domingo, junho 28, 2026

A casa de Flávio Bolsonaro caiu e virou um grande barraco ...

 Publicado em 28/06/2026 às 07:09

Alterado em 28/06/2026 às 08:46

Flavio Bolsonaro, o ex-presidente da Alerj, Bacellar, e o ex-governador do Rio, Claudio Castro, em dia de apresentação de novas viaturas da PM que, saiu reportagem na Veja, são, ainda hoje, abastecidas por empresa ligada ao PCC Foto: reprodução


No dia 24 de junho, quando dois terremotos de 7,2 e 7,5 graus na escala Ritcher destruíram Caracas e várias cidades da Venezuela, com mais de mil mortes, o abalo sísmico não se estendeu apenas ao Círculo do Fogo do Pacífico, atingindo a costa oeste americana, partes do Japão, e do Sudeste da Ásia. A acomodação das placas teutônicas abalou ainda mais a crise da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou vídeos acusando duramente o enteado, filho 01 de Jair Bolsonaro.


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Flávio Bolsonaro se ausentou em 43% das votações nominais do Senado este ano

 

Flávio Bolsonaro se ausentou em 43% das votações nominais do Senado este ano

Por Augusto Tenório, Folhapress

28/06/2026 às 08:15

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado/Arquivo

Imagem de Flávio Bolsonaro se ausentou em 43% das votações nominais do Senado este ano

Presidenciável faltou a mais do que o dobro da média dos demais senadores nas 49 deliberações nominais de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, de acordo com levantamento da Folha nos registros da Casa. O pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho.

Votações nominais ocorrem quando os senadores precisam registrar seu voto sobre uma proposta. Foram descartadas as votações simbólicas, em que não é possível checar o voto de cada senador ou mesmo se ele efetivamente estava no plenário ou online (em sessões semipresenciais) durante a sessão.

O levantamento considera as votações nas quais os senadores marcaram presença, mas não votaram, ou nas quais não compareceram. Não entram nesse cálculo ausências justificadas por motivos de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou por outros dispositivos.

Seguindo esse critério, a média de ausência de registro de voto dos 81 senadores é de 20%. Houve votações nominais em 14 sessões do Senado entre os dias 24 de fevereiro e 16 de junho.

Flávio Bolsonaro estava presente, mas não registrou voto, por exemplo, na análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e do projeto de lei complementar que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.

O senador também registrou presença na sessão, mas não votou o projeto que autoriza ao governo usar verba do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para a formação e capacitação continuada dos servidores do sistema penitenciário nacional e dos policiais penais.

O pré-candidato faltou a sessão em que foram votadas indicações de diversas autoridades, como de embaixadores e do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo. Ele também não compareceu à sessão em que foi aprovada lei que isenta entidades filantrópicas de pagar Imposto de Renda e outros tributos federais.

Desde dezembro, quando foi escolhido pré-candidato a presidente pelo pai, Jair Bolsonaro, o senador do PL-RJ tem tido uma agenda intensa de compromissos relacionado à pré-campanha. Já fez viagens aos Estados Unidos e tem percorrido o Brasil para atos com apoiadores e aliados, além de reuniões para definir palanques regionais. Ele também planeja encontro com o presidente Javier Milei na Argentina.

Flávio foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa na sexta (26) por email e telefone, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

O senador Romário (PL-RJ) foi quem mais deixou de registrar sua posição em votações nominais em 2026. Ele se ausentou em 20 das 38 votações em que estava como titular do mandato. Seu suplente, Bruno Bonetti (PL), assumiu a titularidade de dezembro passado a abril deste ano.

O ex-jogador de futebol continua como titular do mandato, apesar de estar na América do Norte para comentar a Copa do Mundo pela CazéTV. O evento acontece no Canadá, Estados Unidos e México e vai até o dia 19 de julho. A previsão é que as votações do Senado durante esse período, se ocorrerem, aconteçam de maneira semipresencial, pelo celular.

Depois de Romário, o senador Wilder Moraes (PL-GO) aparece com o maior registro de ausências. Pré-candidato ao Governo de Goiás, ele deixou de votar em 24 deliberações nominais, 49% do total. Em seguida, há um empate no terceiro lugar: tanto Angelo Coronel (Republicanos-BA) quanto Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) não votaram em 47% das nominais.

Dessa forma, Flávio Bolsonaro está num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências em votações. Ele não participou em 43% dessas deliberações, assim como Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).

O ranking dos dez mais ausentes em votações nominais é fechado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele faltou a 20 das 49 votações deste ano (41%). O Senado possui 81 parlamentares.

O QUE DIZEM OS SENADORES

O gabinete de Romário afirmou, diferentemente do que mostram os dados, que ele levou falta em apenas duas sessões. "Em uma ele registrou e não votou, pois voltou pro estado (15/04), e em outra ele estava fora do país (20/05)", disse em nota.

A equipe de Dorinha Seabra afirmou que "as votações mencionadas ocorreram em dias nos quais a senadora cumpria agenda institucional previamente agendada, tanto em Brasília quanto no Tocantins".

"A atuação parlamentar vai muito além das votações em plenário. O mandato também é exercido por meio da articulação de políticas públicas, atendimento aos municípios, reuniões institucionais, atividades que a senadora desempenha diariamente", diz a nota.

Já Angelo Coronel disse que não registrou faltas e que as ausências foram "formalmente comunicadas e justificadas à Secretaria-Geral da Mesa, geralmente em dias em que esteve atendendo autoridades municipais em Salvador".

A equipe do parlamentar baiano afirmou que ele votou todas as PECs e projetos de lei, se ausentando somente em indicações de autoridades. "Essas votações, portanto, não se referiam a projetos de leis, medidas provisórias ou vetos, por exemplo", respondeu em nota.

Wellington Fagundes afirmou, por meio de sua assessoria, que "mantém uma atuação parlamentar intensa, com apresentação e relatoria de projetos, participação em comissões, audiências públicas e agendas institucionais". Ele destacou que, como presidente da Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) e líder do bloco formado por PL e Novo, tem "funções que frequentemente envolvem compromissos institucionais em Brasília e fora da capital federal".

Já o gabinete de Cleitinho afirma que o senador estava presente nos 177 projetos votados até maio, contando as votações simbólicas, destacando que estava no Senado mesmo quando deixou de votar.

Ele diz que, nos dias em que esteva presente, mas não votou, aconteceram as marchas dos vereadores e dos prefeitos em Brasília. Dessa forma, ele avaliou que, como Minas Gerais tem 853 municípios, deveria atender os políticos locais que estavam em seu gabinete.

Além de Flávio, as equipes dos senadores Renan Calheiros, Wilder Moraes e Eduardo Gomes foram procuradas por telefone, mas não responderam até a publicação desta reportagem. Oriovisto Guimarães afirmou que não iria comentar.

Politica Livre

Demora em punir escândalo do INSS desmoraliza o governo e as instituições


Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)

Pedro do Coutto

O escândalo das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continua produzindo desdobramentos que vão muito além da responsabilização dos envolvidos. À medida que as investigações avançam, cresce também a tensão institucional entre órgãos responsáveis pela apuração dos fatos, colocando em evidência um debate delicado: até que ponto a cooperação entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal tem ocorrido de forma eficiente para garantir uma investigação ampla, célere e transparente?

Reportagem publicada por O Globo, assinada pelas jornalistas Mariana Muniz e Victoria Azevedo, revelou a existência de divergências entre o ministro do STF, André Mendonça, relator de processos relacionados ao caso, e o diretor-geral da Polícia Federal, André Rodrigues. Segundo a reportagem, integrantes da Polícia Federal manifestaram preocupação com limitações no acesso a informações consideradas estratégicas para o aprofundamento das investigações, enquanto o gabinete do ministro não compartilha dessa avaliação.

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES – O episódio evidencia um ambiente de interpretações distintas sobre o fluxo de informações dentro da investigação, ainda que ambos os lados tenham o mesmo objetivo institucional: esclarecer as fraudes e identificar seus responsáveis.

Em investigações de grande repercussão, a integração entre Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal costuma ser determinante para o sucesso das apurações. Sempre que surgem dúvidas sobre o compartilhamento de dados ou sobre a condução processual, inevitavelmente cresce a pressão política e aumenta o espaço para disputas narrativas entre governo, oposição e instituições.

O caso do INSS tornou-se um dos episódios mais sensíveis enfrentados pelo governo do presidente Lula da Silva em seu atual mandato. As investigações apontam para um esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários que atingiu milhares de aposentados e pensionistas, provocando enorme repercussão nacional e exigindo medidas emergenciais para interromper os prejuízos aos segurados. As apurações seguem em andamento e ainda buscam definir toda a extensão das responsabilidades administrativas e criminais envolvidas.

REFLEXOS – As consequências políticas já apareceram. A crise culminou na saída do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, após o aumento da pressão em torno da condução da pasta diante das denúncias. Embora sua exoneração não represente, por si só, reconhecimento de responsabilidade criminal, o episódio simbolizou o desgaste político provocado pela incapacidade do governo em impedir que as fraudes alcançassem tamanha dimensão.

O escândalo também reacendeu um antigo debate sobre os mecanismos de controle interno da administração pública. Especialistas em governança pública defendem que sistemas previdenciários, justamente por administrarem bilhões de reais e atenderem milhões de beneficiários, precisam operar sob rígidos mecanismos de auditoria, inteligência e monitoramento permanente. A ausência de controles eficazes favorece a atuação de organizações criminosas que exploram vulnerabilidades administrativas por longos períodos antes de serem descobertas.

Paralelamente à crise no INSS, outras investigações de grande impacto permanecem ocupando espaço no cenário político e econômico, como as apurações envolvendo o Banco Master e o prolongado processo de recuperação judicial das Lojas Americanas. Embora sejam casos distintos, todos alimentam um ambiente de desconfiança sobre mecanismos de fiscalização e de controle em diferentes setores da economia brasileira.

AÇÕES PREVENTIVAS – Na área da segurança pública, o presidente Lula afirmou recentemente que pretende fortalecer as ações preventivas diante do crescimento da violência e da atuação do crime organizado. Ao comentar episódios recentes de violência, declarou que “o mundo está cheio de malucos”, defendendo maior investimento na proteção da população e no fortalecimento das instituições de segurança.

A preocupação do governo encontra respaldo na realidade enfrentada diariamente em diversos estados brasileiros. Ataques coordenados contra ônibus, bloqueios de vias para dificultar operações policiais, confrontos entre facções e ações criminosas cada vez mais sofisticadas demonstram que o combate à violência exige mais do que respostas após os crimes ocorrerem. Inteligência policial, integração entre órgãos de investigação e prevenção continuam sendo apontadas como instrumentos indispensáveis para reduzir a criminalidade de forma consistente.

NOTÍCIA POSITIVA – Enquanto enfrenta esses desafios políticos e institucionais, o governo recebeu uma notícia positiva na área econômica. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O resultado reflete um mercado de trabalho ainda aquecido, com crescimento da população ocupada e redução do número de desempregados.

Apesar do desempenho favorável do mercado de trabalho, economistas observam que parte desse avanço decorre também da expansão de modalidades temporárias e informais de ocupação, ainda que a formalização tenha apresentado evolução em relação ao ano anterior. Mesmo assim, a geração de empregos tende a fortalecer a percepção positiva da economia entre parcela do eleitorado, fator que pode exercer influência significativa no ambiente político às vésperas das eleições.

DIVERGÊNCIAS NA OPOSIÇÃO – Do lado da oposição, o cenário também apresenta desafios. Divergências públicas envolvendo integrantes do campo bolsonarista, especialmente entre aliados do senador Flávio Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, alimentam especulações sobre possíveis impactos na coesão política do grupo. Embora ainda seja cedo para medir os efeitos eleitorais dessas tensões, disputas internas costumam reduzir a capacidade de articulação em momentos decisivos das campanhas.

O quadro político brasileiro, portanto, permanece marcado por dois movimentos simultâneos. De um lado, o governo busca capitalizar indicadores econômicos favoráveis, especialmente a queda do desemprego e a manutenção da atividade econômica. De outro, enfrenta o desgaste provocado por investigações que colocam em xeque a eficiência dos mecanismos de controle do Estado, sobretudo no caso do INSS.

Nesse contexto, o avanço das investigações assume importância que ultrapassa a esfera criminal. A forma como STF, Polícia Federal, Ministério Público e demais órgãos atuarão nos próximos meses poderá influenciar não apenas o esclarecimento das responsabilidades, mas também a confiança da sociedade nas instituições encarregadas de combater a corrupção e proteger os recursos públicos. Em um ambiente de forte polarização política, transparência, cooperação institucional e respeito ao devido processo legal serão elementos decisivos para preservar a credibilidade das investigações e evitar que um dos maiores escândalos administrativos dos últimos anos seja reduzido apenas a uma disputa de versões.


sábado, junho 27, 2026

Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões

 

Por HENRIQUE RODRIGUES, da Revista Fórum

Publicado em 18/06/2026 às 15:37

                                          Ministro André Mendonça Rosinei Coutinho/SCO/STF

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), joga luz sobre o que há de mais sofisticado e, ao mesmo tempo, de mais degradante na simetria do poder em Brasília. Investigar fraudes bilionárias, o uso espúrio do parlamento para favorecer interesses de banqueiros e o trânsito de vantagens indevidas é o papel constitucional das instituições. O que não se justifica, e clama por uma crítica severa, é a gritante disparidade com que o ministro-relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o “terrivelmente evangélico” e bolsonarista André Mendonça, maneja a balança da Justiça. Onde há o rigor implacável da caneta para uns, há um silêncio sepulcral e uma pasmante inércia para outros.

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https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/1060011-mendonca-so-precisa-explicar-por-que-nao-ha-operacao-contra-flavio-bolsonaro-e-seus-rs-61-milhoes.html


Campanha de Flávio reage à crise com Michelle e aposta em vice mulher


Aaliados tentam frear danos ao filho do ex-presidente

Augusto Tenório
Thaísa Oliveira
Raphael Di Cunto
Folha

As duras críticas feitas publicamente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra Flávio Bolsonaro mobilizaram aliados do pré-candidato à Presidência para tentar conter danos à campanha do PL, que aposta no anúncio de uma vice mulher para frear efeitos negativos junto ao eleitorado feminino.

A divulgação de vídeos por Michelle na tarde da última quarta-feira (24), nos quais ela diz ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio após críticas à aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, pegou aliados do senador de surpresa e provocou tentativas de explicações nas horas seguintes.

IMPACTOS – A pré-campanha de Flávio admite ter se assustado com as publicações de Michelle em um primeiro momento, mas disse depois ser preciso aguardar para aferir os impactos. Parte dos aliados do senador afirma acreditar que os vídeos podem ser ruins também para a ex-primeira-dama, diante de um eleitorado bolsonarista que defende união contra Lula (PT).

Apesar da dificuldade enfrentada por Flávio em pesquisas com mulheres, a tese do PL é a de que dificilmente apoiadores de Michelle deixarão de votar no filho de Bolsonaro por causa da briga. Mesmo que haja uma migração para outros candidatos no primeiro turno, dizem esses aliados, a avaliação é a de que esses votos tendem a voltar em um eventual segundo turno.

Depois de tentar minimizar as críticas e dizer, às vésperas de partida do Brasil na Copa, que “hoje, dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece”, Flávio voltou às redes sociais horas depois para negar ter ofendido Michelle e dizer que, “se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”.

ESCLARECIMENTOS – A ex-primeira-dama, por sua vez, disse posteriormente não ter “raiva de ninguém” e que buscou com os vídeos esclarecer “uma situação que estava sendo deturpada”. Afirmou que “uma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito”. “Vamos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição.”

Antes mesmo das declarações de Michelle, Flávio já estava decidido a indicar uma mulher para ser sua candidata a vice-presidente. O nome da escolhida ainda não está definido, mas deve ser anunciado nas próximas duas semanas, segundo aliados.

Entre as cotadas estão as deputadas federais Julia Zanatta (PL-SC), hoje candidata à reeleição, e Bia Kicis (PL-DF), pré-candidata ao Senado. O nome da ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos), que tem ajudado Flávio, também tem sido lembrado por aliados diante do que veem como falta de opção.

NO RADAR – A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) continua no radar da pré-campanha, mas integrantes da federação formada pelo PP e pelo União Brasil dizem que as críticas de Michelle reforçaram a avaliação de que é preciso ter cautela sobre a aliança com Flávio.

Segundo aliados de Michelle, ela decidiu gravar vídeos como um desabafo, por ter se cansado do que descrevia como uma série de agressões coordenadas e informações falsas, que afetariam não só a ela, mas também à filha mais nova, Laura, que é adolescente.

Irmão de Michelle, o pré-candidato a deputado distrital Eduardo Torres (PL) publicou um texto nas redes sociais em que diz que ela contou “muito pouco diante de tudo o que tem acontecido” e que já presenciou e precisou inclusive intervir.

SILÊNCIO – “São críticas, cobranças, acusações, injúrias e injustiças. A resposta por muito tempo foi o silêncio. Atacada por muitos até por seu silêncio, não suportou mais tamanha injustiça e resolveu fazer alguns esclarecimentos”, afirmou.

Nos vídeos divulgados na quarta, Michelle afirma que Flávio a desrespeitou, humilhou, disse que ela não entendia nada de política e deixou subentendido que não queria a participação dela em sua campanha presidencial. “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, declarou.

Em resposta, Flávio publicou um texto dele e da esposa e gravou um vídeo em que nega ter humilhado a madrasta. “Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, disse. Fernanda Bolsonaro, por sua vez, escreveu nas redes sociais que o que vê todos os dias, como esposa de Flávio, é “um homem leve, respeitoso, carinhoso, restaurado e um pai dedicado”.

SEM DIÁLOGO – Enquanto parte do PL avalia que Flávio poderia ter desarmado essa bomba antes, evitando uma briga pública, pessoas mais próximas ao senador afirmam que ele tenta falar com Michelle há meses, sem sucesso. Dizem, inclusive, que ele ligou para a madrasta e deixou um recado na manhã desta quarta —ou seja, horas antes do vídeo— para convidá-la para uma reunião com lideranças femininas na semana que vem, mas que ela não respondeu.

“De coração aberto quero reforçar o convite que eu já tinha feito para a Michelle. Coração segue aberto, Michelle. Preciso de todo mundo junto comigo. Posso contar com você?”, disse Flávio em vídeo divulgado nesta quinta (25).

Para tentar melhorar o trânsito com o eleitorado feminino, Flávio fará uma reunião de trabalho com aliadas na semana que vem. O pré-candidato quer ouvir sugestões que possam integrar o plano de governo dele e demonstrar proximidade com lideranças importantes, como Bia e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).


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