quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Renan Calheiros se reúne com CGU e PGR na próxima semana para tratar de Master

 

Renan Calheiros se reúne com CGU e PGR na próxima semana para tratar de Master

Por Gabriela Echenique, Folhapress

19/02/2026 às 15:12

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Arquivo

Imagem de Renan Calheiros se reúne com CGU e PGR na próxima semana para tratar de Master

Renan Calheiros preside sessão da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), durante sabatina de três indicados para chefiar missões diplomáticas do Brasil

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) se reúne, na próxima semana, com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com o chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinícius de Carvalho, para tratar do caso Master. O senador, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, deve ir à CGU na quinta-feira (26).

Os encontros ainda não constam das agendas oficiais e vão concluir o périplo que o senador alagoano tem feito com autoridades para tratar das fraudes do banco.

Em conversa com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, Renan pediu acesso à investigação que tramita na corte e acesso aos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele também já se encontrou com o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e com o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo.

O senador quer fechar o cerco e acusa o centrão de tentar esvaziar o depoimento do banqueiro, previsto para acontecer na manhã da próxima terça-feira (24). A comissão já aprovou uma série de requerimentos e Vorcaro será o primeiro a depor.

Um dia antes, Vorcaro vai prestar depoimento na CPMI do INSS —neste caso, para tratar dos consignados oferecidos aos aposentados e pensionistas.

Na CPMI, a expectativa é de plenário cheio. Os titulares do colegiado esperam a presença de mais de 50 senadores na sala.

O dono do Banco Master garantiu a aliados que vai falar e que pretende responder às perguntas dos parlamentares

.Politica Livre


Servidora diz que pode provar não ter acessado conta da mulher de Moraes


Escritório ligado a Moraes surge na ampliação da Magnitsky

Fortuna de Viviane aumento R$ 40 milhões em apenas um ano

Felipe de Paula, Aguirre Talento e Fausto Macedo
Estadão

A agente administrativa da Receita Federal, Ruth Machado dos Santos, nega ter acessado os dados fiscais de Viviane Barci de Moraes – mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal – em 21 de agosto de 2025 nas dependências da unidade do Fisco na cidade do Guarujá, litoral paulista.

Ela foi alvo de busca e apreensão na terça-feira, 17, por determinação do próprio ministro em uma operação que investiga vazamento de informações sigilosas de integrantes da Corte e familiares.

COM TORNOZELEIRA – Reclusa à sua casa, como se estivesse em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, a funcionária nega veementemente que tenha tentando acessar os dados da advogada. Em nota, a defesa de Ruth afirmou que ela ‘não possui qualquer vínculo político-partidário’ e que ‘não concorreu para infração penal’.

Segundo investigadores da Polícia Federal a par do depoimento de Ruth, a servidora afirmou que não poderia ter acessado os dados de Viviane de Moraes, porque na ocasião ela estava realizando um atendimento nas dependências da Receita no Guarujá.

As suspeitas de que dados sigilosos de ministros e seus familiares foram vazados surgiu após o estouro da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Em dezembro, foi revelado um contrato firmado pela mulher de Moraes para atuar na defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro junto ao Banco Central, à Receita Federa, ao Congresso Nacional e outros órgãos.

R$ 129 MILHÕES… – Pelo documento, assinado em janeiro de 2024, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Se cumprido integralmente, o acordo renderia R$ 129 milhões até o início de 2027.

Perante os investigadores, Ruth, que havia retornado de férias em 5 de agosto, duas semanas antes da data do registro do acesso, disse não saber se suas credenciais funcionais poderiam ter sido utilizadas por outro servidor. Ela afirmou que nunca compartilhou senhas ou tokens institucionais com terceiros.

Em 40 minutos de depoimento, a servidora, que está de tornozeleira eletrônica e proibida de acessar a unidade da Receita em que trabalha, afirmou que poderá provar que estava em atendimento no momento do acesso assim que tiver seu celular entregue pelos investigadores, após a perícia. Na casa de Ruth foram apreendidos dois celulares que estão sendo analisados pela PF.

FICHA LIMPA – A defesa da servidora, conduzida pelo advogado Diego Soares de Oliveira Scarpa, diz que Ruth “jamais respondeu a qualquer procedimento disciplinar, sindicância ou investigação, mantendo reputação ilibada e reconhecida” pelos colegas.

Técnica do Seguro Social desde 1994, Ruth foi um dos quatro alvos da investigação que apura vazamento de dados fiscais de ministros do STF e parentes.

Em decisão classificada como incomum por parte dos investigadores, os nomes dos servidores atingidos pela operação foram divulgados pelo STF. São eles: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

RESTRIÇÕES IMEDIATAS – Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu, na terça-feira de carnaval, 17, quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal de ministros da Corte e de seus familiares.

A ordem de Moraes os proíbe de saírem das cidades onde residem e obrigados ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. Os suspeitos tiveram os passaportes retidos e estão proibidos de deixar o País e de ingressar nas dependências do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e da Receita.

A medida foi tomada após representação da Procuradoria-Geral da República, a pedido de Moraes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Moraes está perseguindo os quatro servidores, para sujar o nome deles e limpar o seu e o de sua mulher, porque pretende se vingar de quem não se submete a ele. Se a servidora conseguir provar que não acessou os dados da Dra. Viviane, o ministro Moraes vai ficar mais desmoralizado do que já está, se é que isso possa ser possível. (C.N.)


Governo atribui derrota de escola pró-Lula a fatores técnicos e critica as notas dos jurados…


Acesso a dados da esposa de Moraes expõe a Receita e acirra tensão institucional


Ruy Castro e as trincheiras tropicais: o Brasil esquecido que a Segunda Guerra revelou


Ruy Castro levanta uma história nunca antes contada

Pedro do Coutto

Comecei a ler a mais nova obra de Ruy Castro, “Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio”, focalizando como estava a opinião pública no Rio de Janeiro em face da Segunda Guerra Mundial. O livro, edição da Companhia das Letras, é um registro muito importante marcado pelos fatos e conceitos que o autor vai singularmente elencando, apontando uma realidade que hoje se redescobre sob a pena e o pensamento de Ruy Castro.

A Segunda Guerra Mundial ainda é, no imaginário brasileiro, um capítulo frequentemente reduzido a notas de rodapé, apesar de sua profunda influência na formação do Estado moderno e na redefinição do papel do país no cenário internacional. Nesse contexto, obras como “Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio” cumprem uma função essencial: resgatar a dimensão histórica e política de um período em que o Brasil precisou decidir entre o isolamento continental e o engajamento efetivo em um conflito global que redefiniria o século XX.

Ao fazê-lo, Ruy Castro contribui para iluminar uma geração que saiu das sombras da história oficial para ocupar o lugar que lhe cabe na memória nacional.

CRIAÇÃO DA FEB – A participação brasileira no conflito foi decisiva para afirmar a presença internacional do país e consolidar sua aproximação com os Estados Unidos no contexto da política hemisférica de guerra.

A criação da Força Expedicionária Brasileira, com cerca de 25 mil soldados enviados à Itália entre 1944 e 1945, simbolizou não apenas um gesto militar, mas uma decisão estratégica de reposicionamento geopolítico do país em meio à disputa global entre as potências do Eixo e os Aliados.

As batalhas em Monte Castelo, Montese e Collecchio demonstraram a capacidade de combate das tropas brasileiras e contribuíram diretamente para a derrota das forças alemãs na Linha Gótica, ao custo de centenas de vidas nacionais.

MODERNIZAÇÃO – O livro dialoga com um momento histórico em que a guerra externa se entrelaçou com transformações internas profundas. O esforço de mobilização militar, industrial e diplomática acelerou a modernização do Estado brasileiro, impulsionou a infraestrutura logística e fortaleceu a centralidade do poder federal.

A guerra não foi apenas travada nos campos europeus: ela também se desenrolou nos estaleiros, nos portos, nas bases aéreas do Nordeste e na política externa que buscava equilibrar interesses econômicos, pressões norte-americanas e a necessidade de afirmação soberana.

Trata-se de um período em que a política internacional penetrou o cotidiano nacional, redefinindo prioridades estratégicas e inaugurando uma nova etapa de projeção do Brasil no mundo.

SERVIÇO PÚBLICO – Ao valorizar esses episódios com rigor histórico e sensibilidade narrativa, a obra presta um serviço público à memória nacional. Em tempos de disputas simbólicas sobre o passado e de revisões apressadas da história política brasileira, recuperar a complexidade da participação do país na Segunda Guerra Mundial é também um gesto de responsabilidade cívica.

Ruy Castro acerta ao apresentar a guerra não como um episódio distante, mas como uma trincheira tropical que moldou decisões, identidades e projetos de nação que ainda ecoam no presente.

Sem dúvida, mais uma importante contribuição que assinala o quão Ruy Castro é um escritor fantástico.

 

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