quinta-feira, outubro 18, 2012

 

JEREMOABO: motoristas do transporte escolar continuam parados por falta de pagamento

Os estudantes da zona rural de Jeremoabo estão sem ir para as escolas por falta de transporte escolar. O motivo da paralisação do transporte é a falta de pagamento aos motoristas dos carros. A frota escolar está parada há alguns dias e os motoristas reclamam que estão com pelos 60 dias por receber.

Essa é a segunda vez que a Prefeitura atrasa os salários dos motoristas na gestão atual.A decisão da paralisação foi tomada pelos motoristas na tentativa de forçar o prefeito Pedro Bonfim Varjão a pagar os salários atrasados, mas até agora não houve negociação.

Os alunos se sentem prejudicados por ficaram sem ir às escolas, acumulando assim vários dias letivos perdidos, pela falta de transporte. Muitos alunos do interior estão pagando o transporte por conta própria para não terem o ano letivo prejudicado. No entanto, aqueles que não têm condições ficam no prejuízo.

Parte do transporte escolar no município é terceirizada e a prefeitura está com o pagamento dos motoristas atrasado pela segunda vez. O gestor municipal ainda não se posicionou publicamente.
 Fonte: Acorda Sertão

  A única diferença do ladrão de banco e do político são as armas usadas, um usa dinamito e o outro usa seu voto.

COMENTÁRIOS:

Eu só queria entender o que o Prefeito Pedrinho fez com o dinheiro do transporte escolar, aliás sempre chega na data certa.

Será que foi para não embarcar nessa canoa furada que o Secretário de Educação mesmo tardiamente saltou fora?

E os vereadores de Jeremoabo porque diante de um ato criminoso desse ficam cegos, surdos e mudos?
E o dinheiro pago as Bandas fantasmas como irá ficar?

Diante dos acontecimentos na eleição passada, tudo indica que debaixo dessa ponte irá passar muita podridão...Não foi atoa que os fichas sujas entraram em desespero temendo a derrota.
Acorda eleitor de Jeremoabo, não permaneçam na contramão da história...


Rudolfo Lago
Rudolfo Lago

Congresso: mais um passo rumo à esculhambação

“A cada dia que passa, o Congresso aceita mais ser um mero trailler, um reboque, do Poder Executivo”


Salas de aula não poderão ter mais que 35 alunos

 

 

A mídia mentirosa

Sebastião Nery
Assis Chateaubriand tinha um sonho: ser embaixador do Brasil na corte da Inglaterra. Eleito Juscelino presidente, Chateaubriand sentiu seu sonho cada dia mais possível. E passou a lutar desesperadamente por ele.
Chateaubriand foi mesmo embaixador



Jornais: Câmara muda regra e oficializa falta às segundas e sextas


Reflexões sobre Estado, Democracia, evolução política e espiritualidade

Martim Berto Fuchs
Agenda positiva é propor soluções que ataquem as causas. Muitas proposições políticas têm sido apresentadas aqui no Blog e não é de hoje, mas querendo mudar os efeitos. Desculpem se insisto nesses pontos que seguem abaixo:





Cotas para negros no emprego público são um exagero, não há dúvida

Luís Fernando Giants
Isso é um exagero que só atrapalha. As cotas raciais no ensino médio e nas universidade foram um avanço e eu sou favorável a isso. Mas eis que o homem, outra vez abusando. Abuso grave.
Já que passaram as cotas nas universidades, porque não também nos concursos? E nas empresas? Exageremos outra vez! Façamos o que podemos ! Aproveitemos para inverter a mão dos abusos!



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O fim da utopia do PT, o partido que monopolizava a ética

Roberto Nascimento
Com o julgamento da Ação Penal 470, caiu a máscara do partido que se autoproclamou como detentor do monopólio da ética na política. Nada mais falso e fictício do que o bumbo tocado anos a fio após o início da redemocratização.







Cada civilização cria um Deus à sua imagem e semelhança

Francisco Vieira
Cada civilização fez  seu Deus à sua imagem e semelhança. Os africanos fizeram seus deuses “afrodescendentes” de pele negra, os indianos com cabelos lisos, os orientais com os olhos puxados, os indígenas no norte da América com a “a pele vermelha”, os europeus aloirados e com os olhos claros, os gregos e romanos loiros e morenos-claros com olhos azuis, e por aí vai…




Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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