segunda-feira, agosto 31, 2026

“Leviandade: ex-chefe da FAB rebate Flávio após ser acusado de fazer campanha para Lula

Publicado em 30 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Baptista Júnior diz que Flávio tentou fugir dos questionamentos

Deu no G1

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Carlos de Almeida Baptista Júnior, rebateu o candidato Flávio Bolsonaro (PL) de que ele estaria fazendo campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração de Flávio foi feita durante a entrevista à Globo na última sexta-feira (28). Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

Para Baptista Júnior, a fala foi uma forma de evitar a pergunta dos jornalistas sobre a tentativa de golpe de Estado, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele chamou a atitude de “leviandade” por parte de um candidato à Presidência.

FUGA DA RESPONSABILIDADE – “A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula, apresentada para não abordar a verdadeira pergunta colocada no debate de ontem, na Globo, é antes de tudo, uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la — algo entendido na figura de filho, mas não de alguém que se proponha a nos presidir”, disse Baptista Júnior por meio de seu perfil no X.

Flávio foi questionado sobre depoimentos de generais que fizeram parte do governo Bolsonaro e que basearam o processo que condenou o ex-presidente e outros integrantes do gabinete.

RISCO IMINENTE – Segundo o candidato, depoimentos como os do brigadeiro Baptista Júnior e do general Freire Gomes, que mencionaram que houve um risco iminente de golpe de Estado e pressões para que militares aderissem a uma ruptura institucional, não eram graves.

“Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”, disse.

Em resposta, Baptista Júnior disse ainda que seu livro, “Eu disse não! Uma trincheira antigolpista”, e seu testemunho no STF não tiveram relação com Flávio. “Talvez seja prudente aguardar, ler o livro e refletir, antes de outra entrevista”, disse o brigadeiro.


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