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Em eleição conturbada e apuração acirrada, petista vira sobre bolsonarista e vai governar por mais quatro anos com a força das ruas (e de Janones...)
Publicado em 25/10/2026 às 21:10
Presidente Lula Foto: Ricardo StuckertPublicado em 25 de outubro de 2026 por Tribuna da Internet
O teatro da barbárie que dá voto nos EUA de Trump e aqui
Bernardo Mello Franco
O Globo
Depois de 90 anos, os Estados Unidos voltarão a promover uma execução em público. Desta vez, com transmissão ao vivo na TV e nas redes sociais. A notícia foi confirmada pelo Departamento de Defesa, que Donald Trump mandou rebatizar de Departamento de Guerra. “Eu aprovo, com certeza”, sentenciou o 47º presidente americano.
Em entrevista a um canal de extrema direita, o secretário Pete Hegseth deu detalhes sobre o espetáculo da morte. O condenado será submetido a um pelotão de fuzilamento em 3 de dezembro. A escolha da data garantirá quase dois meses de debates inflamados sobre o assunto. É a nova aposta de Trump para mobilizar as bases antes das eleições legislativas que ameaçam tirar a maioria republicana no Congresso.
MARCHA RÉ – No ano passado, só dois países promoveram execuções públicas: Irã e Afeganistão. Ao se juntar ao clube, os EUA engatam a marcha a ré na própria história. A última execução pública no país ocorreu em 1936, quando um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca foi enforcado diante da multidão. O último fuzilamento foi registrado em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.
A comunidade internacional faz o que lhe resta: protestar. O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, classificou a decisão do governo Trump como “desumana” e “repugnante”. “Um governo executar alguém em público, ou diante de câmeras ao vivo, é abominável”, resumiu. A Anistia Internacional falou em “arbitrariedade” e “teatro da barbárie”. Além de audiência, a selvageria rende votos. Lá e aqui.
A eleição do último dia 4 deu novo impulso à bancada da bala, que aposta na apologia da truculência estatal. O senador mais votado do país, Guilherme Derrite (PP), exaltou o cerco policial que deixou 84 mortos na Baixada Santista — ações mais letais da PM paulista desde o Massacre do Carandiru. Expulso da Rota por excesso de violência, ele é cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública num eventual governo Flávio Bolsonaro.
PROMOÇÃO PESSOAL – No Rio, foram eleitos dois deputados estaduais e um deputado federal envolvidos na matança do ano passado nos complexos da Penha e do Alemão. O grupo inclui os ex-secretários de polícia Coronel Menezes (PL) e Felipe Curi (PP), além do delegado Bernardo Leal (PP). Todos usaram títulos e distintivos para promoção pessoal. Todos declararam apoio a Flávio e ao governador eleito Douglas Ruas (PL).
Apesar da euforia com o fuzilamento, Trump ficou contrariado. Invocou-se com o anúncio do Prêmio Nobel da Paz para Navi Pillay. Aos 85 anos, a jurista sul-africana foi laureada pela longa trajetória de defesa do direito internacional como antídoto contra a barbárie. Em seu currículo estão a luta contra o apartheid, o julgamento do genocídio em Ruanda e a nomeação como primeira mulher não branca na Suprema Corte de seu país.
Nos últimos anos, Pillay presidiu a comissão da ONU que investigou ações militares de Israel em territórios palestinos ocupados. Em setembro de 2025, ela apresentou as conclusões do inquérito: “A comissão concluiu que Israel cometeu genocídio contra o povo palestino em Gaza, e está continuando com esse genocídio”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Trump é outro grande derrotado com a eleição de Lula. E vai perder s eleições parlamentares de novembro. Mesmo assim, continuará com o rei na barriga, sem perceber que seu tempo já passou. (C.N.)
Por José Montalvão
O famoso ditado popular "fez barba, cabelo e bigode" cabe como uma luva para descrever o resultado esmagador que o prefeito Tista de Deda conquistou nestas eleições. Com uma articulação política impecável e um prestígio que poucas lideranças tradicionais no sertão baiano conseguem ostentar, Tista alcançou o que muitos adversários apenas sonham: consagrou nas urnas a vitória absoluta de todos os seus apoiados.
Em Jeremoabo, a contagem dos votos foi uma demonstração de força inconteste. O prefeito deu votações expressivas e históricas aos seus candidatos a deputado estadual, federal e senadores, garantiu o respaldo ao governador Jerônimo Rodrigues e, para coroar essa jornada de lutas com chave de ouro, deu uma votação maiúscula ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐│ A VITÓRIA COMPLETA DA GESTÃO TISTA DE DEDÉ │├─────────────────────────────────────────────────────────────┤│ 💈 'BARBA, CABELO E BIGODE': Sucesso total na eleição de ││ deputados, governador Jerônimo e do presidente Lula. │├─────────────────────────────────────────────────────────────┤│ 🚜 CONTINUIDADE DAS OBRAS: Nenhum projeto em andamento ou ││ previsto sofrerá paralisação ou solução de continuidade. │├─────────────────────────────────────────────────────────────┤│ 🤝 ALINHAMENTO DIRETO: Portas abertas e recursos garantidos ││ entre Jeremoabo, Salvador e Brasília. │└─────────────────────────────────────────────────────────────┘
A grande vantagem de uma vitória política com essa envergadura não se mede apenas em números de urnas, mas em benefícios reais para o povo de Jeremoabo.
Em muitas cidades, quando o resultado das eleições divide forças ou coloca o gestor contra os governos estadual e federal, o município padece: obras são paralisadas, convênios ficam travados nos ministérios e a população sofre com a falta de verbas. Em Jeremoabo, o cenário é exatamente o oposto.
Com o alinhamento total entre a Prefeitura de Jeremoabo, o Governo da Bahia e o Palácio do Planalto em Brasília, todas as obras em andamento e os projetos futuros estão 100% blindados e garantidos. Não haverá solução de continuidade ou interrupção nas ações de infraestrutura, nas reformas de postos de saúde, na ampliação do Hospital Municipal e nos investimentos na educação rural.
Enquanto adversários tentam fazer política através de críticas vazias e programas de rádio sem substância, Tista de Deda trabalha nos bastidores com a maturidade de quem conhece a gestão pública por dentro.
Fazer "barba, cabelo e bigode" em uma eleição exigiu lealdade, presença constante nos povoados da zona rural, capacidade de escuta e o respaldo de uma equipe eficiente, que conta com a dedicação da Secretária de Governo, Anabel, e da base unificada de vereadores liderada pelo presidente da Câmara, Neguinho de Lié.
Liderança política não se impõe na gritaria; conquista-se com resultados nas ruas, com prato na mesa do povo e com obras entregues à comunidade.
Jeremoabo sai destas eleições mais forte, mais respeitada e no centro das atenções do Governo do Estado e da União.
O resultado das urnas é o passaporte para mais dois anos de grandes conquistas, parcerias produtivas e desenvolvimento aceleração. O trabalho não para, as máquinas continuam nas ruas e a nossa terra segue firme no rumo do progresso!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).
Blog de Dede Montalvão: Acompanhando a força política de Jeremoabo, valorizando quem traz benefícios para a nossa gente e cobrando trabalho e transparência com independência!
Por Italo Nogueira e Vitor Antonio, Folhapress
25/10/2026 às 21:20
Foto: Divulgação/Arquivo
Nulos e branco representaram 3,23% dos votos, a menor taxa deste século
As taxas de abstenção e de votos inválidos no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25) sofreram uma queda recorde e atingiram os níveis mais baixos desde 2002, ano em que a urna eletrônica foi universalizada no país.
Com 98,27% das urnas apuradas, a abstenção neste segundo turno foi de 19,11%, quase 3 pontos percentuais dos 21,08% no primeiro turno, a maior da série histórica. O percentual é o mais baixo para o segundo turno desde 2006.
Os votos nulos e brancos, desconsiderados no resultado final, atingiram 3,23%, o menor já registrado nos dois turnos das eleições presidenciais neste século.
O segundo turno desta eleição ficou marcado pela falha na oferta de transporte público para eleitores. O setor de inteligência do Ministério da Justiça identificou problemas em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza.
A restrição à circulação dos eleitores levou ao pedido do PT para ampliar o horário de encerramento da votação de 17h para 19h. O PL também solicitou a mesma medida nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, em razão das chuvas intensas nesses locais.
O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), e, posteriormente, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acataram os pedidos, ampliando o prazo de votação em todo o país até as 19h. Contudo, as decisões foram expedidas muito perto das 17h e diversas seções já haviam fechado as urnas eletrônicas, inviabilizando a inclusão de novos votos.
A dificuldade gerada para o eleitor gerou tensão campanha petista, que neste segundo turno se mobilizou para tentar reduzir a abstenção no eleitorado. Para estimular a presença de idosos, grupo no qual Lula tinha melhor resultado nas pesquisas de intenção de voto, o governo reforçou a divulgação da informação de que a ida à votação serve como prova de vida para aposentados e pensionistas do INSS.
No primeiro turno, a abstenção já havia caído entre jovens até 18 anos, idosos, e pessoas menos instruídas em comparação a 2022. O perfil dos ausentes só é divulgado pelo TSE dias após o pleito.
Até 2022, em todas as eleições o percentual de eleitores ausentes subiu no segundo turno. O embate entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro em que houve redução nesta taxa, em relação ao primeiro turno. A queda foi de 0,38 pontos percentuais, de 20,95% para 20,57%.
Politica Livre
Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress
25/10/2026 às 22:40
Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin
A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação no pleito deste domingo (25) até 19h gerou um cenário de incerteza sobre possíveis consequências da medida.
Especialistas ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo afirmam que os efeitos jurídicos ainda não estão claros e citam dúvidas ainda em aberto, como se quem não conseguiu votar após 17h pode entrar na Justiça ou se o próprio resultado do segundo turno pode ser questionado.
Neste domingo, Zanin acatou pedido da campanha do presidente Lula (PT) para que a votação fosse prorrogada. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, também pediu prorrogação, em eleição marcada por chuvas em partes do país e dificuldade de acesso ao transporte público.
Após a decisão do magistrado, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se reuniram para discutir o caso, e o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, determinou que a votação fosse estendida até 19h (em Brasília) só nas seções em que a votação ainda não foi concluída e em que as urnas permanecem abertas.
Veja pontos que ainda levantam dúvidas sobre o pleito e os comentários dos especialistas.
Quem quis votar após 17h, mas encontrou a seção fechada, tem algum direito?
"Uma pessoa que não pôde votar pode, sim, judicializar dizendo que teve o seu direito cerceado. Isso pode causar uma instabilidade com milhares de decisões pelo país", afirma Amanda Cunha, especialista em direito eleitoral e uma das autoras do livro "Direito Eleitoral Sancionador" (ed. Lumen Juris).
Já Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV (Fundação Getúlio Vargas), entende que a questão foi esclarecida pelo ministro Kassio quando ele elucidou que as seções eleitorais fechadas deveriam permanecer dessa forma, mesmo com a decisão do STF.
"Essas pessoas não tiveram violado contra si a decisão do ministro Zanin, porque se admitiu que a realidade se impõe: você não tem como reabrir as urnas."
Com a extensão do horário, o segundo turno pode ser anulado?
"Quem quer que perca a eleição, vai ter argumento para pedir a anulação do segundo turno e a marcação de um novo", afirma Neisser, para quem essa é a grande questão derivada da decisão de prorrogação.
Segundo Raquel Cavalcanti, professora de direito eleitoral da UFC (Universidade Federal do Ceará), "a extensão do horário talvez deixe evidente uma realidade que seria o real motivo para anular: o fato de que muitos eleitores tiveram sua liberdade de voto desrespeitada", afirma ela, fazendo referência à possível "violação de liberdade do eleitor ao longo de todo o dia" com episódios envolvendo a falta de acesso a transporte público.
Qual seria a justificativa jurídica para uma possível anulação?
Neisser afirma não haver uma "lista fechada de hipóteses" para justificar essa medida. Segundo ele, o desfecho depende de a Justiça Eleitoral entender que a votação foi contaminada e não pôde representar a vontade dos eleitores.
"[Uma anulação] vai depender da construção dos argumentos de quem quer que perca a eleição nesses números que vão ser divulgados", afirmou Neisser, ainda antes da confirmação da vitória de Lula (PT).
Os advogados vão, provavelmente, considerar aspectos como se estados mais a favor de um ou outro candidato tiveram média de fechamento de urnas mais cedo que os do adversário.
As condições climáticas e a acusação de boicote no transporte público são justificativas adequadas para a decisão de prorrogação?
Segundo Neisser, sim. Ele entende que o problema é que a decisão sobre a prorrogação saiu muito tarde. "As duas campanhas haviam pedido ao TSE no meio da tarde. Era mais do que possível o ministro Kassio Nunes ter decidido isso em tempo, mas ele pediu informações aos TREs [Tribunais Regionais Eleitorais] e ao Ministério Público, e a questão acabou sendo decidida pelo Supremo já em cima da hora".
Quem pode pedir uma anulação do segundo turno?
O pedido pode ser feito por candidatos, partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral, diz Raquel Cavalcanti.
Segundo ela, é possível questionar judicialmente o resultado das eleições por meio de ações específicas, como a Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), cabível nos casos de abuso de poder político ou econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, e a Aime (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo), prevista na Constituição Federal para situações de abuso de poder econômico, corrupção ou fraude.
"Essas ações podem resultar na cassação de mandatos e, conforme as circunstâncias, na realização de novas eleições. Entretanto, não basta a existência de uma irregularidade. É necessário demonstrar os requisitos legais para a procedência da ação", explica a especialista.
Politica Livre
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