Episódio mais polêmico da Lava Jato, há 10 anos, barrou Lula em ministério e impulsionou impeachment
Por Felipe Bächtold/Folhapress
16/03/2026 às 09:23
Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil
Dilma Rousseff
"Lula, deixa eu te falar uma coisa. Seguinte. Eu tô mandando o Bessias junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse."
A fala da então presidente Dilma Rousseff em um telefonema interceptado na Operação Lava Jato entrou para a história da política nacional há exatos dez anos, e dúvidas sobre o episódio persistem até hoje.
O diálogo foi interpretado na ocasião como uma tentativa de proteger o hoje presidente de investigações da Lava Jato, que avançavam com rapidez. Lula havia sofrido buscas em seu apartamento dias antes, além de ter sido levado para depor por policiais federais. A operação apurava os elos do petista com empreiteiras como a Odebrecht e a OAS.
Em 16 de março de 2016, no dia do telefonema, Lula tinha sido confirmado como novo chefe da Casa Civil de Dilma. A tese das autoridades da operação foi a de que a conversa mostrava uma manobra da então presidente para garantir foro especial ao aliado e, com isso, blindá-lo das investigações.
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