segunda-feira, outubro 22, 2012

CARTAS ELEITORAIS DE 2012. PAULO AFONSO

  CARTAS ELEITORAIS DE 2012.
PAULO AFONSO

O modernizado processo de votação e apuração dos votos proporcionou que até às 20 horas de domingo, 07.10, já se soubesse os resultados nos Municípios e cada Município com suas próprias peculiaridades, merecendo apreciação especial agora e de futuro os resultados das eleições em Paulo Afonso, Jeremoabo, Glória e Santa Brígida.

O município de Paulo Afonso tem um colégio eleitoral de 75.920 votantes e apresentou somados abstenção, votos nulos e brancos um percentual de 31,35%, reservando-se entre os votos válidos 65,65% para Anilton Bastos (35.193 votos), e 33,12% para a candidata Rosa Caires (17.753 votos). A diferença de Anilton Bastos para Sônia Caíres foi de 17.440 votos.

Nas TVs brasileiras depois da apuração dos resultados são ouvidos cientistas políticos, sociólogos e políticos para explicar resultados. Aqui em Paulo Afonso não temos esse costume, se limitando a imprensa falada e eletrônica a fornecer números sem se preocupar com as causas para o comportamento das urnas.

Nas eleições do dia 07.10 em Paulo Afonso, dentre vários pontos eu destaco dois dados: a) a grande diferença de votos entre o 1º e 2º colocados, de 17.440, o que contrariou fortemente os resultados das duas últimas eleições anteriores quando maior diferença entre vencedor e vencido foi apenas um pouco superior a 3.000 votos. Agora não, foi de uma lapada a desnortear qualquer cristão e para confundir qualquer cientista político; b) a manifestação popular por toda a cidade depois da divulgação dos números oficiais, especialmente pelas avenidas Apolônio Sales e Getúlio Vargas. Nas eleições anteriores quando o grupo dominante era PFL ou DEM isso jamais foi visto, o que demonstra que é preciso saber interpretar o momento político na cidade.

Na verdade a vitória de Anilton se não era sabida era esperada e como foi de lapada, usando do jargão comum em face da diferença de 17.440, aparentemente as oposições desapareceram e terão que ressurgir das cinzas como fênix. Na verdade, as oposições terão que encontrar uma reengenharia capaz de oferecer alternativas para a cidade o que não aconteceu nos últimos anos para tentar êxito em 2016.

Como percentual de votos para Anilton foi de 65,65%, isso poderá significar que o povo aprovou plenamente sua administração e pronto.  Creio que ao lado disso despontou a incompetência das oposições em oferecer alternativas e construir uma candidatura.

O grande ganhador foi Anilton que impôs uma derrota humilhante aos seus adversários e foi reeleito para um mandato de 04 anos e como em política os números são relativos Mário Negromonte se fortaleceu ao eleger uma bancada de 04 vereadores, se é que todos ficarão com ele, como também o próprio Raimundo Caires. Quando candidato a deputado ele recebeu um pouco 13.000 votos e agora sua mulher recebeu 17.000 votos, o que vale dizer, eleitoralmente se fortaleceu e ainda é a maior força individual de oposição em Paulo Afonso. O PT que não tinha representação parlamentear elegeu um vereador e isso é importante, embora eu creia que a vitória de Aureliano não resultou da máquina partidária, devendo ser atribuída sua vitória ao tempo que ele esteve no HNAS e como Secretário de Saúde. 

As oposições erraram na construção de candidaturas. O PP entendeu de compor com o PSB e lançou a candidatura de Gilson Fernandes que desistiu na metade do caminho. O PC do B aliando-se ao PSDB lançou candidatura própria e perdeu por margem de votos.

Efetivamente até agora, o líder de oposição mais forte ainda é Raimundo Caíres, ex-prefeito e que concorreu ao cargo de deputado estadual nas eleições do estado e arrebanhou em Paulo Afonso um pouco mais de 13.000 votos, embora grande parte do resultado das urnas em Paulo Afonso se deve a ele. Raimundo Caires teve contas de gestão relativas a 2008 rejeitadas quando prefeito e estava inelegível já que a liminar que lhe garantira a candidatura a deputado estadual fora revogada em sede do julgamento do agravo de instrumento por ele impetrado contra decisão do juiz da comarca que teve provimento negado. Depois disso, a inelegibilidade que era de 03 anos passou para 08 anos com a LC 135.

Mesmo sabendo ser inelegível Raimundo sustentou uma candidatura impossível até onde foi possível e quando convencido de sua inelegibilidade lançou como candidata a prefeito sua mulher como a zombar do eleitorado de Paulo Afonso, como estivesse a dizer que faço o prefeito que eu quiser. Em Jeremoabo aconteceu isso. Estando inelegível Tista de Deda lançou como candidata laranja ao cargo de prefeito a sua mulher Anabel e a elegeu. As realidades de Paulo Afonso e Jeremoabo são diversas e ali quem detém o poder é uma oligarquia que tem Tista como representante mor.

Raimundo recebeu o PC do B como legenda de aluguel a lhe garantir candidatura apenas e se não fosse possível pegaria outra legenda. Não podendo sair candidato não teve como recorrer a classe política para lançar um nome, já que o nome retirado da Câmara Municipal  pelo PP-PSD Gilson Fernandes não vingou e isso demonstra a necessidade de uma renovação das lideranças políticas.

Creio que uma alternativa que poderia ter sido usada pelas oposições era lançar um nome fora da classe política e sem muita identificação a qualquer grupo e arriscar. Um nome sem vícios e sem identidade política poderia atrair os votos oposicionistas. Se não fosse possível ganhar, poderia vir a disputar.  Isso é um mero palpite já que exceto o possível nome de Mário Júnior na classe política não se localizou nome capaz de atrair o eleitorado e o exemplo de Gilson Fernandes não deixa mentir.

Gilson Fernandes perdeu a chance de se colocar como um visionário e oferecer um bom exemplo.  Era o único dos candidatos com programa e que foi levado à discussão. Se mantivesse sua candidatura mesmo com os candidatos a vereadores lhe abandonando poderia ter deixado um legado e receber os votos anulados e os votos de protesto.

Na Câmara Municipal a vitória da situação foi na mesma proporção. A situação de cara elegeu 09 vereadores maioria absoluta folgada que lhe garante a eleição de Mesa da Câmara sem riscos. Se conseguir atrair mais um vereador eleito chegará a 10 vereadores e terá 2/3 dos membros da Câmara Municipal e isso será ruim para o processo democrático.

A Câmara Municipal que era composta de 11 vereadores teve o número aumentado para 15. E dos vereadores eleitos apenas dois de oposição se reelegeram na bacia das almas, um do PC do B e outro do PP. Da situação 04 se reelegeram com folga e o menos votado foi Juvenal com 1.250, enquanto os dois reeleitos da oposição receberam apenas 980 e 1.164 na ordem respectiva.

Embora na política os números sempre sejam relativos e o que aconteceu agora poderá não acontecer daqui a quatro anos, em Paulo Afonso as oposições terão que catar os cacos e ressurgir das cinzas como fênix.

Paulo Afonso, 22 de outubro de 2012.
Fernando Montalvão.
Escrit. Montalvão Advogados Associados.

 

 Acorda DERI, corre também atrás de prejuizo, aqui em Jeremoabo aconteceu pior....

Barra do Rocha: TRE anula votos de candidata e condena prefeito

A juíza eleitoral Carla Rodrigues de Araujo condenou, nesta segunda-feira (23), o prefeito de Barra do Rocha, J. Ventura dos Santos, a pagar multa de R$ 30 mil, além de torná-lo inelegível por oito anos. A magistrada também anulou os votos e cassou o registro da candidata que o gestor apoiou na eleição municipal, Vera Lúcia Franco Ramos Costa (PSC). A sentença promove o segundo colocado na eleição, Professor Léo (PSB), que deverá tomar posse no dia 1º de janeiro como novo gestor do município. A Justiça entendeu que ele utilizou de forma indevida a Rádio Comunitária Rocha para fazer propaganda da candidata que apoiava, além de difamar a candidatura do Professor Léo. No despacho, a juíza condena o prefeito por utilização corriqueira da rádio para fazer propaganda. A contravenção foi constatada em pelo menos duas em duas ocasiões, nos dias 12 e 20 de setembro. A última, em flagrante, descumpria uma liminar que o impedia o prefeito de fazer uso político da rádio.

  

 

1ª Mão Barra do Rocha: Decisão judicial causa reviravolta nas Eleições 2012

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Com a anulação dos votos de Vera, Léo assumiria o município
 Foto: Arnor Silva
A sentença de mérito de número 0000482-09.2012.605.0024 expedida pela Juiza Eleitoral da Comarca de Ipiaú causou uma reviravolta no resultado das Eleições 2012 no município de Barra do Rocha. A candidata do PSC, Vera Lúcia Franco Ramos Costa venceu o pleito em 07 de outubro com 1810 votos, ficando em 2° lugar Luís Sérgio Alves de Souza, o professor Léo com 1768 votos.
Porém, A “Coligação Mudança Já” e o professor Léo ingressaram na Justiça Eleitoral e no Ministério Público com uma série de ações visando que fossem adotadas medidas para impedir ou fazer cessar imediatamente as práticas indevidas adotadas por Vera Lúcia e Jonatas Ventura, atual prefeito do município.
As ações visavam investigação para ocorrência de uso indevido de meio de comunicação social, rádio comunitária., captação ilegal de sufrágio (compra de voto) e abuso de poder econômico, cominando á primeira representada a pena de cassação do registro ou do diploma e a inelegibilidade pelos próximos 8 anos.
A Juíza Eleitoral decidiu pois julgar parcialmente procedente a ação de investigação eleitoral e tornou Jonatas Ventura inelegível por 8 anos, condenando-o ao pagamento de multa de 30 mil reais; cassou o registro de candidatura de Vera Lúcia Ramos, declarando nulos os votos obtidos por Vera, condenando a mesma ao pagamento de multa de 15 mil. O prefeito Jônatas ainda terá que pagar uma multa de mil reais devido ao descumprimento de ação judicial referente a um dia.
Com anulação do votos de Vera, o professor Léo, candidato do PSB-40, segundo colocado nas Eleições ocorridas no último dia 07 de outubro, assumiria o executivo municipal de Barra do Rocha a partir de 2013. Vera Lúcia e Jônatas Ventura já foram notificados e deverão recorrer da decisão junto ao TRE-BA. Partidários, eleitores e correligionários do professor Léo comemoram na cidade enquanto os partidários de Vera e Jonatas esperam que seja realizada uma nova eleição visto que a segunda colocada não obteve os 50% dos votos válidos.
Redação Notícias de Ubatã

 

Nova Fátima: Casa de prefeito é alvejada por diversos tiros

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Manoel do Paradise prestou queixa na manhã desta segunda

Chinesa de 16 anos não sai de casa por ter barba e bigode

Chinesa de 16 anos não sai de casa por ter barba e bigode
Foto: China News

Ayres Britto fecha com chave de ouro o julgamento, condenando Dirceu e Cia. Ltda. por formação de quadrilha

Carlos Newton
Quase às 20 horas, o presidente do Supremo, Ayres Britto, começou a votar. Até agora, a maioria está com 5 votos pela condenação, contra 4 votos pela absolvição de quadrilha O voto de Ayres Britto é o último do processo e vai definir a situação da maioria dos réus.
Britto fechou o placar em 6 a 4. Fim de papo.

 

Celso de Mello diz que nunca viu quadrilha igual a essa e desempata o jogo: 5 a 4

Carlos Newton
O ministro Celso de Mello começa a votar e indica de imediato o rumo de seu raciocínio: “Nunca presenciei caso em que o crime de quadrilha se apresentasse, em meu juízo, tão nitidamente caracterizado”, acrescentando que “esta estabilidade se projeta para mais de dois anos, 30 meses. Eu nunca vi algo tão claro”, disse Celso de Mello sobre o tipo de associação entre os réus.
 “Vítimas somos todos nós”



Marco Aurélio empata o jogo no julgamento da formação de quadrilha: 4 a 4

Carlos Newton
Uma surpresa: o ministro Marco Aurélio, que até agora tinha tentado ser breve em seus votos, lê seu discurso de posse na presidência do Supremo, em 2006, para justificar sua posição no julgamento dos mensaleiros. Depois, afirmou: “Não creio que se coloque em dúvida que em se em tratando de corrupção, a paz social fique abalada. O sujeito passivo do crime de quadrilha é a coletividade”
 “Foi um crime contra a coletividade”



Dias Toffoli vai para o trono como o pior ministro da História do Supremo

Carlos Newton

Além de irregularidades na obra da Delta, Tribunal do Rio funciona em situação precária

Luciano Pádua (Jornal do Brasil)
A falta de equipamentos, como impressoras e scanners em unidades do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, é mais uma das irregularidades listadas no relatório da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que apontou direcionamento na licitação da obra da Delta Construções na lâmina central do prédio do tribunal, no centro do Rio de Janeiro.

 

 

Mais uma vez, a decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal de me condenar, agora por formação de quadrilha, mostra total desconsideração às provas contidas nos autos e que atestam minha inocência. Nunca fiz parte nem chefiei quadrilha.

Assim como ocorreu há duas semanas, repete-se a condenação com base em indícios, uma vez que apenas o corréu Roberto Jefferson sustenta a acusação contra mim em juízo. Todas as suspeitas lançadas à época da CPI dos Correios foram rebatidas de maneira robusta pela defesa, que fez registrar no processo centenas de depoimentos que desmentem as ilações de Jefferson.

Como mostra minha defesa, as reuniões na Casa Civil com representantes de bancos e empresários são compatíveis com a função de ministro e em momento algum, como atestam os testemunhos, foram o fórum para discutir empréstimos. Todos os depoimentos confirmam a legalidade dos encontros e também são uníssonos em comprovar que, até fevereiro de 2004, eu acumulava a função de ministro da articulação política. Portanto, por dever do ofício, me reunia com as lideranças parlamentares e partidárias para discutir exclusivamente temas de importância do governo tanto na Câmara quanto no Senado, além da relação com os estados e municípios.

Sem provas, o que o Ministério Público fez e a maioria do Supremo acatou foi recorrer às atribuições do cargo para me acusar e me condenar como mentor do esquema financeiro. Fui condenado por ser ministro.

Fica provado ainda que nunca tive qualquer relação com o senhor Marcos Valério. As quebras de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico apontam que não há qualquer relação com o publicitário.

Teorias e decisões que se curvam à sede por condenações, sem garantir a presunção da inocência ou a análise mais rigorosa das provas produzidas pela defesa, violam o Estado Democrático de Direito.

O que está em jogo são as liberdades e garantias individuais. Temo que as premissas usadas neste julgamento, criando uma nova jurisprudência na Suprema Corte brasileira, sirvam de norte para a condenação de outros réus inocentes país afora. A minha geração, que lutou pela democracia e foi vítima dos tribunais de exceção, especialmente após o Ato Institucional número 5, sabe o valor da luta travada para se erguer os pilares da nossa atual democracia. Condenar sem provas não cabe em uma democracia soberana.

Vou continuar minha luta para provar minha inocência, mas sobretudo para assegurar que garantias tão valiosas ao Estado Democrático de Direito não se percam em nosso país. Os autos falam por si. Qualquer consulta às suas milhares de páginas, hoje ou amanhã, irá comprovar a inocência que me foi negada neste julgamento.

São Paulo, 22 de outubro de 2012

José Dirceu

 

Decanos serão fiéis da balança sobre quadrilha


O voto de Marco Aurélio no item que trata de formação de quadrilha é considerado pelos advogados como uma grande incógnita
Votos dos ministros Marco Aurélio Mello e Celso de Mello serão decisivos para absolver ou condenar os 13 réus acusados de formar grupo para cometer crimes e comprar votos na base aliada no julgamento do mensalão

Mensalão: Lewandowski é criticado por colegas por citar artigo em jornal para formular tese


Wagner vai se candidatar a deputado federal em 2014

Divulgação: Wagner, candidato, deputado, 2014

Noblat acusa Dilma de bullying contra ACM Neto

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Julgamento do “mensalão” chega à etapa final com indefinições



EFE / Foto postada no site oficial Cubadebate mostra o ex-presidente em uma área de cultivo

Fidel desmente rumores sobre seu estado de saúde

O ex-presidente de Cuba qualifica de "mentiras" e "insólitas estupidezes" os rumores que circularam nos últimos dias sobre seu estado de saúde, em artigo divulgado nesta madrugada





ELEMENTAR

"Quem afrouxa na saída
Ou se entrega na chegada
Não perde nenhuma guerra
Mas também não ganha nada"
(Geraldo Vandré, Che)


Julgamento do mensalão pode acabar nesta semana

Lídice da Mata: ZPEs, importantes ferramentas de desenvolvimento regional

Legislativo está no topo da cadeia dos supersalários

 

O financiamento de campanha é a principal questão da política

Carlos Frederico Alverga
O projeto de reforma político-eleitoral relatado pelo deputado Ronaldo Caiado, que se encontra parado no Congresso Nacional, previa o sistema eleitoral de lista fechada com financiamento público exclusivo de campanha, o que significa que os recursos a serem despendidos nas campanhas eleitorais pelos partidos políticos seriam somente aqueles a que as agremiações partidárias recebessem do Fundo Partidário.



 

Livre pensar é só pensar (Millôr Fernandes)


Internet
Maior transparência da administração pública no Brasil e no mundo
Artigo 19 lança mapa interativo on line com o progresso de legislações que tratam do direito de acesso à informação ao redor do mundo

Suspense no Supremo. Daqui a pouco vamos saber se Dias Toffoli consegue votar pior do que Lewandowski.

Carlos Newton
Na sessão do Supremo de sexta-feira passada, o ministro Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470, apresentou um dos votos mais escalafobéticos da História da Justiça no Brasil, ao absolver todos os 13 réus acusados de formação de quadrilha no Capítulo 2 do processo do mensalão.

Terceira Idade: diabete e hipertensão, uma combinação fatal

Cerca de 30% dos brasileiros possuem as duas doenças, responsáveis pela maioria dos casos de derrame e enfarte

Um em cada cinco jovens não estuda, nem trabalha

Em meio à escassez de mão de obra qualificada, contingente de jovens que não estudam nem trabalham aumentou entre 2000 e 2010. Quase 20% estão nessa situação

Penetração na faixa conservadora assegura vitória de Haddad

Pedro do Coutto
Pesquisa do Datafolha, comentada pelo repórter Ricardo Mendonça e publicada domingo, pela Folha de São Paulo, assegura com antecipação e segurança a vitória de Fernando Haddad sobre José Serra nas eleições de domingo próximo, segundo turno, pela Prefeitura da cidade de São Paulo.

A matéria da FSP destaca a penetração do lulismo nas áreas de classe média, de pensamento conservador. Assim, liderando em todos os grupos sociais, Haddad não tem como ser alcançado pelo ex-governador e ministro da Saúde. Na classe média, 46 a 33%. No conjunto, 49ª 32.

Abater amigavelmente os inimigos ou Os tucanos kamikases

Carlos Chagas
A 14 de agosto de 1945 o comandante da Quinta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos, sediada no Pacífico, enviou o seguinte telegrama aos seus comandados: “A GUERRA COM O JAPÃO TERMINARÁ ÀS 12 HORAS DE AMANHÃ. É PROVÁVEL QUE DEPOIS DISSO OS KAMIKASES ATAQUEM A FROTA, NUMA ARREMETIDA FINAL. QUALQUER AVIÃO QUE ATAQUE A ESQUADRA DEVE SER DERRUBADO DE MANEIRA AMIGÁVEL.”






O mistério da morte

Sebastião Nery


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O SONHO NUNCA ACABA

Para quem tem uma longa estrada atrás de si, o aniversário convida à reflexão, a fazer um inventário dos sonhos concretizados, pendentes e desfeitos.

Mais ainda quando, como é o meu caso, ocorre exatamente na véspera de um dia decisivo: no domingo saberei se o meu último sonho terá sido, parafraseando meu velho amigo Raulzito, um sonho que sonhei só ou um sonho que se sonha junto e vira realidade.

Como estou desde os 17 anos empurrando pedras para o topo da montanha e várias vezes elas despencaram (algumas de forma extremamente sofrida, como quando tantos  imprescindíveis  se imolaram numa guerra impossível de ser vencida), não encaro uma eventual derrota como tragédia. O importante é lutarmos pelos objetivos corretos, de forma íntegra e dando o melhor de nós.




Saiba como trocar benefício comum por tempo especial

Edição impressa mostra como aposentado por tempo comum que exerceu atividade insalubre até 1995 pode trocar o benefício

 

 

Ex-BBB Gyselle Soares, 28 anos, tira férias na Tailândia Maria do Livramento Silva segura a carteira de trabalho da filha, morta durante assalto Manifestantes criticam administração de Gilberto Kassab em protesto na praça Roosevelt
Funeral de chefe de polícia no Líbano, assassinado por carro-bomba, termina em confronto Base da Guarda Civil Metropolitana em Campos Elíseos foi alvejada por bandidos Tricolor joga mal e perde para o Fla
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Kátia Carmelo é condenada a nove meses de prisão

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Foto: Maiana Marques / Bahia Notícias
 



ZÉ DIRCEU

Este Zé Dirceu merecia nosso apoio irrestrito.
Até hoje vinha evitando escrever sobre a desgraça do Zé Dirceu, porque ela me deixou conflituado. 
Meus sentimentos sempre foram de simpatia por ele, velho companheiro; quando estruturamos a Frente Estudantil Secundarista, nosso grupo gravitava na órbita da chamada  Dissidência Universitária de São Paulo, dele, do  Fernando Ruivo, do Aldo Arantes, do PT Venceslau, etc.

O PASTELÃO DO MENSALÃO

Os melhores filmes de tribunal que vi na vida foram Sacco e Vanzetti (d. Giuliano Montaldo, 1971), O veredicto (d. Sidney Lumet, 1982), Doze homens e uma sentença (d. Sidney Lumet, 1957), Julgamento em Nuremberg (d. Stanley Kramer, 1961), O sol é para todos (d. Robert Mulligan, 1962) e O vento será sua herança (d. Stanley Kramer, 1960).
Um degrau abaixo estão Testemunha de Acusação (d. Billy Wilder, 1957) e Anatomia de um crime (d. Otto Preminger, 1959).



Obama e Romney estão empatados

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Conselho julga nesta quarta pedido para afastar Demóstenes do MP

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Em artigo, Fidel nega rumores de morte e os atribui a inimigos de Cuba

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Ministro da Previdência diz que vaga do INSS é do PMDB

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A Dora, Celso de Mello aponta destruição da República

Divulgação:  
 

“Não vivo sem luta, sem política e sem ideal”

 Marcelo Ximenez/Folha: 21.11.04.Sao Paulo/SP. Marcelo Ximenez/Folha Imagem. Brasil. Reuniao do Diretorio Nacional do PT, presidida por Jose Genoino, tambem presidente do partido.
 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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