quinta-feira, março 12, 2026

Escândalo do Banco Master ameaça candidaturas: 38% dos eleitores rejeitariam envolvidos


Proporção é maior entre bolsonaristas

Luis Felipe Azevedo
O Globo

Quatro a cada dez (38%) eleitores brasileiros evitariam votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master. É o que mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira.

Já 29% levariam o tema em consideração no momento do voto, assim como outras questões, e 20% descartam a influência na escolha no pleito. Outros 13% não sabem ou não responderam.

CANDIDATOS ENVOLVIDOS – Veja os números: evitaria votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master: 38%; levaria o tema do Banco Master em consideração, assim como outras questões: 29%; não levaria o tema do Banco Master em consideração para escolher quem votar: 20%; não sabem ou não responderam: 13%

O posicionamento contrário ao voto a candidatos associados ao Master é mais presente no segmento bolsonarista, alcançando 49%, enquanto 36% dos lulistas têm a mesma posição. Por outro lado, 26% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não levaria o tema em consideração na hora do voto, superando o total de 17% no grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os entrevistados também foram questionados quem foi mais afetado negativamente pelo escândalo do Master. O Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido por 13%. Aparecem em seguida o governo Bolsonaro (11%), a gestão de Lula (10%), o Banco Central (5%) e o Congresso Nacional (5%). Outros 40% responderam “todos eles” e 1% avalia que nenhuma das opções é a correta. Já 17% não sabem ou não responderam.

BOLSONARISTAS – Entre lulistas, o governo Bolsonaro foi o mais afetado (30%), enquanto apenas 2% veem o STF nesta posição. No bolsonarismo, a gestão lulista (26%) empata tecnicamente com o Judiciário (23%) como os mais citados.

A pesquisa foi protocolada junto à Justiça Eleitoral sob número BR-05809/2026. Foram realizadas 2.004 entrevistas entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


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