quinta-feira, março 19, 2026

Sargento Isidório, "ex-gay", critica tom "raivoso" de Érika Hilton sobre polêmica da Comissão da Mulher

 

Sargento Isidório, "ex-gay", critica tom "raivoso" de Érika Hilton sobre polêmica da Comissão da Mulher

Por Política Livre

19/03/2026 às 10:18

Foto: Divulgação

Imagem de Sargento Isidório, "ex-gay", critica tom "raivoso" de Érika Hilton sobre polêmica da Comissão da Mulher

O deputado federal Pastor Isidório (Avante) utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados para criticar falas da deputada Érica Hilton (PSOL-SP), reacendendo o debate em torno da presidência da Comissão da Mulher, tema que já havia gerado forte repercussão e divisões entre parlamentares por Érika ser um mulher trans.

Durante seu discurso, Isidório afirmou que a política “não pode ser feita com ódio e xingamentos” e saiu em defesa de mulheres que, segundo ele, teriam sido alvo de ofensas por divergirem de posicionamentos ideológicos. “É inacreditável que, imediatamente após a eleição na Comissão das Mulheres, se utilize um espaço tão nobre para insultar quem pensa diferente”, declarou.

O parlamentar baiano exibiu uma placa com a mensagem: “Mulheres criadas por Deus não latem, não vêm do esgoto e não são imbecis”, reforçando o tom de crítica às declarações de Hilton, que disse na última semana que as pessoas que criticam a sua indicação para a comissão são "imbeCIS". Em sua fala, ele destacou a necessidade de respeito no ambiente político, independentemente de orientação ou identidade. “Todos merecem respeito, sejam heteros, homos ou assexuados”, pontuou.

Pastor Isidório reforçou a necessidade de construção de diálogo e consenso. “Quando partimos para a agressão ou intimidação, saímos da política e entramos em um terreno perigoso, o do autoritarismo”, concluiu.

Politica Livre

Com apoio de 178 deputados, ofensiva no STF pede prisão domiciliar para Bolsonaro

 

Nota da Redaçao Deste Blog -  

Editorial: A Seletividade da Compaixão – 178 Deputados e o Abismo entre a "Papudinha" e o Inferno Carcerário


Por José Montalvão

O cenário político em Brasília, neste março de 2026, oferece uma lição amarga sobre as prioridades de quem deveria representar o povo. Um grupo de 178 deputados federais mobilizou-se para protocolar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe ao regime de prisão domiciliar. O argumento? Um estado de saúde descrito como “grave, evolutivo e multifatorial”.

Enquanto esses parlamentares gastam energia e influência jurídica para retirar um aliado do 19º Batalhão da Polícia Militar — uma unidade com estrutura diferenciada conhecida como “Papudinha” —, eles parecem sofrer de uma cegueira conveniente sobre o que acontece a poucos quilômetros dali, nos presídios onde sobrevivem os "menos iguais".


A Realidade que os 178 Escolhem Não Ver

Não é este Blog que afirma, são os dados oficiais de 2025 e 2026: o sistema prisional brasileiro é um "Estado de Coisas Inconstitucional", conforme reconhecido pelo próprio STF na ADPF 347. Mas, curiosamente, para os 900 mil presos do Brasil, não há 178 deputados assinando petições de urgência.

O Suplício Diário do Preso Comum:

  • Superlotação Endêmica: O Brasil registra um déficit superior a 174 mil vagas. Unidades operam com média de 150% de ocupação. Enquanto o ex-presidente dispõe de assistência médica imediata, milhares de detentos dividem celas úmidas, sem ventilação e infestadas de doenças.

  • Degradação Humana: Falta água potável, a alimentação é frequentemente inadequada e a "violência térmica" (calor extremo ou frio intenso) é uma tortura constante.

  • O Controle das Facções: A ausência do Estado nas celas superlotadas entrega o comando aos criminosos. O preso comum não luta apenas contra a doença; luta para não ser executado em guerras de facções.


A Saúde como Privilégio de Castas

O pedido liderado pelo deputado Gustavo Gayer foca na saúde de Bolsonaro. Ora, se a saúde "multifatorial" de um detento em unidade especial justifica a domiciliar, o que dizer de milhares de presos com tuberculose, HIV e doenças de pele que apodrecem no sistema sem ver um médico por anos?

O que se vê é uma zombaria com a inteligência do eleitor. Esses parlamentares não estão defendendo o princípio da dignidade humana; estão defendendo um CPF específico. Se estivessem preocupados com a "degradação humana", estariam propondo reformas estruturais no sistema que hoje funciona como um depósito de gente, com taxa de reincidência de 46%.

O "Estado de Coisas Inconstitucional" e a Hipocrisia

A Constituição Brasileira proíbe tratamentos cruéis e degradantes. No entanto, para o "centrão" e a ala radical do parlamento, o cumprimento da pena só é "cruel" quando o condenado é um dos seus.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Está detido em um batalhão da PM. A disparidade entre a sua situação e a de um jovem negro preso com pequena quantidade de entorpecente em um presídio superlotado é o retrato de um Brasil que ainda não superou seus privilégios de casta.


Conclusão: Quem Luta pelos "Invisíveis"?

A história julgará esses 178 deputados. Não pelo pedido em si, mas pela omissão covarde diante do massacre diário que é o sistema prisional brasileiro. Quem não se indigna com a tortura de 900 mil não tem autoridade moral para pedir clemência para um só.

A justiça deve ser cega, mas o parlamento não pode ser caolho, enxergando apenas a dor de quem lhe garante votos e ignorando a miséria de quem não tem voz.


Blog do Montalvão: Denunciando a hipocrisia e defendendo a justiça para todos.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)


Gilmar barra quebra de sigilo de fundo que comprou fatia de empresa de Toffoli e reprova CPI



Piada do Ano! Vorcaro quer fazer delação meia-sola, sem envolver Moraes e Toffoli


Gilmar Fraga: Vorcaro preso... | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Mônica Bergamo
Folha

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro não pretende envolver ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em um eventual acordo de delação premiada no processo que apura a gestão fraudulenta do Banco Master. Fará isso apenas se for inevitável.

Ele manifestou a intenção a diversas pessoas antes mesmo de decidir partir de vez para um acordo de colaboração com a Justiça.

EXIBIR PROVAS – Em primeiro lugar, Vorcaro dizia ter a consciência de que, para arrastar um magistrado da mais alta Corte do país para o centro do furacão, precisaria ter provas irrefutáveis do cometimento de crimes — sob o risco de sua delação ser sumariamente rejeitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), por setores da PF (Polícia Federal) e pelo próprio STF.

Depois de ouvir conselhos de interlocutores que conhecem os meandros do poder e do Judiciário, ele manifestava também a certeza de que envolver um magistrado na colaboração poderia despertar o espírito de corpo da maioria da Corte, dificultando a solução de seus problemas criminais.

Ele só deve falar da relação com magistrados em depoimentos, portanto, caso seja pressionado pelas autoridades a discorrer sobre essa convivência.

AMIGO DE MORAES – A interlocutores que recebia com frequência antes de ser preso pela segunda vez, no começo do mês, Vorcaro sempre manifestava apreço, por exemplo, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Ele dizia que o magistrado era um amigo. E defendia a contratação, pelo Banco Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por R$ 129 milhões no período de três anos.

Vorcaro afirmava que ela de fato trabalhou para o banco, mobilizando dezenas de advogados para cuidar dos mais diversos temas —da elaboração de cartilhas de compliance para a instituição a processos previdenciários.

TOFFOLI E MARQUES – Dias Toffoli, que é sócio da Maridt, empresa que vendeu a um fundo ligado ao Master a participação que tinha em um resort no Paraná, era poucas vezes citado por Vorcaro nas conversas.

O ex-banqueiro ficou especialmente contrariado quando soube que o ministro Kassio Nunes Marques votou pela manutenção de sua prisão, na semana passada. Ele acreditava que líderes do Centrão de quem é próximo, e que têm amizade com o magistrado, pudessem convencê-lo a votar por sua liberdade.

O sentimento negativo, no entanto, não seria suficiente para que ele decidisse envolver o STF na delação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Impressionante este artigo enviado pelo jornalista e advogado José Carlos Werneck, sempre atento ao lance. O objetivo é aliviar a barra de Moraes e Toffoli, que não têm mais a menor condição de julgar nada nem ninguém, pois suas simples presenças nas sessões já sujam a imagem do Supremo. O mais curioso do artigo é a menção aos supostos “serviços prestados” pela advogada Viviane de Moraes, especialmente quanto ao “Manual de Compliance” para um banco cuja especialidade era iludir os clientes e fazer “pirâmides” financeiras maiores do que as de Queóps, Quéfren e Miquerinos. Essa Piada do Ano é realmente sensacional(C.N.)


Mais de 1,2 milhão de famílias vivem em casas sem banheiro no Brasil — 83,5% são chefiadas por pessoas negras

Imprensa Habitat Brasil imprensa@alterconteudo.com.br 


No Dia Internacional contra a Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, especialistas alertam que a desigualdade no acesso à moradia digna e à infraestrutura urbana expõe desproporcionalmente a população negra aos impactos da crise climática e aos riscos urbanos. No Brasil, mais de 1,2 milhão de famílias vivem em casas sem banheiro, e a desigualdade racial é evidente: 83,5% dos domicílios são chefiados por pessoas negras e 70% por mulheres, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2025. Os dados revelam como o acesso à moradia digna ainda está profundamente marcado por desigualdades estruturais no país.
 

Levantamento do Ipea mostra, ainda, que 16,3 milhões de famílias brasileiras vivem em moradias com algum tipo de inadequação, como falta de banheiro, ausência de abastecimento de água pela rede pública ou inexistência de esgotamento sanitário. O problema atinge quase 40% das famílias inscritas no Cadastro Único, e o custo estimado para superar essas carências ultrapassa R$274 bilhões. A ausência de esgotamento sanitário é a situação mais comum, afetando mais de 9 milhões de famílias, seguida pela falta de abastecimento de água pela rede pública.
 

A desigualdade racial também aparece na ocupação do território urbano. Em áreas consideradas de risco, como encostas e regiões sujeitas a enchentes ou deslizamentos, 66% da população é negra, segundo o relatório “Sem Moradia Digna, Não Há Justiça Climática”, de 2025, da ONG Habitat para a Humanidade Brasil, que analisou dados de 129 cidades brasileiras. Nessas regiões, a renda média das famílias chega a ser quase metade da média geral das cidades estudadas, enquanto a precariedade de infraestrutura — como ausência de esgoto ou coleta adequada de lixo — evidencia o que especialistas classificam como racismo ambiental, quando desigualdades raciais determinam quem está mais exposto aos riscos ambientais e urbanos.
 

Essas desigualdades também se refletem na segurança e na estabilidade da moradia. Dados do IBGEde 2022, mostram que mulheres e pessoas negras relatam níveis mais altos de sensação de insegurança no próprio domicílio e no bairro onde vivem. A falta de documentação da propriedade,que indica vulnerabilidade na posse da moradia,também atinge de forma mais intensa a população preta ou parda e famílias de menor renda.
 

Sugestão de entrevistada:
Raquel Ludermir, Gerente de Incidência em Políticas Públicas da Habitat para a Humanidade Brasil
 

Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, há mais de 33 anos, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove a incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, à água e ao saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades.
 

Assessoria de Imprensa

Ariane Cruz – ariane@alterconteudo.com.br – (81) 99576-4509

Geice Oliveira - geice@alterconteudo.com.br - (11) 95353-9428

BC corta Selic e diz que guerra exige cautela

 

BC corta Selic e diz que guerra exige cautela

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Foto: Evaristo Sa/AFP

A guerra no Oriente Médio e seu impacto sobre os preços do petróleo no mercado global fizeram com que o Banco Central mantivesse a cautela e reduzisse a taxa de juros em apenas 0,25 ponto percentual. O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano. A decisão marca a primeira queda dos juros desde maio de 2024 e é a primeira flexibilização monetária sob o comando de Gabriel Galípolo. No comunicado, o Banco Central justificou o corte ao afirmar que o aumento no preço do petróleo pode ter impactos inflacionários no país. A votação foi unânime. Para o futuro, não há sinalizações claras. O Copom reafirmou que os próximos passos dependerão de novas informações para aumentar a clareza sobre a “profundidade e a extensão dos conflitos” globais e para garantir a convergência da inflação para a meta. (g1)

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve foi ainda mais conservador. O Banco Central americano manteve as taxas de juros inalteradas, na faixa de 3,5% a 3,75%, pela segunda reunião consecutiva. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a decisão por lá não foi unânime. No colegiado do Fed, um dirigente votou a favor do corte de juros. Projeções atualizadas indicam divisão entre os membros: parte defende ao menos uma redução ainda neste ano, enquanto outro grupo vê manutenção das taxas ao longo de 2026. O quadro ocorre em meio à pressão inflacionária decorrente da guerra no Irã e a sinais de desaceleração do mercado de trabalho. (Axios)

A precaução dos bancos centrais brasileiros e americanos está ligada diretamente às incertezas em relação ao preço do petróleo, que nesta quarta-feira tensa fechou acima dos US$ 110. A alta se intensificou depois que Israel atingiu o campo de gás South Pars — o maior do mundo, compartilhado por Irã e Qatar — e o Irã respondeu com um ataque a um importante centro de combustíveis no território qatari, causando danos significativos. O aumento das tensões pressionou os preços do gás natural na Europa, que é altamente dependente de importações do Oriente Médio. (Wall Street Journal)

E a situação tende a piorar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir completamente South Pars caso o país continue com os ataques à infraestrutura de energia do Qatar. (CNN)

Por aqui, as pressões decorrentes do aumento do preço do petróleo não se resumem à política monetária. Caminhoneiros de todo o Brasil ampliaram a pressão sobre o governo federal para que seja encontrada uma maneira de frear o aumento do diesel. Líderes da categoria dizem que só irão descartar uma paralisação nacional se o governo cumprir a promessa de encontrar uma forma de reduzir o preço do combustível. (CNN Brasil)

O governo federal
, por sua vez, propôs aos estados que zerem o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, sendo que metade das perdas de arrecadação seria compensada pela União. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a isenção do ICMS na importação de diesel custará R$ 3 bilhões por mês até o fim de maio, dos quais o governo se compromete a ressarcir R$ 1,5 bilhão aos estados por mês. (g1)

Em outro front, a Petrobras decidiu suspender o leilão de diesel previsto para esta semana e reavaliar seus estoques, em meio à volatilidade do mercado internacional. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, a medida busca evitar o risco de desabastecimento. (Globo)

  

O novo advogado de Daniel Vorcaro, José de Oliveira Lima, procurou a Polícia Federal e o STF para sinalizar que seu cliente está disposto a negociar um acordo de delação premiada. A iniciativa ocorre após a formação de maioria na Segunda Turma do STF pela manutenção da prisão do banqueiro. Vorcaro indicou que pretende colaborar amplamente com as investigações, sem restrições quanto a possíveis implicados. O movimento busca abrir caminho para uma negociação formal com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR). (Globo)

Vorcaro, no entanto, indicou a interlocutores que não pretende envolver ministros do STF em um eventual acordo de delação premiada. A avaliação dele é de que qualquer menção a magistrados da Corte exigiria provas robustas de irregularidades, sob risco de rejeição do acordo pela PGR, pela PF ou pelo próprio Supremo. (Folha)

E o ministro do STF André Mendonça determinou a prorrogação por 60 dias do inquérito que investiga o caso Banco Master. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, apresentado na véspera, que apontou a necessidade de novas diligências consideradas essenciais para o esclarecimento dos fatos sob apuração. (g1)

Enquanto isso... O PT e o Centrão trabalham em conjunto para barrar a prorrogação da CPI do INSS. Pelo lado petista, o objetivo é reduzir a exposição de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Já o Centrão quer estancar a CPI antes que ela avance sobre as ligações do Banco Master com as fraudes no INSS. (Globo)

  

O senador Sergio Moro acertou sua filiação ao PL e deve disputar o governo do Paraná com apoio do partido e do senador Flávio Bolsonaro. A mudança de legenda viabiliza a candidatura, já que, no União Brasil, Moro enfrentava dificuldades para garantir espaço na eleição estadual, apesar de liderar as pesquisas no estado. (Globo)

  

A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, afirmou que cabe ao presidente Donald Trump definir o que constitui uma “ameaça iminente”, em meio a questionamentos sobre a justificativa da guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante uma audiência no Senado, na qual Gabbard foi pressionada a conciliar a posição do governo com avaliações internas de inteligência que indicavam a ausência de risco imediato por parte de Teerã. Na prática, a fala transfere ao presidente a prerrogativa de interpretar ameaças à segurança nacional, tradicionalmente atribuída à comunidade de inteligência. (New York Times)

Pedro Doria: “O relatório V-Dem 2025 traz um dado assustador: a democracia dos Estados Unidos despencou a uma velocidade nunca vista antes, ficando, pela primeira vez, abaixo da democracia brasileira. O que aconteceu com as instituições americanas?” A análise no Ponto de Partida. (Meio)

  

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Viver

Mais da metade das 100 cidades brasileiras mais populosas investe menos de R$ 100 por pessoa anualmente em saneamento básico. É o que mostra um levantamento realizado com base nas informações mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), referentes a 2024. O valor investido por 51 desses municípios fica muito abaixo dos R$ 225 necessários para garantir acesso amplo à água tratada e coleta de esgoto até 2033. A média de coleta de esgoto entre os 20 municípios mais bem colocados chega a 98,08%, ante 28,06% entre os 20 piores. Já o tratamento chega a 77,97% no primeiro grupo e 28,36% no segundo. (g1)

  

As emissões brutas de gases de efeito estufa caíram 16,7% no Brasil, a segunda maior redução da série histórica, iniciada em 1990, passando de 2,576 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente em 2023 para 2,145 bilhões de toneladas em 2024. Dados divulgados pelo Observatório do Clima mostram que as emissões líquidas, após descontar o carbono absorvido por vegetações e áreas protegidas, ficaram em 1,489 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, queda de 22%. A melhora nos índices é associada à diminuição do desmatamento, principalmente na Amazônia e no Cerrado, ainda que o país continue entre os maiores emissores globais por desmatamento. (Um Só Planeta)

  

Para ler com calma. A nova temporada da Fórmula 1 está trazendo mudanças significativas nos carros, principalmente nos motores, que agora são elétricos e rodam com um “combustível sustentável avançado”. A nova gasolina da competição, também conhecida como e-fuel, é produzida com compostos sintéticos, resíduos urbanos e até restos de algas e florestas. Como a fórmula da gasolina é composta, basicamente, por carbono e hidrogênio, a ideia da versão artificial desse combustível é de separar o carbono do oxigênio e gerar hidrogênio a partir da eletrólise da água, dispensando o uso de petróleo. (UOL)

  

Panelinha no Meio. Muita gente não faz ideia da versatilidade da popular sardinha em lata. Nesta receita de torta, ela forma um recheio delicioso com batatas, aninhado numa massa semifolhada crocante.

  

Cultura

As estreias desta quinta-feira são fartas em ficção e fantasia de diversos tipos. Ryan Gosling vive um astronauta involuntário que precisa descobrir por que o Sol e outras estrelas estão morrendo e uma forma de “curá-las”. Já Seu Jorge é um gênio que precisa ensinar uma lição a um órfão negro rejeitado que tem um desejo complexo: ser branco para ter uma família. Confira todas as estreias e veja os trailers no site do Meio.

  

A Marvel e a Sony divulgaram o primeiro trailer de Homem-Aranha: Um Novo Dia, quarto filme da franquia, que estreia nos cinemas em 31 de julho. O filme, dirigido por Destin Daniel Cretton, marca o retorno de Tom Holland no papel do Homem-Aranha e Zendaya interpretando MJ, com Mark Ruffalo vivendo Bruce Banner e Jon Bernthal, o Justiceiro. A história se passa quatro anos desde os eventos de Sem Volta para Casa. Peter agora é um adulto vivendo completamente sozinho, enquanto passa por várias pressões e se depara com um novo padrão de crimes que dá origem a uma das ameaças mais poderosas que ele já enfrentou. (Deadline)

  

O Brasil avançou uma posição no mercado global da música, conquistando o 8º lugar no ranking da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). Segundo a Pro-Música Brasil, que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do país, o mercado nacional registrou um faturamento total de R$ 3,958 bilhões em 2025, um crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior. O avanço foi impulsionado pelo número de assinantes de plataformas de distribuição, tendo o streaming como o líder do segmento digital, com faturamento de R$ 3,4 bilhões. (Globo)

  

Cotidiano Digital

Mesmo com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o cenário nas plataformas de conteúdo erótico e redes sociais permanece praticamente inalterado. Testes realizados um dia após o início da vigência da lei mostram que sites como Pornhub e RedTube continuam permitindo o acesso apenas com uma simples autodeclaração de maioridade. A resistência não é exclusiva dos portais pornográficos, já que redes sociais como TikTok, Instagram e Discord ainda não implementaram de forma ampla o uso de biometria ou conferência de documentos. Especialistas explicam que, embora a lei já esteja valendo inclusive para empresas estrangeiras que operam no país, a aplicação de multas pela ANPD depende de um decreto presidencial e de regulamentações detalhadas que ainda não foram publicados. (g1)

  

A Microsoft ameaça processar a OpenAI e a Amazon por um acordo de US$ 50 bilhões que pode violar a exclusividade de uso da nuvem Azure. A disputa começou após a criadora do ChatGPT tornar a Amazon Web Services a provedora oficial de sua nova plataforma empresarial, a Frontier. Executivos da Microsoft afirmam que a manobra fere o espírito do contrato bilionário firmado entre as empresas, que exige que os modelos da startup sejam operados pela infraestrutura da Azure. Embora a OpenAI tenha buscado diversificar parceiros recentemente, a Microsoft declarou estar confiante no cumprimento das obrigações legais e sinalizou que não hesitará em levar o caso aos tribunais caso a integração com a Amazon avance. (Financial Times)

  

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu inquérito para investigar a Apple por suposto abuso de posição dominante no mercado de pagamentos por aproximação no iOS. A autarquia deu prazo até 30 de março para a empresa explicar as tarifas e exigências técnicas que dificultam a oferta do Pix por aproximação nos iPhones. Enquanto bancos e fintechs alegam que os custos de acesso à tecnologia NFC inviabilizam a modalidade gratuita do Banco Central, a Apple defende que sua arquitetura garante segurança superior e que o sucesso do Pix por QR Code prova a existência de concorrência. (Folha)

  

O livro 2025 nas Charges do Meio reúne todas as charges publicadas na newsletter ao longo do ano passado — e você pode receber o exemplar físico em casa. Até 23 de março, quem indicar 5 novas assinaturas gratuitas pelo programa Pioneiros ganha o livro físico. É simples: gere seu link de indicação, compartilhe com amigos e familiares e ajude o Meio a chegar a mais leitores.

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