domingo, março 29, 2026

Quando o "Mosaico" e a "Guerrilha" vencem as guerras - Vale para Bolsonaro deve valer para todos presos - Estratégia de Guerra de Atrito do Irã e muito mais....

 

Davi contra Golias: Quando o “Mosaico” e a “Guerrilha” Desmontam a Máquina de Guerra Hipertecnológica do Império Americano

25/03/2026 Por 

A história militar moderna guarda uma lição irônica: ter o maior orçamento do planeta não garante a bandeira da vitória no topo da colina. Enquanto os Estados Unidos consolidaram sua hegemonia através da “Batalha Aeroterrestre” e do domínio tecnológico absoluto, nações com recursos limitados, como o Vietnã e o Irã, responderam com o que há … Ler mais

O que vale para Bolsonaro deve valer para todos presos do país

25/03/2026 Por 

Doenças e violência matam 112 mil em presídios brasileiros. Entre os anos de 2017 e 2021, 112 mil brasileiros morreram nos presídios do Brasil, segundo dados da pesquisa Letalidade prisional: uma questão de justiça e de saúde pública, coordenada por Maíra Rocha Machado, da FGV, e Natália Pires de Vasconcelos, da Universidade de Georgia, Estados Unidos. … Ler mais

Governo prepara reação ao alto endividamento das famílias brasileiras

24/03/2026 Por 

Lula reúne ministros e avalia impacto das dívidas no consumo e no cenário eleitoral. 247 – O governo federal discute medidas para enfrentar o elevado endividamento das famílias brasileiras, considerado um dos principais entraves para a recuperação da percepção de bem-estar econômico no país. Em reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da … Ler mais

Ratinho joga a toalha na disputa pelo Planalto para controlar a sucessão no PR

24/03/2026 Por 

A leitura política é simples: Ratinho trocou a aventura nacional pelo comando do próprio quintal. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), desistiu nesta segunda-feira (23) de disputar a Presidência da República em 2026, decidiu permanecer no Palácio Iguaçu até dezembro e saiu da disputa interna do PSD para a escolha do nome ao Planalto. … Ler mais

Copom adota tom cauteloso e indica juros elevados por mais tempo em meio a pressões inflacionárias

24/03/2026 Por 

Postura do Banco Central reflete cautela diante de inflação resistente, riscos fiscais e cenário externo volátil, indicando cortes de juros mais lentos. A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (24), reforçou uma mensagem que já vinha sendo sinalizada pelo Banco Central: embora o ciclo de queda da taxa de … Ler mais

Moraes concede prisão domiciliar temporária de 90 dias para Bolsonaro

24/03/2026 Por 

Decisão considera quadro clínico após internação por broncopneumonia. 247 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a concessão de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro (PL) pelo período de 90 dias. A medida foi adotada em razão do estado de saúde do ex-mandatário, que recentemente passou por internação em decorrência de complicações … Ler mais

A Arábia Saudita ativou um pacto nuclear e não foi contra Israel

24/03/2026 Por 

O Golfo entrou na guerra pelo lado que ninguém previu. A Arábia Saudita expulsou diplomáticas iranianos e ativou um pacto de defesa com uma potência nuclear. Quase ninguém no Brasil conectou os pontos do que essa reconfiguração geopolítica significa. Em setembro de 2025, Riad e Islamabad assinaram o SMDA — um acordo de defesa mútua … Ler mais

Pepe Escobar: A Estratégia de Guerra de Atrito do Irã

24/03/2026 Por 

ASSISTA AO VIDEO AQUI:

Assim como “um tigre não pode se ‘destigrar'”, a Globo não vai mudar sua natureza golpista

24/03/2026 Por 

Enquanto para o pedido de desculpas a Globo dedicou 1 minuto e 10 segundos, na sessão de apresentação do powerpoint consumiu 13 minutos e 33 segundos. O pedido de desculpas lido hoje, 23/3, pela jornalista Andreia Sadi na Globo News não encerra o caso, cujos danos já produzidos à imagem do presidente Lula e do … Ler mais

“Nós perdemos a capacidade de segurança energética nos derivados”, diz Gabrielli

24/03/2026 Por 

Gabrielli diz que falta de refino e venda de ativos reduziram margem do Brasil para conter alta e especulação nos combustíveis. 247 – A escalada dos preços dos combustíveis no Brasil, em meio à guerra e à volatilidade do mercado internacional de petróleo, expôs uma fragilidade estrutural do país: a dependência de importações de derivados. Na … Ler mais

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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