sábado, dezembro 31, 2016

A prefeita mais " onesta" que Jeremoabo já teve.

Resultado de imagem para foto é feio enganar o povo

Conversa do WhatsApp com JEREMOABO QUER MUDANÇAS!
Por: Carlos Gama

Lutemos por um mundo que dê oportunidade a todos, e não retroaja a sentimentos próprios de ditadores que o mundo tenta esquecer por atos baixos e que denigrem a raça humana.
A nossa ex-prefeita, baixou o nível qdo:

I- Derrubou as barracas com uma enxedeira, sem antes encontrar uma saída amigável;
II-Dificultou ao máximo o funcionamento do posto arara azul ( Rua Recife)
III-DERRUBOU a puxadinha da casa de Erasmo por não ser eleitor da mesma;
IV- Exonerou nosso enfermeiro Guilherme, por não ter a mínima vontade de conciliar horário;
V- Montou uma comissão processante, em q a presidente recebe como dentista plantonista do hospital, kk;
VI- Um servidor efetivo foi levado a delegacia por ter levado pra sua casa o livro de registro dos seus próprios atendimentos;
VII-Neste  mesmo mês servidor contratado roubou um instrumento do posto médico, descobriu quem foi, mas não aconteceu nada;
VIII- Um médico dava cerca de 800h/mês  ( A lei admite um máximo de 240 h/mes);
IX- Um médico  e uma enfermeira passaram os 4 anos sem exercer nenhuma atividade nos seus respectivos locais de trabalho;
X-Alguns servidores q não votaram na Soberba, foram dispensados de trabalhar;
XI - Pagou num mês o valor de R$489.000,00 de cargos comissionados;
XII- No mês de janeiro de 2013 contratou mais de 60 pessoas pro hospital;

Isso tudo não representa o interesse coletivo e deixa ao gestor uma visão deturpada do que é exercer um cargo executivo, dentro de um município tão carente.

Nota da redação deste Blog - Esse comentário copiei de um grupo do Watts em que faço parte.
Fiz questão de transcrever para mostrar que nem todos os habitantes do planeta Jeremoabo, são fanáticos, cegos, oportunistas, omissos e coniventes.
E também para demonstrar que : 
 À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta

Anabel entre a derrota e a vitória de Pirro.



A vitória de Pirro

“Uma mentira dita cem vezes, torna-se verdade”.(Goebbels – Ministro das Comunicações do Nazismo)

Pirro foi rei tanto de Épiro quanto da Marcedônia. Ele tinha um exército de fazer inveja, composto por: 3 000 cavaleiros, 2 000 arqueiros, 500 fundeiros, 20 000 tropas de infantaria e 19 elefantes. Pirro, sim, era poderoso.
No entanto, ele ficou conhecido, não pelo seu extenso e numeroso exército, mas sim, por um fato histórico.
Conta-se que, tentando subjugar os romanos, Pirro, ao enfrentá-los na famosa batalha de Ásculo, obteve a vitória às custas de um preço muito alto. Pois, enquanto os romanos perderam 6 000 homens, Pirro perdeu 3 500. E diante de tal fato, chegou Pirro a comentar: “mais uma vitória como essa e estarei definitivamente acabado, derrotado”. Assim, ficaram conhecidas como a famosa vitória de Pirro aquelas conquistas que, aparentemente, até achamos termos obtidos (que ganhamos), mas que, na verdade, não passam de uma tremenda derrota.
                                      . . .
Inúmeros, portanto, são os casos de vitória de Pirro que conhecemos… não só na política mas também em outras áreas. Vejam no futebol, não são os casos de times que numa decisão de títulos, ganham a primeira partida por dois a zero (dizem os entendidos que é o pior placar), na segunda perdem de três ou mais gols e, assim, são derrotados. Tudo fruto do comodismo do resultado do primeiro jogo… Vitória de Pirro esta também.
Existem casos mais interessantes… Soube que, em Portugal –  não me lembro bem do ano –, um exército deu ao inimigo de mão beijada o seu Forte – que já não era lá essas coisas, devido a sua fragilidade –, para logo em seguida lutar, durante quase um ano, para conquistar o mesmo Forte. E após a conquista, comemorou como se tivesse sido um grande feito. Dá pra entender? Mas, vindo dos nossos colonizadores, tudo é possível e por que não dizer: imitável também. 
AH! Soube que este exército Português, nessa luta, perdeu inúmeros soldados, o que fez com que o grupo que já era disperso e desestimulado, ficasse mais desestimulado e disperso também… Coisas de Portugal… e do Brasil também… (Francisco Edilson Leite Pinto Júnior, escritor, médico e professor)

Nota da Redação deste Blog - Os cafetões da viúva, para não perderem a mamata do dinheiro público, que deveria ser aplicado na Saúde, Educação e Segurança, tentam a todo custo desclassificar o candidato vitorioso DERI do Paloma, usando a discriminação, a mentira, a baixaria, o escárnio e a execração.
Mais afinal de contas quem é o "vilão" DERI?
Deri é um cidadão empresário, ficha-limpa, trabalhador e honesto, bom pai de família que teve a coragem e hombridade moral para emprestar o seu nome numa disputa eleitoral.
Para isso pagou caro, pois teve que enfrentar a máquina administrativa e os  fariseus vendedores do templo.

Já a candidata sem registro Anabel deu uma de " Dilma." pintou o diabo e fez até a vaca tussir no intuito de perpetuar no poder.
Para isso sacrificou muita gente, principalmente privando a população de ingressar na Prefeitura através do concurso público, mesmo que para isso desrespeitasse os acertos de condutas com o Ministério Público. Preferiu usar do subterfúgio admitindo  inúmeros apadrinhando em cargos comissionados, (modo de investir em futuras eleições com o dinheiro do povo).
Foi o governo que conseguiu implantar no Hospital Municipal de Jeremoabo o maior rombo da História de Jeremoabo, conforme relatório do TCU ( DOC] AC-1852-30/15-P - TCU).
Deixou inúmeras obras inacabadas, ou então construídas com material de péssima qualidade.
Poderia repeti inúmeros desmandos praticados durante esses quatro anos de (des)governo, porém, abstenho-me para não tormar repetitivo e cansativo.
Narraremos agora a falta de escrúpulo da candidata sem registro, ao tentar ludibriar a Justiça pela ganância de perpetuar no poder, pois mesmo sabendo que a legislação não permite, de forma vergonhosa enganou e iludiu muitos dos seus fanáticos eleitores.
Se for respeitado o artigo 224, parágrafo 3º, da lei 13.165/15, e o recurso a ser julgado for em desfavor da candidata Anabel, haverá novas eleições em Jeremoabo.
Muito embora por direito e por analogia o candidato Deri deveria ou deverá assumir a prefeitura como segundo colocado, tendo em vista que tanto o TSE quanto o TRE-BA, diplomaram dois candidatos a prefeito que obtiveram a segunda colocação.
Caso isso não aconteça, as eleições em Jeremoabo continuarão indefinidas, quando o presidente da Câmara que não foi eleito para isso assumirá de forma provisória e temporária o cargo de prefeito por 20 ou 40 dias após o julgamento do recurso no TSE, caso a candidata derrotada requeira.,
Embora queiram camuflar e enrolar mais uma vez o eleitor, nessas eleições a derrotada foi a candidata sem registro Anabel, que tão cedo não poderá candidatar-se, irá perder o foro privilegiado, e, terá que responder seus prováveis processos na Justiça de primeiro grau.

Rei posto, rei morto
 .





Até iniciar a campanha eleitoral, em agosto último, a nova vereadora trabalhava no porto da cidade como prostituta. Com o incentivo dos amigos, principalmente dos taxistas, mototaxistas e dos comerciantes, decidiu mudar de vida. Para isso, se…
DIARIODOPODER.COM.BR

Sobral Pinto pulveriza a conversa fiada dos bacharéis do Petrolão


O advogado é o juiz inicial da causa. Não pode agir como comparsa de cliente bandido

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Publicado em 19 de janeiro
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Os mentores do manifesto dos advogados a favor da bandidagem do Petrolão deveriam ter promovido a primeiro signatário, in memoriam, o mestre Márcio Thomaz Bastos, morto em novembro de 2014. Todos sempre foram discípulos do jurista que transformou o gabinete de ministro da Justiça em fábrica de truques concebidos para eternizar a impunidade dos quadrilheiros do Mensalão. Todos são devotos do criminalista que, desde que o freguês topasse pagar os honorários cobrados em dólares por hora trabalhada, enxergava filhos extremosos até em parricidas juramentados.
Coerentemente, o manifesto dos bacharéis, na forma e no conteúdo, é uma sequência de exumações da fórmula aperfeiçoada por Márcio para defender o indefensável. À falta de munição jurídica, seu tresoitão retórico alvejava a verdade com tapeações, falácias e chicanas. Em artigos, entrevistas ou discurseiras, ele primeiro descrevia o calvário imposto a outro cidadão sem culpas por policiais perversos, promotores desalmados e juízes sem coração. Depois, fazia o diabo para absolver culpados e condenar à execração perpétua os defensores da lei. Foi o que fizeram os parteiros do manifesto abjeto.
Os pupilos hoje liderados por um codinome famoso ─ Kakay ─ certamente guardam cópias do texto do mestre publicado na Folha em junho de 2012. “Serei eu o juiz do meu cliente?”, perguntou Márcio no título do artigo que clamava pela imediata libertação do cliente Carlinhos Cachoeira (” Carlos Augusto Ramos, chamado de Cachoeira”, corrigiu o autor). “Não o conhecia, embora tivesse ouvido falar dele”, explicou. Ouviu o suficiente para cobrar R$15 milhões pela missão de garantir que o superbandido da vez envelhecesse em liberdade.
A pergunta do título foi reiterada no quinto parágrafo: “Serei eu o juiz do meu cliente?” Resposta: “Por princípio, creio que não. Sou advogado constituído num processo criminal. Como tantos, procuro defender com lealdade e vigor quem confiou a mim tal responsabilidade”. Conversa fiada, ensinara já em outubro de 1944 o grande Heráclito Fontoura Sobral Pinto, num trecho da carta endereçada ao amigo Augusto Frederico Schimidt e reproduzida pela coluna. Confira:
“O primeiro e mais fundamental dever do advogado é ser o juiz inicial da causa que lhe levam para patrocinar. Incumbe-lhe, antes de tudo, examinar minuciosamente a hipótese para ver se ela é realmente defensável em face dos preceitos da justiça. Só depois de que eu me convenço de que a justiça está com a parte que me procura é que me ponho à sua disposição”.
“Não há exagero na velha máxima: o acusado é sempre um oprimido”, derramou-se Márcio poucas linhas depois. “Ao zelar pela independência da defesa técnica, cumprimos não só um dever de consciência, mas princípios que garantem a dignidade do ser humano no processo. Assim nos mantemos fiéis aos valores que, ao longo da vida, professamos defender. Cremos ser a melhor maneira de servir ao povo brasileiro e à Constituição livre e democrática de nosso país”.
Com quase 70 anos de antecedência, sem imaginar como seria o Brasil da segunda década do século seguinte, Sobral Pinto desmoralizou esse blá-blá-blá de porta de delegacia com um parágrafo que coloca em frangalhos também a choradeira dos marcistas voluntariamente reduzidos a carpideiras de corruptos confessos. A continuação da aula ministrada por Sobral pulveriza a vigarice:
“A advocacia não se destina à defesa de quaisquer interesses. Não basta a amizade ou honorários de vulto para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência pelo patrocínio de uma causa. O advogado não é, assim, um técnico às ordens desta ou daquela pessoa que se dispõe a comparecer à Justiça. O advogado é, necessariamente, uma consciência escrupulosa ao serviço tão só dos interesses da justiça, incumbindo-lhe, por isto, aconselhar àquelas partes que o procuram a que não discutam aqueles casos nos quais não lhes assiste nenhuma razão”. 
“A pródiga história brasileira dos abusos de poder jamais conheceu publicidade tão opressiva”, fantasiou o artigo na Folha. “Aconteceu o mais amplo e sistemático vazamento de escutas confidenciais. (…) Estranhamente, a violação de sigilo não causou indignação. (…)  Trocou-se o valor constitucional da presunção de inocência pela intolerância do apedrejamento moral. Dia após dia, apareceram diálogos descontextualizados, compondo um quadro que lançou Carlos Augusto na fogueira do ódio generalizado”.
Muitos momentos do manifesto que parecem psicografados por Márcio. Onde o mestre viu fogueiras do ódio, os discípulos enxergaram uma Inquisição à brasileira. Como o autor do artigo da Folha, os redatores do documento se proclamam grávidos de indignação com “o menoscabo à presunção de inocência (…), o vazamento seletivo de documentos e informações sigilosas, a sonegação de documentos às defesas dos acusados, a execração pública dos réus e a violação às prerrogativas da advocacia. 
Sempre que Márcio Thomaz Bastos triunfava num tribunal, a Justiça sofria mais um desmaio, a verdade morria outra vez, gente com culpa no cartório escapava da cadeia, crescia a multidão de brasileiros convencidos de que aqui o crime compensa e batia a sensação de que lutar pela aplicação rigorosa das normas legais é a luta mais vã. A Lava Jato vem mostrando ao país, quase diariamente,  que ninguém mais deve imaginar-se acima da lei.
Neste começo de 2016, todo gatuno corre o risco de descobrir como é a vida na cadeia. O juiz Sérgio Moro, a força-tarefa de procuradores e os policiais federais engajados na operação desafiaram a arrogância dos poderosos inimputáveis ─ e venceram. O balanço da Lava Jato divulgado em dezembro atesta que, embora a ofensiva contra os corruptos da casa-grande esteja longe do fim, o Brasil mudou. E mudou para sempre.
Todo réu, insista-se, tem direito a um advogado de defesa. Mas doutor nenhum tem o direito de mentir para livrar o acusado que contratou seus serviços de ser punido por crimes que comprovadamente cometeu. O advogado é o juiz inicial da causa. Não pode agir como comparsa de cliente bandido.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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