segunda-feira, dezembro 12, 2016

Em Jeremoabo a baixa política e a ignorância impera

Foto e montagem: Chapada News/Marcos Braga.

Venho acompanhando a política de Lençóis Bahia, porque a situação daquela cidade é semelhante a de Jeremoabo, a segunda colocada foi declarada eleita pelo TRE-BA.

Pelo menos nos diversos sites da região não observo toda essa celeuma que acontece em Jeremoabo, nem essa baixaria de tanta mentira.

O que observa-se é o candidato com registro indeferido, e a segunda colocada trabalhando pelo engrandecimento de Lençóis.

Vide matéria abaixo:

LENÇÓIS: Resultado das eleições pode sair a qualquer momento. Eleições continuam indefinidas

Foto e montagem: Chapada News/Marcos Braga.
Foto e montagem: Chapada News/Marcos Braga.
Lençóis ainda não tem prefeito eleito definitivamente proclamado. Tudo porque o candidato Marcão que obteve maior número de votos (2.411 votos), teve seus votos anulados por ter sua candidatura indeferida por estar inelegível por força da Lei 64/90 (Lei da Ficha Limpa). Motivo que o fez recorrer da decisão junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Vanessa Senna, a segunda candidata mais bem votada (2.341 votos) é mostrada pelo TRE como prefeita eleita, porém, devido ao recurso interposto por Marcão, nesse momento, nenhum dos dois candidatos pode ser proclamando como candidato eleito.
Devido ao número alto de pedidos de explicação sobre o funcionamento desse julgamento no TRE e em qual situação se encontra o processo, a candidata Vanessa usou as redes sociais, para explicar didaticamente esse funcionamento. O Chapada News, por sua vez, traz todo o passo-a-passo na Corte Eleitoral, em relação ao julgamento desse Recurso.
A Corte Eleitoral do TRE é composta por 7 Juízes que tem esses cargos eletivos temporários e é formada por:
– 02 Desembargadores (escolhidos no Tribunal de Justiça da Bahia);
– 02 Juízes de Direito (escolhidos em votação secreta também pelo Tribunal de Justiça do Estado);
– 01 Juiz Federal (escolhido pelo Tribunal Regional Federal);
– 02 Advogados (Juristas de notório saber jurídico escolhido em lista tríplice pelo Presidente da República).
Como são muitos os processos que tramitam no TRE, seria mais lento e problemático se todos os 07 juízes analisassem e estudassem processo por processo. Por isso, nos tribunais, cada processo é distribuído a um membro da corte, que passa a ser o Relator do caso. A esse Relator, competirá estudar todo o processo, analisá-lo e ao final expor os fatos do processo (relatório), e propor uma decisão (voto) contra ou a favor. No dia do julgamento então esse relatório é lido para todos os outros Juízes, e posto em votação, onde se concorda ou se discorda em relação à posição do Relator. A decisão ocorre por maioria dos votos. Quando há empate, o presidente do órgão tem o chamado voto de qualidade (popularmente conhecido como “voto de Minerva”), isto é, voto que desempata e decide o julgamento.
Caso algum dos juízes deseje conhecer melhor o processo, antes de se posicionar a favor ou contra, pede-se ” VISTAS” e por isso a sessão é encerrada, para que o Juiz que a pediu, possa estudá-lo e se decidir. Então, nova data de julgamento é marcada.
No caso de Lençóis, o Relator é o Juiz Gustavo Mazzei Pereira, e no dia 25/11/2016 o mesmo opinou por manter a impugnação de Marcão, por também considerá-lo inelegível pela lei da Ficha Limpa. Porém em seguida um dos Juízes (Fábio Alexsandro Costa Bastos) pediu vistas ao processo e a sessão foi encerrada.
Juízes e votos do Recurso Eleitoral (RE): nº 144-92.2016.6.05.0089
Juízes e votos do Recurso Eleitoral (RE): nº 144-92.2016.6.05.0089
Vista realizada pelo Juiz Fábio Bastos, dias depois, o mesmo também antecipou seu voto, opinando assim como o Relator, pela manutenção da impugnação de Marcão, pelas mesmas razões (inelegível pela Lei da Ficha Limpa).
A próxima sessão que estaria marcada para o dia 01/12 foi de igual modo adiada para o dia 05/12, pois outro Juiz (Marcelo Ayres Filho) também pediu vista, para melhor estudar o processo. Atualmente, o processo está nas mãos do Juiz Marcelo Ayres, para análise e voto.
Acompanhamento do Processo TRE/Ba. Sessões de Julgamento
Acompanhamento do Processo TRE/Ba. Sessões de Julgamento
Nos registros do site do TRE consta sessão para os dias 05/12, 06/12, 07/12 e outra para 12/12/2016. Resta agora acompanhar de perto e aguardar posicionamento do TRE nas datas marcadas para julgamento. A qualquer momento, em uma dessas datas, sai a decisão definitiva do TRE/Ba.
No momento o que se conclui é que dos 06 Juízes (considerando que o sétimo juiz, que é o Presidente do TRE, só vota em caso de empate), 02 votaram por manter a impugnação de Marcão. Porém ainda faltam 04 Juízes votarem.
Desse modo, a situação política de Lençóis segue indefinida até que a corte do TRE se pronuncie, definitivamente.
Mesmo diante desse quadro, ambos os candidatos, Marcão e Vanessa, dizem estar trabalhando em benefício de Lençóis. Não pararam e não vão parar enquanto esperam a decisão final.
Vanessa Senna
Vanessa Senna
Vanessa Senna, em sua rede social, afirma seguir trabalhando em benefício da cidade de Lençóis. “A indefinição na política de Lençóis não nos tira o ânimo de continuar trabalhando pela cidade que amo. Estive ontem (30/11), em Brasília, em audiência com o superintendente Regional do DNIT no Estado da Bahia, Amauri Sousa Lima, acompanhada da deputada Ivana Bastos e do vice-governador, João Leão, para tratar da tão desejada obra da Rotatória do município de Lençóis. Já estive com o senador Otto Alencar, com o secretário de Infraestrutura do Estado, Marcos Cavalcanti, dentre outros gestores, buscando a realização desse projeto. E continuo correndo atrás, pois sei que esse investimento é fundamental para aumentar a segurança no local e para promover mais qualidade de vida para os moradores e visitantes. Boas notícias estão por vir, e a nossa população merece!” Encerra a candidata em sua postagem numa rede social.
Marcão
Marcão
Em contato com Marcão, o mesmo disse ao Chapada News, que apesar da indefinição do futuro Gestor, já vem trabalhando incessantemente pela cidade:  “estamos aguardando o julgamento do TRE para poder encaminhar o ofício com os nomes dos membros para participarem da transição, porém, independente disso, nós já estamos indo atrás de meios externos, atrás das secretarias para viabilizar algumas ações para o Município de Lençóis. Já estamos negociando a assinatura de alguns convênios na área da saúde e na área de educação. Também tive conhecimento que a Prefeitura de Lençóis recebeu 12 milhões de precatórios do FUNDEF, porém, não tenho certeza desse recebimento. Mas se recebeu e cair na minha gestão, com certeza, usaremos esse recurso para construção de dois ou três colégios em tempo integral, pois esse dinheiro tem essa finalidade. No entanto, só terei um posicionamento melhor sobre o julgamento, a partir de terça-feira (06/12), pois não há certeza de que haja mesmo julgamento amanhã”. Finaliza Marcão.
Ainda esta semana, há grandes possibilidades de Marcão conceder entrevista ao nosso site Chapada News, passando maiores esclarecimentos e provavelmente novas informações sobre o processo eleitoral. Aguardem!
Da Redação
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=25162499#editor/target=post;postID=5407776209511460794

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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