Fetrab leva pautas prioritárias dos servidores ao Governo da Bahia
Entidades defendem negociação permanente, recomposição salarial, fortalecimento do Planserv e outras medidas de valorização do funcionalismo
A Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab) participou, nesta terça-feira (29), em Salvador, do encontro que reuniu mais de 70 representantes de sindicatos e associações do funcionalismo estadual com o governador Jerônimo Rodrigues. Na ocasião, as entidades apresentaram um conjunto de pautas prioritárias comuns aos servidores públicos da Bahia, com foco na valorização profissional, melhoria das condições de trabalho e fortalecimento dos serviços oferecidos à população.
Presidente da Fetrab, Reonei Menezes destacou que a articulação conjunta permite que demandas que atravessam diferentes carreiras ganhem força na interlocução com o Governo do Estado. “Somos servidores de áreas, funções e realidades diferentes, mas existem questões que afetam o conjunto do funcionalismo. Quando conseguimos construir uma agenda comum, ampliamos nossa capacidade de diálogo e de buscar soluções que beneficiem os trabalhadores e também a população”, afirmou.
Agenda comum - Entre os pontos apresentados estão a instituição de uma data-base anual em janeiro, política permanente de reajuste e recomposição salarial, majoração do auxílio-alimentação e fortalecimento financeiro e estrutural do Planserv, com ampliação e qualificação da rede credenciada e expansão da assistência no interior da Bahia.
O documento também propõe a retomada de um programa habitacional específico para servidores, regras para redução de jornada de trabalhadores com deficiência ou responsáveis por pessoas com deficiência e medidas de proteção aos servidores acometidos por doenças graves, crônicas ou degenerativas.
“Valorização não pode ser entendida apenas como salário. Estamos falando de saúde, condições adequadas de trabalho, proteção social, inclusão, acesso à moradia e garantia de direitos. São fatores que interferem diretamente na vida do servidor e na qualidade do serviço que ele consegue prestar à sociedade”, ressaltou Reonei.
Negociação permanente - As entidades reivindicam ainda a preservação dos direitos dos representantes sindicais e classistas, realização periódica de concursos públicos e reposição dos quadros efetivos, descentralização da perícia médica para o interior e a criação de um Sistema Permanente de Negociação entre o Governo do Estado e as representações dos servidores. A proposta prevê calendário regular de reuniões e acompanhamento dos compromissos e encaminhamentos assumidos.
Para Reonei, a construção de um canal contínuo de negociação é essencial para que as pautas avancem. “O diálogo não pode acontecer apenas em momentos pontuais. Precisamos de uma estrutura permanente, com reuniões periódicas, acompanhamento das demandas e definição de prioridades e prazos. Isso dá mais transparência e efetividade à relação entre o Governo e os servidores”, avaliou.
A Fetrab reconheceu avanços obtidos por diferentes categorias por meio de processos de negociação e reafirmou a disposição para manter a interlocução institucional. “Quando valorizamos quem trabalha pelo Estado, fortalecemos o próprio Estado. E quando fortalecemos o serviço público, quem ganha é toda a sociedade baiana”, concluiu Reonei.
Entenda os novos projetos de saúde premiados e criados pela Dra. Anna Paola Noya Gatto
Da saúde da mulher à responsabilidade social, trajetória da fundadora da A Clínica da Mulher soma prêmios nacionais e homenagens em Salvador
O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil. Para cada ano do triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos da doença no país, que correspondem a cerca de 30% dos casos novos de câncer entre mulheres. No Nordeste, são estimados 17.130 novos casos por ano no mesmo período.
É nesse cenário que se insere a trajetória da mastologista e fundadora da A Clínica da Mulher (@aclinicadamulher), Dra. Anna Paola Noya Gatto (@dra.annapaolagatto), marcada por iniciativas voltadas à prevenção, à detecção precoce e à criação de novas formas de cuidado para a saúde feminina. Ao longo de mais de duas décadas, esse trabalho também foi reconhecido por instituições nacionais e regionais, por meio de prêmios, homenagens e reconhecimentos ligados à medicina e à responsabilidade social.
Um dos primeiros reconhecimentos nacionais veio em 2002, com o Prêmio Melhores Medicina Brasil, concedido pela Norberto Gauer Eventos Internacionais, em São Paulo, em destaque à sua atuação e contribuição para a medicina. Em 2006, Dra. Anna Paola recebeu o Prêmio Saúde! É Vital, promovido pela revista Saúde! É Vital, da Editora Abril, na categoria Saúde da Mulher. O reconhecimento esteve relacionado ao trabalho social e às campanhas de detecção precoce do câncer de mama realizadas pela clínica.
A atuação também ganhou destaque em Salvador. Em 2018, a médica recebeu o Prêmio Barra Mulher, homenagem destinada a mulheres empreendedoras que desenvolvem ações de forte responsabilidade social. O reconhecimento esteve relacionado às campanhas de Outubro Rosa realizadas pela médica na capital baiana.
Em 2024, outro marco trouxe a inovação no atendimento preventivo para o centro dessa trajetória. Dra. Anna Paola foi eleita por unanimidade para integrar a Câmara Técnica do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), em reconhecimento ao seu pioneirismo na criação de novos modelos de check-up médico preventivo no estado.
A proposta dos novos modelos de check-up parte de uma necessidade prática: tornar o acompanhamento da saúde mais organizado e facilitar o acesso das mulheres a diferentes avaliações. Na A Clínica da Mulher, essa lógica se traduz em uma jornada que reúne consultas, exames e acompanhamento preventivo em um mesmo espaço, buscando otimizar o tempo e estimular a realização periódica dos cuidados de saúde.
Entre os serviços disponíveis estão exames de imagem como mamografia digital, ultrassonografia geral e ultrassonografia vascular, além de consultas e outras avaliações voltadas à saúde feminina. A estrutura também permite o atendimento de pacientes que procuram apenas a realização de exames, ampliando as possibilidades de acesso ao diagnóstico.
Em 2025, a trajetória da médica foi novamente reconhecida durante a Cerimônia das Velas, em Salvador. A homenagem destacou suas décadas de atuação na prevenção e no tratamento do câncer de mama e também a inovação no formato de atendimento rápido e personalizado para o público feminino.
Mais do que reunir prêmios e homenagens, os diferentes reconhecimentos acompanham uma trajetória em que a prevenção foi ganhando novas formas de ser colocada em prática. Da conscientização sobre o câncer de mama à criação de modelos de check-up e de uma estrutura dedicada à saúde feminina, os projetos desenvolvidos pela Dra. Anna Paola têm como ponto comum aproximar informação, diagnóstico e cuidado da rotina das mulheres.
Nossa Senhora nada tem ver com meras disputas eleitorais
Ana Pompeu e Luísa Martins Folha
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, deve levar para ser debatido no plenário da corte na quarta-feira (30) o caso da notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL), se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Diante de novos sinais de crise, o presidente do Supremo pretende dar uma definição sobre o tema na primeira sessão da semana.
QUEIXA A FACHIN – Ainda nesta segunda-feira (28), o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, se queixou a Fachin de interferências indevidas de ministros do Supremo na Justiça Eleitoral. No ofício, ele pediu medidas contra esse quadro.
Antes da formalização da manifestação de Kassio, o presidente Fachin já vinha refletindo sobre como lidar com mais esse episódio de disputa. Nos bastidores, interlocutores do ministro afirmam que o presidente quer evitar uma nova guerra de liminares às vésperas do primeiro turno das eleições.
Na manifestação enviada a Fachin, Kassio menciona a decisão do presidente do STF para frear a crise iniciada entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ao suspender as medidas dos ministros, Fachin afirmou haver um “quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública”.
CONFUSÃO GERAL – Na sexta (25), André Mendonça atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou, pelo TSE, a remoção de conteúdos “notoriamente inverídicos” que apontavam para uma suposta intenção do candidato de retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
A decisão foi derrubada por Dino dois dias depois, no domingo (27). O ministro afirmou não haver, nas postagens, “grau de certeza de ilicitude para extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa”.
E na segunda-feira (28), Luiz Fux restabeleceu a decisão de Mendonça, dando o prazo de 24 para serem retiradas da campanha de Lula as notícias falsas sobre Nossa Senhora.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Êxodo 20:7) é o terceiro dos Dez Mandamentos. Por analogia, é conveniente que também não se tome em vão o nome de Nossa Senhora, mãe de Deus. Assim, sugere-se aos ministros do Supremo que, antes de fazê-lo nesta quarta-feira, pelo menos escovem os dentes e limpem as respectivas bocas com água sanitária, para não despertar a ira divina.(C.N.)
O SUPREMO E A INSEGURANÇA JURÍDICA: Quando a Fé do Povo Vira Disputa de Liminares no STF
Por José Montalvão
Enquanto milhões de brasileiros aguardam com ansiedade soluções definitivas do Supremo Tribunal Federal (STF) para temas cruciais que impactam a economia, a segurança pública e a estabilidade das instituições, o país assiste estarrecido a mais um espetáculo de insegurança jurídica e vaidades no seio do Poder Judiciário.
Trata-se do vergonhoso bate-cabeça entre ministros da Suprema Corte diante do uso indevido da imagem de Nossa Senhora Aparecida em disputas eleitorais. A proliferação de decisões conflitantes, cassando e restabelecendo liminares em questão de horas, não apenas enfraquece a credibilidade da Justiça como expõe o ativismo e a sobreposição de poderes que corroem a confiança da população.
A Insegurança Jurídica e a Banalização da Justiça Eleitoral
O episódio ganhou contornos de grave crise institucional quando decisões monocráticas opostas foram tomadas em um curto intervalo de tempo:
A Decisão Inicial: O ministro André Mendonça atendeu ao pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL), determinando a remoção de conteúdos notoriamente inverídicos que sugeriam a absurda intenção de retirar da Padroeira do Brasil o seu título religioso e histórico;
O Contraponto: Dois dias depois, o ministro Flávio Dino cassou a liminar sob o pretexto de defesa da "liberdade de expressão";
O Terceiro Capítulo: Logo na sequência, o ministro Luiz Fux restabeleceu a decisão de Mendonça, dando 24 horas para a retirada das notícias falsas da propaganda da oposição.
Essa constante "guerra de liminares" gerou imediata reação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que se queixou formalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, cobrando o fim das interferências indevidas e da sobreposição processual promovida por ministros da Suprema Corte no âmbito da Justiça Eleitoral.
Nossa Senhora Nada Tem a Ver com Disputas Eleitorais
Em meio a tantos penduricalhos, privilégios corporativos e processos de alta relevância parados nas gavetas do Judiciário, ver o nome da Mãe de Deus dragado para a politicagem rasteira e para a disputa eleitoral é motivo de indignação para o povo de fé.
Como bem prevê o ensinamento sagrado em Êxodo 20:7 ("Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão"), a fé evangélica e católica, os símbolos religiosos e a devoção popular não podem ser instrumentalizados nem transformados em munição de guerrilha virtual.
Conclusão: Respeito à Fé e Respeito às Instituições
O presidente do STF, Edson Fachin, assume a responsabilidade de tentar estancar esse conflito no plenário da Corte para evitar maior desmoralização do sistema judiciário às vésperas do pleito.
O Brasil precisa de juristas focados na Constituição, no respeito às competências do TSE e na rápida pacificação das grandes causas nacionais. Instrumentalizar a religião para atacar adversários — e ver o Supremo se dividir em liminares partidárias por conta disso — é o retrato vivo da degradação das instituições. Respeitem a fé do povo e cumpram a lei!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).
Blog de Dede Montalvão: Defendendo a segurança jurídica, o respeito às tradições religiosas e a independência dos Poderes contra os excessos do Judiciário!
Nota da Redação deste Blog -
O LADO OCULTO DA CENSURA: A Velocidade Seletiva e o Silenciamento da Fé no STF
Por José Montalvão
Retificar e esclarecer os fatos com precisão é o primeiro dever do jornalismo compromissado com a verdade. Quando se analisa friamente o recente imbróglio jurídico que envolveu a remoção de postagens nas redes sociais sob a justificativa de combate às "notícias falsas", descobre-se que a realidade é muito mais grave do que o discurso oficial tenta transparecer: trata-se de um verdadeiro atropelo à liberdade de expressão e de um excesso de zelo protetivo com viés claramente seletivo.
Ao contrário do que a narrativa atropelada tentou impor, o conteúdo original e bem-humorado veiculado pelo humorista Antônio Tabet sequer citava nominalmente qualquer candidato, fazendo menção genérica à "Família Miliciana". Mais do que isso: as postagens questionadas não criavam narrativas do zero, mas baseavam-se em fatos amplamente documentados e noticiados pela imprensa nacional — como o projeto de lei apresentado por um deputado e pastor aliado ao ex-presidente, que visava retirar de Nossa Senhora Aparecida o título oficial de Padroeira do Brasil.
A Proteção Seletiva e os Efeitos Colaterais da Censura
A atuação meteórica e a "sede de proteção" demonstrada pelo ministro Kassio Nunes Marques no âmbito do TSE revelam uma assimetria preocupante na condução da Justiça Eleitoral brasileira:
Velocidade Acelerada para Uns, Morosidade para Outros: Enquanto denúncias graves contra determinados grupos políticos dormem em gavetas por meses, ações movidas por aliados do poder encontram decisões liminares expedidas em pouquíssimas horas;
Censura Ampla e Indiscriminada: Na apressada tentativa de proteger aliados políticos, a canetada censória atingiu postagens inteiramente alheias à disputa eleitoral. O sistema chegou ao absurdo de derrubar publicações da própria Igreja Católica e de fiéis que apenas expressavam sua admiração, amor e devoção a Nossa Senhora Aparecida.
│ OS ERROS E EXCESSOS DA DECISÃO MONOCRÁTICA │
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│ 📰 FATO HISTÓRICO: Projeto de lei de deputado aliado │
│ contra o título de Padroeira realmente existiu. │
│ 🎭 SATIRA E LIBERDADE: Post de humorista sem menção direta. │
│ 🚫 EFEITO COLATERAL: Contas da igreja e posts de fé foram │
│ removidos do ar sob o manto da "proteção eleitoral". │
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A Instrumentalização da Justiça e a Ameaça à Liberdade
Quando a Justiça Eleitoral extrapola sua competência para silenciar manifestações de fé, piadas, críticas políticas legítimas e reportagens baseadas em fatos reais, quebra-se o pilar fundamental do Estado Democrático de Direito: a liberdade de expressão.
Remover conteúdos da Igreja Católica ou vetar que o cidadão relembre a postura e os projetos apresentados por parlamentares é tentar reescrever a história por meio de liminares judiciais. A fé do povo brasileiro e a memória histórica do país não podem ser reféns de conveniências de momento nem de decisões apressadas de ministros do Supremo.
Conclusão: O Compromisso Indispensável com a Verdade
A verdadeira segurança jurídica não se constrói protegendo biografias de políticos, mas sim garantindo que a lei seja aplicada com imparcialidade, sem dois pesos e duas medidas.
Nossa Senhora Aparecida pertence ao povo de fé e ao patrimônio cultural do Brasil. Tentar usar a caneta do Judiciário para censurar devotos, jornalistas e humoristas — sob o pretexto de combater uma desinformação que, na verdade, resgatava um fato real — é a demonstração mais inequívoca de que o ativismo judicial ultrapassou todos os limites do razoável. A verdade e a liberdade devem sempre prevalecer!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).
Blog de Dede Montalvão: A serviço da verdade, sem medo de expor os abusos de autoridade e defendendo a irrestrita liberdade de expressão e de religião do povo brasileiro!
Ataque fala diretamente ao catolicismo já politizado
Rodrigo Toniol Folha
A reação de Flávio Bolsonaro no último domingo (27), ao acusar setores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de atuarem em conluio com o PT na disseminação da notícia falsa sobre Nossa Senhora Aparecida, revela que sua campanha entrou no modo redução de danos.
Segundo relatório do Instituto Democracia em Xeque, a controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida acumulou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações em cerca de 55 horas. Foi o terceiro maior volume de menções entre os eventos políticos de 2026 monitorados pelo instituto. O tema dominou o noticiário no fim de semana e, mais importante ainda, criou engajamento e mobilização em uma parcela da população que ainda não estava pensando nas eleições.
ARGUMENTO – Nas primeiras 48 horas da polêmica, Flávio permaneceu na defensiva, negando o boato e reafirmando que não havia qualquer plano de destronar Nossa Senhora Aparecida do lugar de padroeira do Brasil. Para fazer isso, sua campanha mapeou as redes de disseminação da notícia falsa que motivou a controvérsia e insistiu no argumento.
No domingo, no entanto, faltando apenas uma semana para a eleição, essa estratégia foi abandonada e o candidato deu um passo além. Foi para cima da própria CNBB, acusando “gente de dentro” da conferência de ter ajudado o PT na disseminação da história. A CNBB reagiu horas depois, negou participação na produção ou circulação de desinformação e respondeu que “a mentira não se combate com outra mentira”.
LEITURA – Ao abrir uma nova frente com a CNBB, Flávio deu a indicação de que sua campanha está lendo o voto católico como já cristalizado nesta reta final. A acusação à CNBB funciona a partir de uma retórica cifrada, que faz sentido no bolsonarismo, mas cuja repercussão fora dele é mais difícil. A fala do candidato ressoa para setores católicos que já desconfiam da CNBB e fazem imediatamente a associação entre episcopado, esquerda e Teologia da Libertação. Para esse público, as entrelinhas são perfeitamente legíveis.
Mas isso não se aplica ao católico que não estava com o voto convicto em ninguém. A história de Nossa Senhora alcançou esse eleitor de maneira muito mais direta, porque mobiliza um símbolo religioso elementar, reconhecível e afetivamente carregado. Já o ataque à CNBB exige um repertório prévio. É preciso saber o que está sendo dito sem que seja dito explicitamente.
RESSONÂNCIA – Não faltam católicos conservadores próximos a Flávio Bolsonaro e ao PL para quem a acusação à CNBB encontra ressonância. Mas essa é uma conversa muito mais interna ao catolicismo politizado. Por isso, ao escolher responder à crise abrindo uma divergência dentro do próprio catolicismo, Flávio parece ter optado por consolidar os setores que já compreendem essa linguagem, em vez de disputar o público católico mais amplo que a notícia alcançou.
Talvez sua campanha esteja operando com a hipótese de que já chegou perto do teto entre os católicos. A atitude soa precipitada, mas agora já está feita e Flávio Bolsonaro passou a falar apenas com os católicos que dominam o idioma bolsonarista.
Advogados alertam de que artigo 2º da MP seria inconstitucional
Daniel Rittner CNN
Uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) tomada em 2020 pode servir como brecha jurídica para que as bets continuem funcionando no país, apesar da MP (Medida Provisória) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proibindo apostas online.
Há seis anos, por unanimidade, o plenário do STF decidiu que a União não tem exclusividade sobre loterias e reconheceu a possibilidade de entes federativos explorarem apostas em geral.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA – O Supremo analisou uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que discutia se as normas do estado de Mato Grosso que regulamentavam a exploração de modalidades lotéricas invadiam competência privativa do governo federal.
O aval do STF fez com que vários estados — como Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba — lançassem licenças próprias para credenciar bets. As autorizações estaduais e federais não são excludentes. Normalmente, as licenças emitidas pelos estados são para operações de caráter regional e menos onerosas para as empresas de apostas de cota fixa.
INCONSTITUCIONAL – Advogados já alertaram o setor de que o artigo 2º da MP publicada nesta sexta-feira (25) à noite — “o disposto nesta Medida Provisória aplica-se à exploração de loterias de aposta de quota fixa nos Estados e no Distrito Federal” — seria inconstitucional.
Os mesmos advogados, no entanto, veem um cenário bastante incerto. Diante da politização em torno do assunto e da crise que assola o STF, eles avaliam como improvável alguma decisão liminar da Corte antes das eleições.
A crise no topo do Judiciário tende a escalar ainda mais, na mesma proporção do acirramento da corrida presidencial. A nova fase da guerra foi deflagrada por uma decisão de Flávio Dino que, no STF, anulou um despacho que André Mendonça havia assinado no TSE
Um período crucial da carreira de Flávio Bolsonaro foi acompanhado de perto – e registrado – por um amigo que desfrutou da confiança dele, mas que há três anos decidiu emparedá-lo ao cobrar um “acerto de contas”. Do arsenal usado nas ameaças, contidas de maneira inexplicada meses depois, há uma série de elementos comprometedores para o presidenciável do PL que o PlatôBR revela nesta reportagem, como orgias bancadas com dinheiro de origem suspeita, mimos de luxo recebidos de parceiros lobistas e até uma operação para levar interesses de um “cliente” a Kassio Nunes Marques, ministro do STF
A VERDADE SOBRE A REGULAÇÃO MÉDICA EM JEREMOABO: Do Tempo das Filas da Madrugada à Realidade do Gargalo Nacional
Por José Montalvão
Atribuir a demora na regulação médica à gestão municipal de Jeremoabo é, antes de tudo, desconhecer a história recente da saúde pública e ignorar a realidade estrutural do Brasil. Quem usa o tempo de espera no sistema para fazer politicagem barata tenta apagar da memória do povo o verdadeiro caos que reinava antes da implantação dos sistemas unificados de regulação (como o SISREG) no âmbito do SUS.
A escassez de leitos de alta complexidade, a falta de médicos especialistas e a insuficiência de vagas hospitalares são gargalos históricos que afetam o país de ponta a ponta — fruto de sucessivos governos federais ao longo de décadas, passando pelas gestões da atual oposição e pelos longos anos de governos do PT no âmbito nacional. O problema da regulação não nasce nas portas do Hospital Municipal de Jeremoabo; ele reflete um gargalo do sistema de saúde em todo o território nacional.
O Cenário do Passado: Filas da Madrugada, Humilhação e Padrinhagem Política
Antes da criação e consolidação do sistema unificado de regulação médica, o acesso a exames, consultas especializadas e cirurgias era marcado pela ausência total de critérios clínicos, gerando cenas desumanas e alimentando o vergonhoso "clientelismo" eleitoral.
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│ O CONTRASTE HISTÓRICO DA SAÚDE PÚBLICA │
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│ ❌ O PASSADO (SEM REGULAÇÃO): │
│ • Pessoas dormindo no frio para tentar uma senha. │
│ • Vagas por ordem de chegada ou "padrinhamento" político. │
│ • Casos graves disputando lugar com casos leves. │
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│ ✅ O PRESENTE (SISTEMA UNIFICADO DE REGULAÇÃO): │
│ • Fila informatizada com critérios clínicos rigorosos. │
│ • Priorização de quem corre risco iminente de vida. │
│ • Fim do uso político da senha de atendimento. │
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Vale a pena relembrar a realidade amargada pelos baianos no passado:
As Filas da Madrugada: Cidadãos humildes precisavam dormir nas portas dos postos de saúde e hospitais, debaixo de chuva ou frio, na tentativa incerta de conseguir uma das poucas senhas distribuídas por ordem de chegada;
Inexistência de Priorização Clínica: Um paciente com suspeita grave de câncer disputava a mesma vaga, em pé de igualdade e por mera ordem de chegada, com alguém que precisava de um procedimento eletivo de baixa gravidade;
O "Apadrinhamento" Político: Era tristemente comum a prática de usar contatos e influência política para "furar a fila" de cirurgias e leitos de UTI, transformando a saúde pública em balcão de favores pessoais;
Desperdício e Falta de Comunicação: Não havia integração entre as unidades. Um leito de UTI podia ficar ocioso em um hospital regional enquanto um paciente falecia sem atendimento em outro município por falta de informação unificada.
Por Que as Pessoas Reclamam Hoje? Compreendendo os Gargalos do Sistema
Embora o sistema atual utilize protocolos científicos e critérios de risco para salvar vidas prioritárias, é inegável que a população enfrenta angústias. No entanto, é preciso entender a origem dessas falhas para não culpar injustamente a gestão local:
O "Tempo de Espera Invisível": A fila presencial foi transferida para a tela do computador. O paciente sai do posto de saúde com a solicitação inserida no sistema, mas a espera virtual gera a sensação de paralisia;
Falta de Vagas Estruturais na Rede: O sistema de regulação organiza o fluxo, mas ele não cria leitos de UTI, médicos especialistas ou aparelhos de alta complexidade que faltam no país. A regulação distribui as vagas existentes no Estado; se não há o leito no hospital regional de referência, o sistema represará a demanda;
Falhas na Atualização do Cadastro: Muitas vezes o agendamento é liberado na central do Estado, mas o paciente perde a oportunidade por estar com o número de telefone desatualizado no cadastro municipal.
Conclusão: A Verdade Acima do Discurso Político
Dizer a verdade ao povo de Jeremoabo é o primeiro dever de quem pratica o jornalismo sério e tem compromisso com a gestão pública. O prefeito Tista de Deda e a equipe de saúde do município têm trabalhado incansavelmente para abastecer o sistema, acolher os pacientes, garantir transporte pelo TFD e buscar soluções para amenizar o sofrimento das famílias.
Criticar a regulação como se fosse uma falha local de Jeremoabo é tentar enganar a população com mentiras eleitoreiras. O gargalo do SUS é um desafio de âmbito estadual e nacional, e a solução passa por mais investimentos federais na saúde, expansão de hospitais regionais e responsabilidade na gestão do dinheiro público — exatamente o que a atual administração municipal defende e pratica!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).
Blog de Dede Montalvão: Defendendo a verdade dos fatos, trazendo esclarecimento técnico sobre o SUS e lutando pela melhoria contínua da saúde em Jeremoabo!