terça-feira, março 31, 2026

Nas redes, candidatos e governadores do PSD ignoram lançamento de Caiado à Presidência

 

Nas redes, candidatos e governadores do PSD ignoram lançamento de Caiado à Presidência

Alas da legenda já prometeram apoio a outros nomes, como Lula, Flávio Bolsonaro e Zema

Por Raphael Di Cunto/Folhapress

31/03/2026 às 18:30

Foto: Reprodução/YouTube

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Lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo PSD

Lançado à Presidência pelo PSD com o mote de acabar com a polarização do país, Ronaldo Caiado precisará antes unificar seu próprio partido, com alas já divididas entre o apoio a Lula (PT), a Flávio Bolsonaro (PL) e a Romeu Zema (Novo).

O próprio ato de divulgação da pré-candidatura contou com poucas lideranças de fora de São Paulo, onde ocorreu o evento, e foi ignorado nas redes sociais de todos os 13 pré-candidatos da sigla aos governos estaduais e pela maioria dos atuais governadores.

A falta de apoio público reforça a percepção de parte da legenda de que Caiado terá espaço para disputar, mas pouco empenho de políticos de fora de Goiás, onde é governador. Esse cenário só vai mudar, afirmam nos bastidores, se ele começar a crescer nas pesquisas de intenção de voto.

Dos 7 governadores do partido (incluindo o próprio Caiado), 4 não fizeram nenhum comentário em suas redes sociais. Eduardo Leite, que brigava para ser o escolhido, gravou um vídeo para dizer que a decisão do PSD "tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país".

"Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir", afirmou no vídeo. "Eu acredito em um outro caminho, acredito num centro liberal, democrático de verdade, não como uma posição de conveniência."

Ratinho Junior, que era o favorito para assumir a candidatura presidencial pelo PSD e desistiu para continuar no Governo do Paraná e tentar fazer seu sucessor, foi o único governador do partido a usar suas redes sociais para divulgar nesta segunda (30) a candidatura de Caiado. Afirmou que a "legenda apostou num homem aprovado como gestor, com trabalho reconhecido nacionalmente, sobretudo, em áreas vitais como educação e a segurança".

Aliados, no entanto, afirmam que ele tem indicado nos bastidores a intenção de fazer um palanque duplo no estado e apoiar também Flávio Bolsonaro, para evitar a migração dos votos da direita para a candidatura ao governo do senador Sergio Moro (PL). Cotado como candidato de Ratinho, o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), não fez comentários sobre o lançamento da candidatura de Caiado em suas redes sociais.

O partido tem ainda como governadores Marcos Rocha (Rondônia), Raquel Lyra (Pernambuco), Fábio Mitidieri (Sergipe) e Mateus Simões (Minas Gerais).

Raquel foi eleita pela oposição ao PT, mas desde que assumiu o mandato tenta obter apoio do presidente Lula para diminuir a força do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Ela trocou o PSDB pelo PSD justamente para fazer essa aproximação com o petista e tem aval da direção do partido para se manter neutra na disputa nacional.

Outro que já recebeu autorização para não fazer campanha por Caiado é Mitidieri, único governador eleito pelo PSD em 2022 que disputará a reeleição (os demais entraram no partido ao longo do atual mandato). O governador já afirmou publicamente que apoiará a reeleição de Lula, também de olho no apoio do presidente entre os nordestinos.

Mateus Simões, por outro lado, fará campanha por Zema, de quem era vice-governador até a semana passada. Em entrevista à Folha há duas semanas, Simões afirmou que Zema e Kassab apostam que a candidatura de Flávio pode repetir um movimento que deu errado em 2022 e os eleitores procurarem um terceiro nome. "Acho que é essa leitura do Kassab, e é por isso que ele não se importa em dar liberdade para os governadores e eu aqui apoiar o Zema", disse.

Dos 13 pré-candidatos do PSD aos governos estaduais, parte já está comprometida com outros presidenciáveis. O senador Omar Aziz, que concorrerá ao Governo do Amazonas, é próximo de Lula. O PT também negocia apoio aos candidatos do PSD em Mato Grosso e no Maranhão, em troca de palanque para o presidente.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes é outro que vai concorrer ao governo numa aliança com Lula e com o PT, embora tente manter a discussão mais focada na questão local para ganhar parte dos votos da direita no berço do bolsonarismo.

O prefeito de Chapecó (SC), João Rodrigues (PSD), também não tinha publicado nenhuma informação referente a Caiado. Há duas semanas, ele postou entrevista em que defendia Ratinho como candidato do partido. Num estado com o eleitorado majoritariamente de direita, ele disputará contra o governador Jorginho Mello (PL), aliado da família Bolsonaro.

Os dois líderes do PSD no Congresso também são próximos ao PT. O deputado Antonio Brito, que coordena a bancada da sigla na Câmara dos Deputados, cumpriu agendas em Salvador nesta segunda. Já a senadora Eliziane Gama (MA) ignorou o lançamento da candidatura presidencial do seu partido, mas postou foto com Lula há dois dias.

O ato em São Paulo para anunciar a candidatura de Caiado teve baixa adesão de políticos do partido. Um dos poucos de fora de São Paulo foi o deputado Otoni de Paula (RJ). O governador de Goiás argumentou à imprensa que a entrevista foi marcada às pressas e até ele teve dificuldade de arranjar um voo que chegasse a tempo do anúncio.

Ele afirmou também que buscará Leite e outros correligionários em busca de apoio e disse que a pré-candidatura é "fruto de uma conversa entre todos" do partido.

Politica Livre

Fachin conversa com Moraes sobre encerramento do inquérito das fake news

 

Fachin conversa com Moraes sobre encerramento do inquérito das fake news

Por Luísa Martins, Folhapress

31/03/2026 às 16:45

Foto: Reprodução/Arquivo

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Ministro Edson Fachin e Alexandre de Moraes

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (31) que está conversando com o ministro Alexandre de Moraes sobre a possibilidade de encerrar o inquérito das fake news, aberto há mais de sete anos.

A investigação é alvo de críticas desde que foi instaurada, em março de 2019, pelo então presidente da corte, ministro Dias Toffoli. Na ocasião, os ataques ao Supremo começavam a se intensificar. A relatoria foi designada a Moraes, sem passar pelo sistema interno de sorteio.

"O inquérito das fake news é um assunto que me preocupa", afirmou Fachin, em entrevista a jornalistas após apresentar um balanço sobre os seis meses no comando do Supremo.

Ele preferiu não responder como tem sido a receptividade de Moraes ao assunto. "Os desdobramentos virão."

O ministro lembrou que, como relator da ação que concluiu pela constitucionalidade da investigação, em 2020, ele considerou que o inquérito cumpria uma função importante, mas desde lá ele observava que "todo remédio, a depender da dosagem, pode se transformar em veneno".

"A questão é saber se chegou o momento de pensar no encerramento desse tipo de atividade", afirmou Fachin. "O diálogo com o ministro Alexandre tem sido muito bom. Estou confiante com essa via e espero que seja a via possível."

Questionado se ele próprio, como presidente do STF, poderia decretar o fim do inquérito, ele respondeu que "prefere a outra via". Fachin também disse que também está conversando com todos os demais integrantes da corte.

"O diálogo prioritário é com o ministro Alexandre, mas convenhamos que esse é um tema que interessa ao tribunal como um todo, então é mais que legítimo que se converse com todos os demais para saber as percepções e os caminhos por meio dos quais pensar em um encerramento dessa investigação."

De acordo com Fachin, o inquérito das fake news "cumpriu uma função importante para a salvaguarda de prerrogativas de ministros do Supremo que são fundamentais para a defesa do Estado de Direito e da democracia".

O presidente da corte disse também que é "fundamental reconhecer a importância que o inquérito teve e ainda pode ter, assim como o papel que vem sendo exercido pelo ministro Alexandre de Moraes" na relatoria do caso.

O inquérito mirou principal aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que hoje cumpre pena por tentativa de golpe de estado em prisão domiciliar. Em agosto de 2024, o então presidente do STF Luís Roberto Barroso disse que o encerramento do inquérito não estava "distante". Ele se aposentou no ano passado.

Politica Livre

Alcolumbre é pego de surpresa com envio formal de indicação de Messias ao STF por Lula

 

Alcolumbre é pego de surpresa com envio formal de indicação de Messias ao STF por Lula

Sabatina do advogado-geral da União ainda não tem data definida, segundo presidente da CCJ

Por Carolina Linhares/Thaísa Oliveira/Folhapress

31/03/2026 às 18:16

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi surpreendido pela decisão do presidente Lula (PT) de enviar à Casa, nesta terça-feira (31), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com interlocutores consultados pela reportagem, Alcolumbre e Lula não se falaram diretamente a respeito do envio da mensagem antes de a informação se tornar pública. Até a tarde desta terça, a indicação ainda não havia sido recebida oficialmente pelo Senado.

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD), afirmou à reportagem que não sabe quando será marcada a sabatina de Messias no colegiado e que ainda não conversou com Alcolumbre sobre o assunto.

Com a proximidade do feriado de Páscoa e o fim da janela partidária, a semana está esvaziada no Senado —as sessões ocorrem de forma semipresencial.

Messias já afirmou a senadores com quem se encontrou que gostaria de ter a oportunidade de conversar com Alcolumbre. O recado foi levado ao presidente do Senado, mas ele desconversou. Alcolumbre indicou que esperaria mais um pouco para decidir sobre a sabatina e que conversaria com Messias em outro momento.

De qualquer forma, apoiadores de Messias na Casa afirmam que sua situação está melhor agora do que em relação a novembro, quando o anúncio do nome do advogado-geral também foi feito sem aviso a Alcolumbre, que recebeu mal a indicação e passou a trabalhar contra o escolhido. O presidente do Senado queria emplacar o aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no STF.

O cálculo feito nos bastidores é de que Messias tem hoje cerca de 56 votos favoráveis entre 81 senadores.

Aliados de Alcolumbre afirmam que, diferentemente do termômetro governista, a resistência ao indicado de Lula, na verdade, cresceu na medida em que avançaram as investigações do esquema do Banco Master, com a revelação de envolvimento de dirigentes do centrão no escândalo.

Há cerca de um mês, Alcolumbre afirmou a um senador que Messias não tinha maioria de votos, segundo a reportagem apurou.

Uma vez indicado formalmente, Messias precisa passar por sabatina na CCJ e receber a maioria absoluta de votos no plenário, ou seja, ser aprovado por ao menos 41 senadores em votação secreta.

A escolha de Messias estressou a relação entre Alcolumbre e Lula, a ponto de a indicação formal do advogado-geral ter levado mais de quatro meses desde o anúncio do presidente petista. Lula decidiu segurar o envio do comunicado oficial até agora para tentar contornar a insatisfação do presidente do Senado e articular maioria a favor de Messias.

Desde o final do ano passado, Lula e Alcolumbre voltaram a conversar, mas as arestas não estão completamente aparadas. Aliados ainda esperam um encontro presencial entre eles e o convite do petista para um jantar com senadores, a exemplo do que fez com deputados.

Em novembro, o presidente do Senado chegou a marcar a sabatina de Messias logo após o anúncio de Lula, mas foi obrigado a cancelar a data porque o governo não tinha enviado os documentos necessários para o processo —como parte da estratégia para ganhar mais tempo.

A demora no envio tornou-se uma ferramenta para evitar que Alcolumbre trabalhasse por uma derrota rápida de Messias e também para permitir a ampliação das negociações em torno do nome do advogado-geral da União. Sem esse passo burocrático, o Senado não pode decidir se aceita ou não o indicado.

De lá para cá, Lula tratou da indicação com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e Otto Alencar em um almoço no dia 18 de março. Segundo relatos, Otto disse ao presidente que Messias tem boas chances de ser aprovado.

Em paralelo, ministros do próprio Supremo entraram na campanha em prol de Messias nos últimos meses, inclusive os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O decano da corte, Gilmar Mendes, e o ministro Cristiano Zanin também defendem Messias.

Politica Livre

Dino vê 'possível desvio de finalidade' após presidente da CPMI do INSS mentir sobre emendas a igreja de pastor aliado de Bolsonaro

 Em seu despacho (leia a íntegra abaixo), Dino diz que, ao apresentar as explicações, Viana discorreu de "modo genérico e abstrato" sobre os motivos para destinação da emenda

Por JB JURÍDICO com Revista Fórum
redacao@jb.com.br

Publicado em 31/03/2026 às 06:07

Alterado em 31/03/2026 às 09:03

                                           Ministro Flavio Dino Agência Brasil

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https://www.jb.com.br/brasil/justica/2026/03/1059147-dino-ve-possivel-desvio-de-finalidade-apos-presidente-da-cpmi-do-inss-mentir-sobre-emendas-a-igreja-de-pastor-aliado-de-bolsonaro.html


Lula é o primeiro presidenciável a anunciar vice

 

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GERALDO ALCKMIN

Lula é o primeiro presidenciável a anunciar vice | Lula confirmou, em reunião ministerial nesta terça-feira, 31, que Geraldo Alckmin será seu candidato a vice na chapa à reeleição. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, disse o presidente, sendo aplaudido pelos demais ministros. Com isso, é o primeiro pré-candidato a anunciar a composição completa da chapa. Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aldo Rebelo e Renan Santos ainda não divulgaram seus nomes para vice. LEIA+

PÉ NO FREIO?

Risco de corte de juros ser interrompido pelo BC preocupa o Ministério da Fazenda | O risco de o Banco Central reduzir o tamanho ou interromper o ciclo de corte de juros entrou no radar do Ministério da Fazenda e já preocupa os auxiliares do ministro Dario Durigan. A expectativa na pasta era de que o processo de redução levaria a taxa para um percentual entre 11% e 12% neste ano, o que traria algum alívio para o setor privado, para os consumidores e para as contas públicas diante dos gastos com os juros da dívida. Entretanto, a desancoragem generalizada das expectativas de inflação para 2026, 2027 e 2028, como mostrou o relatório de mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 30, aumentou a preocupação entre interlocutores de Durigan de que o BC pode ser obrigado frear o processo de corte da Selic. Para 2026, a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 4,17% para 4,31%. Em 2027, a estimativa subiu de 3,80% para 3,84%. Para 2028, a mediana das expectativas passou de 3,52% para 3,57%. LEIA+

DECISÃO ESPERADA

Sucessão em Minas: no PSB, tudo pronto para receber Rodrigo Pacheco | O PSB espera até a próxima quinta-feira, 2, filiar o senador Rodrigo Pacheco ao partido para ser o candidato do campo progressista ao governo de Minas Gerais, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Membros da sigla dizem que a chegada de Pacheco está 90% acertada, no entanto, não se arriscam a antecipar o “sim” que deve ser dado pelo senador. LEIA+

'OUTRA DIREITA'

Caiado mira governadores alinhados com Flávio Bolsonaro | Ronaldo Caiado, agora pré-candidato ao Planalto pelo PSD, também deve buscar o apoio de governadores de direita — inclusive aqueles que já declararam alinhamento a Flávio Bolsonaro. Uma liderança do partido afirmou à coluna que parte desses governadores “não quer ficar sob o jugo da família Bolsonaro” em um eventual governo liderado por Flávio. LEIA+

CLÃ EM CHAMAS

Além das urnas: os embates internos que polarizam Michelle e os filhos de Bolsonaro | Michelle Bolsonaro tem colecionado motivos para se manter distante dos filhos do primeiro casamento do atual marido. O mais recente foi a corrida contra o tempo para atenuar a crise causada após Eduardo afirmar, nos Estados Unidos, que gravaria um vídeo para o pai, que cumpre prisão domiciliar temporária em Brasília. Por meio de nota, a presidente nacional do PL Mulher rebateu o enteado ao garantir não ter recebido o conteúdo. Mais ainda, ela adiantou que não compartilharia com o marido mesmo que tivesse o material. Pelas regras impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro está proibido de usar qualquer “meio de comunicação externa” enquanto cumpre a condenação de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Parte relevante da direita atribui à ex-primeira-dama o poder de ter convencido Moraes a conceder a prisão domiciliar a Bolsonaro. LEIA+

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