sábado, outubro 10, 2026

PSOL fica a apenas 185 votos da cláusula de barreira e vai recorrer à Justiça


Partido ficará sem acesso ao fundo eleitoral no próximo pleito

Rafaela Gama
O Globo

A federação formada pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade entrará na Justiça para contestar a avaliação de que não cumpriu a cláusula de barreira após a votação no final de semana. Em nota, publicada nas redes sociais, as siglas afirmaram que buscarão “provar que algumas dezenas de votos não são justificáveis para retirar os direitos de funcionamento de dois dos principais partidos da política brasileira”.

“Elegemos uma senadora no estado do Ceará e alcançamos 5% dos votos nacionais para deputado federal, o dobro exigido pela famigerada lei da ‘cláusula de barreira’, e agora convocamos nossas lideranças a dedicarem esforço máximo pela vitória de Lula”, disse o comunicado.

EXIGÊNCIA – No texto, a sigla faz referência a uma das normas da legislação eleitoral, que exige que os partidos tenham ao menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara para atingirem a meta. A regra, no entanto, também determina que as siglas alcancem um percentual mínimo de votos (1,5%) em ao menos nove estados. Neste ano, a federação alcançou esse percentual em oito estados, ficando a 185 votos de atingir a meta no Espírito Santo.

Nas redes sociais, o resultado nas urnas gerou cobranças de filiados do PSOL e de apoiadores a alas que foram contrárias à proposta de federação do partido ao PT no início deste ano. Na época, puxadores de voto da sigla em São Paulo, como a deputada Erika Hilton e o ministro Guilherme Boulos, argumentaram que a fusão seria uma estratégia para evitar a desidratação da bancada após as eleições deste ano. A medida, no entanto, foi recusada pela maioria dos integrantes da executiva nacional.

DIVERGÊNCIAS INTERNAS –  Cobrada por ser contrária à federação e reeleita por São Paulo no domingo, a deputada federal Sâmia Bomfim atribuiu o mau desempenho da sigla no ES a uma “fraude na chapa eleitoral” provocada por “candidatas laranja”. “Vamos acionar a Justiça para derrubar essa fraude armada contra as mulheres e contra o PSOL”, disse em um post. A parlamentar também afirmou que a legenda tem “um papel importante na luta para derrotar a extrema-direita” e disse que está “pronta para arregaçar as mangas”.

Já Erika Hilton admitiu erros na estratégia do partido ao concentrar recursos em candidaturas com menor potencial eleitoral e deixar de investir em estados onde, segundo ela, maiores investimentos poderiam ter ajudado a sigla a superar a cláusula de barreira. Na pré-campanha, a parlamentar chegou a acusar a direção da legenda de descumprir um acordo firmado com ela sobre a divisão do fundo eleitoral.

— A minha situação naquele momento era uma tentativa de buscar o cumprimento dos acordos, porque eu acredito que política é feita com acordos. Os acordos devem ser cumpridos — disse em entrevista à GloboNews. — Eu acho que há, sim, um erro. Houve uma concentração em candidaturas com pouco potencial, inclusive, de serem eleitas.

 

Folha anuncia suposto “plano” de Flávio para reduzir aposentadoria, saúde e educação

Publicado em 10 de outubro de 2026 por Tribuna da Internet

Confiante na virada, Rui Costa diz que os baianos serão decisivos para vitória de Lula

 

Confiante na virada, Rui Costa diz que os baianos serão decisivos para vitória de Lula

Por Redação

10/10/2026 às 10:35

Foto: Reinaldo Oliveira / Política Livre

Imagem de Confiante na virada, Rui Costa diz que os baianos serão decisivos para vitória de Lula

O ex-governador da Bahia e senador eleito no último domingo, Rui Costa concedeu entrevista a Mário Kertész nesta sexta (9), agradeceu pelos mais de 4 milhões de votos que recebeu e falou sobre os resultados do primeiro turno no Estado.

“Quero agradecer de coração, humildemente, a votação no Senado, para mim e pro Wagner, agradecer a votação por Jerônimo. A Bahia mais uma vez foi o estado do Brasil que deu a maior votação nominal ao presidente Lula”, disse Rui, que neste segundo turno está participando da equipe de coordenação da campanha do presidente Lula, em Brasília. 

“Eu sou muito grato ao povo da Bahia e, podem ter certeza, por esse reconhecimento de vocês, receberão muita dedicação, muito trabalho, muito empenho para a Bahia continuar recebendo investimentos e continuar se desenvolvendo”.

Além do empenho a nível nacional, o objetivo do ex-ministro é ampliar ainda mais a votação do presidente Lula na Bahia. “Eu acredito muito na virada e a Bahia e os baianos serão decisivos nisso. O seu voto é decisivo. Portanto, acho que todos têm que comparecer para votar. Vamos fazer o mutirão de pegar a avó, o tio, um parente. É o mutirão da votação. Agora vai ser um voto só. A Bahia foi e será decisiva”, disse, lembrando que no segundo turno a votação é mais rápida e mais fácil.

Na Bahia, o presidente Lula venceu em 413 dos 417 municípios, alcançando 5.664.771 (66,17%) contra 2.442.585 (28,53%) de Flávio Bolsonaro.

Rui ainda pediu que os baianos votem pensando no futuro da Bahia. “Independente de quem foi seu candidato a governador, a senador, agora o que está em jogo é a Bahia, são os baianos. Eu tenho que dizer que se o Lula não for eleito, a obra da Ponte Salvador-Itaparica está em risco, vão cortar o dinheiro do VLT”, citou como exemplos.

“As pessoas têm de saber o que vai acontecer para depois não dizer: ‘ah, votei, mas eu não sabia’. Então, saibam que eles vão fazer exatamente como fizeram com o meu governo, ou pior”, alertou, lembrando da perseguição sofrida pela Bahia durante os governos Temer e Bolsonaro.

Juventude nas ruas

Rui Costa citou as mobilizações e os atos realizados por estudantes em todo o Brasil, como uma demonstração da força do presidente Lula já nesse início da campanha de segundo turno.

“Estou muito feliz, vi as manifestações, milhares de jovens, estudantes, essa semana, nas ruas, as imagens são muito impressionantes. Vi do Rio de Janeiro, Porto Alegre, em Curitiba uma multidão, no interior de Minas Gerais, teve aqui em Salvador, e várias outras cidades com manifestação da juventude, isso porque os estudantes sabem o que é que eles [os bolsonaristas] vão fazer, como fizeram, cortar recursos, parar as obras das universidades”, afirmou.

Politica Livre

A “redemocratização” de Flávio Bolsonaro e a ameaça de uma nova ruptura

Publicado em 10 de outubro de 2026 por Tribuna da Internet

No Rio, Eduardo Paes traiu Lula e perdeu pela segunda vez o governo do Estado

 


Antes de braços dados com Lula, Paes agora tenta se distanciar da campanha  nacional - Estadão

Lula e Paes ganham nas pesquisas mas perdem no voto

Roberto Nascimento

A campanha de Lula foi um fracasso, porque faltou o contato direto com o povo nas ruas. O presidente precisava ter sentido os problemas que mais afligem a população, especialmente no que concerne aos preços no supermercado e feiras-livres, o  atendimento nos hospitais e postos de saúde, a educação carente nas escolas públicas e, com toda certeza, a questão da segurança.

Também observei os erros nas alianças estaduais. O principal, ao meu juízo, ocorreu no Rio de Janeiro.
Lula cedeu a todos os pedidos do prefeito Eduardo Paes e até entregou os hospitais federais do Rio para o prefeito privatista. Hospitais de referência, como Andaraí, Cardoso Fontes e Bonsucesso, só para ficar nesses três.

APENAS ILUSÃO – Eduardo Paes é um demagogo enganador. Reformou os hospitais por fora, mas deixou por dentro a mesma situação – falta de remédio, demora nos atendimentos, banheiros imundos. Então, o que mudou de fato?

O povo associou a Lula esse engodo do Paes. Outra coisa grave: os funcionários federais foram desconsiderados e humilhados com a nova administração privatista, que foi contratada pela Prefeitura. Na hora da eleição, as comunidades deram o troco, votando no Flávio e no Ruas.

Trata-se de um retrato fático do erro de avaliação do Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que substituiu a ministra Nisia Trindade, que também não soube administrar a maior rede de hospitais federais do Brasil, um precioso legado da antiga capital.

TRAIÇÃO DE PAES – Agora vem o pior dessa ópera do desastre, que foi a traição de Eduardo Paes , a facada que o perdedor para Ruas deu no Lula: Peguei nas ruas diversos santinhos da campanha do Paes, que é filiado ao PSD do Kassab, e em 90 por cento deles estava em branco o espaço da Benedita (131) e de Lula o (13).

O candidato derrotado, Eduardo Paes fez péssimas escolhas, principalmente na Baixada Fluminense. Ele indicou para vice na sua chapa a irmã de um cacique bolsonarista de Caxias, Washington Reis, o ex-secretário dos Transportes do governador Cláudio Castro, o senhor Reis. Não adiantou essa manobra eleitoreira, porque Paes só venceu de Ruas na Capital, e em São Gonçalo levou uma derrota estarrecedora.

Agora vem uma pergunta. O que deveria ser feito? Bem, está muito claro que Paes deveria apostar em um candidato a vice no petismo, além de costurar um apoio amplo da esquerda.

AMPLA ALIANÇA – Por exemplo, Pedro Paulo deveria se candidatar à reeleição a deputado federal, logo, Paes poderia fazer uma ampla aliança com o PT e o PSOL, apostando em duas candidatas mulheres: Benedita e Monica Benício para fazer frente aos dois varões do Flávio, Portinho e Jordy, que foram eleitos.

Uma aliança PT & PSD, na qual a única concessão do Paes foi a candidata Benedita, configura uma submissão avassaladora a um candidato fraco como Paes, que pela segunda vez mostrou ser um cavalo paraguaio, ou seja, muito bem nas pesquisas e um derrotado nas urnas.

Que sirva de lição para o campo progressista, não só no Rio, mas nos demais Estados também.  


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