
Ciro diz que apoio a Flávio depende da posição do PSDB
Lívia Goulart
Folha
Cotado para disputar a Presidência da República, Ciro Gomes (PSDB) afirmou que será candidato ao Governo do Ceará na eleição deste ano. Ele anunciou a intenção de entrar na disputa estadual no sábado (9), em Fortaleza, a integrantes do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em vídeo divulgado pelo deputado federal Doutor Jaziel (PL-CE), Ciro afirma que eles foram figuras importantes na decisão de disputar a eleição no Ceará. “Estavam comigo quando tive dúvida se deveria ser pré-candidato.”
OPÇÃO PARA POLARIZAÇÃO – A assessoria de Ciro confirmou à Folha a escolha pela eleição estadual. Ao portal G1 ele afirmou que “queria ser uma opção para essa polarização”, mas pendeu para o Ceará. No anúncio em Fortaleza, estavam presentes os deputados estaduais Alcides Fernandes, pré-candidato ao Senado, e Dra. Silvana, ambos do PL do Ceará, além de Dr. Jaziel (PL-CE), que se autodenomina “um dos poucos cearenses que fazem oposição a Lula em Brasília”.
Questionada pela reportagem, a assessoria de Ciro afirma que eventual apoio a Flávio Bolsonaro depende do caminho que o PSDB seguir no âmbito nacional. O presidente do partido, Aécio Neves (PSDB), afirmou, em novembro passado, que não iria apoiar a reeleição do presidente Lula (PT) nem a candidatura de qualquer um dos Bolsonaros.
LEVANTAMENTO – Ciro esteve à frente do Governo do Ceará entre 1991 e 1994. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada no final de abril deste ano, ele liderava a disputa no estado contra o governador Elmano de Freitas (PT), mas perderia em cenário contra Camilo Santana (PT).
No segundo turno, Ciro batia Elmano por 46% a 35%. Já contra Camilo a vantagem se invertia, mas por margem mais apertada, com vitória do petista por 44% a 39%. Após ser convidado por Aécio para a disputa ao Palácio do Planalto, Ciro havia dito que tomaria uma decisão em maio. Em 2022, quando estava no PDT, ele concorreu à Presidência pela quarta vez, ficando apenas em quarto lugar, com 3%.
No Ceará, após Elmano ter aparecido atrás de Ciro em pesquisas, Camilo Santana, que se descompatibilizou do ministério de Lula em abril, passou a ser cogitado para substituí-lo na disputa.