sábado, dezembro 31, 2016

Anabel entre a derrota e a vitória de Pirro.



A vitória de Pirro

“Uma mentira dita cem vezes, torna-se verdade”.(Goebbels – Ministro das Comunicações do Nazismo)

Pirro foi rei tanto de Épiro quanto da Marcedônia. Ele tinha um exército de fazer inveja, composto por: 3 000 cavaleiros, 2 000 arqueiros, 500 fundeiros, 20 000 tropas de infantaria e 19 elefantes. Pirro, sim, era poderoso.
No entanto, ele ficou conhecido, não pelo seu extenso e numeroso exército, mas sim, por um fato histórico.
Conta-se que, tentando subjugar os romanos, Pirro, ao enfrentá-los na famosa batalha de Ásculo, obteve a vitória às custas de um preço muito alto. Pois, enquanto os romanos perderam 6 000 homens, Pirro perdeu 3 500. E diante de tal fato, chegou Pirro a comentar: “mais uma vitória como essa e estarei definitivamente acabado, derrotado”. Assim, ficaram conhecidas como a famosa vitória de Pirro aquelas conquistas que, aparentemente, até achamos termos obtidos (que ganhamos), mas que, na verdade, não passam de uma tremenda derrota.
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Inúmeros, portanto, são os casos de vitória de Pirro que conhecemos… não só na política mas também em outras áreas. Vejam no futebol, não são os casos de times que numa decisão de títulos, ganham a primeira partida por dois a zero (dizem os entendidos que é o pior placar), na segunda perdem de três ou mais gols e, assim, são derrotados. Tudo fruto do comodismo do resultado do primeiro jogo… Vitória de Pirro esta também.
Existem casos mais interessantes… Soube que, em Portugal –  não me lembro bem do ano –, um exército deu ao inimigo de mão beijada o seu Forte – que já não era lá essas coisas, devido a sua fragilidade –, para logo em seguida lutar, durante quase um ano, para conquistar o mesmo Forte. E após a conquista, comemorou como se tivesse sido um grande feito. Dá pra entender? Mas, vindo dos nossos colonizadores, tudo é possível e por que não dizer: imitável também. 
AH! Soube que este exército Português, nessa luta, perdeu inúmeros soldados, o que fez com que o grupo que já era disperso e desestimulado, ficasse mais desestimulado e disperso também… Coisas de Portugal… e do Brasil também… (Francisco Edilson Leite Pinto Júnior, escritor, médico e professor)

Nota da Redação deste Blog - Os cafetões da viúva, para não perderem a mamata do dinheiro público, que deveria ser aplicado na Saúde, Educação e Segurança, tentam a todo custo desclassificar o candidato vitorioso DERI do Paloma, usando a discriminação, a mentira, a baixaria, o escárnio e a execração.
Mais afinal de contas quem é o "vilão" DERI?
Deri é um cidadão empresário, ficha-limpa, trabalhador e honesto, bom pai de família que teve a coragem e hombridade moral para emprestar o seu nome numa disputa eleitoral.
Para isso pagou caro, pois teve que enfrentar a máquina administrativa e os  fariseus vendedores do templo.

Já a candidata sem registro Anabel deu uma de " Dilma." pintou o diabo e fez até a vaca tussir no intuito de perpetuar no poder.
Para isso sacrificou muita gente, principalmente privando a população de ingressar na Prefeitura através do concurso público, mesmo que para isso desrespeitasse os acertos de condutas com o Ministério Público. Preferiu usar do subterfúgio admitindo  inúmeros apadrinhando em cargos comissionados, (modo de investir em futuras eleições com o dinheiro do povo).
Foi o governo que conseguiu implantar no Hospital Municipal de Jeremoabo o maior rombo da História de Jeremoabo, conforme relatório do TCU ( DOC] AC-1852-30/15-P - TCU).
Deixou inúmeras obras inacabadas, ou então construídas com material de péssima qualidade.
Poderia repeti inúmeros desmandos praticados durante esses quatro anos de (des)governo, porém, abstenho-me para não tormar repetitivo e cansativo.
Narraremos agora a falta de escrúpulo da candidata sem registro, ao tentar ludibriar a Justiça pela ganância de perpetuar no poder, pois mesmo sabendo que a legislação não permite, de forma vergonhosa enganou e iludiu muitos dos seus fanáticos eleitores.
Se for respeitado o artigo 224, parágrafo 3º, da lei 13.165/15, e o recurso a ser julgado for em desfavor da candidata Anabel, haverá novas eleições em Jeremoabo.
Muito embora por direito e por analogia o candidato Deri deveria ou deverá assumir a prefeitura como segundo colocado, tendo em vista que tanto o TSE quanto o TRE-BA, diplomaram dois candidatos a prefeito que obtiveram a segunda colocação.
Caso isso não aconteça, as eleições em Jeremoabo continuarão indefinidas, quando o presidente da Câmara que não foi eleito para isso assumirá de forma provisória e temporária o cargo de prefeito por 20 ou 40 dias após o julgamento do recurso no TSE, caso a candidata derrotada requeira.,
Embora queiram camuflar e enrolar mais uma vez o eleitor, nessas eleições a derrotada foi a candidata sem registro Anabel, que tão cedo não poderá candidatar-se, irá perder o foro privilegiado, e, terá que responder seus prováveis processos na Justiça de primeiro grau.

Rei posto, rei morto
 .





Até iniciar a campanha eleitoral, em agosto último, a nova vereadora trabalhava no porto da cidade como prostituta. Com o incentivo dos amigos, principalmente dos taxistas, mototaxistas e dos comerciantes, decidiu mudar de vida. Para isso, se…
DIARIODOPODER.COM.BR

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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