quinta-feira, julho 02, 2026

EDITORIAL: O 2 de Julho é a Verdadeira Independência do Brasil – O Sangue Baiano que Garantiu a Liberdade da Nação

 

EDITORIAL: O 2 de Julho é a Verdadeira Independência do Brasil – O Sangue Baiano que Garantiu a Liberdade da Nação


Por José Montalvão


Hoje, neste cenário de reflexão sobre o nosso passado e o nosso futuro, é preciso erguer a voz para fazer justiça à história: o 2 de Julho não é apenas uma efeméride regional; é uma das datas mais importantes, viscerais e fundantes da história da Bahia e do Brasil.

Existe um analfabetismo histórico que tenta resumir a libertação do nosso país ao grito pacífico de um príncipe às margens do Rio Ipiranga, em 7 de setembro de 1822. Mas a verdade nua e crua — que este espaço faz questão de estampar — é que a independência não se consolidou com uma assinatura em gabinete ou um brado isolado em São Paulo. Enquanto o Sudeste comemorava o laço rompido, o solo baiano ardia em guerra. Foi somente em 2 de julho de 1823, após meses de combates sangrentos e privações, que as tropas coloniais portuguesas foram definitivamente expulsas da Bahia, carimbando, de fato e de direito, a soberania do território nacional. Sem o 2 de Julho, o Brasil teria sido retalhado.

A Força do Povo: A Verdadeira Festa da Independência

Na Bahia, o 2 de Julho é consagrado como a verdadeira Festa da Independência. E o motivo de tanto orgulho reside na natureza dessa conquista: ela não foi obra de generais de gabinete ou de arranjos da elite política. Foi uma vitória de baixo para cima. Foi o triunfo do povo baiano — anônimos, negros, indígenas, escravizados, libertos, sertanejos e agricultores — que pegou em armas, abandonou a roça e marchou para defender a sua terra contra o invasor.

Essa bravura moldou heróis imortais que carregam a alma da nossa identidade e que nenhuma tentativa de apagamento cultural conseguirá destruir:

  • Maria Quitéria: A soldada que desafiou as convenções de sua época, vestiu o uniforme masculino e combateu nas trincheiras com coragem inabalável.

  • Joana Angélica: A abadessa que se transformou em mártir, defendendo com a própria vida a santidade do Convento da Lapa contra a fúria das tropas lusitanas.

  • Maria Felipa de Oliveira: A mulher negra, marisqueira de Itaparica, que liderou a resistência popular, queimando embarcações portuguesas e provando que a força da liberdade pulsa nas veias dos mais humildes.

O Impacto Nacional: O Ipiranga Anunciou, a Bahia Garantiu

Para o Brasil, o significado do 2 de Julho é de consolidação nacional. Se os portugueses tivessem vencido em solo baiano, a província permaneceria leal a Lisboa, e o Brasil teria sua integridade territorial despedaçada, restrito a um arranjo geopolítico frágil no Sul e Sudeste.

Como bem pontuam os mais lúcidos historiadores: o grito do Ipiranga apenas anunciou a Independência, mas foi o povo da Bahia que a garantiu com sangue, coragem, suor e sacrifício.

Até os dias de hoje, essa epopeia é revivida no tradicional cortejo cívico que corta as ruas de Salvador, arrastando milhares de cidadãos em torno dos carros do Caboclo e da Cabocla. É uma manifestação que vai muito além da festa; é um ato político-cultural de afirmação da nossa soberania, da nossa liberdade e da nossa identidade nacional.

Conclusão: Um Patrimônio de Luta Contra a Omissão

Portanto, debater o 2 de Julho não é olhar para um passado morto ou nos perdermos em discussões burocráticas e cosméticas de calendário. É entender que a nossa liberdade foi conquistada a ferro e fogo pelo povo comum.

Enquanto a "banda podre" da política tenta alienar a população e o amadorismo administrativo de certas lideranças prefere ignorar o valor da nossa memória cultural — deixando monumentos desabarem por puro descaso —, o 2 de Julho se levanta como um espelho de dignidade. Ele nos ensina que o ideal de independência e de desenvolvimento só se transforma em realidade quando há coragem para lutar. O 2 de Julho não pertence apenas aos baianos; é um patrimônio histórico e moral de todo o povo brasileiro que não aceita cabresto de ninguém!

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Defendendo a verdade histórica, valorizando o sangue dos nossos heróis e mostrando aos nossos mais de onze milhões de leitores que a verdadeira independência se constrói com a força e a soberania do povo!

Lauro de Freitas, o Recôncavo Norte e a Independência da Bahia: memória, pertencimento e reparação histórica.

 

Foto Divulgação - Lauro de Freitas (Bahia Terra Turismo) 



Lauro de Freitas, o Recôncavo Norte e a Independência da Bahia: memória, pertencimento e reparação histórica.


O reconhecimento da participação histórica de Lauro de Freitas nas lutas do 2 de Julho fortalece a identidade cultural do Recôncavo Norte e reafirma a importância da preservação do patrimônio, da pesquisa e da memória coletiva.


A história da Independência da Bahia está sendo reescrita de forma mais justa. Após quase dois séculos de invisibilidade, os municípios do Recôncavo Norte passaram a ocupar o lugar que lhes pertence nas celebrações do 2 de Julho, uma conquista construída pelo trabalho coletivo de pesquisadores, historiadores, agentes culturais e lideranças comprometidas com a preservação da memória baiana.


Desde 2023, Lauro de Freitas integra oficialmente o percurso do Fogo Simbólico, ao lado de Mata de São João, Dias d'Ávila e Camaçari. O trajeto segue até Simões Filho, onde se une ao roteiro tradicional, vindo de Cachoeira, Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde e Candeias, rumo a Salvador.


A iniciativa, incorporada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), representa mais do que uma alteração de percurso. Trata-se do reconhecimento da participação efetiva desses municípios na consolidação da Independência da Bahia.


Lauro de Freitas, antiga Santo Amaro de Ipitanga, teve papel relevante nesse processo histórico, acolhendo combatentes e enviando soldados para as batalhas que garantiram a libertação do território baiano do domínio português.


Para o historiador, professor e membro da Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas (ALALF), Coriolano Oliveira Filho, esse momento simboliza a reparação de uma dívida histórica.


“É o reconhecimento de Santo Amaro de Ipitanga na luta pela Independência da Bahia. Levamos dois séculos para alcançar esse reconhecimento. Pelo quarto ano consecutivo, celebramos oficialmente esse momento tão importante para a história da Bahia e, sobretudo, para Lauro de Freitas.”


Esse resgate histórico ganhou força com as pesquisas desenvolvidas pelo historiador Diego Copque, natural de Camaçari, e o trabalho, realizado em parceria com pesquisadores de outras cidades, resultou na criação de um consórcio que reivindicou a retomada desse percurso histórico, obtendo o reconhecimento da Fundação Gregório de Mattos e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).


Essa conquista demonstra que a preservação da memória exige compromisso permanente e investimento contínuo.


Como destaca Coriolano Oliveira Filho:

“Como cidadão, dei minha contribuição, assumindo custos e dedicando tempo a essa causa. Se dependêssemos exclusivamente dos recursos municipais, seria necessário aguardar editais. Falta escuta e consciência de que a cultura se constrói continuamente, com planejamento, transparência e investimento.”


Ao revisitar a história da Independência da Bahia, outros personagens fundamentais emergem desse processo. Entre eles está João Ladisláu de Figueiredo e Mello (1772–1856), figura histórica cuja trajetória atravessa importantes acontecimentos políticos da Bahia, como a Conjuração Baiana (1798), as agitações políticas durante o governo do Conde dos Arcos (1810–1818), a Revolução Constitucional (1821), o processo de Independência (1822–1823) e a Sabinada (1837–1838).


A Bahia do século XIX, período em que nasceu José Álvares do Amaral, vivia intensamente as transformações provocadas pelas lutas da Independência do Brasil. Embora D. Pedro I tenha proclamado a Independência em 7 de setembro de 1822, em São Paulo, a Bahia permaneceu sob domínio português, tornando-se um dos principais focos de resistência luso-portuguesa.


Foi nesse cenário que surgiram personagens fundamentais para a construção da identidade histórica de Lauro de Freitas, anteriormente denominada Santo Amaro de Ipitanga.


Entre eles, destaca-se José Álvares do Amaral, figura de grande relevância para a preservação da memória cívica baiana. Em 1860, ele avalizou a aquisição do imóvel onde foi instalado o Pavilhão Histórico da Lapinha, espaço que abriga, até os dias atuais, os carros cívicos que simbolizam a Independência da Bahia.


O tradicional carro do Caboclo, construído em 1828, permanece como um dos maiores símbolos desse patrimônio. Em sua estrutura estão registrados os nomes dos principais combates das guerras da Independência, enquanto suas rodas foram confeccionadas a partir das carretas utilizadas nas peças de artilharia tomadas dos inimigos.


A importância de José Álvares do Amaral também foi reconhecida pela historiadora Consuelo Pondé de Sena. Em artigo publicado no jornal A Tarde, em 20 de fevereiro de 1999, no Caderno 1, página 8, na coluna Opinião, a então presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia escreveu o texto intitulado Sobre um autor antigo, no qual prestou uma homenagem ao ilustre e, ao mesmo tempo, ainda pouco conhecido conterrâneo.


Em tom saudosista, registrou:

“Nos momentos de trégua, quando se me aliviaram as tensões, retorno a velhos livros, desses que os novos nem sabem da existência. Hoje, quero lembrar o ‘Resumo Chronologico e Noticioso da Província da Bahia — desde seu descobrimento em 1500’, da autoria de J.A.A. (José Álvares do Amaral).”


Essa referência reforça a relevância intelectual e histórica de José Álvares do Amaral, cuja contribuição permanece como fonte indispensável para a compreensão da formação social, política e cultural da Bahia.


Se pretendemos desenvolver uma verdadeira consciência de educação patrimonial, torna-se necessária a criação de um memorial que homenageie José Álvares do Amaral, além da implantação de projetos que permitam à população conhecer melhor a própria história da cidade.


As legislações que respaldam essas iniciativas já existem nas esferas federal, estadual e municipal, mas, infelizmente, sua aplicação ainda parece distante da realidade local.


Atualmente, continuo desenvolvendo pesquisas sobre a vida e a obra de José Álvares do Amaral, movido pela relevância de sua trajetória e pela convicção de que esse campo de investigação ainda não se encontra esgotado.


Como rotariano e integrante do Rotary Club de Lauro de Freitas, compreendi ainda mais a importância desse personagem para a nossa memória coletiva, especialmente após a homenagem prestada à historiadora Consuelo Pondé de Sena, em sessão solene realizada no Dia do Escritor, em 25 de julho de 2007.


Nossa inquietação reside justamente na expressiva participação de Lauro de Freitas nas batalhas pela Independência da Bahia, na importância dos treze engenhos instalados na região, especialmente o Engenho Caji, que serviu de pouso para as tropas do general Pedro Labatut, e, sobretudo, no desconhecimento de grande parte da população acerca desses acontecimentos.


Precisamos falar sobre preservação, identidade, memória e patrimônio. Entretanto, fomentar esses sentimentos exige, antes de tudo, despertar o senso de pertencimento. Afinal, patrimônio para quem? Qual identidade a população de Lauro de Freitas reconhece como sua?


Da mesma forma, o reconhecimento público também alcança personalidades contemporâneas que têm dedicado suas trajetórias à promoção da cultura e ao fortalecimento da identidade local.


Nesse contexto, o deputado estadual Alan Sanches apresentou um projeto de resolução propondo a concessão da Comenda 2 de Julho ao empresário Coriolano Alberto Andrade de Oliveira Filho, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao município de Lauro de Freitas.


Ao longo de sua trajetória, Coriolano consolidou-se como um importante empreendedor do setor do entretenimento e um dos fundadores do Conselho Municipal de Cultura, atuando ao lado de outros agentes culturais em iniciativas voltadas ao incentivo e ao fomento de ações sociais e culturais no município.


Entre suas realizações, destaca-se a Barraca da Gávea, em Vilas do Atlântico, espaço que, há mais de 30 anos, se tornou referência na promoção de atividades culturais e artísticas em Lauro de Freitas.


Segundo o parlamentar, o local abriga diversos eventos culturais e manifestações multiculturais, transformando-se em uma espécie de “Circo Voador” da cidade, democratizando o acesso à arte e contribuindo para a formação de novos talentos, especialmente entre jovens e mulheres.


Sua atuação também se estende ao empreendedorismo cultural, fortalecendo a economia criativa e contribuindo para a valorização da produção artística regional.


Reconhecer personagens como José Álvares do Amaral e Coriolano Alberto Andrade de Oliveira Filho é reconhecer a própria história de Lauro de Freitas. São trajetórias distintas, unidas por um mesmo propósito: preservar a memória, incentivar a cultura e construir uma identidade coletiva capaz de atravessar gerações.


A solução para os entraves históricos passa, necessariamente, pelo incentivo às pesquisas, pela formação de arquivos públicos, pela realização de exposições e pelo inventário dos bens culturais materiais e imateriais.


É indispensável promover um diálogo interdisciplinar que democratize o acesso à informação e torne os instrumentos culturais mais acessíveis à população.


O conhecimento é a principal ferramenta de transformação social. É preciso conhecer para pertencer; pertencer para cuidar; e cuidar para preservar.


Esse é, talvez, o maior desafio do nosso tempo: socializar a memória histórica e fazer com que seus símbolos deixem de ser apenas registros do passado para se tornarem instrumentos vivos de identidade, cidadania e pertencimento.


Uma cidade que desconhece o seu passado corre o risco de perder o rumo do seu futuro.


Coriolano Oliveira Filho

Professor, produtor cultural, sócio-fundador da Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas (ALALF), fundador e ex-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Lauro de Freitas, membro do Rotary Club de Lauro de Freitas e sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).


Lauro de Freitas, 22 de junho de 2026.

Texto e edição: Fábio Costa Pinto. Jornalista 33.166/RJ

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ABSTRACT
Este trabalho desenvolve uma análise da implantação das jurisdições de proximidade após a reforma do Judiciário francês entre 2002 e 2006. O objetivo é investigar a atividade judiciária no nível local durante o período mencionado, para compreender a implementação a partir de um quadro de análise que considera tal...
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EUA sancionam brasileiros e empresas por suposto elo com PCC

 

EUA sancionam brasileiros e empresas por suposto elo com PCC

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Foto: Andrew Harnik / Getty Images via AFP

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou dois cidadãos e três empresas brasileiras por supostos elos com uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção foi classificada por Washington como “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental”, reforçando a estratégia do governo de Donald Trump de aumentar a influência e o foco da política externa na região. É a primeira medida do tipo após a facção ser classificada pelos EUA como organização terrorista. Entre os alvos estão Victor Shimada e Stella Nunes de Oliveira, além de empresas como a Victory Trading, Pixwave e Wave Construções Inteligentes. Segundo o governo americano, Shimada ligava operadores do PCC na Flórida ao tráfico internacional e movimentou mais de US$ 30 milhões via criptomoedas. As sanções incluem bloqueio de bens e restrições financeiras. (g1)

O Ministério da Justiça brasileiro manifestou preocupação sobre os possíveis impactos das sanções financeiras impostas pelos EUA a brasileiros investigados por suposta ligação com organizações criminosas. “Não defendemos criminosos. O que tememos é que essa espetacularização gere efeitos secundários sobre pessoas que não têm ligação com o crime e sobre instituições financeiras brasileiras”, afirmou a secretária nacional de Justiça (Senajus), Maria Rosa Guimarães Loula. Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, declarou que Shimada e Stella de Oliveira não têm ligação com o PCC, ao contrário do que apontam as autoridades americanas. (g1)

Já Dario Durigan, ministro da Fazenda, disse que os EUA usam um conceito defasado de terrorismo, focado em ataques a países, similar à Al-Qaeda nos anos 2000, e isso distorce a realidade do problema brasileiro, que é o crime organizado. “Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros”, afirmou o ministro. (Record)

Para ler com calma. Conhecidos como “Japa” e “Lara Croft”, Shimada e Stella foram denunciados na Justiça da Flórida por participação no esquema de lavagem em instituições financeiras de 12 cidades americanas. A denúncia afirma que os valores eram provenientes do fornecimento de drogas, mas não cita facções brasileiras. Shimada já foi condenado no Brasil por integrar um esquema milionário de fraude, mas as autoridades não apontaram até o momento uma vinculação entre ele e suas empresas com o PCC. (Globo)

Adriana Fernandes: “A aplicação das sanções indicou não só que o governo dos EUA tem acesso a informações detalhadas do esquema das empresas envolvidas para ocultar a origem dos recursos ilícitos e escapar da fiscalização, como sinalizou também que eles podem estar sendo abastecidos de informações repassadas diretamente por brasileiros envolvidos nas investigações. De forma legal, por meio de cooperação entre investigadores dos dois países, ou por debaixo dos panos, de forma sigilosa, com razões políticas neste ano de eleições presidenciais por aqui? É a dúvida que paira”. (Folha)

  

Em meio à debandada de aliadas após o racha com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), aproveitou uma reunião com mulheres conservadoras para anunciar o plano “Brasil por Elas”. A proposta, segundo o parlamentar, prevê medidas de proteção e valorização feminina, mas não as detalha. Michelle não foi ao evento, assim como as senadoras Damares Alves (Republicanos) e Tereza Cristina (PP) e a governadora do Distrito Federal Celia Leão (PP). (CNN Brasil)

Priscila Costa (PL-CE), vereadora que foi pivô da briga de Michelle com Flávio pela chapa no Ceará, compareceu ao evento, declarou apoio ao senador e escreveu em um post que “fidelidade e compromisso é o que o Brasil e o Ceará merecem”. (Globo)

As ausências de Damares e Tereza Cristina no encontro foram interpretadas como reação às falas do influenciador Paulo Figueiredo, que disse em vídeo que “mulher vota muito mal”. As duas afirmam que esperavam uma posição mais firme de Flávio em defesa das mulheres, apesar de manterem apoio à sua candidatura. No evento, Flávio disse “repudiar veementemente” a fala do influenciador e que o aliado não integra a campanha. (Folha)

Ainda no encontro, Flávio afirmou que Michelle Bolsonaro estava “completamente desinformada” ao republicar um vídeo sobre festas do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com insinuações sobre sua relação com o empresário. Ele reafirmou que sua única ligação com o ex-banqueiro foi o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. (g1)

Em uma fala longa, Damares saiu em defesa de Michelle durante uma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, na qual criticou os ataques às mulheres na política. “Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro esses últimos dias”, disse. (UOL)

Pedro Doria: “Flávio Bolsonaro está lascado. Ele não entendeu que precisava prestar mais atenção na madrasta, não consegue controlar o irmão que late como cão raivoso, e não tem voto do qual ele precise mais do que, justamente, o voto feminino conservador. O voto que está prestando atenção em Michelle como poucos. Vocês viram as imagens do encontro, hoje, do Flávio com as mulheres conservadoras? Viram, né? Viram como a câmera está sempre fechada no Flávio? Pois é. Imagina só quantas mulheres conservadoras estavam lá”. Confira a análise no Ponto de Partida. (Meio)

  

Depois de empatar no segundo turno em maio, quando ambos marcavam 48%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a abrir vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg (íntegra), divulgada ontem. Agora, Lula marca 48,8% contra 42,3% do senador. É o primeiro levantamento a medir o impacto do desgaste na pré-campanha do bolsonarista após o racha público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No primeiro turno, Lula aparece com 46,3% contra 36,6% de Flávio. O levantamento também mostra o presidente em vantagem em outros cenários de segundo turno, incluindo contra Michelle (48,7% a 38,9%). (InfoMoney)

Para acompanhar a evolução dos índices de aprovação e avaliação do governo Lula, e agora também da diferença entre o presidente e Flávio Bolsonaro nas simulações de intenção de voto no segundo turno, o Meio ampliou e aprimorou a ferramenta Compara Pesquisas, desenvolvida em parceria com o Instituto Ideia. A cada nova sondagem dos institutos de pesquisa, nosso Compara é prontamente atualizado. Confira! (Meio)

  

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que apura a posse e o uso de uma arma registrada em seu nome. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou, em parecer, que a investigação não aponta falta disciplinar que altere o regime de pena, mas defendeu a apreensão da pistola encontrada durante uma blitz. O caso levou ao indiciamento de um militar que atua na segurança de Bolsonaro, flagrado com a arma registrada em nome do ex-presidente durante uma abordagem policial. Já a Polícia Civil do DF avaliou que Bolsonaro não cometeu crime por manter registro válido da arma. (CNN Brasil e g1)

  

Em sua primeira agenda pública ao lado de Jaques Wagner desde que o senador deixou a liderança do governo no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto público de apoio durante evento na Bahia. “Nem todo irmão é um amigo. Mas todo amigo é um irmão”, afirmou, ao elogiar Wagner e outros aliados baianos.Uma ala do Planalto defendia que Lula se afastasse de Wagner, incluído entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master. Outros setores do partido argumentam que o senador deve ser defendido, para não enfraquecer o palanque de Lula na Bahia. (Folha)

  

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Viver

Com o brilho de seu principal jogador, Harry Kane, a Inglaterra virou o jogo em 2x1 contra a República Democrática do Congo em Atlanta, nos EUA, e segue para as oitavas de final da Copa do Mundo. Kane marcou duas vezes, passando passa Pelé na artilharia histórica da Copa. Veja os lances e gols. A Inglaterra enfrenta o México no domingo no estádio Azteca. (UOL e CazéTV)

A Bélgica alcançou uma virada histórica contra Senegal, quando perdia por dois gols de Diarra e Sarr. Em menos de cinco minutos, Lukaku e Tielemans empataram a partida. A virada belga ocorreu nos minutos finais da prorrogação, quando Tielemans marcou o terceiro gol em uma cobrança de pênalti. Confira os melhores momentos da partida. A Bélgica encara os Estados Unidos nas oitavas, que venceu a Bósnia por 2 a 0 no final da noite com gols de Balogun, expulso no segundo tempo, e Tillman. (CNN Brasil e CazéTV)

  

As mudanças climáticas seguem fazendo cada vez mais vítimas no verão europeu. O Instituto de Saúde Carlos III atribuiu ao menos 1.028 mortes ao calor na Espanha em junho, mais que o dobro dos 407 óbitos apontados no mesmo mês de 2025. Em Portugal, Lisboa e Setúbal estão em alerta vermelho e Leiria e Coimbra podem chegar a 44°C até amanhã, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Já a Inglaterra viveu o junho mais quente desde que começaram os registros no país, em 1884, e o segundo mais quente já registrado em todo o Reino Unido. (g1 e Folha)

Os oceanos também tiveram o mês de junho mais quente já registrado e podem bater novos recordes em 2026 devido ao efeito combinado do El Niño e do aquecimento global, anunciou o observatório europeu Copernicus. O Centro Europeu para as Previsões Meteorológicas a Médio Prazo informou que as temperaturas globais da superfície do mar ultrapassaram os níveis recordes anteriores no dia 21, com 20,86ºC. (DW)

  

Panelinha no Meio. Buscando a paz à mesa no almoço de família, esse arroz com figo seco e especiarias substitui com elegância, aroma e sabor a polêmica uva passa. Além de dar cor, a canela e o cominho também perfumam o prato.

  

Cotidiano Digital

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou a reabertura do processo que investiga denúncia da Keeta contra a 99Food no mercado de delivery. A empresa chinesa acusa a concorrente de adotar cláusulas contratuais que restringiriam a atuação de restaurantes em plataformas rivais. O caso havia sido arquivado pela superintendência-geral do órgão, mas o presidente interino do Cade, Diogo Thomson, recomendou a revisão por considerar a investigação incompleta, já que restaurantes supostamente afetados pelas cláusulas não foram ouvidos. (Globo)

  

O brasileiro passa 116 horas semanais conectado à internet, o que, ao longo da vida, soma 52 anos, nove meses e 16 dias, o equivalente a 70% da expectativa de vida no país, segundo pesquisa da NordVPN realizada em abril. Em 2022, quando a empresa fez o mesmo levantamento, o tempo era de 41 anos, ou seja, houve um salto de mais de 11 anos no período. A inteligência artificial entrou como um fator novo, com 32% dos entrevistados dizendo que as ferramentas já fazem parte de sua rotina e 42% afirmando que a tecnologia melhorou sua experiência online. (Folha)

  

Cultura

A sétima arte ganha uma homenagem inesperada, com a chegada de Minions & Monstros, principal estreia deste fim de semana nos cinemas nacionais. A franquia da Illumination reconta a história dos grandes filmes com uma adorável sequência de paródias escolhidas por Pierre Coffin, que dirige, roteiriza e dubla todos os minions. Um dos mais importantes escritores do século 20, Franz Kafka é retratado na cinebiografia Franz, dirigida pela veterana cineasta polonesa Agnieszka Holland. E ainda tem documentário sobre a CPI da covid no Brasil. Confira todas as estreias e veja os trailers no site do Meio.

Para ler com calma. Apesar de ter dublado quase todos os minions desde a estreia cinematográfica das criaturinhas em Meu Malvado Favorito (2010), Pierre Coffin admite que não consegue reproduzir o balbucio agudo deles com facilidade. Isso porque sua voz nos filmes teve o tom aumentado em seis semitons. Originalmente, as vozes seriam gravadas por dubladores, mas o chefe do estúdio sugeriu que o próprio Coffin fizesse o trabalho, depois de ouvir uma gravação em que ele marcava o ritmo e dava o tom acelerado aos personagens. (Variety)

  

O festival musical Eurovision ganhou um novo membro para sua próxima edição. O Canadá vai competir na Bulgária em 2027, depois que a emissora nacional canadense CBC/Radio-Canada passou, na semana passada, a ser membro pleno da União Europeia de Radiodifusão (UER), que organiza o concurso de canto. O Canadá é a primeira nação a entrar no Eurovision desde a Austrália em 2015. O país entrará na competição na fase semifinal. (Deadline)

  

Você não precisa parar nada para saber o que aconteceu hoje. O No Pé do Ouvido é o podcast do Meio que transforma as principais notícias do dia em áudio, de segunda a sexta. Gratuito, disponível nas principais plataformas de áudio e com apresentação de Yasmim Restum. Escute agora.

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