sábado, abril 30, 2016


Denúncia contra Santana e Mônica incrimina também Lula e Dilma



Quando se reuniam, caracterizava-se a formação de quadrilha
Ricardo Brandt e Julia Affonso
Estadão


Rafael Souza


A decisão desta sexta-feira (29) do STF (Supremo Tribunal Federal) poderá brevemente ter consequências drásticas para o PT. Dilma, ré na Lava Jato e, após o impeachment, sem foro privilegiado. O mini...
jornaldacidadeonline.com.br



Dilma e Lula querem sabotar o governo Temer e incendiar o país


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Reprodução de fotomontagem da revista IstoÉ
Marcelo Rocha
IstoÉ


Conta de Lula no hotel Royal Tulip está chegando a R$ 1 milhão



Reprodução de aluizioamorim.blogspot.com
Marcelo Rocha
IstoÉ


Desde os anos 80, Lula sempre ganhou “mensalinho” da OAS, diz empreiteiro



Zuleido Veras diz que OAS garantia “sobrevivência” de Lula
Hugo Marques
Veja


Zavascki manda incluir Pasadena na investigação sobre a Petrobras  



Dilma presidia o Conselho e sabia de tudo, denuncia Delcídio
Márcio Falcão
Folha


Exigir mais idade para a aposentadoria é um absurdo total



Charge do Nef. reprodução do Jornal de Brasília
Pedro do Coutto


Acusações contra Dilma no Senado serão arrasadoras e definitivas



Medina Osório vai provar que impeachment não é golpe
Carlos Newton


PT está recebendo de bandeja a oposição



Charge de Renato Peters, reprodução do G1
Carlos Chagas


Um tribunal de recursos em Oklahoma confirmou, na quarta-feira (27/4), decisão de um juiz de primeiro grau, segundo a qual sexo oral não pode ser…
www.conjur.com.br


Triste Jeremoabo onde a guarda municipal não possui nem um carro para empurrar.


Triste Bahia!!!!
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Que Vergonha Governador Policiais militares empurram viatura

As cenas são constrangedoras para uma cidade como Barreiras, a maior município da região oeste da Bahia, desestimulantes para os policiais e preocupantes para os moradores. Os policiais voltaram a enfrentar dificuldades para trabalhar sem as novas viaturas novas. Policiais militares foram flagrados na manhã de hoje, 29, empurrando uma viatura em plena via pública de grande movimentação no centro de Barreiras.
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O veículo é um modelo caminhonete Chevrolet S10, adquirida ainda no governo Jaques Wagner. Essa é a segunda vez em menos de 04 anos que os policiais passam por apuros, por conta da frota está obsoleta, e impedindo o trabalho ostensivo na comunidade.Autoridades políticas e a sociedade organizada da cidade pedem providências a Secretaria de Segurança Pública renovando as viaturas e garantindo melhores condições de trabalho para os policiais.

clicknoticias.com.br
Nota da redação deste Blog - Enquanto acima os moradores de Barreiras reclamam porque o veículo da polícia para "pegar" tem que ser no empurrão, no tombo, a Guarda Municipal de Jeremoabo, nem carro para empurrar tem.
A guarda municipal de Jeremoabo para perseguir qualquer um meliante,  tem que ser um Super-Homem, isso porque enquanto os bandidos fogem em carros potentes, os guardas tem que perseguir correndo atrás no " P2".

Aliás, como em Jeremoabo nada é impossível, tudo indica que a Secretária responsável pela guarda, tenha resolvido plantar carros na esperança que venham a nascer.

Se alguém tiver dúvidas desse grande invento da secretária, basta observar a foto abaixo, duas ambulância e um carro da guarda plantados num matagal,  na esperança que chova, pois há muito tempo que a prefeita vem declarando estado de emergência em Jermoabo.

Como a administração de Jeremoabo retornou ao tempo do descobrimento do Brasil, a prefeita orientada por sua assessora resolveu seguir Pero Vaz de Caminha: Aqui, em se plantando, tudo dá

Pior do falta de chuva é a falta de responsabilidade e de caráter desse povo.Como

 



A novela penoza e irresponsável da Goela da Ema





A NOVELA: GOELA DA EMA

SEGURANÇA, LUXO, VAIDADE OU MENOSPREZO PELO BEM ESTAR DE TODA UMA SOCIEDADE?

Novela escrita em 8 atos e 8 cenas, que conta com o protagonismo de “vilões” que foram eleitos e deveriam  está  defendendo o povo, e de mocinhos que fazem o papel dos vereadores em defesa do bem estar social.

DOS FATOS:

ATO 1 - ARBITRARIEDADE

CENA I - No dia 07/12/2015 a gestora da cidade de Jeremoabo pegou toda a população de surpresa, ao decretar de forma “arbitrária” (falta de motivação artigo 2º da lei 4.717/65) recheada de inspiração pessoal – frente à coletividade, baixou o Decreto 038/2015 que dispõe sobre o fechamento da Rua Abdon Afonso (Goela da Ema) em toda a sua extensão pelo período de 07/12/2015 a 06/01/2016. Pode-se ler na íntegra no link: http://www.jeremoabo.ba.io.org.br/diarioOficial/download/427/1176/0

ATO 2 - ENGODO SOCIAL

CENA II – A JEREMOABO FM, nos dias 05 e 06 de janeiro de 2016, a pedido, a gestão municipal de Jeremoabo lança enquete onde pergunta a opinião das pessoas através do Whatsapp, Telefone e Facebook, o seguinte: “APÓS A DEVIDA MELHORIA DAS RUAS PARALELAS, VOCÊ CONCORDA COM O FECHAMENTO DEFINITIVO DA GOELA DA EMA?”. É sabido pelas bocas miúdas que a enquete contou com uma intensa campanha, diga-se, implementada por um servidor da administração interna da prefeitura, que de forma incansável convocou os funcionários da prefeitura a votar pelo fechamento, e ainda assim, só obteve 151 votos no total geral de votantes, conforme se observa no link http://jeremoaboagora.com.br/noticias/geral/32511 e no Link http://www.bobcharles.com.br/internas/read/?id=10122, assim, vê-se, induvidosamente a ânsia particular, contrapondo-se com o entabulado no art. 37 da CF, dentre outras regras do direito administrativo.

ATO 3 - SONHO PESSOAL ATENDIDO POR SI MESMA!


CENA III – A gestora, afinada com a vontade individual e pouco alinhada com as necessidades da coletividade, toma o resultado da enquete como se fosse um referendo, e, baixa o Decreto 001/2016, que transforma a Goela da Ema em calçadão (não se transforma uma rua em calçadão sem a devida lei especifica, ou seja, sem autorização legislativa), conforme se pode observar no link http://www.jeremoabo.ba.io.org.br/diarioOficial/download/427/1200/0, e coloca toda a cidade para andar entre os buracos da Rua da Alegria e da Avenida Duque de Caxias, o que causa muita revolta, haja vista que os devidos consertos não foram previamente realizados como previa a enquete.

ATO 4 - REVOLTA POPULAR

CENA IV – Após uma enxurrada de reclamações, a gestora - recebe um ultimato do judiciário da cidade, que a força abrir o objeto desta novela (Goela da Ema), e para não voltar atrás de forma desdita, inicia, assim, a recuperação da Rua da Alegria, onde  utiliza este fato para recuar parcialmente, e assim sucumbindo coercitivamente seus invalores... -, abre apenas 50% da Goela da Ema.

ATO 5 - A MENTIRA, A VERDADE

CENA V – A gestora conclui a obra da Rua da Alegria e, entre aspas, “desiste” de fechar novamente os 50% da Goela da Ema, em conformidade com o anunciado por Marcos de Kodo em rádio local. O fato confirma a realidade escondida e expõe as seqüelas da não aceitação do erro cometido, pois sua aspereza fora conhecida por toda a sociedade comercial e civil, bem como em todos os meios de comunicação!

ATO 6 - O ABUSO DE PODER

CENA VI- Em tentativa de manter sua aspereza, mesmo que parcialmente e contra a vontade da coletividade, implementou o uso e abuso da Guarda Municipal (aquela GM que ela tirou das ruas e desprotegeu a sociedade, culminando com o aumento da criminalidade)! A GM que desmerecidamente foi menosprezada em todo mandato, retornou as ruas para impor a vontade particular. Nas ruas, teve o papel de conter o trânsito mal interditado, sem sinalização alguma, sem fundamento lógico, sem preparo prévio, sem treinamento mínimo, apenas armado com um apito e um grito, ainda sem a devida municipalização do trânsito, que forçava as pessoas a se submeterem aos buracos e ao trânsito da Av. Duque de Caxias. Desta forma o bloqueio sempre se revezou diariamente entre fechado e aberto na noite e no dia, nos sábados e domingo, e sempre a mercê dos invalores pautado pela secretaria de administração.

ATO 7 - A PROVIDÊNCIA

CENA VII – O Pré-candidato a prefeito Dr. José Leão e o pré-candidato a vereador Guilherme Enfermeiro preparam uma medida judicial, a fim de buscar uma resolução do impasse. Doutra banda, exaltam a gestora pela iniciativa de construção de um calçadão, se faz imperiosa e imediata a abertura de 100% da Goela da Ema até o dia que a administração oferte à Av. Duque de Caxias e Rua da Alegria o conforto anunciado aos condutores que trafegam na Goela da Ema, asfaltando ambas as ruas paralelas, para só depois fechar definitivamente o objeto desta novela.

ATO 8 - A INOCÊNCIA

CENA VIII – Os salvadores da pátria (LEÃO DO SERTÃO e GUILHERME ENFERMEIRO) Confidenciam no sábado dia 23/04/2016, em reunião fechada e entre aliados e amigos, o que pretendiam fazer na segunda, dia 25/04/2016 (dar entrada na ação). Este ato inocente de confiança, resultou na imediata abertura de 100% da Goela da Ema, depois da divulgação da pretensão.

CONCLUSÃO: O ato de abrir 100% da Goela da Ema, que de início se apresentava como uma tentativa de abafar o grito da oposição, na realidade suou com um alto e bom tom de vitória, pois ao final, os SALVADORES economizaram tempo e dinheiro,  o povo recuperou o conforto de transitar pelo asfalto. Enfim, a coletividade consegue sucumbir a vontade do particular, onde todos ficaram felizes e na expectativa de que a gestão traga, de forma forçada, o tão desejado asfalto das ruas  paralelas e o pretenso calçadão, que irá proporcionar segurança para os pedestres ao tempo que promove prazer para quem dirigi!,

Matéria oriunda de um Grupo do
WhatsApp

Nota da redação deste Blog – Observem a inversão de valores. Enquanto, a gestora de Jeremoabo através da Secretária de Administração, pratica atos nocivos a sociedade, a administração Municipal de P. Afonso, demonstra como é um trabalho com capacidade, em benefício da população.

A Goela da Ema deve ser transformado num calçadão, em benefício do povo, e embelezamento da cidade, todavia, após estudo e planejamento, e não a toque de caixa, respaldado apenas em opinião de Secretário irresponsável e incompetente.

Infelizmente, essa é a realidade de quem se orienta e se rodeia de gente incapacitada que só pensa em praticar o mal.


Notícias de Paulo Afonso
pauloafonso.ba.gov.br|Por --

 

Exigir mais idade para a aposentadoria é um absurdo total

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Carlos Chagas    

Denúncia contra Santana e Mônica incrimina também Lula e Dilma

Quando se reuniam, caracterizava-se a formação de quadrilha
Ricardo Brandt e Julia Affonso
Estadão

TSE determina que o PT devolva R$ 7 milhões aos cofres públicos

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Gustavo Aguiar
Estadão 

Raul Jungmann, do PPS, deve assumir o Ministério da Defesa

Jungmann é um político respeitado pelos militares
Eliane Cantanhêde
Estadão

Deputados tentam sustar nomeação da mulher do governador Pimentel

Carolina e o marido Pimentel já estão indiciados pela PF
Deu no Correio Braziliense


Temer tenta cancelar recesso para antecipar impeachment

Adriana Fernandes, Murilo Rodrigues Alves e Ricardo Brito

Aliados do vice manobram para suspender férias parlamentares e acelerar julgamento de Dilma

 






Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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