terça-feira, julho 07, 2026

A pior Copa em décadas expõe o fracasso da Seleção brasileira e do treinador


Brasil caiu nas oitavas de final depois de 36 anos

Pedro do Coutto

A eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega ficará marcada como um dos capítulos mais decepcionantes da história recente do futebol nacional. Mais do que a derrota em si, chamou atenção a maneira como ela ocorreu.

O Brasil apresentou um futebol pobre, desorganizado, sem criatividade e distante da identidade que, durante décadas, transformou a camisa amarela em sinônimo de excelência. A manchete publicada por O Globo nesta segunda-feira sintetiza com precisão o sentimento predominante entre torcedores e analistas: “O Brasil fez a pior Copa nos últimos 36 anos”.

SEM RITMO – O desempenho brasileiro não pode ser explicado apenas pelos méritos da Noruega, que atuou com disciplina tática, intensidade e eficiência. A equipe europeia controlou a maior parte da partida, neutralizou as principais peças brasileiras e explorou as fragilidades defensivas sem encontrar grande resistência. Em nenhum momento a Seleção conseguiu impor seu ritmo ou transmitir a sensação de que poderia reverter o cenário adverso.

A atuação foi decepcionante tanto do ponto de vista coletivo quanto individual. O Brasil demonstrou enorme dificuldade para manter a posse de bola, construir jogadas ofensivas e exercer qualquer tipo de pressão consistente sobre o adversário. A circulação de bola foi lenta, previsível e marcada por inúmeros erros de passe. Sem organização, os jogadores pareciam atuar de maneira isolada, sem coordenação entre os setores e sem um plano de jogo claramente definido.

Desde os primeiros minutos, a equipe transmitia insegurança. A perda do controle emocional ficou evidente após sofrer o primeiro gol, quando o time passou a cometer erros ainda mais frequentes. Em vez de reagir, a Seleção pareceu sentir o peso do resultado, tornando-se presa fácil para um adversário que executava com precisão sua estratégia.

ANCELOTTI – Grande parte das críticas naturalmente recai sobre o técnico Carlo Ancelotti. Reconhecido mundialmente por sua trajetória vitoriosa no futebol europeu e pela capacidade de administrar elencos estrelados, o treinador italiano ainda não conseguiu transferir esse prestígio para o comando da Seleção Brasileira. Contra a Noruega, sua equipe apresentou exatamente aquilo que se espera evitar em um torneio de alto nível: falta de identidade, pouca intensidade, dificuldade de adaptação durante a partida e ausência de alternativas táticas quando o plano inicial fracassou.

As substituições pouco alteraram o panorama do jogo. O Brasil permaneceu previsível, sem criatividade e incapaz de modificar a dinâmica da partida. A impressão deixada foi a de uma equipe sem mecanismos ofensivos trabalhados e sem repertório para enfrentar uma marcação bem organizada. Em competições curtas, nas quais cada detalhe pode definir a classificação, essa limitação cobra um preço elevado.

Também é impossível ignorar que a Seleção atravessa um processo de desgaste que antecede a chegada de Ancelotti. Nos últimos anos, o futebol brasileiro perdeu regularidade em competições internacionais, passou por sucessivas mudanças de comando técnico e ainda busca reconstruir uma identidade competitiva. Entretanto, um treinador contratado justamente para corrigir essas deficiências precisa ser avaliado pelos resultados e, principalmente, pela evolução apresentada em campo. Neste aspecto, a campanha deixa poucas razões para otimismo.

TRADIÇÃO – O contraste entre a tradição brasileira e o desempenho atual torna a decepção ainda maior. O país que construiu sua história sobre um futebol criativo, ofensivo e tecnicamente refinado apresentou justamente o oposto: pouca inspiração, baixo poder ofensivo e enorme dificuldade para controlar uma partida decisiva. Não se trata apenas de uma derrota, mas de uma atuação que simboliza o momento de instabilidade vivido pela equipe nacional.

Embora Ancelotti tenha contrato até 2030, a permanência de um treinador em uma seleção de futebol nunca depende apenas da duração do vínculo formal. Ela está diretamente ligada aos resultados, ao desempenho coletivo e à confiança da direção da confederação, dos jogadores e da torcida. Quando esses elementos começam a desaparecer, a pressão torna-se inevitável.

PLANEJAMENTO – Ainda é cedo para afirmar qual será a decisão da Confederação Brasileira de Futebol, mas a eliminação diante da Noruega certamente muda o ambiente em torno do treinador. Uma campanha considerada a pior em mais de três décadas não pode ser tratada como um simples tropeço. Ela exige uma análise profunda sobre planejamento, modelo de jogo, preparação e capacidade de reação diante dos desafios do futebol internacional.

O Brasil continua sendo uma das maiores potências da história do esporte, mas tradição, por si só, não vence partidas. O futebol moderno exige organização, intensidade, equilíbrio tático e capacidade de adaptação. A derrota para a Noruega evidencia que ainda há um longo caminho até que a Seleção volte a apresentar um futebol compatível com sua história.


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Carlos Newton

Por incrível que pareça, a grotesca eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 não mudará os planos da CBF para Carlo Ancelotti, o treinador retranqueiro que não gosta de atacantes dribladores.

O diretor executivo de seleções, Rodrigo Caetano garantiu que o treinador italiano permanecerá no comando da equipe até a Copa do Mundo de 2030.

“Cabe a nós agora ressaltar a necessidade de termos um ciclo dentro de uma normalidade, com um pouco mais de calma, com um trabalho que vai ser dada a continuidade com o ‘Mister’ até a Copa de 2030 e com os ajustes necessários. Que tenhamos o mínimo de tranquilidade para seguir em frente e preparar a próxima Copa”, disse Rodrigo Caetano, que merece o título de Cretino do Século.

DISSE O RETRANQUEIRO – Após a derrota, o retranqueiro Ancelotti, que convoca reserva do Flamengo para ser titular na seleção, fugiu do estádio para evitar ser entrevistado pelos jornalistas. Ficou muito feio deixar o filho representá-lo, mas o que fazer.

Mais tarde, pensando no contrato que conseguiu fazer com os otários da Confederação Brasileira de Futebol, Ancelotti aceitou dar uma entrevista à imprensa, para insinuar que ficará à frente da equipe até 2030.

“Óbvio que estamos todos profundamente tristes. Porque acho que fizemos até agora não um mundial especial, um bom mundial, acho que também o jogo de hoje merecia ganhar o jogo e quando passa um momento assim tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias, não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota”, disse o cara de pau.

GANHOU AUMENTO – A verdade é que o dinheiro fácil sempre fala mais alto. Sem contar os R$ 70 milhões já recebidos até agora, o técnico receberá um total de R$ 288 milhões nos próximos quatro anos.

O motivo é que o contrato com a CBF estabeleceu um  aumento estipulado para o novo ciclo que eleva os ganhos do treinador para R$ 6 milhões mensais (R$ 72 milhões por ano).

Essa remuneração faz dele o técnico de seleção mais bem pago do mundo. Como o acordo com a Confederação foi renovado e se mantém válido para o novo ciclo, apesar da eliminação da equipe no Mundial de 2026, só nos resta rezar para que o italiano tome vergonha na cara e peça demissão.

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P.S.
Como o Brasil não é o país mais rico do mundo, é preciso destronar os atuais dirigentes da CBF e enviar Ancelotti para o raio que o parta, juntando todos eles no mesmo camburão. Como diz Luxemburgo, a culpa é da imprensa, que fica endeusando esses treinadores estrangeiros, que ainda são chamados de “Mister”. É muita burrice e subserviência. (C.N.)  

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Publicado em 7 de julho de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Brasil caiu nas oitavas de final depois de 36 anos P...

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