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Por Carine Andrade, Política Livre
31/08/2026 às 12:15
Foto: Reprodução
Bruno Reis
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), repudiou o episódio envolvendo duas mulheres nuas que participaram de uma caminhada realizada pelo candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), na última sexta-feira (28), no bairro de São Cristóvão, em Salvador.
Em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira (31), durante o lançamento do Programa Fachadas da Memória, voltado à recuperação, valorização, preservação e proteção das edificações históricas da cidade, Bruno Reis afirmou que a iniciativa partiu de um eleitor ligado a um deputado estadual e que ele, que também participou da agenda, não chegou a presenciar o ocorrido.
O fato teve forte repercussão negativa e gerou reações de nomes ligados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), como as candidatas a deputada federal Lídice da Mata (PSB), Olívia Santana (PCdoB) e Ivoneide Caetano (PT), além da presidente do PT de Salvador, Ana Carolina.
“Se eu tivesse visto, de imediato, eu teria interrompido. Nós não concordamos com isso, somos totalmente contra e repreendemos esse tipo de ação”, afirmou.
Na noite deste domingo, o candidato à reeleição, deputado estadual Penalva (União Brasil), publicou uma nota em suas redes sociais isentando o candidato ACM Neto e a chapa majoritária de responsabilidade pelo episódio, que classificou como uma atitude “isolada e impensada” de um eleitor ligado ao seu grupo.
“Isento totalmente a coordenação da campanha de ACM Neto de qualquer responsabilidade pelo ocorrido. A iniciativa partiu, de forma isolada e impensada, de um eleitor, sem qualquer consulta, conhecimento prévio ou autorização minha ou da coordenação da campanha”, diz trecho do comunicado.
O deputado ainda pediu “desculpas pelo constrangimento causado”.
Por Política Livre
31/08/2026 às 13:44
Foto: Reprodução/Arquivo
A propaganda, intitulada "Currículo de Flávio Bolsonaro" afirmava que o candidato teria sido "funcionário fantasma"
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, em decisão liminar, a suspensão de uma inserção da propaganda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que fazia críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A decisão atende a um pedido de direito de resposta apresentado pelo senador e vale até o julgamento do mérito da ação.
A propaganda, intitulada "Currículo de Flávio Bolsonaro", afirmava que o candidato teria sido "funcionário fantasma", "denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha", homenageado um líder de grupo de extermínio no Rio de Janeiro e sido "flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master".
A peça chegou a ser divulgada pelo secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, ex-presidente do partido na Bahia, e foi apagada da rede social X com base na sentença. "A nosso ver, não é questão de atribuir culpa antecipada ou divulgar informações falsas, mas sim de dar o devido nome aos fatos: tratar denunciados e investigados de acordo com sua real condição jurídica é um compromisso com a transparência", declarou o dirigente.
Na decisão, a ministra entendeu que, em uma análise preliminar, a peça publicitária extrapola os limites da crítica política ao construir uma narrativa que associa o candidato a organizações criminosas por meio de informações consideradas descontextualizadas e sem o devido respaldo fático apresentado na propaganda. Segundo ela, embora fatos da vida pública possam ser utilizados em campanhas eleitorais, a forma como foram exibidos tem potencial para induzir o eleitor a erro.
Estela Aranha destacou ainda que a propaganda utilizava a imagem de um suposto currículo profissional de Flávio Bolsonaro, conferindo aparência documental às acusações. Para a relatora, a combinação entre texto, imagens e narração reforça o potencial lesivo da peça ao transmitir ao eleitorado uma percepção incompatível com a situação jurídica atual do candidato.
A magistrada também ressaltou que a denúncia relacionada ao caso da chamada "rachadinha" foi posteriormente arquivada, razão pela qual a propaganda poderia levar o eleitor a acreditar que Flávio Bolsonaro ainda responde atualmente às acusações. A decisão observa que a Justiça Eleitoral não pretende impedir críticas políticas, mas considera irregular a utilização de informações falsas, imprecisas ou gravemente descontextualizadas para influenciar a vontade do eleitor.
Com a decisão, a propaganda fica suspensa imediatamente, e a coligação "Brasil Pronto Pra Mais" e o presidente Lula ficam proibidos de realizar novas exibições da inserção até o julgamento definitivo do pedido de direito de resposta. A ministra determinou ainda a comunicação imediata ao pool de emissoras de televisão para o cumprimento da medida.
Politica Livre
Publicado em 31 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet
Candidatos minimizaram o 8 de janeiro
Míriam Leitão
O Globo
Dos cinco entrevistados no Jornal Nacional, até sexta, a apenas um não foi preciso fazer perguntas sobre democracia. Dois subestimaram o ataque aos Três Poderes de 8 de janeiro, um apresentou uma proposta de extremismo autoritário e o quarto é filho do ex-presidente que tentou o golpe.
Romeu Zema disse que houve apenas “vandalismo”. Ronaldo Caiado prometeu anistia, e não condenou em momento algum os graves atos de conspiração de Jair Bolsonaro. Renan Santos quer um “banho de sangue”, regime de exceção em favelas e descumprimento de ordem judicial.
NEGACIONISTA – Flávio Bolsonaro nega todos os fatos, prometeu indulto, e ameaçou enquadrar o Supremo Tribunal Federal. O presidente Lula ficou como o defensor solitário do regime que o Brasil conquistou com tantas lutas e dores.
A questão democrática permanece presente. Era para os líderes políticos terem entendido a história recente do país, se unido no essencial, a defesa do regime democrático, e divergido apenas nos projetos de governo. Porque assim se pode fazer bons debates eleitorais e uma boa escolha.
Todos eles se disseram democratas, e depois vieram os senões. O ex-governador de Minas Romeu Zema, além de negar a conspiração da qual se tem farta comprovação, alimentou a dúvida sobre a urna eletrônica, o ponto do qual partiu Jair Bolsonaro. Segundo Zema, ele confia na urna, “mas ela pode ser melhorada se tiver o voto impresso”. A mesma lenga-lenga do governo anterior na sua tentativa de minar a confiança no sistema eleitoral brasileiro.
DESENTENDIDO – Zema disse que “não existe na história da humanidade, uma tentativa de golpe ou um golpe de Estado que tenha sido um movimento de vandalismo e depredação”. O ex-governador demonstra não ter entendido que aquele atentado de 8 de janeiro foi parte de uma conspiração ampla que teve envolvimento de militares de alta patente, plano impresso no Planalto para matar o presidente e o vice, ameaça de atentado a bomba em aeroporto.
Defendeu a estranha teoria de que “quem fez, idealizou, mas não levou adiante, não cometeu crime”. Ou seja, os criminosos não cometeram crime porque o golpe fracassou. Não custa lembrar que Zema em 2023 definiu a Conjuração Mineira como “um golpe à coroa portuguesa”. Ah, Minas, que já teve fama de ter políticos argutos.
ANISTIA – Ronaldo Caiado prometeu dar anistia “ampla, geral e irrestrita” para os golpistas sob o argumento de que assim vai pacificar o país. Mas em nenhum momento sequer reconhece que eles cometeram crime. Perguntado, o candidato fugiu da pergunta como tem feito em todas as entrevistas dessa campanha. Nunca condenou os gravíssimos casos que a ação penal trouxe aos autos. Portanto, Caiado não apenas defende a anistia, ele nunca reconheceu que houve os crimes que o país viu.
Renan Santos usou sua eloquência e treino em defesa do presidente Nayib Bukele de El Salvador. Aliás, nesta eleição a meca da direita parece ser o pequeno país da América Central onde direitos humanos têm sido desrespeitados e regras democráticas foram arquivadas em nome do combate ao crime. Suas ideias esquisitas, como a de ter a bomba atômica para ser respeitado pelos vizinhos e pelo mundo, ou a de impor um estado de exceção apenas nas favelas, são apresentadas como se fossem criativas e inteligentes.
“FARSA” – Flávio Bolsonaro foi, claro, o maior defensor da ideia de que não houve golpe, e sim “uma farsa armada para tirar Jair Bolsonaro da vida pública”. Acusou o STF de perseguição ao seu pai. “Não queira ser julgado pelo seu inimigo”, disse ele, falando de Alexandre de Moraes, mas ele foi condenado pelos votos dos ministros da primeira turma.
Moraes foi apenas o relator. E tanto os fatos trazidos pela investigação da Polícia Federal quanto a denúncia da Procuradoria Geral são eloquentes. Entre as muitas mentiras de Flávio, uma foi acusar o brigadeiro Baptista Jr de ser lulista. O militar foi nomeado por Jair Bolsonaro, exatamente quando o então presidente demitiu toda a cúpula das Forças Armadas. Ou seja, era então pessoa de confiança de Bolsonaro.
As mentiras, as falsificações sobre eventos recentes, as tentativas de subestimar o que ocorreu, a defesa aberta de governantes autoritários: tudo isso foi o que se viu durante essa semana de entrevistas de quatro em cinco entrevistados. Pode-se criticar Lula por outras declarações, ou por falta de uma proposta crível de ajuste fiscal, mas ele não precisou ser perguntado sobre democracia.
Publicado em 31 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Evasivo, Flávio trabalha com propostas fantasiosas
Renata Galf
Folha
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência, evitou dizer como deve votar em relação ao fim da escala 6×1 no Senado, mas reforçou que defende proposta alternativa à apoiada pelo governo Lula (PT). Segundo ele, o trabalhador deve ter liberdade para escolher a própria jornada.
As declarações foram dadas em entrevista para o programa Domingo Espetacular, da Record, divulgada neste domingo (30). Ao ser questionado sobre como votaria, caso a apreciação da proposta fosse agora em setembro, ele não cravou qual seria seu posicionamento. Reforçou, porém, que defende um desenho alternativo.
“LIBERDADE” – “O que a gente está defendendo? É a liberdade. Você vai ter todos os seus direitos trabalhistas garantidos como estão na Constituição Federal. Mas vai trabalhar quantas horas você quiser, você vai montar a sua escala de trabalho”, disse Flávio. “Essa é a alternativa que nós vamos oferecer, que é a liberdade para o trabalhador escolher a sua jornada de trabalho.”
Flávio citou casos recentes, como os pedidos de recuperação judicial das Casas Bahia do Habib’s, como argumentos contra a proposta do governo. Ele afirma que tais casos mostrariam que o Brasil tem hoje um “ambiente muito hostil para criação de empregos”.
BANDEIRA DE LULA – A proposta do fim da escala 6×1 sem redução de salário é uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Lula. Aprovada na Câmara no primeiro semestre, ela estava travada no Senado, mas teve avanço nos últimos dias e há expectativa de que seja analisada nesta semana.
O avanço da pauta foi selado na última quarta-feira (26), após reunião do presidente da República com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Na última quinta (27), o senador Omar Aziz (PSD-AM) divulgou o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), atendendo ao governo Lula e mantendo o texto aprovado pela Câmara em maio. Isso porque uma alteração na PEC pelo Senado obrigaria o texto a voltar para a Câmara, o que dificultaria a promulgação antes da eleição.
EMENDAS – A oposição, por sua vez, protocolou 14 emendas para alterar a PEC aprovada pela Câmara. Uma delas propôs manter a jornada de 44 horas semanais na Constituição e deixar uma eventual redução a critério de negociação coletiva ou contrato por hora. Essa ideia segue o modelo defendido por Flávio. A bancada bolsonarista também apresentou uma PEC que estabelece um novo regime de trabalho, com pagamento por hora trabalhada.
Questionado novamente neste domingo quanto a se apresentaria o contrato, novo documentos ou números auditados referentes ao dinheiro dado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio se esquivou e repetiu as mesmas respostas que vem dando em outras entrevistas. O senador tem dito que não haveria nada errado em buscar patrocínio privado para um filme privado.
Apesar de ter prometido prestar contas sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, Flávio tem resumido essa prestação à perícia privada feita pela própria produtora do longa, mas que não detalhou uma série de itens.
INDULTO – Durante a entrevista, ao ser questionado quanto a se indultaria seu pai, que hoje está em prisão domiciliar, Flávio criticou a corte no contexto do julgamento do 8 de Janeiro, dizendo que o processo foi uma “grande farsa” e que houve uma perseguição. Nesse contexto, afirmou que se eleito, trabalhará para que a anistia aos envolvidos no 8/1 seja aprovada ainda neste ano e que, caso não dê tempo, concederá indulto aos condenados.
No último ano, Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele foi apontado como líder de uma trama golpista colocada em marcha ainda durante seu governo, o que incluiu pressão sobre comandantes militares para a adoção de medidas de exceção que evitassem a posse de Lula e o mantivessem no poder.
MINISTÉRIO – Questionado se Jair Bolsonaro seria um ministro, caso ele quisesse participar do governo, Flávio respondeu que dependeria da decisão do próprio pai, mas que nunca conversou com ele a respeito. “Vai depender da vontade dele”, disse o senador, que afirmou ter no pai um conselheiro.
Durante a entrevista, Flávio falou ainda sobre o STF, acrescentando que o próximo presidente deve poder indicar ao menos quatro ministros à corte, contando a vaga decorrente da aposentadoria de Luís Roberto Barroso e que ainda não foi preenchida, depois de o governo Lula ver o nome de Jorge Messias ser rejeitado no Senado.
“PATRIOTAS” – Flávio evitou adiantar nomes que indicaria, caso eleito, mas afirmou que seriam patriotas, e também contra o aborto e contra as drogas. “Eu vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém”, disse. “O perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo.”
Ao longo de todo seu governo, o ex-presidente Jair Bolsonaro manteve uma postura de ataques ao STF, que deu uma série de decisões contrárias aos interesses do então mandatário. Fora do poder, o bolsonarismo mira neste ano as eleições do Senado, tendo como bandeira o impeachment de ministros da corte.
Psiquiatra Raíza Alves Pereira explica como a vergonha pode ocultar sintomas e atrasar o diagnóstico e o tratamento do TOC
Dúvidas incessantes sobre ter deixado a porta destrancada ou a torneira aberta. Medo de contaminação que leva a higienizar as mãos até feri-las. Revisar mentalmente conversas ou acontecimentos para ter certeza de que não disse algo inadequado ou não cometeu algum erro. Evitar dirigir por medo de atropelar alguém sem perceber. Contar passos ou rezar em uma sequência específica. Tocar repetidas vezes uma maçaneta, acender e apagar uma lâmpada ou repetir uma oração até sentir: “Ufa! Agora ficou certo”. Evitar pegar um bebê no colo por medo de machucá-lo. Pensamentos sexuais involuntários, profundamente repugnantes e incompatíveis com seus valores.
Segundo a psiquiatra e coordenadora do Programa TOC e Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo da Holiste Psiquiatria e Mestre em Medicina e Saúde, Raíza Alves Pereira, à primeira vista, essas experiências parecem não ter relação entre si. Podem soar como manias ou idiossincrasias. “No entanto, todas podem ser manifestações do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Trata-se de uma condição marcada pela presença de obsessões — pensamentos, imagens ou impulsos intrusivos, indesejados e recorrentes — frequentemente acompanhadas de compulsões, comportamentos ou atos mentais realizados na tentativa de aliviar o sofrimento que provocam”, explica.
De acordo com a médica, o TOC costuma surgir cedo, muitas vezes em fases decisivas do desenvolvimento, como a infância e a adolescência. “Apesar disso, seu reconhecimento costuma demorar anos”, enfatiza a especialista da Holiste Psiquiatria. Em um estudo norte-americano com adultos com TOC, o intervalo médio entre o início do transtorno e o diagnóstico foi de aproximadamente sete anos. Assim, o adoecimento atravessa diferentes etapas da vida, interferindo na trajetória escolar, nos relacionamentos, na inserção profissional e na autonomia. A psiquiatria ressalta que o impacto sobre a qualidade de vida é comparável ao observado em pessoas com esquizofrenia. “Ainda assim, a doença continua sendo lembrada, no imaginário popular, quase exclusivamente pela caricatura da “mania de limpeza”. Quando aquilo que uma pessoa vive não se parece com essa imagem, reconhecer-se como alguém que pode ter TOC torna-se ainda mais difícil”, salienta.
A vergonha é um componente central do TOC. A maioria dos pacientes reconhece que seus pensamentos são excessivos e incongruentes com o que acreditam. Muitos passam a interpretá-los como evidência de um defeito moral, como se um pensamento tivesse o mesmo peso que uma ação.
É frequente que o conteúdo das obsessões envolva justamente aquilo que a pessoa mais valoriza: seus filhos, sua fé, sua moralidade, sua responsabilidade ou sua identidade. Por isso, pensamentos intrusivos podem ser interpretados não como sintomas, mas como revelações sobre quem se é. O transtorno deixa de produzir dúvidas apenas sobre o mundo e passa a produzir dúvidas sobre si mesmo: “E se eu for uma pessoa ruim?”, “O que é meu e o que é do TOC?”. A vergonha alimenta o isolamento, favorece a ocultação dos sintomas e pode fazer parte do ciclo de manutenção do transtorno, reforçando as compulsões.
Há, de um lado, sintomas difíceis de revelar e, do outro, manifestações clínicas que nem sempre são investigadas. Esse desencontro pode adiar por anos o diagnóstico e o tratamento adequados. A vergonha costuma ser uma das primeiras barreiras ao tratamento do TOC. Entender que pensar em algo não é o mesmo que desejar ou agir, e que esses pensamentos são manifestações de um transtorno, não reflexos do caráter, pode transformar a maneira como os pacientes se relacionam com seus sintomas. Tratar esses sintomas começa por torná-los reconhecíveis e permitir que aquilo que permaneceu escondido por anos seja finalmente dito.
📷 Divulgação / Mkt da Holiste Psiquiatria
Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida
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