sexta-feira, maio 29, 2026

EDITORIAL: De Geração em Geração – Igor Montalvão Eleva a Advocacia Regional nos Bastidores da Alta Justiça em Brasília



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EDITORIAL: De Geração em Geração – Igor Montalvão Eleva a Advocacia Regional nos Bastidores da Alta Justiça em Brasília


Por José Montalvão

O cancioneiro popular já dizia que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Essa máxima se aplica com absoluta perfeição ao jovem e brilhante advogado Igor Montalvão, que vem conduzindo com extrema sabedoria, maturidade e responsabilidade o pesado legado jurídico herdado de sua família. Igor hoje lidera a continuidade de uma linhagem de defensores do Direito que atravessa gerações: carrega o bastão que foi de seu saudoso pai, o Dr. Fernando Montalvão, o qual, por sua vez, já havia dado sequência ao saber e à integridade do patriarca e saudoso avô, Dr. João Montalvão.

Longe de se acomodar na sólida reputação construída por seus antecessores, Igor Montalvão compreende que a advocacia moderna exige aperfeiçoamento constante e trânsito técnico nos principais tribunais do país. Recentemente, ele esteve na capital federal participando de um rigoroso curso de especialização para atuação perante o Supremo Tribunal Federal (STF). E, nesta semana, o advogado baiano retornou a Brasília para um compromisso que misturou o prestígio acadêmico com o reconhecimento institucional.

Uma Celebração Entre Gigantes do Direito no Lago Sul

Igor deslocou-se até a capital federal para prestigiar o aniversário de seu estimado mestre e mentor, o professor William Akerman. Para quem acompanha os bastidores do Poder Judiciário em Brasília, o nome de Akerman carrega um peso monumental: ele é o atual Assessor-Chefe do Gabinete da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, por longos anos, exerceu a mesma função de Assessoria-Chefe ao lado do histórico e ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello.

A celebração, realizada na residência do professor localizada no prestigiado bairro do Lago Sul, transformou-se em um verdadeiro ponto de encontro da cúpula do Direito brasileiro. O ambiente reuniu algumas das mais altas autoridades da República e do Judiciário Nacional, com as quais Igor Montalvão teve a oportunidade de dialogar e estreitar laços institucionais:

  • Ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF);

  • Ministro Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do STF;

  • O ex-ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello, uma das mentes mais independentes da história da corte;

  • Além de diversos outros magistrados, juristas e autoridades de destaque no cenário federal.

O Nome da Nossa Região no Topo do Cenário Nacional

Ver um jovem advogado saído do interior, com bases fincadas na nossa história, transitar com naturalidade, respeito e fidalguia entre os ministros que comandam a interpretação da Constituição Federal e a lisura das eleições do país é motivo de profundo orgulho.

Igor Montalvão cumpre o seu papel não apenas defendendo seus constituintes com a técnica apurada que aprendeu em casa e nas academias, mas também erguendo e projetando as bandeiras de Paulo Afonso e Jeremoabo para os círculos mais influentes do poder em Brasília.

Conclusão: O Futuro da Advocacia em Boas Mãos

A caminhada de Igor Montalvão é a prova viva de que o conhecimento não aceita atalhos. O prestígio que ele colhe em Brasília é fruto de noites de estudo, de investimentos em cursos de alta performance e da postura ética que sempre foi a marca registrada de sua família.

O Dr. João e o Dr. Fernando Montalvão, de onde estiverem, certamente assistem com orgulho ao jovem jurista honrar o sobrenome e a tradição da advocacia sertaneja. O futuro já começou, e o nome da nossa região segue muito bem representado nos tribunais superiores. Parabéns, Dr. Igor Montalvão!

Blog de Dede Montalvão: Registrando o sucesso dos nossos valores regionais, o prestígio jurídico e o orgulho da nossa terra.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

EDITORIAL: O Canal do São Francisco como Redenção do Rio Vaza-Barris – A Solução Depende de Vontade Política

 

EDITORIAL: O Canal do São Francisco como Redenção do Rio Vaza-Barris – A Solução Depende de Vontade Política


Por José Montalvão

O Rio Vaza-Barris é um dos cursos d'água mais emblemáticos e estrategicamente importantes para a nossa geografia regional, serpenteando por terras ricas e carregando a história do nosso povo. No entanto, quem caminha por suas margens e conhece de perto a realidade dos ribeirinhos depara-se com um paradoxo doloroso: o solo é de excelente qualidade, os terrenos são planos, bons e extremamente produtivos, mas a escassez crônica de água limita o potencial da região. Na agricultura e no semiárido, sem o líquido sagrado, não existe milagre.

Atualmente, os produtores ribeirinhos resistem bravamente. Eles conseguem produzir e abastecer mercados locais com hortaliças, frutas e culturas de subsistência, demonstrando uma vocação agrícola inata. Contudo, essa produção ainda é insuficiente, de pequena escala e operada de forma primária, justamente porque falta a segurança hídrica necessária para que o trabalhador possa planejar, investir e expandir suas plantações. Para resolver o problema do Rio Vaza-Barris de forma definitiva, só existe uma solução verdadeira: uma grande obra de infraestrutura para trazer um canal de transposição partindo do Rio São Francisco.

A Engenharia da Fartura: O "Velho Chico" Alimentando o Vaza-Barris

A ideia de interligar bacias hidrográficas não é utopia; é uma realidade técnica que já transformou outras regiões do Nordeste. Trazer um canal do Rio São Francisco para alimentar a calha do Vaza-Barris seria a redenção econômica e social de uma vasta área que abrange diversos municípios.

  • Perenização e Regularidade: O Vaza-Barris sofre severamente com os períodos de estiagem, reduzindo seu volume a filetes de água ou secando em determinados trechos. O aporte contínuo das águas do São Francisco garantiria a perenização do rio, mantendo o nível estável durante todo o ano.

  • Transformação do Modelo Agrícola: Com água garantida e em abundância, a agricultura primária e de subsistência daria lugar a polos modernos de irrigação. As terras férteis das margens responderiam imediatamente, multiplicando a produtividade, gerando empregos no campo e atraindo agroindústrias para a região.

  • Segurança Hídrica para o Povo: Além do ganho econômico na lavoura e na pecuária, o projeto asseguraria o abastecimento humano de dezenas de comunidades rurais e sedes municipais que hoje ainda dependem de poços artesianos de água salobra ou do socorro paliativo de carros-pipa.

A Barreira Não é Técnica, é a Falta de Vontade Política

Projetos dessa magnitude não saem do papel por falta de engenheiros ou por incapacidade financeira do Estado, mas sim pela ausência de vontade política. O Brasil possui recursos e tecnologia de ponta para executar canais de transposição e adutoras de grande porte. O que falta é o alinhamento de forças e o empenho real das bancadas federais, dos governadores e do governo central para colocar o Vaza-Barris na prioridade do orçamento nacional.

Muitos políticos preferem manter o ciclo das medidas paliativas — que rendem dividendos eleitorais a cada seca — a abraçar uma obra estruturante que libertará o produtor rural da dependência da chuva. É preciso que as lideranças regionais assumam o protagonismo, coloquem a técnica debaixo do braço e batam às portas dos ministérios em Brasília para exigir esse canal de integração.

Conclusão: Libertar o Potencial do Nosso Chão

O homem do campo na nossa região já provou que sabe trabalhar. Ele tira riqueza da terra mesmo sob as condições mais adversas. Dar a esse agricultor a água do Rio São Francisco é dar a ele a ferramenta definitiva de emancipação econômica.

Interligar o "Velho Chico" ao Vaza-Barris é um projeto de soberania alimentar, de fixação do homem no campo e de justiça social. Que os discursos de palanque sobre o desenvolvimento do semiárido se transformem em canteiros de obras e canais de concreto. A terra é boa, o povo tem coragem e a solução existe; falta apenas a coragem política de fazê-la acontecer.

Blog de Dede Montalvão: Defendendo o municipalismo, a segurança hídrica e o desenvolvimento real para quem trabalha a terra.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

Assessor de Lula sobre enquadramento de PCC e CV por EUA: ‘pretexto para intervenção inaceitável

 

Assessor de Lula sobre enquadramento de PCC e CV por EUA: ‘pretexto para intervenção inaceitável’

Celso Amorim divulgou nota criticando decisão do governo Trump de equiparar organizações criminosas brasileiras como terroristas

Por Gabriel de Sousa/Estadão

28/05/2026 às 21:45

Atualizado em 28/05/2026 às 21:55

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

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O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim

O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim, reagiu em nota, nesta quinta-feira, 28, à classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, por parte dos Estados Unidos. Segundo Amorim, a ação da Casa Branca não pode ser um pretexto para uma intervenção americana sobre o Brasil.

“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, afirmou Amorim, em nota.

Nesta quinta-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que o país está designando o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão vai passar a valer a partir do dia 5 de junho.

“O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Sua influência se estende por toda a nossa região e chega ao nosso país”, escreveu Rubio no X nesta quinta-feira.

“Hoje, designei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e como Terroristas Globais Especialmente Designados”, disse.

“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos a narcoterroristas”, concluiu Rubio.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contrário à medida e o presidente se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, na intenção de desarmar essa e outras medidas americanas que impactariam o Brasil.

Na terça-feira, 26, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é candidato à Presidência como opositor de Lula, se reuniu com Trump e, segundo ele, pediu ao presidente americano a classificação do PCC e CV como organizações terroristas. A medida do Departamento de Estado ocorre dois dias após o encontro.

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Auditor do BC trocou mensagens com Vorcaro sobre compra de ativos sem garantia pelo Rioprevidência

 

Auditor do BC trocou mensagens com Vorcaro sobre compra de ativos sem garantia pelo Rioprevidência

Por Italo Nogueira e José Marques/Foolhapress

29/05/2026 às 06:58

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Auditor do BC trocou mensagens com Vorcaro sobre compra de ativos sem garantia pelo Rioprevidência

Daniel Vorcaro

Um auditor do Banco Central responsável por supervisionar bancos trocou mensagens com Daniel Vorcaro questionando o dono do Master sobre as garantias oferecidas ao Rioprevidência (Fundo Único de Previdência do Estado do Rio de Janeiro) em caso de quebra da instituição financeira.

Os diálogos, acessados pela Polícia Federal em celulares apreendidos de Vorcaro, constam em representação que fundamentou a última fase da Operação Compliance Zero, na terça-feira (26). A ação teve como principal alvo o ex-governador Cláudio Castro (PL), do Rio.

Em abril de 2025, Márcio Contador Camargo, chefe da Subunidade de Supervisão Bancária do Banco Central, enviou a Vorcaro uma reportagem da Folha que cita um depoimento de Euchério Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos do Rioprevidência, ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio de Janeiro.

A reportagem relatava que o depoimento foi dado após o fundo ter abandonado aplicações em grandes bancos para concentrar recursos em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.

Euchério afirmou, no depoimento, que o Master possuía uma carteira de crédito consignado junto ao Rioprevidência e que, em caso de quebra do banco, o fundo previdenciário conseguiria recuperar as perdas em 23 meses com a receita proveniente dessa carteira.

Camargo questiona Vorcaro sobre a informação, e o ex-banqueiro responde ser "incorreta e imprecisa".

O funcionário do BC então pergunta: "Ou seja, não há qualquer garantia na captação da Rio Prev, correto?".

Vorcaro, então, vai em outra conversa e pergunta ao seu tesoureiro, Alberto Félix: "Lf da rioprev não tem garantia, né". Alberto responde que não.

Depois disso, o dono do Master afirma a Camargo: "Não há".

Procurado nesta quinta-feira (28) por mensagens de WhatsApp, Camargo não se manifestou. O Banco Central também foi procurado por email, mas não se posicionou até a publicação desta reportagem, assim como a defesa de Daniel Vorcaro.

As conversas são mencionadas na representação da PF e na manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) que fundamentaram a operação. Camargo não foi alvo de medidas, nem de pedidos de investigação.

Os investigadores afirmam que o Rioprevidência realizou aporte de R$ 120 milhões em letras financeiras do Banco Master em 2024. Entre 2023 e 2024, segundo a PF, o fundo comprou R$ 970 milhões em letras financeiras do Master. Esses ativos não têm cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

As mensagens trocadas por Márcio e Vorcaro ocorreram pouco depois de o BRB (Banco de Brasília) anunciar o interesse em comprar parte dos ativos do Master, em 28 de março de 2025.

Àquela altura, o banco de Daniel Vorcaro já passava por dificuldades para captar recursos no mercado e tinha compromissos a honrar nos meses seguintes relativos ao pagamento de CDBs vendidos com a promessa de remunerações elevadas. A operação de venda para o BRB foi tratada no mercado como uma saída tentada por Vorcaro para dar sobrevida ao Banco Master.

Desde o ano anterior, o Master tinha dificuldades no recolhimento de compulsórios e na rolagem de obrigações. Em 2024, Vorcaro havia assinado um compromisso que dava prazo de seis meses para a correção dos problemas.

O diálogo denota que o auditor do BC já antevia problemas para o fundo de previdência do Rio em caso de colapso do Master.

A ação da PF da última terça-feira (26) que envolveu o Rioprevidência foi um desdobramento da operação Barco de Papel, de janeiro.

A PF afirma que o volume de recursos do Rioprevidência no Master sob suspeita chega a R$ 3 bilhões, incluindo novos aportes de R$ 2,01 bilhões feitos a partir de julho de 2024 em fundos de investimentos ligados ao banco.

A decisão de Mendonça traz uma cifra ainda maior dos valores que teriam sido investidos no Master, de R$ 3,69 bilhões. O montante inclui investimentos em Letras Financeiras e em fundos de investimento associados a empresas de fachada do Master.

O Rioprevidência é uma autarquia estadual responsável por gerir o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos fluminenses.

O órgão centraliza a arrecadação das contribuições previdenciárias e administra o pagamento de aposentadorias e pensões, funcionando como a entidade jurídica que deve garantir o equilíbrio financeiro para que os benefícios dos servidores e seus dependentes sejam honrados a longo prazo.

A instituição afirmou em nota que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos e contribuir com os órgãos de controle e a Justiça. "A atual gestão da autarquia ressalta ainda que tem adotado medidas saneadoras e que fortalecem o compliance interno e a segurança dos investimentos", completou.

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