Salvador (BA), 16 de maio de 2026 - O Banco do Nordeste (BNB) aplicou, na Bahia, cerca de R$ 300 milhões em operações para agricultores familiares que atuam em atividades produtivas de base agroecológica, em 2025. O montante foi financiado com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e distribuído em 26.742 operações. Na comparação com 2024, o volume de crédito cresceu 185% e o número de operações subiu 220%. Os produtores acessam linhas como Pronaf Floresta, Sistema Agroflorestal e Sistema Produtivo Agroecológico ou Orgânico. A principal ferramenta de crédito utilizada foi o Agroamigo, o programa de microfinança rural do BNB.
Segundo o superintendente do Banco no estado, Pedro Neto, as práticas agroecológicas financiadas pelo Banco vêm crescendo nos últimos anos. “Cada vez mais, os agricultores estão atentos às questões de sustentabilidade da produção, incorporando técnicas e garantindo a qualidade dos produtos. Temos acompanhado a demanda crescente como um efeito natural do incentivo às boas práticas e a programas como o de Desenvolvimento Territorial, do Banco do Nordeste, que propõe capacitação aos agricultores para alcançarem as certificações agroecológicas”, comentou o gestor.
Para 2026, a expectativa é que sejam contratados ainda mais recursos na Bahia pela linha Agroecologia Agroamigo. O Banco do Nordeste prevê a celebração de quase 22 mil financiamentos que devem mobilizar R$ 421 milhões. Para toda área de atuação do Banco, que engloba estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, a previsão é que sejam contratadas cerca de 97 mil operações com desembolso de R$ 1,8 bilhão. Esses números superam os realizados em 2025, quando foram firmados 124 mil contratos (290% a mais que em 2024) no valor total de R$ 1,6 bilhão (335% a mais que em 2024). Pronaf Agroecologia O Pronaf Agroecologia é um crédito de investimento para sistemas de base agroecológica ou orgânica. A linha contempla inclusive gastos relativos à implantação e manutenção do empreendimento, além de pagamentos de serviços destinados à conversão da produção e certificação. Cada mutuário pode contratar até R$ 450 mil por ano agrícola, em operações destinadas às atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura. Para os demais empreendimentos e finalidades, o valor máximo por mutuário é de R$ 250 mil a cada ano agrícola.
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