sessão estava, originalmente, marcada para a próxima semana, em 23 de setembro. No despacho, Fachin não definiu uma nova data para a discussão.

Como mostrou a Folha, a tendência já era Fachin adiar a sessão. A avaliação do entorno do presidente do tribunal era a de que, na prática, o pedido de vista do ministro Flávio Dino na sessão histórica de terça (15) inviabilizou tecnicamente que o caso de Mendonça vá ao plenário semana que vem.

Na terça, os ministros se reuniram para tratar de outro relatório da PF (Polícia Federal), dessa vez, sobre o ministro Alexandre de Moraes. No documento, que foi elaborado a pedido de Mendonça, o magistrado é apontado como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master acusado de uma série de fraudes financeiras.

Já o relatório sobre Mendonça foi feito por determinação de Moraes. O magistrado usou o documento para embasar um pedido de investigação contra o colega por abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução do caso Master.

O pedido de vista de Dino, que suspende a análise do caso por até 90 dias, ocorreu durante a discussão de uma questão de ordem para definir se o relatório sobre Moraes deveria ser debatido de forma conjunta com o de Mendonça ou se a análise dos dois deve ser feita separadamente.

Como o impasse sobre a união ou separação dos processos ainda não se resolveu, os ministros precisam terminar de decidir sobre a questão de ordem para que o julgamento anteriormente marcado para o dia 23 possa acontecer.

A corte também cancelou a sessão extraordinária prevista para esta quinta. Depois de terça, com um julgamento marcado por embates e trocas de ofensas, o clima de tensão dentro do tribunal aumentou.

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