segunda-feira, março 30, 2026

Debandada no governo Lula: 16 ministros deixam cargos para disputar poder nos estados


Prazo para a desincompatibilização termina no sábado 

Guilherme Balza
G1

Pelo menos 16 ministros vão deixar suas pastas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana para concorrer a algum cargo nas eleições de outubro ou para ajudar nas campanhas nos estados, segundo levantamento feito pela GloboNews. O número pode subir, uma vez que a situação de quatro ministros ainda não está definida. O terceiro mandato de Lula deve bater o recorde de saídas de ministros para disputar as eleições.

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, foram 10 trocas, mesmo número observado nos últimos anos de mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014, e do segundo governo de Lula, em 2010. O prazo para a desincompatibilização de cargos públicos para disputar as eleições termina no próximo sábado (4), mas Lula fará uma reunião nesta terça-feira (31) com os atuais ministros e os substitutos, numa espécie de passagem de bastão. Segundo auxiliares, o presidente deseja efetivar o máximo de trocas já na terça.

AFASTAMENTO – Algumas autoridades que pretendem concorrer a cargos eletivos em outubro devem se afastar, de forma temporária ou definitiva, do cargo ou função que ocupam. Os prazos variam de três a seis meses, dependendo da função atual de quem deseja disputar um mandato.

O elevado número de saídas neste ano tem dois motivos principais: para melhorar a governabilidade, Lula montou um gabinete com muitos ministros, de vários partidos, que foram eleitos para o Legislativo em 2022 e agora vão tentar se eleger novamente. Além disso, o presidente escalou seus principais auxiliares para disputar as eleições, seja para ajudá-lo a conseguir votos nos estados ou para tentar impedir que a oposição eleja muitos senadores.

De acordo com auxiliares de Lula, o presidente quer minimizar a possibilidade de que as trocas atrapalhem o andamento do funcionamento do governo. Por isso, na maioria dos casos, os secretários-executivos dos ministérios – que estão logo abaixo dos atuais titulares na hierarquia das pastas – foram escolhidos para substituir os ministros. No entanto, há algumas exceções. Bruno Moretti, que hoje é secretário de Análise Governamental da Casa Civil, é um nome citado por auxiliares de Lula para ocupar a vaga de Simone Tebet (PSB) no Ministério do Planejamento e Orçamento.

“SUCESSOR NATURAL” – O nome dado como certo para substituir Gleisi Hoffmann (PT) na articulação política era o do chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Olavo Noleto. A própria ministra o qualificou como um “sucessor natural”.

Porém, nos últimos dias, Lula manifestou a aliados que deseja alguém com experiência no Legislativo, ou seja, que já tenha cumprido mandato como senador ou deputado, o que não é o caso de Noleto. O chefe do Conselhão, no entanto, ainda não está descartado.

SAÍDA CONFIRMADA – Ministros com saída confirmada do governo e que podem disputar governos estaduais: Fernando Haddad (PT), da Fazenda, já deixou o governo e lançou pré-candidatura ao governo de São Paulo; Renan Filho (MDB), dos Transportes, deve disputar o governo de Alagoas, onde já foi governador por dois mandatos.

Podem disputar o Senado:  Rui Costa (PT), da Casa Civil, concorrerá ao Senado na Bahia, estado que governou por oito anos; Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, já foi senadora pelo Paraná e deve disputar uma das duas vagas no mesmo estado; Simone Tebet (PSB), do Planejamento, mudou do MDB para o PSB e também o domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo, pode fazer parte da chapa de Haddad; Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, pode mudar de partido e também se lançar ao Senado por São Paulo; André Fufuca (PP), do Esporte, é deputado atualmente e deve ser candidato ao Senado pelo Maranhão; Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, foi exonerado para tirar vaga da oposição na CPMI do INSS na sexta-feira (27) e disputará reeleição em Mato Grosso. Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional, pode disputar o Senado no Amapá, onde já foi governador.

Podem disputar vaga na Câmara dos Deputados:  Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos, mantinha o desejo de ser candidato ao Senado por Pernambuco, mas deve se candidatar à reeleição para deputado; Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário, vai disputar a reeleição por São Paulo; Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial, vai disputar sua primeira eleição disputando uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro; Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas, disputará a reeleição por São Paulo.

ASSEMBLEIAS ESTADUAIS – Pode disputar vaga nas assembleias estaduais: Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos, deve concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Devem ajudar nas campanhas: Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior, deve ser o vice novamente, além disso, deve ajudar na campanha estadual da chapa de Lula em São Paulo; Camilo Santana (PT), da Educação, deve coordenar a campanha de Elmano Freitas (PT) ao governo do Ceará, mas também pode ser o candidato do partido ao cargo.

INDEFINIÇÃO – Em situação indefinida estão: Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, deseja disputar uma vaga ao Senado em São Paulo, mas também é cotado para substituir Alckmin no MDIC; Wolney Queiroz (PDT), da Previdência, estuda concorrer ao cargo de deputado federal em Pernambuco, embora o cenário mais provável seja a permanência no ministério; Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia, pode ser candidato ao Senado em Minas Gerais ou seguir no governo para lidar com a crise dos combustíveis; Luciana Santos (PC do B), da Ciência e Tecnologia, que pode concorrer a algum cargo em seu estado natal, Pernambuco.

Outro ministro que deixará o governo, mas não para disputar um cargo nas eleições, é o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que irá atuar como marqueteiro na campanha de Lula. A previsão é que ele deixe o governo apenas no meio do ano.


Caiado é lançado pelo PSD com discurso anti-Lula e críticas ao legado Bolsonaro


Kassab diz que Caiado será a “terceira via” no pleito

Yago Godoy
O Globo

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a decisão de lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o pré-candidato do partido à Presidência da República, foi motivada pelo fato do goiano ter “mais chances” de alcançar o segundo turno das eleições e, segundo ele, vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O líder partidário rechaçou que Caiado será a “terceira via” no pleito, sendo definido como uma “alternativa aos brasileiros”.

“A decisão foi por uma questão eleitoral, entendendo que Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar no segundo turno. E chegando no segundo turno, que precisa chegar no segundo turno para ganhar as eleições, ele vencerá as eleições “, disse Kassab, em declaração concedida durante o evento Banco Safra Macro Day.

ELOGIOS – Kassab elogiou os outros presidenciáveis do PSD — os governadores Ratinho Junior, do Paraná, que desistiu da disputa, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, preterido pelo partido em relação a Caiado. Na manhã desta segunda-feira, Leite publicou um vídeo em que criticou a decisão e disse que postura mantém cenário de “polarização radicalizada”.

“Isso (escolher Caiado) não quer dizer que o Ratinho não teria sido um excelente candidato e um grande presidente da República. E da mesma maneira o Eduardo Leite, com a sua juventude, a sua vontade de acertar e, assim como o Ratinho, com a sua excelência e sua excelente gestão”, avaliou Kassab.

Ainda de acordo com o presidente do PSD, Caiado se colocaria como uma alternativa após os resultados de governos recentes. Ele declarou que os resultados positivos de Lula no campo social são “inegáveis”, mas criticou a gestão econômica do petista e os recentes “casos de corrupção”. Já ao lembrar do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Kassab afirmou que ele foi “lamentável” durante a pandemia da Covid-19, o que justifica sua rejeição.

OPORTUNIDADE – “Os últimos governos, e tanto a família Bolsonaro, quanto a família petista, tiveram suas oportunidades. A gente quer que venha alguém que ainda não teve oportunidade, e foi muito bem-sucedido em todas as missões que teve na sua carreira”, afirmou.

Nos últimos dias cresceu uma pressão, vinda de personalidades de centro de fora do PSD, para que Eduardo Leite fosse o escolhido. Os economistas e ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pérsio Arida se posicionaram publicamente a favor de uma candidatura de Leite, mas a posição na cúpula do partido é que Caiado ainda seria o melhor nome para representar a sigla.

Já Ratinho Júnior desistiu da candidatura presidencial depois de considerar que estava com o futuro político ameaçado no Paraná, após o PL formalizar uma aliança com o senador Sergio Moro. Depois de indicar que aceitaria a candidatura, o governador recuou de olho na sucessão no comando de seu estado.

SUCESSÃO DIFÍCIL –  Se Eduardo Leite enfrenta um cenário interno adverso no Rio Grande do Sul, Caiado, pavimentou um caminho mais sólido para eleger seu sucessor, o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Responsável por uma das gestões mais bem avaliadas do país, o governador deixar o cargo nas mãos de Vilela nesta semana, que terá liberdade para operar o governo até as eleições.

O vice de Caiado é filho de Maguito Vilela, que chefiou Goiás entre 1995 e 1998. A pré-candidatura foi lançada em 14 de março, em evento marcado pela formalização da filiação de Caiado ao PSD e que contou com a presença do presidente da sigla, Gilberto Kassab, e do líder nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP).

PRETERIDO – Já Leite, por sua vez, agora preterido na corrida à Presidência, precisa deixar o Executivo gaúcho até o prazo máximo de desincompatibilização, estipulado para 4 de abril. A definição faria com que o vice, Gabriel de Souza (MDB), assumisse o governo a seis meses do pleito, o que lhe permitiria ampliar a capilaridade no estado e buscar consolidar costuras de olho em uma candidatura mais forte à reeleição.

Apesar disso, na semana passada, o governador gaúcho já havia declarado que, caso não fosse o escolhido por Kassab, ficaria no cargo até o fim de seu mandato, que termina em dezembro. O cenário dificulta a vida de Gabriel, que possui a forte concorrência do deputado federal bolsonarista Luciano Zucco (PL) e, à esquerda, dos ex-deputados estaduais Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT) — todos aparecem com vantagem sobre Souza nas pesquisas de intenção de voto.

EDITORIAL: A "Política do Farelo" – Onde a Oposição Tenta Criar Escândalo em Cima da Mesa do Pobre


EDITORIAL: A "Política do Farelo" – Onde a Oposição Tenta Criar Escândalo em Cima da Mesa do Pobre


Por José Montalvão 

Enquanto o prefeito Tista de Deda trabalha para garantir que o alimento chegue à mesa de quem mais precisa nesta Semana Santa, a oposição de Jeremoabo — que nada faz em benefício do povo a não ser criticar — resolveu descer ao nível do rasteiro. Estão tentando transformar um pacote de peixe em uma "propaganda negativa" barata, pelo simples fato de terem encontrado cabeças e partes de pescado em algumas embalagens.

Para esses "desinformados" de plantão, é preciso dar uma aula básica de gestão e de realidade: o Município doa o peixe por quilo, e não por unidade. O que importa é o peso que garante a refeição, e não a estética do corte que agrada aos olhos de quem nunca passou fome.


1. A Verdade sobre a Distribuição: Tradição, não Obrigação

É fundamental esclarecer à população que a distribuição de peixe durante a Semana Santa não é uma obrigação legal. Não existe lei federal que obrigue prefeituras a comprar ou entregar pescado.

  • Ação Facultativa: Essa é uma iniciativa de sensibilidade social do prefeito Tista de Deda. Depende de planejamento, orçamento e vontade política da Secretaria de Assistência Social.

  • Foco no Social: O programa "Peixe na Mesa" é desenhado para famílias carentes cadastradas. E quem realmente precisa, quem sabe o valor de ter o que comer, não reclama se recebeu uma cabeça ou um rabo; reclama quem quer usar a pobreza alheia como "cobaia" para ganhar curtidas em rede social.


2. O Peixe é apenas um Símbolo do Cuidado com o Povo

A oposição tenta fazer barulho com um pacote de peixe porque não consegue apagar as benfeitorias gigantescas que a gestão vem realizando. O prefeito Tista de Deda faz questão de doar muito mais do que o alimento da Semana Santa:

  • Doa Saúde: Com a ampliação histórica do Hospital Municipal.

  • Doa Educação: Com equipamentos e mobiliários novos para nossas crianças.

  • Doa Infraestrutura: Tirando Jeremoabo da inadimplência para pavimentar ruas e povoados.

  • Doa Dignidade: Levando água e segurança para onde antes só havia promessa de véspera de eleição.


3. O Desespero de quem Nada Tem a Oferecer

O que realmente incomoda a oposição é ver Jeremoabo avançando "tudo pelo social". Como eles não têm obras para mostrar, nem recursos para apresentar e muito menos diálogo com o povo, restou-lhes a tática da "imbecilidade": caçar cabeças de peixe para tentar jogar o cidadão contra a administração.

É uma estratégia cruel, que tenta usar a fé e a necessidade das famílias humildes como instrumento de politicagem. Mas o povo de Jeremoabo é sábio. O cidadão sabe quem é que está trabalhando o ano inteiro e quem é que só aparece para colocar defeito no que é dado de coração.


Conclusão: Mais Respeito com o Alimento do Povo

Nesta Semana Santa, enquanto a prefeitura garante a tradição na mesa do pobre, a oposição mastiga a própria amargura. O prefeito Tista de Deda segue focado no que interessa: reconstruir Jeremoabo com trabalho, transparência e respeito ao dinheiro público.

Que a paz e o espírito de reflexão prevaleçam. E que a "política do farelo" da oposição continue onde deve estar: no esquecimento de quem não tem projeto para a nossa terra.


Blog de Dede Montalvão: Defendendo quem trabalha e denunciando a demagogia de quem só sabe criticar.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)



Flávio pede interferência dos EUA na eleição brasileira

 

Flávio pede interferência dos EUA na eleição brasileira

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Foto: Leandro Lozada/AFP

Depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro lutar arduamente para que os Estados Unidos atuassem contra a Justiça brasileira para libertar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, agora é a vez de Flávio Bolsonaro voltar a pedir a interferência americana no País. Desta vez o pré-candidato à Presidência da República pediu para que haja pressão internacional para que as eleições de 2026 no Brasil ocorram sob o que ele chamou de “valores de origem americana”. Dirigindo-se ao público americano, o parlamentar pediu que os EUA e o “mundo livre” acompanhem o processo eleitoral brasileiro, com atenção à liberdade de expressão nas redes sociais, e atuem institucionalmente para garantir eleições “livres e justas”. (g1)

No discurso que fez
 na CPAC, o principal evento da extrema direita internacional, que aconteceu neste final de semana no Texas, Flávio também deu a entender que os Estados Unidos teriam acesso ilimitado às reservas de terras raras brasileiras em seu eventual governo. Segundo ele, o “Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam da China” no acesso aos minerais. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou o episódio como o mais grave até agora no debate eleitoral de 2026 e acusou Flávio de se comprometer com a entrega desses recursos aos EUA. (Metropoles)

Por aqui, a corrida pelo Planalto segue em ritmo acelerado, com alianças sendo criadas e outras sendo desfeitas. O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse que MDB e PSD não devem integrar uma aliança nacional pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Segundo Edinho, as negociações com essas siglas devem se concentrar nos estados, diante das divergências internas. (Folha)

E enquanto Flávio Bolsonaro segue estável no topo das pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumula números ruins em sua popularidade. Levantamento do Poder360 mostra que Lula registra hoje nível de desaprovação semelhante ao do ex-presidente Jair Bolsonaro no mesmo estágio de governo. A pesquisa indica que 51% dos entrevistados avaliam a gestão de Lula como “ruim” ou “péssima”, enquanto 26% a consideram “ótima” ou “boa”. O recorte temporal coincide com 3 anos e 3 meses de mandato — mesma fase em que Bolsonaro apresentava índices semelhantes. (Poder360)

Já o PSD deve encerrar hoje a novela da escolha de seu candidato ao Planalto. Segundo Natuza Nery, o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será anunciado em uma entrevista coletiva às 16h. (g1)

  

O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para flexibilizar o horário de visitas de seus filhos que não vivem com ele, em Brasília. Bolsonaro queria “livre acesso” dos filhos, o que foi rejeitado pelo ministro. Segundo Moraes, a prisão domiciliar não altera o regime de cumprimento da pena, que segue sendo fechado. Dos cinco filhos, apenas Laura Bolsonaro reside na casa. A decisão impacta os demais — Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro — que seguem sujeitos às limitações de horário para visitas. (CNN Brasil)

Moraes também proibiu o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. Moraes também determinou que a Polícia Militar abata e apreenda drones que invadam a área e prenda em flagrante seus operadores, com comunicação imediata ao STF. Segundo o ministro, o sobrevoo de drones em áreas residenciais configura violação à intimidade e à vida privada, além de representar risco à integridade física dos moradores. (g1)

  

Ganhou força ao longo do fim de semana a tendência no Supremo Tribunal Federal (STF) a ideia de uma eleição direta para escolher quem governará o estado do Rio de Janeiro na vacância deixada pela renúncia de Cláudio Castro. Até o PL, que tentou uma manobra relâmpago para que o deputado estadual Douglas Ruas (PL), ocupasse o governo, já admite a votação popular. Quatro ministros do Supremo já votaram em favor da eleição direta, respondendo a uma ação do PSD, partido do ex-prefeito da capital Eduardo Paes, que deve enfrentar Ruas nas urnas. Caso a votação direta se confirme, o pleito extra deve acontecer em 21 de julho. (Globo)

  

O presidente Lula afirmou que o Brasil manterá, ao lado do México, o apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorre quatro dias após o novo governo de direita do Chile retirar seu apoio à candidatura. O principal adversário de Bachelet é o argentino Rafael Mariano Grossi, hoje diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). (g1)

  

O Pentágono prepara uma ofensiva terrestre contra o Irã que pode se estender por semanas, informaram autoridades americanas ao jornal Washington Post. O envio de milhares de soldados e fuzileiros ao Oriente Médio indica uma escalada potencial. A operação não envolveria uma invasão em larga escala, mas ações pontuais, como incursões de forças especiais e tropas convencionais. Os alvos em discussão incluem áreas costeiras estratégicas e a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano no Golfo Pérsico. Os planos também consideram operações próximas ao Estreito de Ormuz, com o objetivo de neutralizar armamentos capazes de atingir rotas marítimas comerciais e militares. A duração estimada varia de semanas a alguns meses. (Washington Post)

Enquanto isso, O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ter ordenado a ampliação da área sob controle israelense no sul do Líbano, em mais um sinal de intensificação do conflito no Oriente Médio. A medida ocorre enquanto cerca de 2,5 mil fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam à região. E a ofensiva conjunta de Israel e EUA contra o Irã continuou neste domingo, com ataques a uma emissora de TV em Teerã e a um porto no sul do país, onde ao menos cinco pessoas morreram. Em resposta, o Irã lançou mísseis balísticos contra Israel, sem registro de vítimas, embora um incêndio tenha atingido um parque industrial no sul do país. (New York Times)

E em Jerusalém
 a polícia impediu a entrada do patriarca católico de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, na igreja do Santo Sepulcro para a celebração do Domingo de Ramos, em um episódio considerado inédito em muitos séculos e criticado por autoridades cristãs. Diante da reação internacional, porém, o governo israelense voltou atrás e vai autorizar a missa. (Haaretz)

  

Não brinco mais

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Viver

Uma nova variante do SARS-CoV-2, vírus causador da covid-19, já foi identificada em ao menos 23 países. Chamada de BA.3.2, a linhagem preocupa por apresentar um maior escape imunológico dos anticorpos do que as cepas predominantes hoje no mundo e alvo das vacinas. Mesmo assim, segundo a OMS, ainda não há evidências de que a nova variante provoque doença mais grave ou que os imunizantes atuais não ofereçam um grau elevado de proteção contra casos graves. O Brasil ainda não tem registro da nova linhagem. (Poder360 e Globo)

  

Florianópolis é a única cidade brasileira entre as 20 reconhecidas pela ONU por ações concretas para reduzir a geração de lixo e melhorar a gestão de resíduos. A lista faz parte de uma iniciativa que destaca municípios que enfrentam o problema do lixo urbano. A capital catarinense aparece junto com cidades como São Francisco (EUA), Bolonha (Itália), Hangzhou (China) e Yokohama (Japão). Há anos, Florianópolis tem estruturado políticas públicas voltadas à redução do lixo e a maneira como os resíduos são coletados e reaproveitados, tendo adotado o conceito de “lixo zero” em 2018. (g1)

  

O Corpo Governante, principal liderança das Testemunhas de Jeová sediada nos Estados Unidos, divulgou uma atualização em suas diretrizes que permite aos fiéis decidir se autorizam a coleta e o armazenamento do próprio sangue antes de cirurgias. Com a decisão, um adepto poderia coletar o próprio sangue para ser usado durante ou após um procedimento programado. Caso não seja necessário, o material coletado poderá ser descartado. Apesar da flexibilização, as Testemunhas de Jeová continuam sendo proibidas de receber transfusões sanguíneas de outras pessoas. (UOL)

  

O processo para ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mudou há pouco tempo no Brasil com a promessa de reduzir os custos para os futuros motoristas. Condutores nem são mais obrigados a frequentar uma autoescola e os pedidos pelo documento quadruplicaram. De qualquer forma, as autoescolas continuam oferecendo o serviço. Os candidatos que fazem só duas aulas práticas pagam 54% a menos do que antes, mas quem agendar as mesmas 20 aulas de antes pagará até 57% a mais. A abertura do processo para tirar a habilitação pode ser feita diretamente pelo site do Ministério dos Transportes. (Auto Esporte)

  

Cultura

A banda Guns N'Roses anunciou a saída da tecladista Melissa Reese, de sua turnê mundial de 2026, poucos dias antes do início da série de shows — que inclui nove apresentações no Brasil. No comunicado oficial a banda afirma que ela não participará da turnê por “motivos pessoais imprevistos”. Reese integrava o grupo desde 2016, quando entrou para a tour de reunião Not in this lifetime…, tornando-se a primeira mulher a tocar com a banda. (Globo)

  

A Mubi divulgou na sexta-feira o trailer oficial (YouTube) de Rosebush Pruning, novo filme do brasileiro Karim Aïnouz, que estreou no Festival de Berlim deste ano. Com Elle Fanning, Callum Turner e Pamela Anderson no elenco, o roteiro é de Efthymis Filippou e direção de Aïnouz. O longa é ambientado na Catalunha, onde uma família americana rica vive isolada, até que a chegada de um estranho expõe conflitos reprimidos e as tensões entre os membros se ampliam. A plataforma ainda não anunciou uma data de estreia no streaming. (Omelete)

  

O jornalista Leonencio Nossa lança no dia 7 de abril uma nova biografia de Guimarães Rosa. Fruto de duas décadas de investigação, o livro reúne pesquisa em arquivos públicos e privados, além de depoimentos de familiares e amigos. A obra desmonta a imagem de Rosa como um homem “do lombo do cavalo", como se esperaria de um autor tão associado ao universo rural. O jornalista conta que o escritor mineiro tinha revistas estrangeiras que o deixavam conectado com o mundo e que a família não vivia mais da pecuária e sim do comércio. (Globo)

  

Cotidiano Digital

A Sony anunciou um novo aumento global nos preços do PlayStation 5, elevando o valor do console em até US$ 100 nos Estados Unidos. A medida entra em vigor em 2 de abril e reflete principalmente a pressão dos custos de componentes, especialmente chips de memória, que estão sendo priorizados pelos fabricantes para atender à demanda de inteligência artificial em data centers. Com o reajuste, o modelo padrão passará a custar US$ 649,99 e a versão Pro chegará a US$ 899,99, marcando a segunda alta em menos de um ano. (Reuters)

  

O Google lançou um conjunto de ferramentas para facilitar a migração de usuários de chatbots concorrentes, como o ChatGPT e o Claude, para o Gemini. Os novos widgets permitem a transferência de memórias e históricos completos de conversas, eliminando a necessidade de treinar o assistente do zero com preferências e contexto pessoal. O processo funciona via importação de arquivos ZIP ou comandos sugeridos que orientam o Gemini a absorver informações sobre relacionamentos e interesses compartilhados em outras plataformas. A ofensiva tenta reduzir a distância para a OpenAI, que lidera o mercado com 900 milhões de usuários semanais, enquanto o ecossistema do Google registrou 750 milhões de usuários mensais no último trimestre. (TechCrunch)

  

Uma decisão da Justiça Federal da Califórnia suspendeu a tentativa do governo Trump de banir a Anthropic de contratos federais sob a acusação de risco à segurança nacional. A juíza Rita Lin classificou a medida do Pentágono como arbitrária e sem base legal. Única empresa de IA autorizada para redes classificadas dos militares americanos, a Anthropic alega retaliação após exigir garantias de que sua tecnologia não seria usada em armas autônomas ou vigilância doméstica. O governo tem uma semana para recorrer da ordem, que restaura o status quo das operações da companhia com o setor público enquanto a OpenAI tenta avançar em acordos similares com o Pentágono. (NBC News)

  

A eleição de 2026 pode ser a primeira sem um centro claro. Os nomes estão postos, os campos começam a se organizar e o espaço no meio pode simplesmente não existir. O que isso diz sobre o Brasil de hoje? Na Edição de Sábado, Giullia Chechia conversa com cientistas políticos e lideranças para entender o que está por trás desse momento e o que ele revela sobre o país. Leia. Vai te ajudar a entender o que vem pela frente.

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Debandada no governo Lula: 16 ministros deixam cargos para disputar poder nos estados

Publicado em 30 de março de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Prazo para a desincompatibilização termina no sábad...

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