sábado, junho 06, 2026

Com queda de Flávio no Sudeste, aliados temem palanques fracos no RJ e em MG

 

Com queda de Flávio no Sudeste, aliados temem palanques fracos no RJ e em MG

Avaliação é de que um candidato a presidente fraco não terá condições de fortalecer palanques estaduais nos principais colégios eleitorais do País: SP, MG e RJ

Por Leticia Fernandes/Estadão

06/06/2026 às 09:20

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Com queda de Flávio no Sudeste, aliados temem palanques fracos no RJ e em MG

Flávio Bolsonaro ao lado da chapa do PL no RJ, agora sem o ex-governador Cláudio Castro

A queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Sudeste, de acordo com pesquisas recentes, tem preocupado bolsonaristas. Na visão de aliados, se o presidenciável do PL continuar perdendo força na região que reúne os três maiores colégios eleitorais do País - São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro -, reduto eleitoral da família Bolsonaro, os palanques estaduais da direita ficarão ainda mais enfraquecidos.

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada há duas semanas apontou que Flávio despencou no Sudeste, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou fôlego na região. Em apenas um mês, na comparação entre o levantamento de abril e maio, o presidenciável do PL foi de 41,2% para 30,7% no Sudeste, uma queda de 10 pontos porcentuais.

Palanque do RJ é um dos principais problemas

Um dos focos de preocupação do entorno de Flávio é o Rio de Janeiro, berço político da família Bolsonaro e onde o palanque do PL é descrito como “totalmente bagunçado” por bolsonaristas.

Isso porque o candidato ao governo é Douglas Ruas (PL), que ainda tem o desafio de se tornar conhecido no Estado e lidar com o desgaste de ter participado da gestão de Cláudio Castro. O ex-governador desistiu de concorrer ao Senado após duas operações da Polícia Federal o atingirem em cheio e apontarem relações entre ele e Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve decidir nos próximos dias quem vai substituir Castro, se o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, ou o deputado Carlos Jordy, mais ligado a Flávio e considerado da ala bolsonarista raiz. Ambos são vistos com bons olhos por dirigentes do PL, por serem mais competitivos e “ficha-limpa”. O senador Carlos Portinho também é visto como uma opção.

Em Minas Gerais, não há sequer uma definição sobre quem será o candidato que dará palanque para Flávio no Estado conhecido por ser o fiel da balança em eleições presidenciais.

O senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as pesquisas recentes, ainda não bateu o martelo sobre a candidatura, o que deixa tensos aliados de Flávio Bolsonaro. Um deles afirmou que Cleitinho “só sabe ser pedra, não sabe ser vidraça”, o que comprometeria sua candidatura.

Politica Livre

Entre tarifas e cooperação: o difícil equilíbrio da relação Brasil-EUA


Governo brasileiro reagiu com contundência às medidas americanas

Pedro do Coutto

Em meio ao agravamento das tensões comerciais entre Brasília e Washington, o governo Lula da Silva decidiu apostar em uma estratégia que combina firmeza diplomática e pragmatismo institucional. Enquanto contesta as novas medidas tarifárias anunciadas pelo governo de Donald Trump, o Brasil busca ampliar a cooperação com os Estados Unidos no combate à lavagem de dinheiro, à evasão fiscal e ao crime organizado, numa tentativa de preservar canais de diálogo em um momento de crescente desgaste bilateral.

A iniciativa ganhou destaque após declarações do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que confirmou a intenção brasileira de aprofundar o intercâmbio de informações com o órgão tributário norte-americano, o Internal Revenue Service.

ACESSO A DADOS – O objetivo é ampliar o acesso a dados sobre patrimônio e ativos mantidos por contribuintes brasileiros no exterior, fortalecendo mecanismos de fiscalização e rastreamento financeiro. A medida também se insere em um contexto mais amplo de cooperação internacional contra organizações criminosas transnacionais e fluxos ilícitos de recursos.

A movimentação ocorre justamente quando os Estados Unidos adotam uma postura mais agressiva em relação à segurança regional. O governo Trump oficializou a classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.

A decisão amplia os instrumentos legais disponíveis para autoridades americanas atuarem contra redes financeiras associadas aos grupos, permitindo sanções econômicas, bloqueios patrimoniais, restrições migratórias e maior compartilhamento de inteligência entre agências de segurança.

EFEITOS – Trata-se de uma mudança relevante, que poderá produzir efeitos não apenas no campo criminal, mas também nas relações diplomáticas entre os dois países. Paralelamente, a frente comercial continua sendo a principal fonte de atrito.

Nos últimos dias, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o país não dispõe de mecanismos suficientemente eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Caso a medida seja efetivamente implementada e somada às restrições já discutidas anteriormente, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar barreiras tarifárias significativamente mais elevadas no mercado norte-americano.

O governo brasileiro reagiu com contundência. O Itamaraty classificou a acusação como injustificada e argumentou que o país possui uma das legislações mais avançadas do mundo no combate ao trabalho análogo à escravidão. Além disso, ressaltou que operações de fiscalização realizadas nos últimos anos resultaram em milhares de resgates de trabalhadores submetidos a condições degradantes, demonstrando a existência de mecanismos efetivos de controle e repressão.

SINAL POLÍTICO – Nesse cenário, a ampliação da cooperação tributária com os Estados Unidos assume um significado que vai além da simples troca de informações fiscais. Ela funciona como um sinal político de que Brasília pretende evitar que divergências comerciais contaminem completamente a relação bilateral. Em outras palavras, o governo Lula procura demonstrar disposição para colaborar em temas de interesse comum, mesmo enquanto contesta medidas consideradas protecionistas por parte da administração Trump.

A estratégia, contudo, não está livre de riscos. A aproximação institucional em áreas sensíveis pode ser interpretada por alguns setores como insuficiente para neutralizar a escalada das pressões comerciais americanas. Por outro lado, o rompimento ou enfraquecimento dos canais de cooperação poderia dificultar o combate ao crime organizado internacional, à evasão de divisas e à lavagem de dinheiro, temas que transcendem divergências ideológicas e interesses eleitorais.

EQUILÍBRIO – O desafio brasileiro passa, portanto, por encontrar um equilíbrio delicado. De um lado, defender seus interesses econômicos e contestar barreiras comerciais consideradas injustas. De outro, preservar instrumentos de cooperação que fortalecem a capacidade do Estado de enfrentar organizações criminosas cada vez mais internacionalizadas.

Em tempos de disputas geopolíticas crescentes e de uma agenda econômica marcada pelo protecionismo, a capacidade de separar conflitos comerciais de interesses estratégicos comuns poderá ser decisiva para evitar que a relação entre Brasil e Estados Unidos entre em uma espiral de confrontação permanente.

Mais do que uma discussão sobre tarifas ou fiscalização tributária, o episódio revela uma realidade cada vez mais presente nas relações internacionais contemporâneas: segurança, economia e diplomacia tornaram-se temas inseparáveis. E é justamente nesse terreno complexo que o governo Lula precisará demonstrar habilidade para proteger os interesses brasileiros sem abrir mão das parcerias necessárias para enfrentar desafios globais que nenhum país consegue resolver sozinho.


EDITORIAL: O Canteiro de Obras que Enterra o Discurso do "Abandono" em Jeremoabo

 

Tista de Deda acelera transformação de Jeremoabo e assina mais uma Ordem de Serviço para obras em diversos pontos da cidade!


ASCOM Jeremoabo

Pavimentação, calçamento, escolas, habitação, água e mobilidade urbana consolidam Jeremoabo como um dos maiores canteiros de obras da região


Jeremoabo segue avançando com obras em todas as áreas. Em mais uma ação de sua gestão, o prefeito Tista de Deda assinou uma nova Ordem de Serviço para importantes intervenções urbanas no município.


Serão realizadas a pavimentação e calçamento da Praça e Rua da Igreja de São Cristóvão, no Bairro José Nolasco, a pavimentação e o calçamento da Avenida Jardim Jurema, além da Travessa Eliseu Varjão. A Ordem de Serviço também garante a retomada das obras da escola da Malhada Vermelha, que permaneceu abandonada por anos.


As novas obras se somam a diversas ações já em andamento, como pavimentação asfáltica, novo trevo de acesso, reforma da rodoviária, construção de casas populares, ampliação do abastecimento de água, perfuração de poços e reformas de escolas.


"Jeremoabo vive um novo tempo. Estamos levando obras para todos os cantos da cidade porque nosso compromisso é melhorar a vida das pessoas. E vamos continuar trabalhando para fazer nossa cidade avançar cada vez mais”, destacou Tista.


No Bairro José Nolasco, a notícia foi recebida com entusiasmo pelos moradores.


“Esse era um sonho antigo. Ver essa obra chegando ao nosso bairro é uma felicidade enorme para todos nós”, comemorou uma moradora.


Com obras na sede e na zona rural, Jeremoabo se consolida como um verdadeiro canteiro de obras.


Nota da Redação Deste Blog:


EDITORIAL: O Canteiro de Obras que Enterra o Discurso do "Abandono" em Jeremoabo


Por José Montalvão 

Na dinâmica política local, existe uma parcela de críticos que parece viver em uma realidade paralela. Confesso que não consigo entender como ainda tem gente que tem a coragem de ir para as redes sociais ou para as esquinas dizer que o prefeito Tista de Deda não faz nada por Jeremoabo ou que deixa a cidade abandonada. Dizer isso hoje não é apenas fazer oposição; é assinar um atestado de divórcio com a realidade dos fatos.

O pior cego é, sem dúvida, aquele que não quer enxergar. Enquanto o discurso do "quanto pior, melhor" tenta ecoar no vazio, a realidade se impõe através do ronco dos motores e do cimento que transforma o município. A verdade nua e crua é que Tista de Deda está transformando Jeremoabo em um verdadeiro canteiro de obras. Arrisco-me a dizer, inclusive, que não há na nossa região outra cidade com tantas frentes de trabalho em andamento simultaneamente. E, contra o progresso visível, não há argumento demagógico que pare o avanço.

Aceleração Total: Nova Ordem de Serviço Traz Mais Infraestrutura

Para sepultar de vez a narrativa do abandono, o prefeito Tista de Deda acabou de assinar mais uma robusta Ordem de Serviço, autorizando intervenções urbanas imediatas em pontos estratégicos que aguardavam a mão do poder público há anos. O pacote de ações consolida o município como a locomotiva do desenvolvimento regional, com investimentos pesados em pavimentação, calçamento, educação e mobilidade.

Vejam o mapa das novas intervenções autorizadas pelo gestor:

  • Bairro José Nolasco: Será realizada a pavimentação e o calçamento da Praça e da Rua da Igreja de São Cristóvão, transformando a realidade de uma comunidade que esperava por esse dia com ansiedade.

  • Avenida Jardim Jurema e Travessa Eliseu Varjão: Duas vias cruciais para o fluxo urbano que finalmente receberão pavimentação e calçamento, garantindo dignidade para os moradores e segurança para os motoristas.

  • Resgate da Educação na Zona Rural: A Ordem de Serviço garante também a retomada das obras da escola da localidade de Malhada Vermelha — um patrimônio que permaneceu vergonhosamente abandonado por administrações passadas e que agora será entregue de forma digna aos estudantes e professores.

Um Canteiro de Obras que Une a Sede e o Campo

Essas novas assinaturas não são ações isoladas; elas se somam a uma gigantesca lista de projetos que já estão em pleno andamento no município. O cidadão que circula por Jeremoabo depara-se, diariamente, com frentes de trabalho que envolvem:

  1. Mobilidade e Estética: A pavimentação asfáltica de grandes corredores urbanos, a modernização do novo trevo de acesso à cidade e a aguardada reforma da rodoviária municipal;

  2. Dignidade Social e Direitos Básicos: A construção de casas populares para famílias de baixa renda e a ampliação contínua do abastecimento de água, somada à perfuração de poços artesianos na zona rural e à reforma de diversas escolas da rede de ensino.

Como bem destacou o prefeito Tista ao assinar o documento: “Jeremoabo vive um novo tempo. Estamos levando obras para todos os cantos da cidade porque nosso compromisso é melhorar a vida das pessoas.” No Bairro José Nolasco, o sentimento não poderia ser outro senão o de gratidão. Ouvir de uma moradora que ver o calçamento chegar era "um sonho antigo e uma felicidade enorme" é o melhor termômetro de aprovação que um governante pode ter.

Conclusão: O Trabalho Vence o Barulho

Quem sentia na pele a dor do esquecimento, da poeira e da lama do passado, hoje sorri ao ver a transformação acontecer na porta de casa. O cidadão de Jeremoabo é inteligente: ele sabe discernir quem passa quatro anos apenas criticando em grupos de mensagens daquele que acorda cedo para assinar ordens de serviço e vistoriar canteiros de obras.

Se a oposição prefere fechar os olhos para o avanço da nossa terra, o povo escolheu enxergar e viver a mudança. Jeremoabo não vai retroceder. O ritmo foi acelerado, o progresso está nas ruas da sede e nos caminhos da zona rural, e nós vamos que vamos, acompanhando de perto esse novo tempo de conquistas.

Blog de Dede Montalvão: Dando voz ao progresso técnico, combatendo a cegueira política e defendendo o canteiro de obras que valoriza Jeremoabo.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

PL terá R$ 881 milhões e passa a liderar corrida pelo fundo eleitoral


Fux faz autocrítica ao STF e diz que Corte deveria deixar mais decisões para o Parlamento


Fux diz que Congresso não quer pagar ‘preço social’

Fausto Macedo
Felipe de Paula
Estadão

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 4, que, em muitas situações, o STF deveria deixar o Poder Legislativo decidir sobre os temas.

“A crítica do ativismo judicial ela tem esse equívoco, porque o Judiciário é provocado, ele não age de ofício. Mas muitas vezes, o Supremo Tribunal Federal, no afã de solucionar uma questão, acaba sendo efetivamente invasivo. E, quando nada, ele deveria efetivamente devolver para o Parlamento aquilo que cabe ao Parlamento decidir”, declarou, na abertura do XVI Simpósio de Direito Constitucional, em Curitiba.

ATIVISMO JUDICIAL – Fux tomou posse de uma das cadeiras da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst) e participou do primeiro painel do evento, com o tema ‘Jurisdição Constitucional e Separação de Poderes’. Ele rechaçou críticas frequentes ao Judiciário em relação ao ativismo judicial por parte dos ministros da Corte. Segundo Fux, o STF tem sido levado a decidir sempre quando é provocado.

O ministro disse expressamente que, em muitos casos, o parlamentar acaba ‘empurrando’ as decisões para os magistrados. “A realidade é que hoje o Parlamento está muito dividido, são ideologias completamente diferentes, não sai nada dali, eles também não querem pagar o preço social das decisões perante o eleitorado”, seguiu o ministro. “Como os juízes não são eleitos, empurra para o Supremo Tribunal Federal e nós somos obrigados a decidir.”

O XVI Simpósio de Direito Constitucional segue até o próximo sábado, com a participação de juristas, magistrados, promotores e procuradores do Ministério Público, advogados, professores, pesquisadores e estudantes de diversas regiões do País.

Fux faz autocrítica ao STF e diz que Corte deveria deixar mais decisões para o Parlamento

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 4, que, em muitas situações, o STF deveria deixar o Poder Legislativo decidir sobre os temas.

“A crítica do ativismo judicial ela tem esse equívoco, porque o Judiciário é provocado, ele não age de ofício. Mas muitas vezes, o Supremo Tribunal Federal, no afã de solucionar uma questão, acaba sendo efetivamente invasivo. E, quando nada, ele deveria efetivamente devolver para o Parlamento aquilo que cabe ao Parlamento decidir”, declarou, na abertura do XVI Simpósio de Direito Constitucional, em Curitiba.

ATIVISMO JUDICIAL – Fux tomou posse de uma das cadeiras da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst) e participou do primeiro painel do evento, com o tema ‘Jurisdição Constitucional e Separação de Poderes’. Ele rechaçou críticas frequentes ao Judiciário em relação ao ativismo judicial por parte dos ministros da Corte. Segundo Fux, o STF tem sido levado a decidir sempre quando é provocado.

O ministro disse expressamente que, em muitos casos, o parlamentar acaba ‘empurrando’ as decisões para os magistrados. “A realidade é que hoje o Parlamento está muito dividido, são ideologias completamente diferentes, não sai nada dali, eles também não querem pagar o preço social das decisões perante o eleitorado”, seguiu o ministro. “Como os juízes não são eleitos, empurra para o Supremo Tribunal Federal e nós somos obrigados a decidir.”

O XVI Simpósio de Direito Constitucional segue até o próximo sábado, com a participação de juristas, magistrados, promotores e procuradores do Ministério Público, advogados, professores, pesquisadores e estudantes de diversas regiões do País.


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