quarta-feira, agosto 19, 2026

Ninguém quer ser político no Brasil?

 

Sem trocas de alianças entre humanos e chatbots

(Imagem: HER | Reprodução)

Nada de “até que a morte os separe” entre você e o ChatGPT. Nos EUA, pelo menos quatro estados americanos já aprovaram leis para barrar o casamento legal entre pessoas e chatbots de AI.

  • A medida é uma resposta a uma tendência global que já movimenta aplicativos de relacionamento com aliança, certificado de compromisso e até cerimônia simbólica — como essa aqui.

Parte da justificativa usada contra os "casamentos" com chatbots repete argumentos antes usados contra a união entre pessoas do mesmo sexo, utilizando argumentos relacionados à religião e à família tradicional.

O fenômeno escancara um uso crescente da AI como parceira afetiva. Isso porque as pessoas estão usando a tecnologia mais para curar a solidão do que qualquer outra coisa. Atualmente, "companhia e terapia" são as aplicações mais comuns dos chatbots no mundo.

  • Para se ter ideia, 1/4 dos jovens adultos americanos acredita que a AI pode substituir totalmente relacionamentos humanos. Enquanto isso, cerca 70% dos usuários de apps de namoro afirmaram que topariam um encontro com uma inteligência artificial.

O país onde hoje o movimento é mais forte é na China, que recentemente também baniu esse tipo de “relação”. O Brasil fica em 5° lugar na lista de países que mais possuem pessoas se envolvendo com chatbots.

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BRASIL

Ninguém quer ser político no Brasil?

O TSE vai ter que anunciar vaga para candidato no LinkedIn… O total de candidatos nas eleições registrou a maior queda já verificada desde 1994. Serão por volta de 20 mil candidaturas na disputa deste ano, quase 9 mil a menos do que em 2022.

O que explica isso? Reformas ocorridas nos últimos anos acabaram incentivando siglas a formarem federações — que é basicamente a junção de partidos durante, pelo menos, quatro anos.

  • Essa aglomeração de siglas em uma única federação acaba diminuindo a quantidade de candidatos por partido devido a limites legais.

Para se ter ideia, a federação formada por União Brasil e PP reduziu, ao todo, cerca de 1.300 candidatos em relação à quantidade lançada individualmente na eleição passada.

“Mas por que eles preferem federações?” Para partidos pequenos, o movimento aumenta as chances de atingirem a quantidade de votos necessária para ter acesso ao fundo partidário. Para as siglas maiores, geram palanques mais amplos — com mais tempo de rádio e televisão.

Olhando por cargo, a maior diminuição foi no número de deputados estaduais (-2.998) e federais (-5.826).

O único pleito que não apresentou queda no número de candidatos/vaga foi para presidente.

(Imagem: Folha de S. Paulo)


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APRESENTADO POR GRUPO MOURA

Agradeça por não ter nascido em 1817 🚲

Era basicamente essa a experiência de quem tinha uma bike nessa época: sentar, empurrar os pés no chão e torcer para a descida ajudar. Pedal? Ainda não tinham inventado.

Dois séculos e vários updates depois, a bicicleta ganhou pedal, marchas e, eventualmente, uma ajudinha da eletricidade. É aí que entra a Ella, a bike elétrica da Moura, feita para quem quer chegar mais rápido e encarar subidas sem sofrer.

Pra quem é fã de duas rodas, a Ella vai estar em dose dupla por São Paulo: no dia 20/08, no Seis&Seis, o evento do the news, e de 20 a 23 de agosto, no Shimano Fest, festival de bicicleta gratuito no Memorial da América Latina. Dá pra fazer test ride nos dois, passe por lá e conheça as novidades da Ella.

 
NEGÓCIOS

A empresa que foi do seu carrinho para a Bolsa

(Imagem: Bloomberg Línea | Reprodução)

Após 2 anos tentando fazer seu IPO, a Shein se lança oficialmente hoje na Bolsa de Valores de Hong Kong. A empresa busca uma avaliação de US$ 27 bilhões para sua oferta pública inicial de ações, que começará a ser negociada no final do mês.

O valor é um recuo de quase 75% comparado aos US$ 100 bi que a varejista chegou a valer em 2022, no auge da pandemia de e-commerce. A companhia pretende captar cerca de US$ 2 bi na operação.

  • O número reflete a resistência de investidores a uma meta anterior de US$ 30 bi, valor esperado após as tentativas fracassadas de IPO em Nova York e Londres.

O IPO chega em um momento delicado para a empresa. No último ano, a receita da Shein cresceu apenas 8%. Somado a isso, neste 1º tri, a empresa teve um prejuízo de US$ 99 milhões, revertendo o lucro de US$ 395 milhões que havia feito um ano antes.

Parte da desaceleração veio do fim da isenção americana de impostos para encomendas de baixo valor vindas da China, somado a uma nova “taxa das blusinhas” da União Europeia. A guerra no Oriente Médio também encareceu o transporte de mercadorias, pressionando as margens.

O pano de fundo: Metade das ações oferecidas pela empresa já estão reservadas para os atuais acionistas da companhia.

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TECNOLOGIA

A fantástica fábrica de tilápias

(Imagem: Universidade Federal do Ceará | Reprodução)

Por aqui, peixe fora d'água vira… curativo. O Brasil terá a primeira fábrica de processamento em larga escala de pele de tilápia para uso médico do mundo. O início da construção está previsto para outubro.

O empreendimento é uma parceira entre o governo do Ceará e uma empresa de engenharia, com um investimento total de R$ 52 milhões. O prazo para a operação estar funcionando é jan/28.

Explicando: Desenvolvida a partir de pesquisas da Universidade Federal do Ceará, a tecnologia transforma uma pele da tilápia — normalmente descartada pela indústria — em curativo biológico para queimaduras e feridas.

Atualmente, o laboratório da universidade consegue preparar cerca de 600 peles/mês. A expectativa com a fábrica é alcançar 4,3 mil unidades/dia no primeiro ano de operação comercial.

🏥 A vantagem desse curativo não está em conseguir nadar mais rápido. Os responsáveis pelo projeto apontam alguns diferenciais, entre eles a redução na frequência de trocas de curativo, um processo doloroso para o paciente.

Outro benefício dessa tecnologia é a diminuição dos gastos. Segundo a empresa, o procedimento pode reduzir em 52% o custo total do tratamento de queimaduras na comparação com procedimentos convencionais.

Apesar da utilização comercial do produto depender do cumprimento de exigências da ANVISA, a intenção é que a produção possa atender até parte da demanda do SUS.

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APRESENTADO POR CONAREC

Onde mais você encontra 120 CEOs em dois dias?

Nos dias 23 e 24 de setembro, o Transamerica Expo Center em SP receberá a maior edição da história do CONAREC: CEOs, C-Levels, diretores, líderes, empreendedores e os principais nomes que estão transformando a Experiência do Cliente no Brasil.

15 mil congressistas, 500 palestrantes (+ de 120 CEOs), 7 arenas simultâneas e 130 painéis.

Um evento dessa dimensão fica ainda melhor quando você tem alguém para viver com você: leitores do the news têm acesso a uma oferta exclusiva. Na compra de 1 credencial, você leva +2. Pegue suas credenciais aqui. 🎁

 
ECONOMIA

Varejo escorrega, mas não cai

(Imagem: Rebecca Zisser | Axios)

Nos últimos dias, duas gigantes do varejo, Casas Bahia e Marabraz, entraram em recuperação judicial. Esse movimento não é algo pontual, mas o espelho de como está o setor — é só se lembrar da situação do Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Dia.

Olhando os números… A quantidade de empresas do varejo brasileiro em recuperação judicial cresceu 20,4% em 12 meses e chegou a 986 no primeiro semestre deste ano.

O que está por trás? Além da Selic em 14% tornar os empréstimos mais caros, a dificuldade de conseguir crédito aperta as empresas. Pense que ninguém quer emprestar dinheiro para alguém que pode pedir recuperação judicial no dia seguinte.

  • Isso importa porque ter acesso a empréstimos nesse setor é fundamental. Sem eles, a dificuldade financeira logo se transforma em falta de estoque e, consequentemente, menos vendas.

Um exemplo marcante dessa tendência foram as ações da Magazine Luiza. Em meio ao crescimento dos juros, a empresa sofreu com a inflação e a competitividade crescente.

O resultado dessa combinação foi uma queda de quase 100% nos preços das ações entre o pico até agora.

O sufoco não é só por aqui… Segundo a S&P Global, nos EUA, o primeiro semestre de 2026 já teve 372 pedidos de RJ de grandes empresas em todos os setores — o maior número desde 2010. Na União Europeia, o Banco Nacional Europeu aponta que as falências corporativas subiram 5,7% no segundo trimestre.

💸 Se você gosta deste tipo de conteúdo e quer ficar sempre ligado no mercado, a nossa newsletter the news money foi feita pensando em atender você.

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APRESENTADO POR LIVING

Preço baixo e alta demanda no mercado imobiliário: é possível?

Dependendo da região, sim. Uma localização estratégica pode reunir alta demanda e potencial de valorização. A Expo São Paulo, por exemplo, recebe cerca de 2 milhões de visitantes por ano.

É nessa região que está o novo empreendimento da Living: próximo ao Aeroporto de Congonhas, Metrô Conceição, Centro Empresarial Itaú e Expo São Paulo com apartamentos de 24 a 37 m², um dos melhores preços de SP e mensais a partir de R$ 990.

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NÚMERO DO DIA

35%

É a porcentagem das pessoas que assistiram aos anúncios mais premiados em Cannes em 2025 e, depois, não se lembram qual era a marca anunciante. Aqui, a gente acredita que nosso leitor faz diferente e é mais inteligente que a média. Prova aí: responda duas perguntas e mostre que você tá atento.

 
PARA NÃO FICAR POR FORA
 
PROGRAMA DE INDICAÇÃO

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Contra o medo, jornalismo

 

Bruno Fonseca, da Pública

Outro dia, na redação, enquanto falávamos da cobertura eleitoral, a editora Mariama Correia mencionou uma palavra: medo. Ela se referia a como os políticos que disputam uma vaga nas eleições deste ano vão mobilizar essa emoção tão humana para tentar conquistar suas cadeiras no Parlamento e nos Executivos.


Isso porque os brasileiros e as brasileiras têm medo. Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os gatilhos que disparam a insegurança na população são vários, e ao mesmo tempo, tão corriqueiros, que acabamos naturalizando em uma sociedade tradicionalmente violenta como a nossa.


Medo de golpe ou de perder dinheiro na internet. Medo de ser assaltado ou de ficar na mira de uma arma de fogo. O medo de perder a vida em um assalto. De ter o celular roubado. Essas são as preocupações que mais pontuaram na pesquisa feita com mais de 2 mil pessoas de 16 anos ou mais, em mais de 130 municípios do Brasil.


O medo também tem muitas camadas: mulheres, por exemplo, têm mais medo que os homens. Elas pontuaram mais alto em todas as respostas na pesquisa, não apenas nas relacionadas a crimes sexuais, mas também nos medos do dia a dia, como furto de celular ou de ter a casa arrombada. Vale lembrar que mulheres são a maioria do eleitorado, e também um grupo decisivo sobretudo na disputa presidencial, como há muito já perceberam as campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula, apesar das suas dificuldades e limitações para tratar com elas.


Cidadãos negros, LGBTQIAPN+, indígenas, moradores de periferia, pessoas com deficiência ou em situação de rua também experimentam medo de formas diferentes a partir do acesso que têm — ou não têm — à Segurança Pública e à Justiça.


A resposta mais fácil dos políticos para o medo costuma ser falar mais alto, falar mais grosso. Há décadas, candidatos prometem mais punição, mais brutalidade, para resolver a insegurança no Brasil. Políticos de extrema-direita em particular têm se beneficiado dessa plataforma do “matar ou morrer”, misturando as inseguranças legítimas da população a bravatas enérgicas e repetitivas que nunca se questionam sobre quem fica do outro lado da mira — e dos muitos casos de injustiça que essas ações cometem.


Por outro lado, os candidatos progressistas têm uma grande dificuldade em dialogar com esses temores da população, de oferecer propostas que ajudem quem enfrenta esse medo no dia a dia.


No meio desse tiroteio eleitoral, a população segue insegura. Diversas pesquisas da Genial/Quaest neste ano colocaram a violência como a maior preocupação dos brasileiros, deixando temas como corrupção, saúde, economia e educação para trás. Também nas pesquisas do Datafolha, da Ipsos, da AtlasIntel, para citar algumas.


Por isso, neste ano, a equipe da Agência Pública decidiu focar especialmente na segurança pública na cobertura eleitoral. Vamos investigar a atuação de políticos que compõem  as forças de segurança no país, os acertos e os muitos erros das políticas públicas de segurança, e a captura da pauta por agendas e grupos que visam o lucro ou o extermínio. Nosso objetivo é trazer investigações que importem para os eleitores e eleitoras brasileiros, ajudando a qualificar o debate e dando subsídios para a tomada de decisão.


Também vamos cobrir as tentativas de interferência no processo eleitoral brasileiro, sejam as ordenadas pela Casa Branca - que tanto agiu para moldar os processos na América Latina neste ano -, sejam as realizadas por grupos que espalham desinformação eleitoral para confundir e direcionar o eleitor.


Te convido a seguir acompanhando a Pública e a nossa cobertura, que já começou! Confira abaixo as últimas reportagens que publicamos.


E gostaria também de aproveitar e te perguntar:

Quais são as suas perguntas sobre segurança pública e eleições?


Que matérias você gostaria de ler sobre esse assunto?



Um abraço,


Bruno Fonseca

Chefe de redação e editor

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