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Ministra defendeu a participação feminina na Justiça Eleitoral
Pepita Ortega
O Globo
A ministra Cármen Lúcia reforçou a necessidade de garantir a presença feminina nos espaços públicos em sua última sessão como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A ministra defendeu a participação de mulheres na Justiça Eleitoral para que não prevaleçam as “desigualdades sociais, cívicas, políticas e econômicas” em razão da “violência bárbara” praticada contra as mesmas.
“Isso não é um problema de civilidade, é um problema de humanidade. E o que queremos é a uma Justiça para seres humanos e humanas igualmente dignos. Esperamos que isso continue na Justiça Eleitoral, que tem servido também como exemplo da capacidade de termos uma sociedade muito mais igual para todas as pessoas”, assinalou. A ponderação teve início quando a magistrada defendia que advogadas tenham o mesmo espaço e possibilidade que os colegas homens e ascendam a cargos públicos.
“MATRIZ DA URNA ELEITORAL” – A ministra afirmou ainda que o País é exemplo de “matriz da urna eleitoral”. “Que a gente chegue ao momento em que possamos nos considerar matriz de democracia para toda sociedade, cumprindo as determinações de construção de uma sociedade livre justa e solidária. Somos capazes de demonstrar ao mundo que podemos viver em paz em condições de igualdade e com respeito as liberdades”, completou.
Cármen ainda fez um breve balanço de sua gestão. Ao longo da mesma, o TSE realizou mais de 300 sessões, 159 delas para julgamento presencial, tendo julgado 5215 processos ao todo. Antes do discurso a ministra foi homenageada e foi aplaudida de pé pelos ministros e demais presentes na sessão.
O presidente eleito da Corte, Kassio Nunes Marques, ressaltou o fato histórico de Cármen Lúcia ser a primeira mulher a presidir o TSE por duas eleições e afirmou que a ministra “defendeu os institutos mais caros da democracia com comprometimento próprio de quem é apaixonado pelo país”.
VISIBILIDADE – O ministro enfatizou a visibilidade dada por Cármen à participação feminina na vida pública, defendendo um tratamento justo para as mulheres nas eleições e também na própria composição da justiça eleitoral.
Kassio indicou ainda que Cármen “conduziu o tribunal por um caminho seguro” e afirmou que ele e os demais ministros seguirão as “trilhas desbravadas” pela ministra”. Como sucessor da atual presidente, ainda pontuou que será fiel ao exemplo dado na condução nas eleições de 2024, com a “firmeza no cumprimento de normas, zelo na garantia de direitos e serenidade na condução dos trabalhos”. O ministro exaltou o “gigantismo” da gestão da ministra e a “magnanimidade” do que a ministra representa para a Justiça Eleitoral.
O procurador-geral da República Paulo Gonet também homenageou a ministra, afirmando que Cármen deixa na memória da Corte eleitoral “os melhores traços de sua exitosa, culta e íntegra” história na Justiça. Segundo o PGR, “o tempo guardará o registro do empenho” da ministra na proteção e na consecução dos valores da Constituição, assim como na “defesa intransigente da democracia e da efetivação dos direitos básicos”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ao invés de trocar elogios desnecessários e triviais, os ministros do Supremo deveriam estar preocupados em limpar a instituição, que está com uma imagem totalmente poluída. Mas o corporativismo é tão forte que eles vivem no melhor dos mundos, tentando desconhecer seus gravíssimos problemas. (C.N.)