quarta-feira, maio 20, 2026

Após revelações sobre vínculo com Vorcaro, Flávio fala em “perseguição” e ataque do Estado


Senador tropeça nas próprias controvérsias

Lauriberto Pompeu
O Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, reclamou nesta terça-feira estar sofrendo uma perseguição. Sem citar os vínculos com Daniel Vorcaro, do banco Master, tornados públicos com a divulgação de uma série de mensagens e áudio, Flávio declarou que há um uso “do aparato estatal” contra ele.

– A gente resolve os problemas do Brasil pela política. Estou na política há 24 anos. Tudo que eu quero para minha vida é oferecer um Brasil para as minhas filhas, que seja um Brasil também próspero para as filhas e filhos de todos que estão aqui presentes. Mesmo com todas as perseguições, com todo o sistema querendo manter as coisas da forma como estão, com o Brasil inteiro olhando para Brasília com nojo pela forma como as coisas que estão acontecendo, desrespeito à Constituição, insegurança jurídica, uso do aparato estatal para perseguir adversários políticos – disse.

CRÍTICAS – A declaração aconteceu durante um discurso feito na Marcha dos Prefeitos, que neste ano convidou os pré-candidatos a presidente para falarem aos gestores municipais. O parlamentar também criticou diretamente o PT, partido do presidente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e voltou a dizer que, se eleito, vai promover uma anistia ao todos os envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro, algo que contemplaria seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ter sido condenado por liderar uma trama golpista.

– A era do ódio vai acabar a partir de 2027 porque vamos fazer um governo olhando para frente, sem perseguições, com as instituições voltando a ficar subordinadas à nossa Carta Magna, com os Poderes funcionando com harmonia e independência, com a lei valendo para todos e com anistia ampla, geral e irrestrita para os perseguidos políticos do 8 de janeiro. É assim que a gente vai conseguir alcançar a pacificação, porque vai ser o fim da era do PT.

VISITA A VORCARO – Após uma reunião com parlamentares do PL, Flávio admitiu ter visitado o Vorcaro no fim de 2025. A visita ocorreu na casa do executivo, em São Paulo, quando ele estava em regime de prisão domiciliar após ser detido pela primeira vez.

Na quinta-feira da semana passada, o site Intercept Brasil, revelou mensagens, áudios e documentos que apontam negociações entre Flávio e Vorcaro para financiar “Dark horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente. Segundo a publicação, o acordo previa aportes de cerca de R$ 134 milhões. Desse total, foram repassados cerca de R$ 61 milhões.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As falas de Flávio Bolsonaro, tentando protagonizar a figura de vítima em meio aos caos, não pode nem ser classificada como Piada do Ano, como diria o amigo Carlos Newton. Essa estratégia derradeira é uma afronta à coletividade, uma falta de respeito que mira na ignorância dos que ainda acreditam em suas falácias cada vez mais controversas. Ele nega a si mesmo e logo em seguida reconta suas versões pra lá de suspeitas. Constrangedor. (M.C.)


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Marcha dos Prefeitos mistura vaias, aplausos e disputa política em Brasília

 

Marcha dos Prefeitos mistura vaias, aplausos e disputa política em Brasília

Por Política Livre

19/05/2026 às 20:30

Atualizado em 19/05/2026 às 20:29

Foto: Divulgação/Confederação Nacional dos Municípios

Imagem de Marcha dos Prefeitos mistura vaias, aplausos e disputa política em Brasília

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou nesta terça(19) da 27ª Marcha de Prefeitos

O dia foi cheio nesta terça-feira (19) para quem participou da 27ª Marcha de Prefeitos, encontro anual realizado em Brasília com gestores municipais de todo o país. Entre vaias e aplausos, todos, ao menos aparentemente, deixaram o evento, que acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), inteiros.

No CICB, discursaram neste segundo dia de evento (que vai até quinta-feira, dia 23) nomes como o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB); o do comandante do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e o do presidenciável e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que falou por cerca de 30 minutos após revelar à imprensa o encontro com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ovacionado por apoiadores, mas também ouviu vaias de parte da plateia em Brasília e gritos de "Vorcaro" e "rachadinha", em alusão às suspeitas contra ele quando era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Flávio Bolsoaro fez um discurso com críticas ao governo Lula (PT), que pode participar do evento na quinta-feira, e acenos a grupos mais distantes de candidatura, como mulheres e nordestinos. Ele não participou da rodada de perguntas e respostas que costuma ocorrer no evento organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Mais cedo, o senador se reuniu com as bancadas do PL na Câmara e no Senado para dar explicações sobre o escândalo do Banco Master.

Alckmin - Quem também recebeu vaias no evento foi Geraldo Alckmin. Ele foi chamado para discursar, logo após falas dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. O vice-presidente aguardou alguns segundos para iniciar seu discurso em meio a críticas e aplausos. Ao começar, destacou os tempos em que também foi prefeito — Ele governou Pindamonhangaba entre 1977 e 1982.

A maioria dos gestores municipais do país é vinculada a partidos de centro e de direita. A Bahia é uma exceção. A União dos Municípios da Bahia (UPB), que apoiou a marcha, informou ter levado a Brasília mais de 800 representantes, entre prefeitos e assessores. Vários foram vistos perambulando pelo Distrito Federal, nos gabinetes e casas dos parlamentares, sobretudo dos senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos).

A pauta do evento este ano é a defesa da redução da alíquota patronal do INSS paga pelas prefeituras para atenuar o déficit nos cofres municipais, a discussão sobre a reforma tributária, e a divisão dos royalties do petróleo, além do reforço na agenda de igualdade racial, saneamento, emergência climática, educação e segurança pública. Há, ainda, a previsão de conversas com todos os presidenciáveis.

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Publicado em 20 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Senador tropeça nas próprias controvérsias Lauribert...

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