|
| A corrupção no Judiciário e o caso dos magistrados aposentados pelo Conselho Nacional de Justiça (2008-2017). | ||||||||||
| ||||||||||
Por Redação
19/04/2026 às 17:40
Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo
Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a apreensão de um navio de bandeira iraniana que, segundo ele, tentava escapar do bloqueio naval imposto por Washington no Estreito de Ormuz. De acordo com o relato, a embarcação não respondeu à ordem de parada e foi interceptada por forças da Marinha americana, que agora controlam o cargueiro e investigam sua carga. A reportagem é do jornal O Globo.
O episódio ocorre em meio a versões conflitantes sobre a continuidade das negociações entre EUA e Irã. Enquanto Trump afirmou que uma nova rodada de diálogo aconteceria no Paquistão, autoridades iranianas negaram qualquer acordo para retomar as conversas após o fracasso da primeira reunião. A tensão aumenta com o estreito praticamente fechado, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.
Com o cessar-fogo próximo do fim, os EUA voltaram a ameaçar ataques a infraestruturas iranianas caso não haja avanço nas negociações ou reabertura da rota marítima. Do lado iraniano, líderes afirmam que houve progresso parcial, mas alertam para a possibilidade de retomada dos combates, elevando o risco de uma nova escalada militar na região.
Politica Livre
Publicado em 19 de abril de 2026 por Tribuna da Internet
Charge do Reginaldo Veras (Google)
Raquel Landim
Estadão
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi pego pelos investigadores da Polícia Federal em conversas para lá de comprometedoras com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Poucas vezes em investigações de corrupção encontraram-se provas tão robustas.
“Conversei com a minha esposa e estaremos em SP na próxima semana. Seria legal mostrar o apartamento para ela. Assim, ela também vai se ambientando”, escreveu Paulo Henrique Costa.
“Vou te passar uma pessoa que te mostrará o apartamento”, responde Vorcaro.
CORRETORA – Em outro ponto das mensagens apreendidas no celular do ex-banqueiro, Vorcaro recomenda a corretora encarregada de mostrar o imóvel. “Preciso dele feliz. Reverte isso aí.”
Aliás, imóveis, no plural. São seis apartamentos de alto padrão nos pontos mais caros de São Paulo e Brasília avaliados em R$ 146,5 milhões. Eles seriam repassados por Vorcaro a Paulo Henrique Costa por meio de rede de laranjas como compensação pela aquisição das carteiras fraudulentas do Master pelo BRB e, eventualmente, pela compra total do banco falido. Parece muito dinheiro. Mas é pouco diante do rastro de prejuízo que o esquema deixou para o contribuinte do Distrito Federal.
Como costuma acontecer em casos de corrupção, a propina está na casa dos milhões e o prejuízo causado aos cofres públicos gira em torno dos bilhões.
SEM BALANÇO – O BRB, banco distrital, tem um rombo ainda sem valor definido, porque deixou de apresentar balanço.
Estima-se hoje que a diferença entre ativos e passivos esteja entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões. O banco precisa de um aporte do governo do DF ou de socorro do governo federal, que se recusa a pagar a conta, ainda mais de um opositor político.
O ex-governador Ibaneis Rocha diz que nada sabe. A nova governadora Celina Leão tenta vender ativos, mas encontra dificuldades – o mercado quer, obviamente, um baita desconto.
MAIS UM CELULAR – A PF desconfia que Paulo Henrique Costa não agiu sozinho. Nesta quarta fase da Operação Compliance Zero, não só prendeu o ex-executivo como apreendeu seu celular.
Podem estar lá as respostas para o real envolvimento de Ibaneis no caso e outras conexões que mantinham o executivo no comando do banco.
Na polêmica acareação entre Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, quando o relator ainda era o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Paulo Henrique Costa entregou um celular e um notebook em “sinal de boa vontade”.
Só que o aparelho apreendido agora é outro.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente artigo, enviado por Mário Assis Causanilhas, deixa uma pergunta no ar: Se o presidente do BRB levou quase R$ 150 milhões, quanto deverá ter recebido o governador Ibaneis Rocha, que era chefe dele? Em suma, os governantes são os piores criminosos do país. (C.N.)
Publicado em 19 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Messias teria hoje 43 votos favoráveis – dois a mais que o exigido
Rafael Moraes Moura
O Globo
Apesar da intensa campanha de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) contra a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo dos últimos meses, aliados do presidente do Senado já reconhecem reservadamente que o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União conta, hoje, com votos favoráveis para ser aprovado pelo plenário.
De acordo com o mapa feito pelo time do próprio Alcolumbre, Messias teria hoje 43 votos favoráveis – apenas dois a mais que o exigido pela Constituição Federal. Se por um lado esse número denota um avanço, já que na semana passada o presidente do Senado ainda dizia que o ministro de Lula tinha menos de 30 votos, por outro expõe as dificuldades que ainda persistem no caminho do chefe da AGU.
DECLARAÇÕES – O mapeamento tem sido feito e atualizado diariamente tanto do lado de Alcolumbre quanto no de Messias, com base em declarações públicas dos parlamentares, posicionamentos oficiais das bancadas e sinalizações reservadas dos senadores – ainda que a votação, secreta, abra margem para traição de todos os lados.
No entorno do presidente do Senado, a expectativa é a de que Messias seja aprovado num patamar similar ao do procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconduzido ao cargo em novembro passado com 45 votos “sim”, o placar mais apertado desde a redemocratização para um chefe do Ministério Público Federal (MPF). Diferentemente de Messias, Gonet contou com o apoio de Alcolumbre.
Já entre aliados do advogado-geral da União a previsão é a de uma votação um pouco mais folgada, entre 48 e 50 favoráveis. Essa “guerra de números” faz parte do jogo de convencimento que ocorre antes das votações, com os apoiadores em geral inflando o resultado favorável e os opositores subestimando o adversário.
MAIOR REJEIÇÃO – Da atual composição do STF, os ministros que mais enfrentaram rejeição no Senado, por motivos distintos, foram Flávio Dino e André Mendonça, ambos aprovados com 47 votos.
Dino despertou a rejeição da tropa de choque bolsonarista que torce o nariz ao perfil beligerante do ex-ministro da Justiça do governo Lula – e viu na sua indicação uma oportunidade de dar um recado de reprovação à administração petista. Já Mendonça, que tem ajudado a campanha de Messias, foi rifado pelo governo Bolsonaro e enfrentou uma dura campanha de lideranças do Centrão que preferiam ver no Supremo o inerte Augusto Aras.
“O governo Lula tem força no Senado para ajudar Messias, e Davi está tirando o pé”, disse reservadamente ao blog uma fonte que acompanha de perto as movimentações da Casa.
JOGO VIROU – Ao invés de fazer uma votação-relâmpago em dezembro, Alcolumbre decidiu marcar a sabatina de Messias para abril, o que permitiu ao indicado de Lula ganhar um total de quatro meses para procurar os 81 senadores que vão selar o seu destino. Até aqui, ele já conversou com mais de 70, incluindo o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, com quem se reuniu em dezembro do ano passado em um escritório de advocacia em Brasília.
Além disso, Messias tem a seu lado o Palácio do Planalto, com Lula fazendo pressão nos bastidores pela sua aprovação, e até mesmo opositores entraram em campo para ajudá-lo – como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.
Também ajuda Messias o fato de que, dos 10 ministros do Supremo, pelo menos quatro estão se movimentando nos bastidores pela sua aprovação: Gilmar Mendes, Cristiano Zanin Martins, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Os dois últimos foram indicados por Bolsonaro e têm bom trânsito entre parlamentares da oposição.
APOIO – Messias é membro da Igreja Batista, enquanto Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana. Nos mapeamentos de votos tanto de aliados de Alcolumbre quanto de Messias, a expectativa é a de que o chefe da AGU tenha o apoio de parte dos parlamentares evangélicos, com “traições” até nas legendas que fazem oposição ao governo Lula e se manifestaram contra a indicação, como o PL. “No PL, o Messias consegue uns cinco votos, pelo menos”, estima um apoiador.
A última vez que um indicado pelo presidente da República ao Supremo foi rejeitado pelo Senado Federal foi em 1894, no governo Floriano Peixoto. Messias conta com seus aliados no governo Lula, no STF e no Senado para manter esse precedente intacto.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se o Supremo já tem Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e outras preciosidades, por que não acolher Jorge Messias, que não é melhor nem pior do que eles? Mas há controvérsias, e nesta segunda-feira, dia 20, a Tribuna da Internet vai mostrar, com absoluta exclusividade, que Messias foi beneficiado por uma gravíssima fraude em concurso público, praticada por Guido Mantega e Dias Toffoli. Não deixe de ler a Tribuna amanhã, com uma verdadeira bomba contra Messias. Você vai se surpreender. Os senadores, também. (C.N.)
Publicado em 19 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Alcolumbre pode barrar missão aos EUA
Luísa Marzullo
O Globo
A missão oficial de parlamentares aos Estados Unidos para tratar do caso de Alexandre Ramagem pode não avançar no Congresso, apesar de ter sido aprovada na Comissão de Relações Exteriores da Casa na última semana. Aliados de Davi Alcolumbre (União-AP) afirmam que o presidente tende a não pautar a viagem, que, por envolver custos a serem bancados pelo Senado, dependeria de aval do plenário da Casa.
O requerimento, apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC), prevê o envio de uma comitiva a Washington e Orlando com o objetivo de “acompanhar a situação de cidadãos brasileiros em situação de custódia”, com foco no ex-chefe da Abin, além de “averiguar a atuação das autoridades brasileiras competentes sobre o tema”.
ASSISTÊNCIA CONSULAR – Na justificativa, o texto afirma que a missão buscaria verificar a prestação de assistência consular, acompanhar eventual processo de extradição e estabelecer diálogo com autoridades americanas e representantes diplomáticos, além de incluir visitas a instalações sob responsabilidade do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE). Seif pretende conversar com o presidente do Senado para tentar viabilizar a viagem.
Apesar do aval na comissão, a proposta não tem execução automática. Por se tratar de missão oficial ao exterior com ônus para o Senado — como pagamento de passagens e diárias —, a viagem depende de autorização da Casa. Na prática, cabe a Alcolumbre decidir se leva ou não o pedido adiante.
REPERCUSSÃO – Nos bastidores, interlocutores do presidente do Senado afirmam que esse fator pesa contra o avanço da iniciativa. Além do custo, a avaliação é que a missão envolve um caso individual com forte repercussão jurídica e institucional. Autorizar a viagem, dizem, teria peso de gesto político em um tema sensível, que envolve decisões do Supremo Tribunal Federal e a atuação de autoridades americanas. Com isso, mesmo aprovado na comissão, o requerimento pode permanecer sem efeito prático.
Ramagem foi solto nesta quarta-feira nos Estados Unidos dois dias após ter sido detido por autoridades de imigração do ICE. O registro da detenção chegou a ser incluído no sistema do condado de Orange, com foto (“mugshot”) e indicação de “immigration hold”, o que aponta para uma custódia de natureza migratória, sem acusação criminal local detalhada.
Ele é considerado foragido no Brasil desde que deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 16 anos de prisão por participação na trama golpista.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ramagem é um caso grave de perseguição política pelo ministro Alexandre de Moraes, que condenou o então deputado pelo golpe, embora soubesse que ele não poderia ter participado, pois estava morando no Rio desde abril de 2022, fazendo campanha eleitoral e sem voltar a Brasília. Com facilidade, ela ganhará o asilo político na matriz USA, para desespero da imprensa amestrada aqui na filial Brazil. (C.N.)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/h/Q/6CsCFiSfWlwBYOS7RjHg/108639715-sp-sao-paulo-sp-28-09-2024-debate-dos-candidatos-a-prefeitura-de-sao-paulo-na-re-2-.jpg)
Marça diz que será escudeiro de Flávio se for preciso
uilherme Caetano
Estadão
Recém-filiado ao União Brasil para ajudar o partido a alavancar a bancada federal nas eleições, o empresário e influenciador Pablo Marçal diz que “política é guerra” e que ele vai servir de “escudeiro” para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na batalha contra a esquerda pela Presidência da República.
Com um exército de 13,1 milhões de seguidores no Instagram, Marçal se reuniu com caciques de seu novo partido em Brasília nesta semana para definir seu papel nas eleições de outubro. Ele já havia sido eleito deputado federal em 2022, mas o Tribunal Superior Eleitoral negou seu registro de candidatura por problemas na documentação.
MISTÉRIO – Agora ele faz mistério. Em entrevista ao Estadão, diz não saber a qual cargo vai concorrer: “O que der mais resultado, eu vou partir para cima”. O problema é que ele foi condenado à inelegibilidade pela Justiça Eleitoral por irregularidades na conturbada campanha eleitoral à Prefeitura de São Paulo em que ficou de fora do segundo turno por um triz.
A dois dias do primeiro turno, Marçal divulgou um laudo falso de internação do então candidato do PSOL, Guilherme Boulos. A divulgação teve impacto direto na sua votação e reforçou a lista de irregularidades ao longo da campanha paulistana.
CONDENAÇÕES – Marçal tem três condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que o tornam inelegível: oferta de dinheiro em troca de apoio político, oferta de dinheiro entre os seguidores que promovessem cortes dos seus vídeos e abuso de poder econômico ao sortear brinde entre seus seguidores.
Ele aposta em um recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não apenas para reverter as decisões, mas para manter uma eventual candidatura sub judice até trânsito em julgado. “Vou reverter. Eu estou elegível. Só fica inelegível quando é transitado em julgado”, afirma ele.
O senhor já disse que o Brasil precisa de um presidente de perfil outsider, e que o povo estava de saco cheio de Lula e Bolsonaro. Agora o candidato a sucessor de Bolsonaro é justamente o filho Flávio. Lançá-lo a presidente foi uma escolha acertada do PL?
Eu sou do União, e declarei apoio. Meu partido não decidiu ainda quem vai apoiar. Mas pela gratidão, pelo acesso ao próprio Flávio não me arrependo de apoiar ele, não. O Augusto Cury (Avante), acabou de se lançar, é um grande amigo e também vou apoiar ele. O Ronaldo Caiado (PSD, ex-governador de Goiás) é outro amigo que está buscando a última pedra na coroa dele. Grande político, na segurança pública nunca vi igual. Se vierem mais nomes com esse perfil, vai ter meu apoio pessoal.
O senhor preferia o governador Tarcísio a Flávio, não?
O Tarcísio tinha que ter se posicionado. Mas como a eleição dele ao governo de São Paulo foi praticamente uma unção que o Bolsonaro deu na cabeça dele, ele teve que responder de onde veio esse capital político. Se ele tivesse se posicionado, poderia ser, sim, um nome poderoso para bater o Lula.
Como o senhor tem visto a pré-campanha de Flávio?
Ela está começando de fora para dentro, está indo bem, dominando palcos nos Estados Unidos, em Israel. É um cara dinâmico, nobre, acho que isso pode favorecer muito ele.
No momento a gente tem uma profusão de pré-candidatos de direita. Além de Flávio, temos Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e outros. A direita está bem representada?
Acho que falta gente. A direita não tem dono. Num cenário de pré-campanha tinha que ter uns 20 candidatos. E desses 20 a gente vai depurando até chegar ao que tem pujança. Se for uma eleição só de um cara de um lado e outro cara do outro lado, se der um resfriado no cara, a gente perde a eleição. Está faltando gente aparecer.
Não prejudica Flávio Bolsonaro ter tantos candidatos do mesmo campo ideológico?
Favorece o Brasil. Flávio é o nome mais forte. Acho que o pesadelo do Lula é o Flávio, porque ele é o Jair Bolsonaro melhorado. Dá conta de conversar, de segurar a boca, ele tem diálogo, um cara nobre, republicano. Tem um perfil de senador e mostrando a outra parte dele vai dar uma surpreendida no PT. Acho que o PT está ficando apavorado com o Flávio.
Renan Santos, do MBL, pode ocupar esse espaço de candidato estilo outsider?
Renan é aquele curioso caso que vai falar, falar, falar e vai terminar com dois pontos (percentuais de votação). Não tem musculatura. Não conheço ele pessoalmente. Eles (do MBL) são muito mochileiros, aventureiros. Não tem capilaridade. Eleição majoritária não é coisa para menino. Pode ser o sonho deles, não vou dizer que nunca vão conseguir, mas nos próximos 20 anos é meio complicado. O MBL esquece que eles são fruto de um movimento, e eles falam mal do movimento, então eles perdem uma credibilidade absurda. Eles já nascem em descrédito.
O senhor teve agenda política aqui em Brasília. Com quem o senhor se encontrou? E para tratar de quê?
O evento foi com Antônio Rueda (presidente do União Brasil), ACM Neto. A gente sempre se encontra, e está discutindo as direções do que a gente vai produzir, para a gente fazer a maior bancada já vista num partido político. Foi para isso que eu vim para o União. Quero ter uma influência forte no parlamento. Disputando cargo ou não, é a minha pretensão.
O senhor vai concorrer nas eleições?
Não sei. Se for melhor para o partido, não serei. Tem chance de sair para tudo, qualquer cargo, ou para nada também.
Tem predileção por Câmara ou Senado?
O que der mais resultado, eu vou partir para cima.
Em janeiro, o senhor chamou Flávio Bolsonaro para cima do palco, em um evento em São Paulo, e disse que os dois iriam para a guerra juntos. Como o senhor pretende ajudar na campanha dele?
No que ele precisar. Estou aberto a ajudá-lo. A gente pode não ser do mesmo batalhão, mas vai atacar na mesma direção. Se eu tiver a ferramenta que ele não tem, vou pôr na mão dele. Se ele precisar de escudo, sou escudeiro dele no que for preciso. Vou incentivar outras candidaturas. Ele tem que trabalhar numa única direção. Temos que construir uma história com muitos batalhões, para depois chegar e virar um batalhão maior.
O senhor pretende ser uma espécie de consultor de estratégia digital, algo assim?
Sim, vou ajudar em várias campanhas. Já dei sugestões, mas não fechei absolutamente nada com ele. Se ele precisar só de conselho, a nível profissional, já falei isso para ele.
Como pretende alavancar o engajamento de Flávio?
Como a gente não combinou, não tenho ainda essa pretensão. Então tem que partir dele agora. Eu já ajudei o Bolsonaro em 2022. Ele ia perder no primeiro turno, e ele deu uma arrancada no final, conseguiu passar para o segundo turno. O Lula tinha certeza que ia vencer no primeiro turno. Todo mundo sabia que Bolsonaro ia perder. Ele deu aquela arrancada com influenciadores, que é um movimento de 300 mil pessoas ajudando nas redes sociais. Foi avassalador. Não chegou no final por detalhes. Dava para ter virado aquele eleição.
Vale tudo para ganhar uma eleição?
Pelo povo vale tudo. Para tirar essa corja de políticos, às vezes vale um prejuízo menor para um bem maior. Se for para quebrar princípios, isso nem entra em questão pra mim. Mas querer fazer o bem e acabar tropeçando é outro detalhe. Vale tomar um processo, ser perseguido, ser destruído nas redes sociais, em rede de televisão. Já estou acostumado em relação a isso.
Na eleição à Prefeitura de São Paulo em 2024, o senhor teve um desempenho surpreendente e quase foi para o segundo turno. O que deu errado?
Não deu errado. Não tinha dinheiro público, TV, rádio, Lula, Bolsonaro, partido político, não tinha nada. Tinha só um papel me autorizando a disputar. Era eu, Deus, o povo e um celular. A Justiça derrubou duas vezes as redes sociais. (A campanha) foi perdendo um pouco da força pela perseguição. Esses caras gastaram dinheiro público só me atacando. Eu comecei com 1% e terminei empatado com esses caras. Foi o maior experimento social já produzido no Brasil. Caso aconteça uma candidatura, com um partido forte… meu Deus do céu, quero ver quem segura.
O senhor já disse que incorporou arquétipos na campanha eleitoral passada, do rebelde, do bobo da corte etcétera. Pretende repetir nas eleições deste ano?
Aqueles não, porque eu já fiquei conhecido. Agora (vou) ser naturalmente o que eu sou, que é governante. É isso que sou na minha vida, no meu dia a dia.
O senhor foi condenado por difamação contra Tabata Amaral (candidata do PSB) e por espalhar uma notícia falsa para atribuir o uso de droga a Guilherme Boulos (candidato do PSOL). O senhor se arrepende disso?
Ele não provou o contrário, então não tenho como eu chegar numa certificação de que aquilo não é real. A questão do laudo já foi concluída. Inclusive eu aceitei, eu sugeri essa transação penal, porque estamos brigando com um ministro de Estado. Você vai pegar um secretário-geral da Presidência da República para tentar julgar alguma coisa contra mim, eu não sou bobo. Já aceitei. Não é aceitar culpa, mas é suspender o processo por dois anos, cumprir certos acordos, e depois liquida o processo. Acredito que muita coisa de eleição é guerra. Eu acho que foi necessário.
No caso do laudo contra Boulos, o senhor sabia que era falso quando sua equipe divulgou isso nas suas redes sociais?
Nunca vi o laudo. Se eu soubesse, jamais teria autorização para fazer essa postagem. Existe um eco na eleição que toda hora alguém aparecia com um dossiê de alguém e eu falava, não quero nem ver. É assim, é o dia inteiro. Tem gente tentando destruir os outros. Tinha gente que me ligava, ligava para agente meu para falar, R$ 500 mil eu entrego um dossiê do Marçal. Eu não estou nem aí. Entrega isso aí para o Estadão, para o UOL. Eu não estou nem aí. Eu não vou pagar isso. Várias coisas minhas, empresariais, às vezes, não conseguem andar porque eu nunca paguei propina a minha vida inteira. E aí, imagina o desespero da campanha eleitoral. Os caras não conseguiam pegar nada. Então, tem que fazer o quê? Nós temos que arrumar confusão aqui nessa eleição com eles. Eles foram muito duros comigo. Eu nunca vi ninguém interpelando nem o prefeito, nem o próprio ministro do Lula. Nunca vi ninguém interpelando eles pelas mentiras que eles falaram. E eu não movi o processo contra eles. E disso eu me arrependo. Eu tinha que ter distribuído um processo por dia, de cada difamação, calúnia e injúria que foi produzida.
Como fazer os eleitores acreditarem quando o senhor tiver que publicar alguma informação importante, alguma denúncia?
Ah, como aconteceu isso, eu vou falar: Esse (documento) aqui eu chequei. Aquilo lá (minhas redes sociais durante a campanha) eram 120 postagens todo dia. A gente amadurece, ninguém é bobo. Todo mundo já foi criança, já foi adolescente e meu tempo na política é muito recente. Então, aprendi muito. Você pode me ver errando, mas não vai ser das mesmas coisas. Não faz sentido. Um erro tão amador igual aquele. Eu não compactuo com esse tipo de coisa e jamais se permitiria postar uma merda daquela.
O TRE-SE manteve a sua condenação à inelegibilidade na ação dos campeonatos de cortes, por uso indevido dos meios de comunicação. Como o senhor pretende reverter essa situação no TSE?
Vai reverter. Infelizmente o Judiciário não é matemático. Se eles fossem exatos, eu falava com exatidão pra você. É uma questão filosófica, uma questão material e a gente precisa, nesse embargo, nós estamos lutando pra ter uma perspectiva boa. Mas eu tô elegível. Só fica inelegível quando é transitado em julgado (sem possibilidade de recurso). Tenho certeza do meu coração (que vou conseguir concorrer). Tomei 250 processos e fui bancando tudo no meu bolso. Espero tomar menos processos nessa eleição.
Esses campeonatos renderam essa condenação ao senhor, mas a sua conta no Instagram continua patrocinando anúncios para ensinar as pessoas a ganhar dinheiro com cortes. Acha que isso pode ser usado de novo contra o senhor?
Não está no período eleitoral, então, como não há proibição, não tem nenhum problema em estar fazendo isso.
Como o senhor tem visto as revelações publicadas na imprensa sobre a relação de Daniel Vorcaro com ministros do STF, em especial de Alexandre de Moraes?
Eu não acompanho essas coisas. O STF claramente precisa de um reforço do regimento interno para que o ministro do STF não fique tão exposto. Não ter nem participação empresarial, nem participar de fóruns. Com certeza (um código de ética). É uma grande hora para a Corte trabalhar isso, para não dar problema para ela, porque ela está muito fragilizada. Se você perguntar para um brasileiro médio hoje, o maior problema do Brasil é o Supremo Tribunal Federal.
A corrupção no Judiciário e o caso dos magistrados aposentados pelo Conselho Nacional de Justiça (2008-2017). Moisés Lazzaretti Vieira 20...