sábado, outubro 17, 2026

Flávio Bolsonaro desembarca em Salvador com Tarcísio, é recebido por ACM Neto e defende redução da maioridade penal

Flávio Bolsonaro desembarca em Salvador com Tarcísio, é recebido por ACM Neto e defende redução da maioridade penal

Por Política Livre

17/10/2026 às 15:34

Atualizado em 17/10/2026 às 15:42

Foto: Política Livre

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Sandro Filho (PP), ACM Neto (União) e Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou em Salvador neste sábado (17) e foi recebido pelo ex-prefeito ACM Neto (União) e por uma comitiva de políticos baianos no hangar do aeroporto da capital, utilizado para o desembarque de autoridades e passageiros de voos particulares. Acompanhado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidenciável defendeu a redução da maioridade penal e fez críticas ao PT, partido que governa a Bahia há quase 20 anos.

"Menor de idade que comete crime como adulto vai responder como adulto", declarou Flávio, ao defender uma das principais bandeiras da direita na área da segurança pública. O candidato ressaltou que a proposta sempre foi defendida pelo seu campo político, e não pela esquerda.

O tema ganhou destaque na reta final da campanha presidencial após o presidente Lula (PT) manifestar apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A posição é diferente da defendida pelo PL, que propõe a responsabilização penal a partir dos 16 anos para a maioria dos crimes e dos 14 anos em determinadas situações graves. O governo, entretanto, quer discutir o assunto separadamente da PEC da Segurança Pública, cuja votação foi adiada no Senado.

Na chegada à capital baiana, Flávio também afirmou que sua visita representa uma mensagem de esperança para os baianos. O presidenciável prometeu combater a violência e criticou o que classificou como desgoverno do PT na Bahia, em referência à administração estadual comandada pelo governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT).

A recepção reuniu políticos de diferentes partidos que integram o campo de oposição ao PT na Bahia. Entre os presentes estavam os deputados federais Elmar Nascimento (União), Arthur Maia (União) e Capitão Alden (PL), além do deputado estadual Diego Castro (PL).

Também participaram o presidente estadual do PL, João Roma, a deputada federal eleita Raíssa Soares (PL) e o vereador de Salvador e deputado federal eleito Sandro Filho (PL), que acompanhou Flávio e Tarcísio no desembarque.

A comitiva nacional mobilizada para o ato em Salvador também deve contar com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP) e o senador eleito por Goiás Gustavo Gayer (PL). Os três parlamentares tiveram participação anunciada na mobilização deste sábado, que reúne lideranças bolsonaristas de diferentes estados no Farol da Barra.

Outra presença que chamou a atenção foi a do senador Angelo Coronel (Republicanos), que compareceu acompanhado da esposa e dos dois filhos deputados, o federal Diego Coronel (Republicanos) e o estadual Angelo Coronel (Republicanos) A família posou para fotografias com o candidato à Presidência e outras lideranças políticas presentes no aeroporto.

A chegada de Flávio a Salvador marca uma nova etapa da participação de ACM Neto na campanha presidencial. No primeiro turno, o ex-prefeito declarou apoio ao então candidato Ronaldo Caiado, mas anunciou seu alinhamento ao senador do PL após a definição do segundo turno contra Lula. Além disso, aliados do ex-prefeito também saíram de cima do muro na disputa presidencial do segundo turno, seguindo o exemplo do líder oposicionista. 


Politica Livre

Pulverização de atos pró-Lula causa divisão e temor de embate com bolsonaristas

 

Pulverização de atos pró-Lula causa divisão e temor de embate com bolsonaristas

Por Arthur Guimarães de Oliveira, Clayton Castelani e Victor Lacombe, Folhapress

17/10/2026 às 11:20

Atualizado em 17/10/2026 às 14:40

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

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Comício de campanha do presidente Lula (PT) em Copacabana

A organização de atos de apoio a Lula (PT) no próximo domingo (18) enfrentou mudanças de local, provocou divisão entre militantes e virou motivo de temor de embate com bolsonaristas.

Uma das principais manifestações convocadas, inicialmente prevista para o Vale do Anhangabaú, foi transferida para o Largo da Batata e, depois, cancelada. A decisão gerou revolta entre militantes e motivou a articulação para manter o ato.

Nas redes, o PT de São Paulo e movimentos como a UNE (União Nacional dos Estudantes) convocam apoiadores para atos na periferia da capital paulista: no Grajaú (zona sul), na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte) e em Itaquera (zona leste).

Um levantamento da Folha mostra que, no domingo, também estão previstos eventos na Praça Marechal Deodoro (região central da cidade) e no Largo da Banana, na Barra Funda (zona oeste).

O presidente do PT paulista, deputado federal Kiko Celeguim, disse que a realização de atos descentralizados visa otimizar a capacidade de mobilização.

"A gente precisa é que esse militante envolva-se com atos no seu próprio território para convencer o eleitor a não se abster no dia do voto, para convencer, para fazer uma virada de voto, seja numa feira livre, numa missa, num culto, num ato na própria região", afirmou ele.

Celeguim também disse que a estratégia estava combinada desde o primeiro dia do segundo turno e que o PT apenas orientou a militância, neste fim de semana, a aproveitar a oportunidade para conversar com pessoas nos próprios territórios.

"Esse ato convocado para o Largo da Batata, na Faria Lima, não é ato de iniciativa do PT nem da campanha, é um ato espontâneo de alguns companheiros e companheiras. E não tem nenhum problema de nossa parte que isso aconteça", diz. "Muito pelo contrário, estamos todos no mesmo objetivo, que é eleger o presidente Lula."

O Movimento Revoluciona Brasil, que tem chamado para atos pró-Lula pelo país e divulgou este do Largo da Batata, informou sobre o cancelamento nas redes, citando "questões relacionadas à segurança dos participantes e a entraves burocráticos que iriam comprometer a organização e a realização adequada do ato".

A mudança de local teria ocorrido por receio de possíveis confrontos entre apoiadores do petista e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Flávio tem uma manifestação marcada para domingo na avenida Paulista. Como um dos acessos ao local é pela Linha 4-Amarela do Metrô, que também dá acesso ao Largo da Batata, havia temor de que os grupos se encontrassem e se envolvessem em conflitos.

Mas já havia uma mobilização em torno desse ato, diz uma militante engajada na campanha do presidente e integrante de grupos de esquerda. Ela conta que, apesar de não se opor e achar importantes as manifestações na periferia, ficou chateada com a descentralização.

Nesse embalo, a líder do movimento Fortes, Isadora Brizola, que foi candidata a deputada estadual pelo PDT, assumiu a frente da mobilização e articulou para manter o ato no Largo da Batata.

"Isso já estava reverberando em muitos lugares, não tinha como dar para trás", diz Brizola à Folha. Segundo ela, a questão de tomar a frente tem como objetivo tentar organizar o ato, fazer com que ele seja pacífico e ter um controle da situação.

Ela também afirmou que entrou em contato com a Subprefeitura de Pinheiros e com a Polícia Militar para garantir a segurança e a regularidade do ato na região.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que a Polícia Militar planeja uma operação especial para garantir a ordem no próximo domingo e menciona tanto o ato da Paulista quanto o do Largo da Batata.

De acordo com a pasta, foram realizadas duas reuniões com representantes do Metrô, da CET, da GCM, das Subprefeituras, das Ouvidorias das Polícias Civil e Militar e líderes dos grupos organizadores para estabelecer normas de consenso, horários de cada ato e estimativa de participantes.

Politica Livre

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Publicado em 17 de outubro de 2026 por Tribuna da Internet


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