quinta-feira, março 19, 2026

Gestor da Esh Capital afirma que Nelson Tanure era um dos reais donos do Master

 

Gestor da Esh Capital afirma que Nelson Tanure era um dos reais donos do Master

Declarações foram dadas por Vladimir Timerman em depoimento à CPI do Senado sobre o crime organizado

Por Constança Rezende/Folhapress

18/03/2026 às 18:30

Foto: Divulgação

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O empresário baiano Nelson Tanure

O gestor de fundos Vladimir Timerman, da Esh Capital, disse que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro era "pau-mandado" e "um garoto de recados" dos verdadeiros donos do Banco Master e que um dos proprietários da instituição seria o empresário baiano Nelson Tanure.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (18), em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado sobre o crime organizado, na qual Timerman falou como testemunha.

"O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, o mais alto da hierarquia. O meu sentimento é que ele [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara do Master para fazer as conexões políticas", afirmou.

O gestor ainda fez críticas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), à Polícia Federal e ao Banco Central, quando foi questionado de quem seria a culpa pela suposta demora na apuração das fraudes.

"Minhas denúncias acerca de Gafisa S.A (da qual Tanure é acionista) se iniciaram em 2019, até 2021. A Gafisa S.A. é o laboratório de tudo", afirmou.

Ele ainda disse ter sofrido ameaças de morte e recebido mais de 30 ações criminais como retaliação por suas denúncias.

Em nota, a assessoria de Tanure disse que o empresário tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e "jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista".

Ele também declarou que nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master, "tendo mantido com a instituição apenas relações comerciais legítimas, como cliente e investidor, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras".

Timerman foi condenado em março do ano passado, pela Justiça de São Paulo, a pena de um ano, 10 meses e 15 dias de prisão pelo crime de perseguição contra Tanure.

A condenação está relacionada ao histórico de conflito entre os dois.

Em sua sentença, a juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, da 12ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), substituiu a detenção por prestação de serviços gratuitos beneficentes durante o período da condenação, na frequência de oito horas semanais. Também foi determinado o pagamento de 36 dias-multa.

A disputa entre os dois teve início em 2021, quando Timerman acusou Tanure de cooptar acionistas minoritários para assumir o controle da Alliar, uma empresa de exames médicos, na qual o empresário tem participação e que hoje é conhecida como Alliança Saúde e Participações.

Timerman chegou a ter suas redes sociais suspensas por descumprir uma decisão judicial em que ficou proibido de postar ataques e ofensas a Tanure.

No interrogatório judicial, ele negou que tenha feito as postagens agressivas ou ameaçadoras contra Tanure. "Eu fiz postagens que eram verdadeiras", afirmou.

Para a magistrada, porém, ficou comprovado que o "acusado excedeu o direito de liberdade de expressão, causando danos na vida pessoal da vítima e também na de pessoas a ele relacionadas, bem como para a empresa, que enfrentou queda nas ações".

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