QUANDO A BÁRBARIE ATROPELA A FÉ: Jeremoabo Entre a Praga Ancestral e o Colapso da Civilidade
Por José Montalvão
Meus amigos e leais leitores deste Blog, há momentos na história de uma comunidade em que somos forçados a encarar verdades indigestas e dolorosas. Por mais que a nossa razão resista, por mais que tentemos repelir o misticismo e ignorar a famosa lenda da "praga dos capuchinhos" — aquela que sentenciou Jeremoabo a crescer apenas "como rabo de cavalo, para baixo" —, a sequência dos fatos recentes nos dá um choque de realidade estarrecedor. As evidências de um retrocesso moral e social são diárias, visíveis e cada vez mais contundentes.
Até onde fomos capazes de descer na escala do desrespeito e da perda de valores básicos? Quando foi que o absurdo se tornou rotina no nosso meio?
Da Baderna dos Paredões ao Descalabro no Altar
A escalada do desrespeito à fé e ao patrimônio cultural de Jeremoabo não é recente, mas atingiu um patamar que beira a inacreditável degradação do convívio humano.
Ainda temos fresca na memória a cena lamentável de poucos anos atrás, quando a celebração da novena do nosso padroeiro, São João Batista, precisou ser sumariamente suspensa por conta do barulho ensurdecedor de paredões de som que ensurdeciam a praça e tripudiavam sobre a tradição religiosa da nossa gente. Ali, o deboche contra a religiosidade popular já dava os seus primeiros sinais de impunidade.
No entanto, o que testemunhamos no último domingo superou todos os limites da barbárie e do choque moral. Em plena celebração eucarística, no instante mais sagrado da missa — o momento da consagração —, a cerimônia teve que ser interrompida. O motivo? Um elemento não sei se nocivo ou mesmo vítima de um sistema estatal falho, acocorou-se em frente ao altar, diante de toda a assembleia de fiéis, e simplesmente defecou.
A Raiz do Problema: O Limite das Políticas Públicas Diante da Anarquia.
É preciso fazer uma reflexão profunda sobre o papel do Estado e a conduta do cidadão. Reconhecemos que a administração municipal, sob a gestão do prefeito Tista de Deda, tem somado esforços para aperfeiçoar a educação, reformar o hospital, abrir frentes de trabalho e qualificar a infraestrutura da nossa terra. Contudo, defrontamo-nos com uma triste realidade: nenhuma política pública de saúde ou educação é capaz de conter a barbárie quando a falência moral e o desrespeito tomam conta de indivíduos que perderam qualquer noção de civilidade.
Chegamos a um ponto tão extremo e surreal que até para se rezar uma missa ou assistir a um culto em Jeremoabo será preciso mobilizar um forte esquema de segurança pública. Teremos que colocar policiais armados e guardas municipais na porta das igrejas para garantir que o sacerdote possa consagrar a hóstia em paz e para que as famílias não sejam expostas a espetáculos de horror e grotesco?
Conclusão: Tolerância Zero Contra a Desordem
Jeremoabo não pode se curvar à anarquia de marginalizados nem permitir que atos de vandalismo e insanidade maculem a imagem de uma cidade de povo trabalhador, devoto e honrado.
Que o episódio do último domingo sirva de alerta definitivo para as autoridades policiais, para o Poder Judiciário e para toda a sociedade civil. Respeitar o espaço sagrado e o direito de culto não é uma opção; é um preceito constitucional e um pilar de sobrevivência social. A lei precisa ser aplicada com todo o seu rigor contra quem afronta a ordem pública.
Ou Jeremoabo reage com firmeza, altivez e braço forte contra a barbárie, ou seremos obrigados a dar razão àqueles que dizem que a nossa terra está condenada ao atraso moral. Chega de impunidade!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).
Blog de Dede Montalvão: Em defesa da moralidade, do respeito às nossas tradições religiosas, do cumprimento da lei e da dignidade do povo de Jeremoabo!
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