Cordel da Verdade de Jeremoabo
Tem conversa pela praça
Que não merece atenção;
Querem trocar nossa história
Por interesse e paixão.
Mas a verdade é mais forte
Que qualquer invenção.
Não paguem essa história,
Pois o povo é sabedor;
Quem rasura o passado
Não merece o seu valor.
A memória de um povo
É seu bem maior.
Jeremoabo nasceu forte,
No sertão da Bahia amada;
Dos povos originários
Veio sua caminhada.
Seu nome é de origem tupi,
Herança eternizada.
Primeiro veio a Freguesia,
No distante mil setecentos;
Depois nasceu a Vila,
Com seus grandes fundamentos.
Cada etapa teve glória,
Cada qual em seu momento.
Em vinte e cinco de outubro,
No ano de trinta e um,
Geremoabo virou Vila,
Isso nega? Não há nenhum.
Mas emancipação política
Ainda não era comum.
Foi somente em vinte e cinco,
No mês de julho, dia seis,
Que a Lei do Estado da Bahia
Escreveu de uma só vez:
Jeremoabo era Cidade,
Como registra a própria lei.
Documento não se rasga,
Nem se muda por vontade;
Quem inventa outra versão
Enfraquece a identidade.
História não é brinquedo,
É patrimônio da cidade.
Desta terra tão querida
Muitos filhos foram brotar:
Canudos e Paulo Afonso,
Santa Brígida a brilhar;
Pedro Alexandre e João Sá
Vieram depois se formar.
Cada pedaço da terra
Leva um pouco da raiz;
Mas Jeremoabo permanece
Gigante e sempre feliz.
Quem conhece sua história
Tem orgulho do que diz.
Hoje o tempo é diferente,
Há respeito e união;
Jeremoabo reencontra
Sua verdadeira direção.
Quem ama sua história
Defende sua tradição.
Temos Tista de Deda,
Prefeito de coração,
Que governa com prudência,
Sabedoria e união.
Bom jeremoabense, ele sabe
O valor da tradição.
Não permitirá, jamais,
Que apaguem nossa memória;
Respeita os antepassados,
Honra toda essa história.
Quem conhece suas raízes
Constrói um futuro de glória.
Viva o povo de Jeremoabo!
Viva sua gente guerreira!
Viva quem lutou um dia
Pela cidade altaneira!
Que nunca morra a lembrança
Da nossa história verdadeira.
E que ecoe pelos cantos,
Nas escolas e no chão,
Nos sítios e nas fazendas,
Em cada comemoração:
A Emancipação Política de Jeremoabo
É seis de julho, por razão!
Quem quiser mudar os fatos
Pode até tentar, um dia;
Mas não vence os documentos,
Nem a força da história fria.
Porque um povo sem memória
Perde a própria identidade.
Por isso fica o recado,
Escrito em rima e emoção:
Respeitem nossos avós,
Nossa terra e tradição.
Viva Jeremoabo! Viva o 6 de Julho!
Viva nossa Emancipação!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).