segunda-feira, março 30, 2026

Governo do Brasil investe mais de R$ 217 milhões e entrega obras na área de educação em todos os estados do Nordeste

 

EDUCAÇÃO

Governo do Brasil investe mais de R$ 217 milhões e entrega obras na área de educação em todos os estados do Nordeste
Presidente Lula comandou, nesta segunda-feira (30/3), entregas simultâneas em todo o país, fruto de mais de R$ 413 milhões em investimentos. Região Nordeste concentra inaugurações em creches, escolas em tempo integral, institutos federais, universidades e hospitais universitários

 

Entregas, em todo o Brasil, incluem 43 novas instalações em 12 Institutos Federais (IFs) no eixo da Educação Profissional e Tecnológica, além de 10 obras ligadas à Educação Superior em nove universidades federais e 13 obras em 10 hospitais universitários. Foto: Divulgação/IFB

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou, nesta segunda-feira (30/3), no Palácio do Planalto, a cerimônia de inauguração simultânea de obras na área da educação em todo o país. Foram inauguradas 107 instalações educacionais, fruto de um investimento de R$ 413,49 milhões por parte do Governo do Brasil. Foram entregues 41 novas instalações voltadas à educação básica (escolas e creches), 43 em 12 institutos federais no eixo da Educação Profissional e Tecnológica, além de 10 obras ligadas à Educação Superior em nove universidades federais e 13 obras em 10 hospitais universitários, em 24 unidades da Federação das regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul.
 

A região Nordeste foi contemplada com 48 entregas, fruto de um investimento de mais de R$ 217,19 milhões por parte do Governo do Brasil. Entre as obras entregues estão escolas e creches nos nove estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe); além da inauguração de novos leitos em hospitais universitários da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da adequação da infraestrutura para instalação de novos equipamentos de radioterapia (acelerador linear) para o tratamento do câncer (ampliação assistencial e oferta de residência em radiologia) no Hospital Universitário do Piauí, ligado à Universidade Federal do Piauí (UFPI).
 

As obras incluem, ainda, instalações universitárias como novos campi, restaurantes estudantis, laboratório, residências, quadra poliesportiva e a Sede do Campus São Luís (MA) e a Sede da Reitoria do Instituto Federal da Paraíba, em João Pessoa.
 

EDUCAÇÃO BÁSICA — Foram entregues 22 novas unidades, entre creches e escolas no Nordeste. As novas instalações, que contaram com R$ 62,24 milhões em investimentos federais, ampliam o acesso à educação básica nos municípios de Inhapi (AL), Pindaí, Caravelas, Barro Alto e Teolândia (BA), Abaiara, Mauriti e Novo Oriente (CE), Governador Eugênio Barros e Tuntum (MA), Limoeiro, Trindade e Angelim (PE), Canto do Buriti, Coronel José Dias e Avelino Lopes (PI), Baraúna e Portalegre (RN) e Itabaiana e Tomar do Geru (SE).
 

INSTITUTOS FEDERAIS — Na educação profissional e tecnológica, o Nordeste recebeu 18 obras em institutos federais, com investimento de cerca de R$ 85 milhões. O destaque é a implantação de três novos campi do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), nos municípios de Umarizal, Touros e São Miguel, que contaram com R$ 43,36 milhões em investimentos. Também foram entregues a sede do campus São Luís – Centro Histórico, no Maranhão, com R$ 10,84 milhões em investimentos; a reitoria do Instituto Federal da Paraíba, em João Pessoa (R$ 14,03 milhões), além de restaurantes estudantis em diversos campi do Ceará e do Maranhão, e de uma quadra poliesportiva no Instituto Federal de Alagoas, em Viçosa (AL).
 

UNIVERSIDADES FEDERAIS — Universidades Federais do Ceará, Bahia e Sergipe receberam cinco obras, fruto de um investimento de R$ 75,07 milhões, dos quais R$ 19,36 provenientes do Novo PAC. As entregas incluem a Unidade Didática Central da Universidade Federal do Ceará, em Sobral; a urbanização e as residências universitárias da Unilab, em Redenção (CE); a sede do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no município baiano de Santo Antônio de Jesus; e os laboratórios do campus do Sertão da Universidade Federal de Sergipe, no município de Nossa Senhora da Glória.
 

HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS — Na área da saúde, foram entregues três obras em hospitais universitários geridos pela HU Brasil no Ceará, Pernambuco e Piauí, que contaram com investimentos de R$ 29,25 milhões.

No Ceará, as obras, a um custo de R$ 14,6 milhões, garantiram em Fortaleza a ampliação de 35 leitos para a linha de cuidado perinatal, sendo 10 de UTI neonatal, 10 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCA) e 15 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCinco) da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC).
 

No Recife, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC UFPE) ganhou 30 novos leitos na obstetrícia/alojamento conjunto, fruto de R$ 9,5 milhões em investimentos. Em Teresina, a um custo de R$ 5,15 milhões, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí recebeu a adequação da infraestrutura para instalação de novos equipamentos de radioterapia (acelerador linear) para o tratamento do câncer (ampliação assistencial + oferta de residência em radiologia).

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

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