sexta-feira, abril 17, 2026

Oscar Schmidt, lenda do basquete, morre aos 68 anos em São Paulo

 

Oscar Schmidt, lenda do basquete, morre aos 68 anos em São Paulo

Lenda do basquete estava internado após sofrer mal-estar

Por Ricardo Magatti/Estadão

17/04/2026 às 17:10

Atualizado em 17/04/2026 às 17:35

Foto: Clayton de Souza/Estadão

Imagem de Oscar Schmidt, lenda do basquete, morre aos 68 anos em São Paulo

Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, em São Paulo

O Brasil perdeu um de seus mais importantes jogadores de basquete. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos. O “Mão Santa” estava internado no hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Oscar havia sido levado às pressas ao hospital depois de sofrer um mal-estar. A morte foi confirmada pela família, em comunicado, horas depois da internação. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.

O velório será restrito aos familiares, “em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”, segundo a família do ex-atleta.

Oscar passou 15 anos lutando contra um câncer no cérebro, descoberto em 2011. Ele passou por duas cirurgias para retirada de dois tumores na região, além de várias sessões de quimioterapia.

Em 2022, ele anunciou a interrupção do tratamento depois de afirmar estar curado da doença. “Eu venci essa batalha”, disse ele naquela ocasião.

“Houve um período em que as revistas brasileiras me deram como morto. Só pelo motivo de eu querer ser um bom pai. Não quero ser melhor jogador ou palestrante”, afirmou Oscar em entrevista ao Estadão em 2022.

O Mão Santa afirmara que tinha perdido o medo de morrer porque havia ganhado vontade de viver para ficar com a mulher e os filhos.

Oscar era viciado em bombons de chocolates e colecionava selos, segundo contou ao Estadão. Pescar estava entre seus hobbies preferidos.

Pelé era o maior ídolo de Oscar, que também adorava Ayrton Senna e manteve o hábito de falar com Deus, como fazia o piloto, enquanto jogava.

Lenda do basquete, Oscar Schmidt se recusou a jogar na NBA

Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos (Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996), e foi, por muito tempo, o maior pontuador da história do basquete.

Também é, até hoje, quem mais pontuou pela seleção brasileira, com 7.693 pontos.

Medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987, Oscar Schmidt ganhou títulos sul-americanos com a seleção brasileira masculina de basquete (1977, 1983 e 1985). Ídolo da modalidade no Brasil, ele conquistou três bronzes importantes para sua história: no Mundial das Filipinas-1978, Pan de San Juan-1979 e Copa América do México-1989.

Em 2013, Oscar foi eternizado no Hall da Fama do basquete, em Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos, mesmo sem sequer ter jogado uma partida na NBA. Ele se recusou a jogar na NBA porque, se aceitasse, teria de abrir mão da seleção brasileira.

“Não me arrependo de nada”, falou ele ao Estadão. “Três anos depois (de ter recusado a NBA) a gente ganhou o Pan-Americano em 1987, nos EUA. Não me arrependo nunca, imagina? O Pan-Americano foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. Vencemos dentro dos Estados Unidos, do melhor time do mundo, que já era a equipe norte-americana”.

O Mão Santa defendeu Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, além de ter tido passagens por times da Espanha e da Itália.

Quase senador

Em 1998, Oscar concorreu ao senado por São Paulo na chapa do Paulo Maluf e foi derrotado por Eduardo Suplicy. “Ainda bem que não fui eleito”, declarou o ex-jogador, sob o argumento de que não se via “naquilo”, a política.

“No meio da campanha, eu vi muita coisa que não gostei. Eu queria ser presidente do Brasil, esse era meu objetivo. E, de senador pra presidente é um pulo, né. Faz sua candidatura rapidinho. Mas não gostei de muita coisa e vi que não era o meu mundo. Prefiro andar de bermuda”, justificou.

Seu desejo era ser presidente, mas a política o desiludiu. “Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo”.

Politica Livre

Falta de planejamento diante da morte pode gerar custo alto às famílias





Despesas com sepultamento e cremação ultrapassam R$8 mil e exigem decisões sob pressão


A falta de planejamento para despesas relacionadas à morte ainda gera impacto financeiro imediato para muitas famílias brasileiras. Levantamentos do setor indicam que um sepultamento pode ultrapassar R$8 mil, enquanto a cremação parte de cerca de R$4 mil, valores que, sem organização prévia, acabam recaindo de forma abrupta sobre os familiares.


Especialistas defendem que despesas relacionadas ao fim da vida devem integrar o orçamento doméstico. “Quando não há previsão, a família precisa decidir tudo sob pressão, o que pode comprometer tanto o lado emocional quanto o financeiro”, avalia o gestor de projetos do Campo Santo Familiar, Eduardo Fernandes.


Impacto imediato – Além dos custos diretos, há despesas com documentação, traslado e taxas administrativas, muitas vezes desconhecidas até o momento da perda. A falta de organização ainda é um dos principais desafios. “O que a gente observa é que muitas famílias só percebem a dimensão desses custos quando já estão vivendo o luto. O planejamento evita decisões precipitadas e traz mais tranquilidade”, explica Fernandes.


Apesar do tabu, o setor começa a perceber uma mudança gradual na forma como o brasileiro encara o tema. De acordo com a coordenadora de marketing do Campo Santo Familiar, Samara Bastos, “existe um movimento em curso de maior consciência, principalmente entre famílias que já passaram por experiências difíceis e entendem o valor de se organizar antes”.


Falta de organização aumenta estresse – A perda de um familiar já é um momento de grande impacto emocional. Quando acompanhada da necessidade de resolver questões práticas e financeiras urgentes, a situação pode se tornar ainda mais desgastante.


Segundo especialistas, a ausência de planejamento prévio contribui para conflitos e decisões tomadas sob pressão. “A família precisa lidar com escolhas importantes em um momento de fragilidade, o que pode gerar desgaste e arrependimentos”, explica Samara.


Primeiras horas – Nas horas seguintes à perda, decisões sobre procedimentos, documentação e organização da despedida precisam ser tomadas rapidamente. De acordo com Eduardo Fernandes, esse é um dos momentos mais críticos. “Sem orientação, é comum que as pessoas se sintam perdidas. São muitas decisões em pouco tempo, e isso pesa ainda mais emocionalmente”, detalha o gestor.


A preparação prévia tem sido apontada como uma forma de reduzir esse impacto. “Quando existe algum tipo de planejamento, a família consegue focar no processo de despedida, e não na burocracia”, destaca.


Orientação evita erros e atrasos – Diante da perda de um familiar, além do impacto emocional, as famílias precisam lidar com uma série de procedimentos burocráticos que exigem rapidez. Entre as primeiras providências está a obtenção da Declaração de Óbito, documento essencial para dar início aos trâmites legais. Em seguida, é necessário organizar questões relacionadas ao sepultamento ou cremação, além de comunicar órgãos e familiares.


Para as primeiras horas após a morte, especialistas recomendam: solicitar a Declaração de Óbito; separar documentos pessoais; definir o tipo de despedida e acionar serviços de apoio; além de comunicar familiares próximos e amigos.


A ausência de orientação pode levar a atrasos e dificuldades no processo. Para Eduardo Fernandes, o acesso à informação é determinante. “Quando a família entende o que precisa ser feito, tudo flui de forma mais organizada e menos dolorosa”.


Já Samara Bastos reforça o papel do suporte. “Ter alguém para orientar nesse momento faz toda a diferença, porque permite que a família se concentre no que realmente importa”.

Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

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Bets: quando a realidade e a fantasia se confundem, lucram os espertalhões

 

Bets: quando a realidade e a fantasia se confundem, lucram os espertalhões

As apostas online são devastadoras porque são feitas pelo celular. Não apenas pela facilidade, um incentivo poderoso como sabem gigantes como Amazon e Meta, mas porque acontecem no mesmo ambiente virtual e ilusório que habitamos agora. Se imaginar rico da noite para o dia, ou mesmo encarar as bets como “investimento”, faz parte dessa fantasia. 

Não é à toa que seus maiores propagadores são os influencers, embora camisas de times e propagandas veiculadas em jogos com apostas no resultado também tenham impacto. Isso apesar dos diversos escândalos de manipulação de resultados, com a corrupção de clubes e de jogadores - no vôlei e no basquete também, mas sobretudo no futebol. 

Quase todos os clubes da série A do Campeonato Nacional (18 de 20) tiveram bets como patrocinadoras máster, ostentando suas marcas no peito das camisas oficiais. O mesmo se dá em relação ao patrocínio da transmissão dos jogos. Neste ano, por exemplo, Betnacional e Betano fazem parte do pacote do futebol nacional em quatro canais da Rede Globo, instigando mais apostas no celular do que torcida. 

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos relacionada apenas às apostas esportivas, liberadas pelo Suprema Corte em 2018, mostrou que enquanto o acesso geral às apostas, incluindo a modalidade presencial, impactava em 0,7% a pontuação do crédito médio da população, as apostas online provocaram quedas de 12% já associadas ao aumento de indicadores de endividamento excessivo, incluindo falência, dívidas enviadas para cobrança, inadimplência em cartões de crédito e em financiamentos de veículos.

Mas há coisas piores do que as apostas que se concentram em gols ou resultados de jogos como sabemos nós, habitantes das telas dos tigrinhos. Tanto é que a MP que o governo mandou para o Congresso em 2023, para regulamentar um mercado explosivamente ilegal liberado por Michel Temer em 2018, referia-se apenas às chamadas apostas de quota fixa (em que se sabe qual é o prêmio no momento em que se joga) em eventos esportivos. 

Foi na tramitação do Projeto de Lei, que substituiu a MP em um acordo do governo com o Congresso, que os caça-níqueis e cassinos online foram incluídos sorrateiramente. Quem pendurou o jabuti na árvore foi o deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), então relator do PL. Ao repórter João Gabriel, da Folha de S. Paulo, que flagrou a artimanha, o parlamentar nem disfarçou o lobby: “Quando recebi a relatoria, conversei com representantes do setor, que apresentaram a situação de que 70% do faturamento das bets vinha dos jogos online. Acrescentamos o dispositivo, pensando na atratividade do mercado”.

 Claro que isso traz uma arrecadação para os governos - o nosso obteve 10 bilhões de reais em impostos no ano passado. Mas está longe de compensar: de acordo com estimativas de um estudo feito pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), o custo anual com tratamentos de saúde, perda de qualidade e mortes associadas às apostas online é de 30,6 bilhões de reais, três vezes maior do que a arrecadação.

Mais de 25 milhões de brasileiros apostaram em bets no ano passado. Além dos impactos na saúde, o hábito (ou vício) nas bets está destruindo o orçamento das famílias, como revelou um estudo recente do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) e da FIA Business School. As bets são o principal fator da aceleração do endividamento, superando o pagamento de juros e empréstimos, de acordo com a pesquisa. 

O cientista político Felipe Nunes, fundador da empresa de pesquisas Quaest, chegou à mesma conclusão por outro caminho - o das pesquisas qualitativas eleitorais. Ao se debruçar sobre o “mistério” que se abate sobre o governo - que tem 52% de desaprovação, apesar de indicadores positivos em emprego e renda -, Nunes bateu primeiro na inadimplência, que atinge mais de 44% dos brasileiros em idade adulta. Foi nas salas de pesquisa só com homens que o segredo apareceu: as bets, muitas vezes feitas às escondidas, estão acabando com o orçamento familiar. 

A descoberta explica a investida de Lula e do PT contra as bets até pela constatação do óbvio: as apostas online estão impactando o bem estar dos brasileiros e as eleições e a regulamentação não impede crimes como a lavagem de dinheiro e apostas ilegais como vimos mais uma vez no caso da prisão recente dos MCs Ryan e Poze do Rodo, além de dois influencers, um deles dono da página Choquei.

Mas qualquer mudança depende do Congresso, como disse o presidente da República. E a gente sabe que apostas, seja em bets, bitcoins ou em esquemas como o de Vorcaro, tem aliados fiéis entre congressistas - não é curioso que o senador Ciro Nogueira apareça ligado a empresários de bets e ao Master?

Ainda que o governo tenha acordado tarde, e pelo despertador eleitoral, é urgente agir agora, enquanto o panorama só tende a se agravar. Em fevereiro, o grupo Globo anunciou uma parceria com a MGM Resorts - a BetMGM Brasil - para operar os cassinos online da empresa no Brasil. Também se busca ampliar as modalidades de apostas, com as  plataformas de previsão, que tem investimento sobretudo do mercado financeiro. 

São apostas em eventos futuros - que vão de decisões econômicas a política, eventos esportivos e até as guerras - disfarçadas em títulos estruturados a partir de perguntas binárias sobre determinado fato. Em uma dessas plataformas, a Polymarket, quem apostou na morte de Ali Khamenei - o chefe supremo do Irã morto pelos Estados Unidos - ganhou quase 1 bilhão de dólares. Por aqui, elas ainda não estão regulamentadas, mas já há “derivativos” (como são chamados para escapar da legislação das bets) sobre previsões econômicas negociados pela XP e pelo BTG, com aprovação da CVM.

É por essas e por outras que enquanto Lula falava grosso contra as bets, um evento luxuoso em São Paulo, como mostrou a Pública, reunia empresas de apostas online, cassinos virtuais, provedoras de pagamentos e softwares, além de políticos, diretores e presidentes de loterias estaduais, jogadores de futebol e influenciadores. Ali, a fala de Lula foi vista como “delírio”, e a imagem negativa dos bets superável através de propaganda e lobby. Mais propaganda e lobby.

É neste cenário que a nossa atuação se torna vital. Este ano, vamos lançar uma série especial de reportagens investigativas que desvendam os bastidores das apostas no Brasil. Essa série só vai existir porque nossos leitores acreditam no jornalismo independente para fazer essa cobertura. Não recebemos dinheiro de empresas de apostas, nosso compromisso é com a transparência, e é por isso que precisamos do seu apoio para colocar essa investigação na rua.

Que o jornalismo independente nos guie nesse mundo antropofágico de ilusões e espertalhões e nos leve de volta ao mundo real. 

Não deixe que os espertalhões vençam.

Enquanto o lobby das bets gasta fortunas para comprar silêncios e normalizar o absurdo, a Pública investiga o que eles tentam esconder. Nós não aceitamos dinheiro de casas de apostas; nossa independência é financiada por você.

Apoiar nossa série especial de reportagens sobre as bets é a sua forma de agir contra esse mercado que lucra com a ilusão. Ajude o jornalismo independente a nos guiar de volta à realidade.

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