segunda-feira, março 16, 2026

URGENTE! FASCISTAS INCITAM ÓDIO E VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

 URGENTE! FASCISTAS INCITAM ÓDIO E VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Madame michelle bostanauro e parlamentares da extrema-direita acabam de cometer um dos maiores crimes de ódio contra os jornalistas, fomentando uma onda de ataques e ameaças a esses profissionais e suas famílias. Em 57 anos de jornalismo (completo no próximo de 1º de abril, eu juro!), jamais vi nada semelhante.

Baseada no vídeo pífio de uma seguidora da seita, que acusa os repórteres que se encontram em frente ao hospital onde o inelegível está internado de estarem conversando sobre a possível morte dele (nada comprova, é uma acusação meramente aleatória, sem qualquer diálogo que a sustente), michele amplificou a falsa denúncia em sua rede do instagram, com mais de 8 milhões de seguidores, com a legenda “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13″.

Os fascistas também estão espalhando montagens e vídeos com uso de Inteligência Artificial incitando a violência contra os profissionais, além de exporem fotos de filhos e familiares, como forma de intimidação.

Já há relatos de inúmeros ataques a jornalistas e seus familiares, por conta dessa campanha criminosa e irresponsável. Repórteres que aparecem nas imagens estão sendo identificados e atacados nas redes sociais e nas ruas. Duas repórteres foram reconhecidas no transporte público e sofreram ataques presenciais. Em um dos casos, foi divulgado um vídeo, feito com IA, sugerindo que uma jornalista fosse esfaqueada. Em postagem no X, usuário chama repórter de "vagabunda". "Vc é a vagabunda que ficou desejando a morte do Bolsonaro, né? Agora somos nós que desejamos a sua! E vc é repórter de rua, né? Que chato! O Brasil é um país tão violento!", diz a publicação. Outro jornalista recebeu postagem com ameaças a seu filho. Profissional, que não quis se identificar, acabou fechando as redes sociais e registrou BO sobre o ocorrido.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção aos profissionais.

A ABI lançou a seguinte nota de Repúdio:

“A Associação Brasileira de Imprensa repudia as manifestações de hostilidade e ódio dirigidas a jornalistas que realizam a cobertura da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro, nos últimos dias, em Brasília.

Profissionais de imprensa que cumprem seu dever de informar a sociedade têm sido alvo de ataques verbais e intimidações por parte de apoiadores do ex-presidente, em um ambiente de crescente hostilidade contra o trabalho jornalístico.

Causa indignação a atitude da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que compartilhou em suas redes sociais um vídeo com ataques a jornalistas. O material, produzido por uma influenciadora bolsonarista e amplificado por parlamentares da extrema direita, foi difundido sem qualquer verificação, disseminando desinformação e expondo profissionais que apenas exerciam seu trabalho.

A partir dessa campanha, jornalistas que aparecem nas imagens passaram a ser identificados e atacados nas redes sociais. As agressões ultrapassaram o ambiente digital: repórteres foram reconhecidas na rua e no transporte público e sofreram ataques presenciais. Também circularam montagens e vídeos com uso de Inteligência Artificial simulando violência contra profissionais, além da exposição de fotos de filhos e familiares como forma de intimidação.

É inadmissível que figuras públicas utilizem sua influência para difundir conteúdo falso ou estimular campanhas de difamação contra jornalistas. Esse tipo de prática não ameaça apenas indivíduos, mas representa um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação.

O episódio remete ao período de 2019 a 2022, em que a violência contra jornalistas foi praticada e estimulada diretamente pelo próprio Bolsonaro, então presidente da República, por meio de diversos episódios de triste memória. Foram diversas as ocasiões em que entrevistas coletivas na Presidência da República se tornavam espaços para ataques aos profissionais de imprensa no “cercadinho” sob o comando de Bolsonaro e apoiadores.

Manifestamos solidariedade aos profissionais que estão em serviço e reiteramos a defesa incondicional do respeito à atividade jornalística e à liberdade de imprensa.

Rio de Janeiro, 15 de março de 2026

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA

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