segunda-feira, março 16, 2026

Aos 94 anos, Bernardo Cabral critica a omissão do governo na crise hídrica


Bernardo Cabral, o estadista da República | Monitor Mercantil

È preciso garantir uma melhor qualidade de vida, diz Cabral

Vicente Limongi Netto

Hoje, quando a escassez de água tornou-se um tormento para governantes e população, vale recordar que há 30 anos, como senador, palestrante e escritor, Bernardo Cabral já ponderava e alertava sobre o assunto. Dizia Cabral:

“É preciso colocar-se na agenda da humanidade, como questão central, a falta de planejamento e racionalidade no uso dos recursos hídricos, uma constante que começa a ameaçar o abastecimento adequado”.

CRISE HÍDRICA – Como senador, Bernardo Cabral foi relator, em 1997, da lei que criou a política Nacional dos Recursos Hídricos. Em 2000, foi, também, relator no senado da lei que criou a Agência Nacional de Águas. Em 2004 Cabral continuava na sua pregação, no Brasil e no exterior, chamando a atenção para a crise hídrica.

O ex-ministro da Justiça, ex-presidente nacional da OAB, ex-relator geral da constituinte, o ex-senador antevia que o Brasil teria imensas dificuldades para lidar com o tema, e continua insistindo para que haja providências.

“A falta de planejamento e racionalidade no uso de recursos hídricos não é, por certo, uma característica isolada das grandes cidades, mas, sim, uma constante em todo o Brasil, que começa a ameaçar o abastecimento adequado dos vários aglomerados urbanos”, salienta o ex-senador, que no próximo dia 27 completa 94 anos de idade. 

MÃE DA VIDA – Em suas manifestações, Cabral destaca que “a mãe de toda a vida na terra é a água. Dela surgiu a vida. Dela a vida se nutre”.

Como relator-geral da Assembléia Constituinte Magna, o parlamentar perenizou a Zona  Franca de Manaus na Constituição. Ele tem diversos livros tratando de recursos hídricos, todos com edições esgotadas.

O Amazonas e os amazonenses devem eterna gratidão e respeito a Bernardo Cabral, que não está nada satisfeito com a omissão do governo federal e dos respectivos governos estaduais da Amazônia, em relação à falta de tratamento de esgotos nas cidades da região, uma situação revoltante.

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