segunda-feira, março 30, 2026

Moraes manda Bolsonaro explicar publicação de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

 

Moraes manda Bolsonaro explicar publicação de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

Por Luísa Martins / Folha de São Paulo

30/03/2026 às 11:13

Foto: Sérgio Lima/AFP

Imagem de Moraes manda Bolsonaro explicar publicação de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

Em vídeo, filho do ex-presidente diz fazer gravação para mostrar ao pai, que está impedido de usar redes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que a defesa de Jair Bolsonaro explique uma publicação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para avaliar se há violação à proibição de uso das redes sociais, uma das regras da prisão do ex-presidente em regime domiciliar.

Se Moraes entender que houve burla, Bolsonaro, que está em prisão domiciliar humanitária temporária para cuidar de seus problemas de saúde, poderá voltar para o regime fechado. Os advogados têm 24 horas para prestar esclarecimentos.

A publicação a que o ministro se refere é um vídeo que circulou no X em que Eduardo, filho do ex-presidente, diz a uma plateia que está gravando sua fala para depois mostrar para o pai.

"Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado", diz Eduardo.

A declaração ocorreu durante a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), evento realizado entre 25 e 28 de março nos Estados Unidos, onde o ex-deputado —réu sob a acusação de tentar atrapalhar a investigação sobre a trama golpista— mora há cerca de um ano.

Na decisão em que pede explicações à defesa de Bolsonaro, Moraes relembra que a prisão domiciliar humanitária está condicionada a uma série de requisitos, entre eles a proibição do uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Moraes também proibiu a gravação de vídeos ou áudios pelo próprio ex-presidente ou por meio de terceiros. O ministro disse que o descumprimento das regras implicará na revogação da domiciliar e no retorno imediato ao regime fechado.

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