terça-feira, outubro 16, 2012

Desabafo de um trabalhista histórico diante da política atual

Hugo Gomes de Almeida
Antonio Santos Aquino escreve aqui no Blog da Tribuna cheio de razão. Depois da morte de Leonel Brizola, está substituindo-o no conhecimento da história do trabalhismo brasileiro. É como se fosse o fio da história.
Um político de verdade


Desembargador Siro Darlan defende que obra da Delta no TJ-RJ seja alvo da CPMI do Cachoeira

Luciano Pádua 



Barbosa absolve Duda Mendonça por evasão de divisas, mas o condena por lavagem de dinheiro

Débora Zampier (Agência Brasil)



 Idosa que recebeu café com leite na veia será sepultada hoje

 

Dilma irá a comícios em São Paulo, Salvador e Manaus no segundo turno.

Justiça de MG condena Genoino e Delúbio por falsidade ideológica

 

 

Kamilla Covas é dançarina do Faustão A gata vai mostrar as curvas em ensaio para a "Sexy" Passageiros validam Bilhete Único no terminal Santo Amaro, na zona sul
Pneu do trem de pouso que estourou de avião cargueiro no aeroporto de Viracopos Funcionários da Ecovias limpam a rodovia Anchieta, onde uma carreta tombou Acidente envolvendo um Astra e um caminhão em rodovia em Jales

Relator defende tempo especial para trabalho
com eletricidade

O segurado exposto à eletricidade
só tem a contagem especial do trabalho exercido até março de 1997 no INSS

Reajuste de combustível virá, diz Petrobras

Mesmo sem estipular uma data, Graça Foster disse que, além do reajuste, a estatal quer aumentar sua eficiência para aumentar os lucros


 

Derrota em Antas pode atrapalhar planos de Nilo

por Ricardo Luzbel
Derrota em Antas pode atrapalhar planos de Nilo
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias

Genoino e Delúbio condenados por falsidade

Genoino foi condenado a quatro anos de prisão pela justiça de Minas Gerais
Em ação paralela à do mensalão, Justiça Federal de Minas Gerais considera que ex-presidente e ex-tesoureiro do PT cometeram falsidade ideológica como avalistas do empréstimo do banco BMG
Continue Lendo...

MP investigará divulgação de salários do Senado

No Fórum, Aline Corrêa: por que temos cada dia menos professores?

Temer evita comentar Cabral como vice de Dilma

 

Argentina: Tribunal condena ex-militares à prisão perpétua

 

Para Tourinho Neto, Cachoeira está preso "há tempo demais"

Desembargador manda soltar Cachoeira outra vez

Tourinho Neto, do TRF, disse que processo estava demorando por que extratos telefônicos não eram entregues aos réus, mas juiz de Goiânia avisou três vezes que documentos estavam à disposição. Bicheiro só continuará preso por causa de outro mandado de prisão

 

CNJ determina investigação sobre suposto esquema de adoção de crianças em Monte Santo

 

Brasileiro é o 10º no mundo que mais gasta com ligações de celular

 

A espetacularização e a ideologização do Judiciário

15 Leonardo Boff,
Se malfeitos forem comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento da Ação Penal 470 transmitido pela TV

Mensalão e reclamação à Corte Internacional

11 Luiz Flávio Gomes,
De forma direta a Corte não interfere nos processos que tramitam num determinado Estado membro sujeito à sua jurisdição (em razão de livre e espontânea adesão), porém, de forma indireta sim

PT elabora manifesto sobre o mensalão

 

Dilma deve vir a Salvador no dia 19 e Lula no dia 23, anuncia Daniel Almeida

por Rodrigo Aguiar
Dilma deve vir a Salvador no dia 19 e Lula no dia 23, anuncia Daniel Almeida
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias

Sarney muda discurso e elogia Ulysses Guimarães em sessão

Sarney muda discurso e elogia Ulysses Guimarães em sessão

TRT-5 divulga lista de pagamento de precatórios do Estado da Bahia

TRT-5 divulga lista de pagamento de precatórios do Estado da Bahia


lvador é a 22ª cidade mais violenta do mundo

Edição/247: salvador violencia Nada menos que 45 dos 50 municípios mais violentos do mundo se situam no continente americano e 40 estão na América Latina; Das 50 cidades mais violentas, 14 estão no Brasil, segundo estudo divulgado pelo Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia Penal A.C.; Salvador ocupa a 22ª posição no ranking divulgado pela entidade

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas