sexta-feira, outubro 05, 2012

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Ficha Limpa ameaça mais de mil candidatos


Lei da Ficha Limpa chegou ao Congresso com mais de 1,5 milhão de assinaturas
Novo levantamento exclusivo traz os candidatos que tiveram o registro negado em 22 estados do país. Entram na lista Rio, Alagoas, Acre e os candidatos a vereador de São Paulo
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Em São Paulo, mais de 300 candidatos barrados

Toni Reis: as eleições, a discussão sobre a homofobia e o Estado laico

Márcia Denser: os sinos dobram por Eric Hobsbawn

Marchando de passo errado

Carlos Chagas
É conhecida a história da supermãe que foi pela primeira vez assistir o desfile do batalhão onde seu filho servia. Vendo o pimpolho passar com o passo errado, ela exclamou para a assistência: “O batalhão inteiro tem que ser punido! Só o meu filho está certo!”
“Acho que errei o passo…”

As duas Argentinas

Sebastião Nery
BUENOS AIRES – Quando chego aqui (e, desde 1955,venho quase todos os anos, sempre me lembro do francês gordinho do simpatico hotel de Andorra, no pé dos Pirineus soprados pela nevasca, em pleno dezembro. Três mil metros de neve e precipícios, frio de menos de 30 graus, em cima o pico de Estats como um véu de noiva, embaixo o desfiladeiro, e o carro, com correntes nos quatro pneus, deslizando devagar a madrugada inteira, à beira dos abismos, na estrada branca e mal iluminada.


Lewandowski vai pedir aposentadoria e se recolher à sua insignificância. Já vai tarde...

Carlos Newton
Ao inocentar o ex-ministro José Dirceu da acusação de corrupção, o ministro revisor da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, escreveu uma das páginas mais deprimentes da História do Supremo Tribunal Federal. Sua alegação foi que não há provas da participação de Dirceu na distribuição de dinheiro a políticos da base aliada ao governo entre 2003 e 2004, esquema conhecido como mensalão.
“Só rindo…” – diz Barbosa.




Congresso vai decidir se salário de devedor poderá ser parcialmente penhorado.

Roberto Monteiro Pinho
No dia 19 de setembro teve início a discussão na comissão especial na Câmara, se a Justiça poderá autorizar a penhora de parte do salário de devedores ou ainda determinar que os inadimplentes fiquem com o nome sujo na praça até pagar o que foi determinado pela sentença, medidas incluídas pelo relator, deputado Sérgio Barradas Carneiro, no projeto de novo Código de Processo Civil.

Miséria assistida (ou a diferença entre marxistas e cristãos)

Gilvan Rocha
Há uma diferença abismal entre marxistas e cristãos, diante da pobreza e da miséria. Enquanto os cristãos buscam administrar a miséria promovendo campanhas assistencialistas que tornem a vida dos deserdados menos cruel, os marxistas têm como proposta a erradicação da pobreza e da miséria atacando a causa.

Os cristãos, por mais de dois milênios, levam a cabo várias campanhas do tipo: a sopinha dos pobres, cobertor para os desvalidos diante do impiedoso frio, albergue para os desamparados e outras iniciativas do gênero que, se servem para minorar o sofrimento imediato de uma pequena parcela da população carente, servem muito mais para assegurar às almas caridosas, uma compensação na “vida eterna”.



Privatização, um assunto sempre a se discutir. E as companhias aéreas, hein?

Roberto Nascimento
O assunto “privatização” é um dos mais importantes para a nação, porque até agora privatizar é vender para grupos privados a preços irrisórios um ativo estratégico da nação brasileira construído com muito custo e suor dos trabalhadores.

Margaret Thacther operou as privatizações e os ingleses estão em crise sem precedentes, desemprego jamais visto na ilha, e o império agoniza na decadência. A Inglaterra não participa da comunidade do Euro por opção. As privatizações na Inglaterra pouco ajudaram os ingleses, que acreditaram na vinda de um tempo virtuoso após a alienação de suas empresas estatais.




Queda de Russomanno abre crise na campanha

Principal aliado do candidato, PTB cobra programa de governo e troca de marqueteiro
debates
No Rio, Paes é atacado por suposta compra de apoio político

 

Programa Minha Casa Minha Vida terá juros menores, anuncia governo

 

  Políticos e sociedade

 

Saiba como impedir desconto de até
R$ 78 no benefício

Previdência tem seis meses para melhorar
o sistema de descontos de contribuição sindical no benefício dos aposentados

 

Luana Finger é a namorada de Thiago Costa O ex-vereador Vicente Viscome volta a disputar vaga na Câmara A feirante Janaína Gomes chora ao falar sobre a morte do filho em hospital
Janaína com o marido; bebê de sete meses morreu à espera de uma vaga em UTI Luis Fabiano briga pela bola em treino do Tricolor para o clássico Jogadores do São Paulo treinam jogada aérea

 

menos juros

Merval abre o jogo: mensalão é eleição

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Numa coluna surpreendentemente franca, o colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, conecta o julgamento da Ação Penal 470 ao processo eleitoral em curso. Seu receio: o de que não haja tempo para condenar José Dirceu antes de 7 de outubro

Jornais: apartes apontam placar desfavorável de Dirceu


Sumiço de Pizzolato preocupa advogados

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Defesa de outros réus condenados no caso do 'mensalão' teme que o desaparecimento do ex-diretor do Banco do Brasil reforce a chance de Barbosa pedir prisão logo após o julgamento

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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