Publicado em 12 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Procurador Júlio Marcelo pediu a investigação no IBGE
Eduardo Brito
Jornal de Brasília
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu ao Tribunal de Contas da União o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann (foto). Os resultados da auditoria já foram enviados ao relator, ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa.
Como justificativa, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira alega risco de uso político dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) em ano eleitoral, situação que “impõe aos dirigentes de instituições técnicas o dever reforçado de cautela, autocontenção e respeito absoluto à autonomia científica, de modo a prevenir qualquer forma de instrumentalização política das estatísticas oficiais”.
DANO POTENCIAL – “O descrédito nas estatísticas oficiais — notadamente no cálculo do PIB e nos índices de inflação — possui elevado potencial de causar dano ao erário”, argumenta, apontando ainda que tal descrédito “já deve estar ocorrendo em alguma medida”.
Economista ligado às ideologias de esquerda, Pochmann escolheu a sede do Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE para tomar posse, sob a promessa de que seu mandato daria voz aos técnicos. A principal reivindicação, porém, não foi cumprida.
Os servidores pediram um congresso institucional aos moldes do que ocorre na Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas o presidente entregou o que chamou de “Diálogos IBGE”. Na esteira do projeto, Pochmann alegou que havia, ali, a sugestão dos servidores para a criação da Fundação IBGE+, que captaria recursos da iniciativa privada para novos projetos.
POCHMANN MENTIU – O sindicato, no entanto, contesta. A categoria alega que revisou toda a documentação do projeto, e nada foi encontrado sobre a iniciativa. Ou seja, os técnicos do Instituto não aprovaram a proposta de criação do IBGE+;
Em meio à crise, o IBGE+ foi extinto por determinação do TCU. O Ministério Público de Contas alega que só é possível criar esse tipo de fundação por meio de lei.
Mas não foi o que ocorreu. Pochmann foi diretamente a um cartório no Rio de Janeiro e abriu o novo órgão.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A crise é da maior gravidade e acontece justamente quando Pochmann, completamente desprestigiado e desprezado pelo corpo técnico, anuncia que a inflação acumulada no Brasil recuou para 3,81% em 12 meses, ficando abaixo da marca de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Como diz Délcio Lima, essa bagaça não vai dar certo. (C.N.)