Salvador (BA), 16 de março de 2026 - O Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter) do Banco do Nordeste (BNB) tem transformado a mandiocultura no extremo sul baiano. Por meio do Plano de Ação Territorial (PAT) e uma série de ações coordenadas para o fortalecimento da atividade, a região registrou um aumento significativo na produtividade média, que saltou de 12 para 40 toneladas por hectare, segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Bahia). O avanço é fruto de uma estratégia que une oferta de crédito, capacitação técnica e acompanhamento das famílias produtoras.
Os resultados positivos se refletem no volume de investimentos com o setor. Nos últimos dois anos, o BNB registrou crescimento superior a 76% nas operações voltadas à cultura na Bahia, saltando de R$ 25,7 milhões para R$ 45,3 milhões em financiamentos, distribuídos em mais de 3.300 operações.
De acordo com o consultor do Senar Bahia e técnico em agropecuária especialista em agroecologia, Adonias Lima, o aumento da produtividade é uma resposta direta ao manejo adequado e às capacitações oferecidas aos produtores. “Saímos de um cenário de 12 toneladas por hectare para uma média de 40 toneladas, com casos excepcionais de produtores que, ao aplicarem integralmente as tecnologias sugeridas, alcançaram a marca de 80 toneladas por hectare", pontuou Adonias.
Um desses casos de sucesso é o do produtor Demóstenes Silva, que viu sua lavoura se transformar. "O PAT trouxe uma mudança de visão. Antes, a mandioca não tinha tanta credibilidade, mas aprendemos que ela exige manejo e cuidados como qualquer outra cultura. Nossa produtividade deu um salto, mostrando o verdadeiro potencial da lavoura quando temos o suporte certo", destacou o agricultor.
Diante do êxito do primeiro ciclo, que promoveu a ampliação para 70 novas variedades de mandioca e a modernização do beneficiamento, o BNB lançou, no início de 2026, o segundo PAT da mandiocultura, com execução prevista até 2028. O novo plano contemplará os municípios de Alcobaça, Itamaraju, Jucuruçu e Prado, com foco na reestruturação das unidades de beneficiamento por meio da tecnologia social “Farinheira Sustentável”.
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