Ciro Nogueira procura novo advogado e Brasília devia aprender a se valorizar
Charge do Clayton (O Povo/CE)
Vicente Limongi Netto
O famoso e badalado Antonio Carlos Castro, o Kakay, não é mais advogado do senador encalacrado, Ciro Nogueira (PP-PI), porque não houve acordo nos honorários e Kakay saiu dando entrevista demais. Mas continuam amigos de infância.
Kakay pediu 20 milhões de reais, para defender o senador presidente do PP, denunciado pela Policia Federal por envolvimento com Daniel Vorcaro. O senador jura pela honra dele que é inocente. Vítima de armações políticas.
VIDA DURA – O presidente do PP diz que vive com sacrifício, tem apenas o salário de senador. Precisou colocar a mãe dele como suplente para ajudar nas despesas e pagar o combustível de seu jatinho particular com recursos públicos da verba parlamentar do Senado.
Ciro Nogueira não concordou com o valor dos honorários e Kakay arrumou as trouxas, os vinhos importados e os charutos cubanos, e foi cuidar da vida. Que anda muito difícil para muita gente. Inclusive para ele.
Kakay precisa reformar o apartamento que tem em Paris, que costuma emprestar a políticos, magistrados e amigos, mas anda meio duro.

A Torre precisa de iluminação mais moderna
TORRE APAGADA – Brasília é uma cidade marcada por símbolos. Entre eles, a Torre de TV de Brasília ocupa lugar de destaque, um dos pontos mais visitados da capital, cartão-postal vivo, espaço de encontro, turismo e contemplação. Ainda assim, é tratada com uma displicência difícil de compreender.
Enquanto outras cidades do mundo transformam seus monumentos em experiências visuais marcantes, como a icônica Torre Eiffel, que se reinventa todas as noites com uma iluminação planejada, elegante e simbólica, Brasília parece não enxergar o potencial que tem diante dos próprios olhos.
A Torre de TV já é bela por si só, mas poderia ser muito mais, um espetáculo urbano, um marco noturno, um elemento permanente de orgulho coletivo. Imaginem a Torre pulsando luz. Cores que se alternam no céu do Planalto, fachos que se projetam como um chamado, como um abraço luminoso sobre a cidade.
SHOW DE LUZES – Seria uma iluminação majestosa que, noite após noite, transformaria o espaço em um verdadeiro espetáculo, como um show de fogos diário, onde famílias e turistas se reuniriam para compartilhar o mesmo encantamento. A cidade viva, reunida em torno de um símbolo que finalmente emociona.
O que se vê hoje, no entanto, é um esforço ainda tímido. Houve avanços, é verdade. A iluminação melhorou, ganhou algum destaque. Mas ainda está longe do que o monumento merece e do que Brasília pode oferecer. Falta projeto. Falta visão. Falta vontade política.
Uma iluminação cênica bem concebida não é gasto supérfluo, é investimento em turismo, valorização urbana e autoestima. É criar um ponto de referência que dialogue com a cidade, celebre datas, emocione quem passa e encante quem visita. É transformar o ordinário em extraordinário.
MAUS GESTORES – O Brasil está repleto de bons exemplos que não saem do papel por conta de gestores que não ousam, não enxergam e não priorizam o que realmente importa.
É pedir demais imaginar uma iluminação à altura da nossa Torre? Um projeto ousado, tecnológico, com um feixe de luz rotativo no topo, à semelhança do farol da Torre Eiffel, que marque a paisagem e reafirme a presença de Brasília no cenário mundial?
Alguém consegue imaginar aquele mezanino belíssimo, com visão de 360º, sendo administrado pela iniciativa privada? Brasília não precisa de mais concreto, precisa de luz. E, sobretudo, de quem tenha coragem de acendê-la.

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