quarta-feira, outubro 31, 2012

 

Um policial é morto a cada 32 horas no Brasil

 

Como se explica a derrota que ACM Neto impôs ao time de Lula, Dilma e Wagner

Raul Monteiro (Tribuna da Bahia)
Deve-se dar o desconto à mágoa que leva o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) a maldizer a fatia do eleitorado que deu a cadeira de prefeito a seu adversário ACM Neto (DEM) em Salvador. A voz embargada e a fisionomia de desamparo exibidas pelo petista na segunda-feira eram o retrato fiel da dor que a derrota lhe provocou e merece sincero respeito. Mas Pelegrino é vítima de si próprio ou da sua incapacidade de montar um discurso substancial e articulado para a cidade nesta campanha.

A grande dúvida: Supremo aceitará delação premiada de Valério, que pode incriminar Lula?

Carlos Newton
O suspense sobre o mensalão aumenta, porque o julgamento pode ter desdobramentos sensacionais. Ninguém sabe como o Supremo Tribunal Federal vai se posicionar diante do oferecimento do empresário Marcos Valério, operador do esquema de compra de votos, que se oferece para dizer tudo que sabe, em troca delação premiada.



Era só que faltava. Genoino vai assumir vaga na Câmara em janeiro.

Denise Madueño (Agência Estado)
Mesmo condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do PT José Genoino (SP) deverá ser chamado pela Câmara para ocupar uma vaga de deputado a partir de janeiro. Genoino é um dos suplentes a ser beneficiado com a dança das cadeiras conduzida pelas urnas. No primeiro e segundo turnos, 25 deputados foram eleitos prefeitos e deixarão a Câmara para assumir seus mandatos, abrindo vagas nas bancadas. Cem deputados, considerando suplentes e titulares, se candidataram nestas eleições.
“Vão ter de me engolir…”

As eleições e a tradução dos resultados das urnas

Pedro do Coutto



Crianças se refrescam na praça da Sé no quarto dia mais quente da história de São Paulo

segunda-feira, outubro 29, 2012

Lula mostra que continua sendo o grande vencedor

Carlos Newton
Como sempre, o ex-presidente Lula é o grande vencedor em mais uma eleição. Não adianta dizer que o PT perdeu aqui e ali, que o PSB cresceu, que o PSDB também conseguiu importantes vitórias, que o DEM ainda não morreu – nada disso adianta. A realidade é uma só. Lula continua demonstrando uma liderança jamais vista nesse país, em termos eleitorais.
Poderia ser um dos maiores líderes da História. Mas não tem merecimento.  


ACM Neto diz que governará de olho no futuro: 'Não adianta especular que o carlismo voltou'

por Rodrigo Aguiar / Evilásio Júnior
ACM Neto diz que governará de olho no futuro: 'Não adianta especular que o carlismo voltou'
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
 

'Onde quer que ele esteja, está tão feliz quanto cada um de nós', diz ACM Neto ao dedicar vitória ao avô

por Rodrigo Aguiar / David Mendes
'Onde quer que ele esteja, está tão feliz quanto cada um de nós', diz ACM Neto ao dedicar vitória ao avô
Foto: Max Haack/ Ag Haack/ Bahia Notícias
 
 

ACM Neto vence Pelegrino com mais de 94 mil votos de frente

por Evilásio Júnior
ACM Neto vence Pelegrino com mais de 94 mil votos de frente
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
 

'O povo de Salvador fez uma opção errada e equivocada novamente', diz Pelegrino

por José Marques / David Mendes
'O povo de Salvador fez uma opção errada e equivocada novamente', diz Pelegrino
Foto: Jailton Suzart / Agência Haack / Bahia Notícias
 

Jogaram em todos os cavalos

Carlos Chagas
É conhecida a história daquele surfista que aos domingos chegava cedo no jóquei e comprava pules de todos os cavalos, em todos os páreos. Em casa, de noite, participava à família haver acertado na totalidade dos vencedores. Só que quando indagavam quanto tinha faturado, mostrava a carteira com o mesmo dinheiro que havia levado para o hipódromo. Não ganhara nada, mas também não perdera, pois apostara em todos os craques.

Com todo o respeito, mais uma vez repete-se a pantomima com os institutos de pesquisa eleitoral.


O mapa do poder no país após o segundo turno


A vitória de Fernando Haddad em São Paulo é o maior trunfo do PT nas eleições municipais deste ano
PMDB ainda é o maior partido, mas diminuiu de tamanho. PSDB e PT dividem as grandes cidades. PSB comanda maior número de capitais e foi o que mais cresceu. PSD surge forte
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Veja quem são os novos prefeitos das capitais brasileiras

Chico Alencar: 62 anos, com sabor de gratidão

Veja como se dividem os partidos no comando das cidades brasileiras


 
Ao votar em São Paulo, Lewandowski sofreu agressões de eleitores

Cármen Lúcia critica manifestações contra Lewandowski

Presidenta do TSE evita fazer um comentário direto sobre o constrangimento passado por Ricardo Lewandowski, quando votou neste domingo em São Paulo. Porém, ressaltou que ninguém pode ser censurado por desempenhar seu papel
Carmen Lúcia: eleição foi tranquila como uma "conversa numa tarde de domingo"

Cerca de 65% dos recursos foram julgados, diz Cármen Lúcia

Presidenta do TSE garante que todos os casos que poderiam influenciar no segundo turno tiveram decisão da corte. Contestações incluem registros indeferidos e outras situações eleitorais
ACM Neto

ACM Neto é escolhido prefeito de Salvador

Neto de Antônio Carlos Magalhães, candidato do DEM assumirá capital baiana


Jornais: PT e PSB aumentam capital eleitoral, enquanto PMDB recua

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TSE registra 118 prisões no dia da eleição


Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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