quarta-feira, fevereiro 26, 2014

O site jeremoabohoje foi vítima dessa indústria de processos

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por Cláudia Cardozo
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folhacentrosul.com.br/.../imprensa-inglesa-diz-que-o-governo-brasileiro-..





O site jeremoabohoje também foi vítima dessa indústria de processos

AUDIÊNCIAS DO FACEBOCA DE HOJE FORAM ADIADAS !

VITÓRIA DA LIBERDADE EM JULGAMENTO DO STJ !!

Com certeza, são duas notícias diferentes, mas que guardam relação uma com a outra, eis que ambas tratam da LIBERDADE DE OPINIÃO, DE PENSAMENTO, DE CRITICAR, DE INFORMAR!

Deu na Gazeta hoje, página 02 que:

O MINISTRO CELSO de Mello, do STF, fez uma defesa enfática da liberdade de imprensa, em decisão que suspendeu uma condenação da editora Abril, em processo movido pelo ex-governador Joaquim Roriz, do Distrito Federal. A Revista Veja, do grupo Abril, havia publicado reportagem em 2009 em que associava Roriz a crimes investigados pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

Instâncias inferiores da justiça haviam condenado a revista a pagar indenização de R$ 100 mil, depois reduzida para R$10 milo. O ministro suspendeu a indenização e condenou Roriz ao pagamento das custas processuais.

"É preciso advertir notadamente quando se busca promover a repressão à crítica jornalística, mediante condenação judicial ao pagamento de indenização civil, que o Estado - inclusive o Judiciário - não dispõe de poder algum sobre a palavra e sobre as convicções dos profissionais dos meios de comunicação.

Nada mais perigoso do que a pretensão do Estado de regular a liberdade de expressão, pois o pensamento há de ser livre", disse o ministro.

A Veja havia recorrido com base no direito constitucional de liberdade de expressão e de acesso à informação. Roriz foi governador quatro vezes e renunciou em julho de 2.007 por ter seu nome envolvido em denúncias de corrupção no Banco de Brasília. Devido à renúncia, foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e está inelegível até 2.023"

Fechas aspas... 

HOJE TERÍAMOS 03 AUDIÊNCIAS ONDE POLÍTICOS SENSÍVEIS ÀS CRÍTICAS QUE FIZEMOS AJUIZARAM AÇÕES PRETENDENDO NOSSA CONDENAÇÃO..

Vejam bem como Aracruz está na CONTRAMÃO da DEMOCRACIA, pois enquanto o Ministro Celso de Melo suspende uma decisão que condenava a Veja em danos morais por ela haver veiculado notícia política sobre o envolvimento do ex governador Roriz, aqui, nessa terrinha que parece sem lei, POLÍTICOS SENSÍVEIS QUEREM CALAR A BOCA DO POVO COM PROCESSOS INTIMIDATÓRIOS..

OS DOLORIDOS PROCESSANTES DE HOJE SÃO O VICE PREFEITO ANDERSON SEGATTO GHIDETTI, que disse ao meu marido que está me processando não pelas críticas feitas a ele no faceboca por mim, MAS PORQUE EU DISSE QUE O PAI DELE ERA UM BANDIDO..

O outro processante de hoje é o IMPORTADO SECRETÁRIO DE FINANÇAS, que o  Coelho trouxe da Serra, o José Maria de Abreu Júnior, vulgo Juninho..

Não teremos audiência hoje... vou fazer um post específico com os nomes dos processantes e processados !!

MUITOS VIVAS AO MINISTRO CELSO DE MELO !!

Um bom dia para todos e que todos se sintam livres para expressar suas opiniões, seus pensamentos, para divulgar suas ideias e para criticar esse bando de políticos que hoje fazem do município de Aracruz a maior VERGONHA ESTADUAL !!


Um basta à indústria dos processos
Decisão do ministro Celso de Mello põe os pingos nos is. Jornalista pode fazer crítica mordaz, irônica ou até mesmo impiedosa











Editorial
25/02/2014 21:10 - Atualizado em 25/02/2014 21:10

Nos últimos anos, Século Diário foi obrigado a incluir ais uma atividade na já exaustiva rotina de trabalho de seus jornalistas: as intimações judiciais. Sem exagero, é difícil vencer uma semana sem que ao menos um dirigente da empresa ou repórter (às vezes, mais que um) não tenha que se prostrar diante de um juiz para dar explicações sobre conteúdo publicado, geralmente considerado ofensivo à honra de alguém.
A maioria das ações parte do próprio Judiciário e do Ministério Público. Muitas delas partem de questionamentos sem nenhum estofo jurídico. Apesar da inconsistência, acabam sendo acolhidas por juízes de primeiro grau. Pior, muitas vezes as decisões recheadas de distorções jurídicas são ratificadas no segundo grau. 
Se as empresas de comunicação dos grandes centros se ressentem da indústria de processos, imaginem o que se passa na coxia do país? Caso do Espírito Santo e de outros Estados com menor visibilidade nacional. 
Mas para o bem da democracia, que considera a liberdade de expressão uma de suas ferramentas elementares, o Supremo Tribunal Federal tem lançado fachos vigorosos de luz sobre as trevas que ainda dominam o andar debaixo do judiciário. 
Na última sexta-feira (21), uma decisão do ministro Celso de Mello, envolvendo a Editora Abril e o ex-governador do DF e ex-senador Joaquim Roriz, pôs os pingos nos is ao repudiar ações que tentam coibir a liberdade de expressão. 
A decisão de Mello deveria ser lida e relida por estes juízes que seguem acolhendo indiscriminadamente ações que ferem uma das mais relevantes franquias constitucionais: a liberdade de manifestação do pensamento, que representa um dos fundamentos em que se apoia a própria noção de Estado democrático de direito.
Mello, para sustentar que a ação de Roriz era vazia, recorreu à Declaração de Chapultepec, que só pode ser uma ilustre desconhecida dos juízes que têm julgado com parcimônia essas ações. 
A Declaração enfatiza que uma imprensa livre é condição fundamental para que as sociedades resolvam seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam sua liberdade, não devendo existir, por isso mesmo, nenhuma lei ou ato de poder que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa, seja qual for o meio de comunicação. 
Um dos postulados da Declaração assegura: “Nenhum meio de comunicação ou jornalista deve ser sancionado por difundir a verdade, criticar ou fazer denúncias contra o poder público.” Que fique bem claro.
Celso de Mello fez questão de destacar que o jornalista não deve escrever se sentido preso a uma camisa de força, sobretudo quando o alvo da notícia é um agente público. “(...) não caracterizará hipótese de responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística cujo conteúdo divulgar observações em caráter mordaz ou irônico ou, então, veicular opiniões em tom de crítica severa, dura ou, até, impiedosa, ainda mais se a pessoa a quem tais observações forem dirigidas ostentar a condição de figura pública, investida, ou não, de autoridade governamental, pois, em tal contexto, a liberdade de crítica qualifica-se como verdadeira excludente anímica, apta a afastar o intuito doloso de ofender”. 
A decisão de Mello joga por terra os argumentos dos que querem a qualquer custo suprimir a liberdade de expressão, porque temem conviver com a crítica, com o contraditório, com a verdade dos fatos. 
O ministro dá um basta no argumento que povoa esse tipo de ação, que tenta enquadrar o veículo de comunicação e o jornalista no famigerado animus injuriandi vel diffamandi (intenção de injuriar e difamar). 
O ministro ensina, citando o ministro Jorge Scartezzini, “que se a matéria jornalística se ateve a tecer críticas prudentes (animus criticandi) ou a narrar fatos de interesse coletivo (animus narrandi), está sob o pálio das ‘excludentes de ilicitude’ (...), não se falando em responsabilização civil por ofensa à honra, mas em exercício regular do direito de informação.”
O ministro foi claro e transparente, não deixando repousar sombra de dúvida sobre o direito à liberdade de expressão. Quem insistir em errar, o faz por dois motivos: tem dificuldade de aprendizado ou é mal-intencionado mesmo. 
Fonte:  Seculodiário

Decano indefere pedido tucano no STF http://brasil247.com/+fqss1Ministro Celso de Mello negou seguimento ao pedido de explicações do deputado Carlos Sampaio (PSDB) sobre fala da presidente Dilma Rousseff que configuraria, segundo ele, crime contra a honra. Questionada sobre gastos em viagem que fez a Lisboa, em janeiro, Dilma disse que pagou conta em restaurante do bolso dela. "Tinha gente que estava acostumada que o pagamento seria do governo", afirmou. Parlamentar se sentiu ofendido com a declaração, que daria a entender, conforme alegou, que ele estaria entre essas pessoas. Decano do STF justificou que pedido só seria válido se houvesse equívoco, ambiguidade ou dubiedade no conteúdo da frase de Dilma


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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