sexta-feira, janeiro 31, 2025

Salvador recebe o evento “Bahia Verão Gospel” neste sábado 01 de fevereiro

 




Neste sábado (01/02), acontece em Salvador o evento “Bahia Verão Gospel”, na  Catedral dos Milagres, Alameda Praia do Flamengo, 1898, Stella Mares,

Salvador,  a partir das 15. 

O encontro é gratuito e conta com o apoio do Governo do Estado, através da Bahia Turismo. 

O “Bahia Verão Gospel”, terá a participação dos cantores Mizael Mattos, Marcos Semeadores, dentre outros.

Pautta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

Vereador Antônio Chaves se defende de acusações sobre pagamento antecipado na instalação de refletores


O vereador e ex-prefeito interino de Jeremoabo, Antônio Chaves, tem utilizado diversas entrevistas para esclarecer sua posição diante das acusações envolvendo o pagamento antecipado referente à implantação e instalação de refletores no Estádio João Isaías Montalvão. O caso, que tem lhe causado dor de cabeça, está cercado de polêmicas, principalmente porque o vereador acredita que a situação foi conduzida de maneira maliciosa com o único objetivo de prejudicá-lo politicamente.

Segundo Chaves, a empresa responsável pela instalação dos refletores tentou, por diversas vezes, solucionar o problema entrando em contato com prepostos do então prefeito Deri do Paloma, mas não obteve sucesso. O vereador alega que há indícios de que a fiação subterrânea instalada no local tenha sido retirada e posteriormente desaparecido, fato que precisa ser investigado.

Em uma entrevista recente, Antônio Chaves destacou que essa suposição precisa ser devidamente apurada e que cabe ao atual Secretário de Cultura instaurar uma comissão para averiguar o paradeiro da fiação. Caso seja confirmado o desaparecimento, ele defende que medidas legais sejam aplicadas com todo o rigor da lei para responsabilizar os envolvidos.

O caso segue em debate e chama a atenção da população, que espera um esclarecimento definitivo sobre o destino dos equipamentos e da fiação subterrânea. Para Antônio Chaves, a verdade precisa vir à tona, e os responsáveis devem ser identificados e punidos caso irregularidades sejam comprovadas

A Omissão da Gestão Anterior e os Reflexos na Nova Administração: O Caso do Parque de Exposição de Jeremoabo

A Omissão da Gestão Anterior e os Reflexos na Nova Administração: O Caso do Parque de Exposição de Jeremoabo

A administração pública deve ser analisada não apenas sob a ótica da legalidade formal, mas também em conformidade com o ordenamento jurídico como um todo, o chamado "bloco de legalidade". Isso significa que qualquer ato administrativo precisa estar alinhado com os princípios constitucionais e com o interesse público.

Em Jeremoabo, um caso emblemático de omissão e desrespeito à lei se deu com a doação irregular de um terreno no Parque de Exposição. De acordo com a legislação, é permitido ao município desafetar e doar terrenos públicos desde que haja uma avaliação prévia e a devida autorização da Câmara de Vereadores. No entanto, no caso concreto, os vereadores de Jeremoabo não aprovaram a doação, mas o ex-prefeito, em um ato de afronta ao poder Legislativo, desconsiderou a decisão e prosseguiu com a transação, desmoralizando a Câmara Municipal.

Além da irregularidade na doação do terreno, outro problema ainda mais grave ocorreu: o desaparecimento de mourões e ripões do Parque de Exposição. Esse fato, que configura possível crime contra o patrimônio público, foi amplamente discutido pelos vereadores, mas, apesar dos discursos inflamados, nenhuma providência efetiva foi tomada. Essa inércia caracteriza uma falta de lealdade para com o interesse público.

Lealdade, assim como urbanidade, é um conceito jurídico indeterminado, que depende de uma avaliação valorativa da situação concreta. Agir de forma desleal significa trair o interesse público e comprometer as finalidades da administração pública. A inção dos vereadores ao não agir diante do ocorrido contribuiu para a impunidade dos responsáveis e para o prejuízo da população.

Agora, essa "herança maldita" recai sobre as mãos do novo Secretário de Agricultura, que assume a pasta diante desse escândalo. É dever dele, em respeito à população e aos princípios da administração pública, encaminhar as devidas denúncias e apurar todas as irregularidades. A falta de providência pode configurar prevaricação e, consequentemente, responsabilidade administrativa e penal.

Diante da gravidade do caso, espera-se que a nova gestão de Jeremoabo trate com seriedade a situação e adote as medidas necessárias para responsabilizar os envolvidos e resguardar o patrimônio público, garantindo que situações semelhantes não voltem a ocorrer. 




A Falha na Fiscalização e o Assistencialismo Indevido dos Vereadores


NOTA DA REDAÇÃO DESTE BLOG - A Falha na Fiscalização e o Assistencialismo Indevido dos Vereadores

Muitos vereadores, ao longo dos anos, têm deixado de lado sua principal missão de fiscalizar o Executivo e legislar em favor da população. Em vez disso, acabam por se apropriar indevidamente das atribuições do prefeito, praticando assistencialismo. Esse tipo de conduta não só configura improbidade administrativa, como também prejudica aqueles que estão na fila aguardando autorização para procedimentos e serviços, sendo preteridos em favor de apadrinhados políticos.

Em Jeremoabo, a expectativa é que o atual presidente da Câmara Municipal tome providências sobre pendências herdadas da gestão anterior. Um exemplo emblemático é a responsabilização do ex-prefeito pelo enorme prejuízo causado pela demolição do Parque de Exposição. Mais grave ainda foi a doação de um bem público, o terreno do Parque, sem a devida autorização legislativa. Tal ato representa uma afronta e desmoralização tanto para os vereadores da oposição quanto para os da situação, que não se posicionaram de forma contundente sobre essa ilegalidade.

Outro caso vergonhoso e criminoso foi a apropriação indevida dos mourões e ripões retirados do Parque de Exposição, uma situação que pode ser classificada como roubo de patrimônio público. A população também exige esclarecimentos sobre o escândalo das "quentinhas" e a destinação dos R$ 7 milhões em emendas que deveriam ter sido aplicados na melhoria do hospital local. Durante quatro anos, os vereadores questionaram sobre esse recurso, mas agora chegou o momento de realmente investigar e apontar responsabilidades.

Diante de tantos desmandos, cabe ao novo presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo iniciar sua gestão com seriedade e transparência, buscando esclarecer esses casos e restabelecer a credibilidade do Legislativo Municipal. O povo merece respostas, e a cidade precisa de uma fiscalização efetiva para garantir que situações como essas não se repitam no futuro.

Lula rechaça ligação com Trump: “Não há interesse nem meu, nem dele”

 

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletia
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, nesta quinta-feira (30), que não existe previsão de uma ligação entre ele e o novo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Lula, não parece haver interesse nem da parte do estadunidense, nem da sua para a realização da conversa.

 

Trump foi eleito em novembro e tomou posse no dia 20 de janeiro. O Governo brasileiro reconheceu a vitória em comunicados políticos, mas o presidente não manteve o costume de ligar para parabenizar o presidente empossado. “Não há nenhum interesse agora, acho que nem meu, nem dele”, afirmou o presidente.

 

Desde que o republicano assumiu o governo estadunidense, tem tomado decisões opostas à visões defendidas pelo mandatário brasileiro. Lula criticou, de maneira enfática, a saída dos EUA do Acordo de Paris e a paralisação do financiamento à Organização Mundial da Saúde, classificando estas ações como “uma regressão à civilização humana”.

 

O presidente do Brasil ainda brincou acerca de quando iria encontrar, de fato, o novo chefe de estado norte-americano. “Se eu for convidado para o G7, a gente tem chance de encontrar. Se não, a gente vai se encontrar na ONU, se ele não desistir da ONU também”, afirmou Lula.

 

O brasileiro ainda criticou a promessa que o estadunidense fez de aumentar a taxação de produtos estrangeiros nos EUA, segundo ele para impulsionar o crescimento da indústria do país. “Ele só tem que respeitar a soberania dos outros países. Ele foi eleito para governar os EUA”, afirmou o presidente Lula.

Nova posse de Alcolumbre devia ser feita na Papuda ou na Usina de Lixo

Publicado em 30 de janeiro de 2025 por Tribuna da Internet

Alcolumbre sonha (?) em continuar presidente do Senado, alterando a  Constituição - Flávio Chaves

Charge do Genildo (extrapauta.com.br)

Vicente Limongi Netto 

Festa pela eleição do roliço Davi Alcolumbre, como novo presidente do Senado Federal. A chamada Câmara Alta nunca esteve tão bem representada. O eclético e limpo Alcolumbre tem orgulho de servir a dois patrões, Lula e Bolsonaro. Tudo pelo diálogo democrático.

Resta saber onde será a cerimônia de posse de Alcolumbre – se na aprazível Papuda ou na Usina de Lixo de Brasília.

SUGESTÕES – O próprio Alcolumbre gostou muito das sugestões que recebeu do alto escalão do presidente que deixa o cargo, o macabro Rodrigo Pacheco. A dúvida é comovente.

Como Alcolumbre é bem recebido por onde anda, os moradores da Papuda podem sugerir que o falante senador desfrute de boa temporada por lá. Com toda mordomia. Até direito a pijama listrado. Sem faltar diversos celulares, para poder conversar com Lula e Bolsonaro sobre as escolhas dos novos membros da Mesa Diretora e futuros presidentes das comissões técnicas.

Auxiliares mais pragmáticos do senador pelo Amapá preferem que a memorável posse seja na Usina de Lixo. Ambiente igualmente aromático e modernoso, com bons fluidos, igual à confortável Papuda. Alcolumbre se sentiria em casa. 

Trump cortou mais de US$ 1 milhão de organizações sociais no Brasil


Prefeituras: pagamentos de mensalidades para ong de prefeitos é questionada  | Vigilantes da Gestão

Charge do Adorno (Adorno@vetorial.net)

Jamil Chade
do UOL

O governo de Donald Trump cancelou mais de US$ 1 milhão em repasses para entidades da sociedade civil brasileira, impactando dezenas de programas no setor de equidade racial. Algumas organizações avaliam a necessidade de demissões.

Além disso, organizações que repassam fundos para ONGs no Brasil, como a USAID, vão parar de ceder fundos, abrindo a possibilidade de que entidades de direitos humanos no país sejam fechadas.

REAVALIAÇÃO – As decisões estão tendo como base a Ordem Executiva do governo Trump que, em seu primeiro dia de governo, anunciou a suspensão de repasses de ajuda internacional durante 90 dias. Nesse período, os programas seriam reavaliados.

As entidades que estão sofrendo cortes optaram por não divulgar os programas específicos que estão sendo afetados e nem seus nomes, temendo uma retaliação ainda mais drástica com a divulgação dos cortes.

O UOL apurou, porém, que muitas estão relacionadas com temas indígenas na região amazônica e Norte do país.

ÍNDIOS E QUILOMBOLAS – Uma das preocupações se refere ao corte de recursos a projetos que envolvem bolsistas indígenas e quilombolas jovens. Eles recebem esse dinheiro mensalmente e investem em suas comunidades.

A avaliação é de que os cortes podem afetar a preservação de saberes tradicionais, o empoderamento econômico destas comunidades e, assim, abrir espaço para o avanço do agronegócio.

No combate ao racismo, também foram afetados programas reiniciados com o Brasil no governo de Joe Biden em temas de educação, acesso à justiça, cultura e memória e saúde. O corte também afeta quilombolas na região Norte e Nordeste do país.

COP 30 – Segundo as entidades brasileiras, os repasses para a agenda climática estão sendo cancelados, impactando na participação da sociedade civil na COP 30, em Belém no final do ano.

Projetos ainda de defesa das mulheres, pessoas negras, juventude e população LGBTI+ foram alertados já de suspensão de pagamentos.

Projetos de fortalecimento das organizações da sociedade civil estão sendo cortados, impactando no fortalecimento da democracia. Projetos de liberdade e associação religiosa tampouco serão renovados pelo governo Trump.

SEM REPASSE – De acordo com as entidades, a ordem executiva impede que qualquer organização que recebia financiamento do Departamento de Estado norte-americano possa utilizar os recursos recebidos a partir do dia 24 de janeiro e, mais especificamente, que venha a receber qualquer dinheiro.

No caso brasileiro, grande parte do financiamento dessas organizações vem do exterior, e a participação da sociedade civil no fortalecimento da democracia tem previsão constitucional.

As entidades querem, agora, chamar a atenção para que o governo brasileiro se prepare para as consequências do enfraquecimento da participação da sociedade civil na construção da democracia. Para eles, esse corte ameaça os avanços promovidos por esses atores na pauta de direitos humanos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Todos sabem que o Brasil, especialmente a Amazônia, é o paraíso das ONGs e OSs fajutas, criadas para faturar recursos públicos e privados, nacionais e estrangeiros. Esse US$ 1 milhão não significa quase nada. Trump diz que será feita uma avaliação, que considero necessária e oportuna. Aliás, quem deveria fazer essa avaliação é o governo brasileiro, mas quem se interessa? (C.N.)


Lula acerta em dar entrevista coletiva, mas não tinha o que mostrar


Lula durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto

Lula obedece ao marqueteiro e dá entrevista coletiva

Vera Magalhães
O Globo

Um Lula bem disposto, com fala escorreita, propositalmente simpático com os jornalistas e aparentando ter consciência de que precisa dar uma volta por cima em seu governo concedeu uma rara entrevista nesta quinta-feira. Prometeu que esses eventos serão mais frequentes, mas falta a ele ter o que mostrar em termos de realizações e a nós, da imprensa, fazer o dever de casa para aproveitar a oportunidade de estar diante do presidente da República para um questionamento mais incisivo, que reflita a complexidade do momento político, econômico e internacional.

A coletiva foi boa para Lula. Ponto para Sidônio Palmeira, que conseguiu, em duas semanas, convencer o petista a falar com a imprensa.

LEVE DEMAIS – Espertamente, demonstrando que ainda mantém um tanto da boa forma de uma raposa política que é, o presidente começou se desdobrando em gracinhas para os jornalistas e fazendo menção à sua recente cirurgia, e terminou agradecendo as perguntas e dizendo que os editores ficariam bravos. Foi, portanto, mais leve do que ele esperava –e do que o momento pedia.

Lula, foi, sim, questionado sobre os principais assuntos. Mas o modelo que não permite réplicas quando o presidente circula a pergunta impediu que ele fosse mais “apertado”.

Ainda assim, é positivo que a mudança na Secom traga logo nas primeiras semanas uma abertura maior para a exposição de Lula diante da imprensa. O modelo pode ser aperfeiçoado a cada oportunidade, inclusive com maior preparação prévia por parte de nós, da imprensa.

SEM ARGUMENTOS – O maior problema para o presidente é que o que ele tem para mostrar de positivo do terceiro mandato se restringe a 2023: do combate ao golpismo à baixa do preço da picanha, que ele mesmo reconheceu que subiu um ano depois, todas as vitórias, inclusive no Congresso, foram na largada do governo.

Mais: para além da disposição de Lula de dizer que vai dialogar e voltar a percorrer o país, nada sobressaiu como plano de voo para os dois últimos anos, que ele mesmo classificou como os mais importantes.

Só a defesa da democracia e uma espécie de uma ameaça velada de que, sem ele, o Brasil estará entregue à direira autoritária, mas isso não enche barriga nem garante popularidade a quem precisa dela e já fez bem mais nas ocasiões anteriores em que ocupou o Planalto.

FALTA DINHEIRO – A volta de Donald Trump ao poder, depois do Capitólio e com tudo que explicitou ao longo da campanha que pretendia fazer caso eleito, é um alerta para o quanto o eleitor pode relativizar a defesa da democracia quando sente — corretamente ou não — que algo lhe falta no bolso ou, de forma mais difusa, no ambiente social e cultural em que está inserido.

O ponto mais complicado da entrevista foi justamente no começo, quando Lula foi questionado sobre a decisão do Banco Central, na primeira reunião sob o comando de Gabriel Galípolo, ter aumentado a taxa básica de juros em 1 ponto percentual e, ainda assim, isso não ter ensejado críticas de sua parte como as feitas nos tempos de Roberto Campos Neto.

JUROS ALTOS – Lula poderia ter aproveitado para exercitar o que ele mesmo disse na entrevista que pretende fazer: reconhecer quando erra.

Neste caso, para dizer que demorou, mas compreendeu que a autoridade monetária é autônoma e que seu principal mandato é levar a inflação para a meta. Mas não: ele preferiu adotar uma postura paternalista e condescendente em relação a Galípolo, desnecessariamente dizer que “fala” coisas para seu indicado ao BC e que tem confiança de que no futuro a instituição vai baixar os juros.

Não ajuda a construir a credibilidade que, também de forma correta, reconheceu na coletiva de que precisa aumentar.

Ameaça de Trump sobre os Brics atinge diretamente Lula e o Brasil


Trump diz que países do BRICS não vão ficar felizes, se prejudicarem os EUA  | CNN PRIME TIMECarlos Newton

O imponderável presidente americano Donald Trum considera o grupo dos Brics um grave problema a ser resolvido pelo seu governo. Logo após assumir, no último dia 20, ele afirmou que os países membros do Brics estavam tentando “dar uma volta” nos Estados Unidos e que, se isso ocorrer, “não vão ficar felizes”.

O novo governante americano se referia aos planos já divulgados pelos países-membros sobre crescimento do bloco, como possibilidade de negociações comerciais lastreadas em suas próprias moedas ou em nova moeda a ser criada, para se livrar da submissão ao dólar.

“BONS ACORDOS” – “Eu acho que [os países do Brics] estão procurando prejudicar os Estados Unidos, e se fizerem isso, não ficarão felizes com o que vai acontecer”, disse Trump, que considera que os EUA não possuem bons acordos comerciais com os países-membros do bloco.

O novo dono do mundo, digamos assim, disse que “nós não fizemos nenhum bom acordo (com nenhum dos Brics). Temos déficit com quase todos eles”.

Em relação especificamente à China, que é o maior líder do bloco, Trump lembrou que em seu primeiro mandato impôs “grandes tarifas” aos produtos chineses, especialmente ao aço, o que ajudou a manter empresas de siderurgia funcionando nos EUA.

SEM DETALHES – Trump não deu mais detalhes sobre futuras tarifas contra o país asiático, mas pontuou que tem reuniões e telefonemas agendados com o presidente Xi Jinping para tratar do assunto. Trump acrescentou que, por ora, os EUA ainda “não estão prontos” para implementar novas tarifas universais.

Depois dessa declaração, realmente Trump já teve uma demorada reunião por videoconferência com o presidente chinês XI Jinping, mas não houve vazamento sobre o que foi conversado.

Para o governo Lula, que defende publicamente uma nova moeda, a situação é delicada, porque desde 1º de janeiro o Brasil assumiu a presidência do Brics, integrado por Rússia, Índia, China e África do Sul, além de outros membros recém-admitidos – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã, e outras nações consideradas parceiras.

SUL GLOBAL – Brics é o bloco que sustenta a articulação diplomática dos países do Sul Global, com foco na cooperação em diversas áreas. E o Brasil se comprometeu a operar sob o lema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global por uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”.

É claro que Trump não vai aceitar placidamente o crescimento do Brics. No final do ano passado, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Nigéria foram anunciados como “países parceiros”. 

Diante dessa delicada situação, convém que Lula se coloque em seu devido lugar, saia o máximo de cena e deixe o Itamaraty gerir a presidência do Brics, sem se meter em nada.

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P.S. –
 No momento, o Brasil não tem retaguarda econômica para suportar retaliações de Trump. O ideal seria um bom relacionamento com os Estados Unidos e com os Brics, simultaneamente, meta que o Itamaraty tem condições de atingir, se Lula não atrapalhar. (C.N.)

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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