terça-feira, maio 19, 2026

AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

 

AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

Por Isadora Albernaz, Folhapress

19/05/2026 às 14:17

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

Fachada do edifício sede da Advocacia-Geral da União (AGU)

A AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestou nesta terça-feira (19) pela suspensão da Lei da Dosimetria, que reduz a pena de condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e defendeu que o STF (Supremo Tribunal Federal) declare o texto inconstitucional.

Em seu parecer, o órgão afirma que "premiar" a atuação dos condenados pelos atos golpistas com uma redução de até dois terços da pena "inverte a lógica de agravamento", uma vez que o número de pessoas que participou dos atos potencializa o dano e dificulta a defesa das instituições.

"A gravidade da proteção insuficiente gerada pela lei, outrora vetada pelo presidente da República, exige a atuação do Supremo Tribunal Federal como guardião da Constituição, restaurando a coerência axiológica do sistema e garantindo que os atentados contra a democracia recebam a resposta firme, técnica e proporcional que a gravidade de suas condutas exige perante a história", diz a AGU.

A dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional ainda no ano passado e já foi suspensa em 9 de maio pelo ministro Alexandre de Moraes, sorteado relator de ações na corte que questionam a validade da medida.

Na decisão, o ministro diz que aguardará o julgamento do plenário da corte sobre a constitucionalidade da lei.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou a Lei da Dosimetria em 8 de maio, depois de o presidente Lula (PT) deixar vencer o prazo após seu veto integral ao texto ter sido derrubado pelo Congresso.

Com isso, advogados dos réus acionaram o STF com pedidos de redução de pena com base na nova lei. Ainda na sexta, porém, a federação PSOL-Rede e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) também entraram com ações na corte para barrar a norma, pedindo que o texto fosse considerado inconstitucional e que uma medida cautelar (decisão urgente) suspendesse sua eficácia.

A federação constituída por PT, PC do B e PV também acionou o STF com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Ela argumenta que a vigência da Lei da Dosimetria até o julgamento da ADI iria criar um "incentivo perverso para a organização de novos ataques às instituições democráticas".

Como mostrou a Folha, ao julgar a constitucionalidade da lei, o STF tende a validá-la, mas com recados sobre combate a atos antidemocráticos. Há um consenso de que a redução de penas é uma prerrogativa do Legislativo, mas parte dos ministros diz entender que a medida pode significar incentivo a novos atos antidemocráticos.

Politica Livre

Escândalo do Master arrasta BRB para operação bilionária e risco institucional

Publicado em 19 de maio de 2026 por Tribuna da Internet


Flávio Bolsonaro admite encontro com Daniel Vorcaro após prisão do ex-banqueiro


Flávio disse encontro foi para colocar ‘ponto final nessa história’

Carolina Linhares
Isadora Albernaz
Folha

O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou Daniel Vorcaro, do Banco Master, depois da primeira prisão do ex-banqueiro, no fim de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada por Flávio nesta terça-feira (19).

O encontro em novembro ocorreu na casa de Vorcaro em São Paulo, depois que o ex-banqueiro foi liberado da prisão por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou restrições como o uso de tornozeleira eletrônica.

“PONTO FINAL” – Em entrevista nesta terça (19), Flávio afirmou que procurou Vorcaro para colocar “um ponto final nessa história” e relatou ter dito ao ex-banqueiro que, se tivesse sido avisado que a “situação era grave”, ele teria procurado outro investidor para o filme “Dark Horse” (“azarão”, em inglês), sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“No final de 2025, houve aquele áudio, que todos ouviram, em que eu peço uma luz, uma palavra final sobre o que ia acontecer. Estava em um grande risco de o filme ser encerrado. Seria uma catástrofe. E no dia seguinte ele foi preso. Foi nesse momento que nós vimos ali que deu uma virada de chave, entendemos melhor que a situação era muito mais grave”, disse na sede do PL, em Brasília.

Apesar de ter confirmado o encontro com Vorcaro, Flávio não respondeu quando foi questionado pela Folha sobre por que não contou sobre a reunião com o dono do Master antes. O senador deixou a sede do PL sem responder às perguntas dos jornalistas.

FINANCIAMENTO – Como revelou o site The Intercept Brasil, o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai. O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção. Desde então, Flávio vem tentando conter os danos para a pré-campanha à Presidência e enfrenta uma crise de confiança entre aliados.

Na esteira do caso “Dark Horse”, ele se reuniu nesta manhã com as bancadas do PL na Câmara e no Senado para dar explicações sobre o escândalo e tratar do posicionamento do grupo sobre o fim da escala 6×1.

Ao justificar sua relação com o então banqueiro, o pré-candidato do PL repetiu que Vorcaro “circulava em todas as rodas em Brasília” e que, na época das negociações para financiar o longa-metragem sobre o ex-presidente, o dono do Master era uma “pessoa acima de qualquer suspeita”. “Ainda no final de 2024, em um jantar com um amigo comentando sobre a dificuldade de arrumar investidores aqui no Brasil, ele disse que conhecia uma pessoa que já tinha investido em outros filmes e me apresentou a esse investidor, que é o Vorcaro”, relatou Flávio.

FUNDO NOS EUA – A Polícia Federal também suspeita que o montante repassado por Vorcaro pode ter sido usado para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025. Isso porque recursos da Entre Investimentos e Participações, que tem ligações com Vorcaro, chegaram a um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas, nos EUA.

Flávio afirmou que pediu ao fundo americano e à produtora brasileira que apresentem, em até 30 dias, uma prestação de contas com o detalhamento das despesas com o filme. Além disso, ele disse que o valor investido por Vorcaro será deixado “à disposição” das autoridades brasileiras.

“Assim que o filme começar a dar o resultado, o valor aplicado no filme em função do investimento por intermédio dessa empresa indicada pelo Daniel Vorcaro vai ser separado para que fique à disposição das autoridades brasileiras para fazer o que entender que está dentro da lei”, disse.

APOIO – Flávio revelou o encontro pessoal com Vorcaro aos deputados e senadores do PL durante a reunião. Segundo os parlamentares presentes, mais da metade do tempo da reunião foi dedicada ao assunto Vorcaro. Sob reserva, eles afirmaram que saíram satisfeitos com as explicações dadas por Flávio e que o senador agradeceu a unidade e o apoio da bancada em relação a essa crise da sua pré-campanha.

Ao menos dois deles afirmaram à Folha que o encontro pessoal de Flávio e Vorcaro após a prisão do ex-banqueiro não agrava a situação porque ainda está dentro do contexto das tratativas sobre o filme. Segundo eles, esse era um assunto que Flávio deveria tratar pessoalmente e que, naquela altura, enviar mensagens ao celular de Vorcaro seria ainda pior.

“PÁGINA VIRADA” – O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que “essa página foi virada”. “Se acontecer algo fora do filme, aí sim será surpresa”, respondeu a respeito da revelação do encontro. Parte dos parlamentares bolsonaristas afirmou ainda que a relação entre Flávio e Vorcaro é uma narrativa, que acabou inflada, e que deve ser derrotada. Eles reforçaram o contra-ataque que tem sido usado como resposta à crise —o apoio à instalação da CPI do Master e a ressalva de que Lula também se reuniu com o ex-banqueiro.

Na reunião, Flávio ainda exibiu um trailer de “Dark Horse”, que ele publicou em suas redes em seguida. Esteve no encontro a maior parte dos senadores e deputados do PL, inclusive os líderes. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos poucos ausentes. Sua assessoria informou que ele cumpria agenda no Acre.

Na última sexta (15), o senador disse que novas informações sobre “algum encontro” entre ele e Vorcaro poderiam ser divulgadas. “Pode vazar um videozinho mostrando o estúdio, que eu possa ter enviado para ele, ou algum encontro que eu possa ter tido com ele. Foi tudo para tratar exclusivamente do filme. Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, declarou em entrevista à CNN Brasil.

“POUCAS VEZES” – Na ocasião, ele disse que se encontrou pessoalmente “poucas vezes” com Vorcaro, todas para tratar da produção, e que o dono do Master ainda não era investigado. O ex-banqueiro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior. Segundo investigadores, ele tentava fugir do Brasil para evitar ser preso pelas fraudes no caso. A defesa do ex-banqueiro nega.

No dia seguinte, o Master foi liquidado pelo Banco Central. Dez dias depois da primeira prisão, Vorcaro foi solto e passou a usar tornozeleira eletrônica. Em 4 de março de 2026, foi detido novamente. Segundo as investigações, o ex-banqueiro mantinha uma milícia privada chamada “A Turma” com o objetivo de coagir e ameaçar seus desafetos.

Flávio Bolsonaro pede para TSE suspender divulgação de pesquisa que mostra queda de intenção de voto.

 

Flávio Bolsonaro pede para TSE suspender divulgação de pesquisa que mostra queda de intenção de voto

Por Redação

19/05/2026 às 12:20

Foto: Jefferson Rudy/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Flávio Bolsonaro pede para TSE suspender divulgação de pesquisa que mostra queda de intenção de voto

Flávio Bolsonaro

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a suspensão da divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg que mostra queda de seis pontos nas intenções de voto do pré-candidato à Presidência, em cenário de segundo turno contra o presidente Lula (PT).

A pré-campanha afirma que o questionário da pesquisa "teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro". O bolsonarista sustenta ainda que a disposição das perguntas e temas, com "uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados".

O questionamento é feito após divulgação de um áudio do senador pedindo dinheiro ao então banqueiro Daniel Vorcaro.

A pesquisa ouviu 5032 eleitores do dia 13, quando os diálogos entre Flávio e Vorcaro foram revelados, ao dia 18. O levantamento questionou os eleitores se eles ficaram sabendo do conteúdo, e 95,6% respondeu positivamente.

De acordo com o questionário disponibilizado pela Atlas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o conteúdo do áudio de fato foi exibido aos entrevistados, mas somente como último item da pesquisa. Os eleitores que colaboraram para o levantamento foram submetidos a 48 perguntas.

Na última, os entrevistados analisaram um vídeo com o áudio e podiam arrastar para a direita quando estivessem "avaliando de forma mais positiva" e para esquerda quando estiverem "avaliando de forma mais negativa o conteúdo". A peça tinha imagens de Flávio e Vorcaro, para ilustrar o diálogo.

"A pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação público", afirmou a campanha de Flávio. O grupo argumenta que o levantamento não apenas mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou "estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral".

A representação também pede a apuração de possível prática de crime eleitoral.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-06939/2026 e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Politica Livre



Alegações de Flávio Bolsonaro para derrubar pesquisa são falsas, diz analista do AtlasIntel


O pré-candidato à Presidência acionou o TSE contra levantamento que aponta queda acentuada em suas intenções de voto


POR LEONARDO MIAZZO

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