quinta-feira, julho 16, 2026

MPE instaura processo contra prefeito que ameaçou servidores ao cobrar apoio a Jerônimo

 

MPE instaura processo contra prefeito que ameaçou servidores ao cobrar apoio a Jerônimo

Por Redação

16/07/2026 às 16:53

Foto: Reprodução

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou um processo para investigar o prefeito Eraldo Félix (Republicanos) de Érico Cardoso, na Bahia, após a publicação de um vídeo nas redes sociais onde ameaça servidores a seguirem seu alinhamento político ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O promotor de Justiça, Victor de Araújo Fagundes, com atuação na Comarca de Paramirim afirma que encaminhou o procedimento ao Procurador Regional Eleitoral para adoção de medidas judicias cabíveis.

“O Ministério Público reafirma seu compromisso institucional com a proteção do livre exercício do direito constitucional ao voto, mecanismo essencial à preservação do regime democrático brasileiro”, diz a nota.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor disse que quem “não jogasse junto ao time” que ele escalou, estaria fora do grupo.

"Aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora. Porque a hora é agora. Para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora. Aqui só tem um técnico. Ou joga de acordo com o time que a gente escala ou não faz parte do time”, declarou.

Politica Livre

Coordenador de Lula diz que posição da Fiesp sobre tarifaço de Trump é 'vergonhosa e estarrecedora'

 

Coordenador de Lula diz que posição da Fiesp sobre tarifaço de Trump é 'vergonhosa e estarrecedora'

Por Mônica Bergamo, Folhapress

16/07/2026 às 14:15

Foto: Divulgação/Arquivo

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Sede da Federação da Indústria do Estado de São Paulo

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordena a campanha de reeleição de Lula em São Paulo, afirma que a nota divulgada nesta quinta (16) pelo presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, sobre o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil é "vergonhosa e estarrecedora".

Skaf culpou Lula pela medida anunciada pelos EUA. Segundo ele, a nova sobretaxa de 25% aplicada pelo governo Trump sobre produtos brasileiros poderia ter sido evitada com uma "condução técnica e pragmática" das negociações.

Diz também que em um momento de sensibilidade econômica mundial, a "opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington" minaram vínculos construídos ao longo de 200 anos cooperação bilateral.

"Vergonhosa e estarrecedora a fala do presidente da Fiesp. Um verdadeiro tapa na cara do empresariado brasileiro, que é a verdadeira vítima dos boicotes do bolsonarismo ao Brasil e aos brasileiros", afirma Carvalho à coluna.

Ele diz ainda que "a instrumentalização política e eleitoral de uma importante entidade nacional como a Fiesp é verdadeiramente preocupante, em especial em um momento desafiador como o que estamos vivemos. O momento é de união. De conciliação".

Carvalho reage em linha com governo Lula, que divulgou nota afirmando que o novo tarifaço é um "enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros".

Ele afirma ainda que não há, no Brasil, liderança além de Lula "que seja capaz de frear os injustos e injustificados ataques que a nossa soberania e a nossa indústria nacional estão recebendo".

Na nota divulgada depois da decisão norte-americana, Skaf afirmou "lamentar, com profunda preocupação", a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros.

Para a entidade, a decisão é "especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais".

Liderada por Paulo Skaf, um crítico ao governo Lula, a federação afirma que a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma "condução técnica e pragmática".

"O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", disse ainda Skaf na nota.

Politica Livre

Indicado a novo embaixador dos EUA diz que eleições no Brasil serão 'livres e justas'

 

Indicado a novo embaixador dos EUA diz que eleições no Brasil serão 'livres e justas'

Por Isabella Menon, Folhapress

16/07/2026 às 16:45

Foto: Sarah Gray/Divulgação flhouse.gov

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O deputado Daniel Pérez em discurso aos parlamentares na Câmara dos Deputados da Flórida

O indicado do presidente Donald Trump para ser o novo embaixador no Brasil, Daniel Peréz, foi sabatinado em uma audiência no Senado dos EUA nesta quinta-feira (16).

Pérez, que é deputado estadual da Flórida, falou sobre interesses econômicos em comum com os Estados Unidos, como os minerais críticos, citou presença de organizações criminosas transnacionais "que ameaçam a comunidades americanas" e, em entrevista a jornalistas, afirmou acreditar que o Brasil terá eleições "livres e justas".

Cumprida a audiência, Peréz ainda precisa ser aprovado em votação do comitê de Relações Exteriores e, na sequência, em plenário. Como o Congresso entra em recesso a partir de agosto, ele poderia ser aprovado nas próximas duas semanas ou a partir de setembro.

Durante a sessão, ele foi questionado pelo senador democrata Tim Kaine sobre as novas tarifas de 25% aplicadas pelos EUA ao Brasil. Pérez afirmou que, como a medida foi divulgada na noite da quarta-feira (15), ele ainda não conseguiu se inteirar sobre o assunto.

Kaine retrucou que os Estados Unidos possuem um superávit com o Brasil e, se o governo Lula decidir retaliar, os produtos americanos podem sofrer ainda mais. Depois, em entrevista a jornalistas, Pérez disse que o superávit do Brasil com os EUA é um fato, mas reiterou que ainda precisa entender melhor as novas sobretaxas.

O republicano destacou que o Brasil possui vastas reservas de minerais críticos, "essenciais para os interesses econômicos e segurança nacional dos EUA" e que o país enfrenta desafios de segurança.

Segundo ele, há "organizações criminosas transnacionais que ameaçam comunidades americanas até a crescente presença de potências externas que disputam influência na região", e a "forma como os Estados Unidos atuam em relação ao Brasil é fundamental para esse esforço [de combate ao crime] na América Latina".

Pérez não citou explicitamente as facções a que se referia. Em maio, os EUA decidiram classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.

Além da interrupção de "atividades de organizações envolvidas no tráfico e no crime transnacional", Pérez disse que as principais prioridades de sua atuação serão a proteção dos cidadãos americanos no Brasil e a promoção de interesses nacionais em comércio e investimentos.

Motivo de atrito com os EUA há anos, o etanol também foi um dos tópicos questionados na audiência --o produto foi uma reclamação do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), que considera as tarifas de 18% aplicadas pelo Brasil muito altas.

Pérez foi questionado sobre o assunto pelo senador republicano Pete Ricketts, que celebrou o novo tarifaço contra o Brasil —ele disse ser um mecanismo para manter a "concorrência justa em todo o mundo".

Pérez respondeu que não é especialista no tema, mas que "existe um desequilíbrio e não se limita ao etanol". "Acho que há um desequilíbrio também nos setores de energia e infraestrutura quando se trata da relação entre Brasil e Estados Unidos", disse.

Para o indicado de Trump, parte desse problema está ligado "com presença e proximidade".

"Se eu for confirmado e puder ir ao Brasil, estar presente no país, acredito que a relação entre o setor privado —e não apenas entre os governos— pode ser fortalecida. O setor privado dos Estados Unidos, o governo brasileiro, o setor privado brasileiro e os cidadãos brasileiros podem aprofundar esses laços", disse ele.

Politica Livre

Aliados de Flávio são orientados a culpar Lula pelo tarifaço nas redes


Por Gabriela Echenique,

16/07/2026 às 15:02

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo

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Ideia é rebater argumento do petista de que Flávio Bolsonaro agiu contra o Brasil

Os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) na Câmra dos Deputados e no Senado estão sendo orientados a usar a presença nas redes para culpar o governo Lula (PT) pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

A estratégia é uma forma de rebater o argumento que tem sido usado por petistas de que as tarifas só estão sendo aplicadas por causa da atuação do bolsonarista.

Nas redes, alguns deputados e senadores já começaram a apontar que o governo brasileiro não negociou corretamente com o governo Trump.

Para isso, estão usando o post do secretário de Estado, Marco Rubio, que disse que o governo Lula não negociou de boa-fé com os americanos.

O deputado federal Sanderson (PL-RS), que é vice-líder da oposição na Câmara, puxou o coro.

"O PT tentou culpar Flávio Bolsonaro pelo tarifaço, mas a mentira tem perna curta. Marco Rubio foi categórico ao afirmar que Lula não negociou de boa-fé e colocou o próprio ego acima dos interesses do Brasil. Lula foi desmascarado internacionalmente", disse.

Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (PL-SE), também responsabiliza Lula.

"O mundo agora sabe quem é o verdadeiro responsável pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Essa responsabilidade tem nome e sobrenome: Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou.

A disputa de narrativas nas redes tem crescido nesta quinta-feira (16) após o anúncio oficial da imposição das tarifas de 25% aos produtos brasileiros.

Enquanto bolsonaristas jogam a culpa para o presidente, os petistas reforçam a alcunha do "TariFlávio" e afirmam que o bolsonarista atuou diretamente junto a Donald Trump para prejudicar o Brasil.

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