quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Já vai tarde!!

 em 24 fev, 2026 3:31

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
      “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

Para os leitores mais jovens, um lembrete útil sobre como operam os bastidores da política: Leonel Brizola, governador do Rio de Janeiro nos anos 1980 e uma das figuras mais marcantes da história brasileira, conhecido pela oratória incisiva e pela defesa da educação e da soberania nacional, costumava repetir uma máxima impiedosa: “a política ama a traição e odeia o traidor”.

Ontem, 23, aqui  no blog: “Sobre (o senador) Alessandro (Vieira) no grupo governista, o blog já manifestou opinião antes mesmo do atual imbróglio envolvendo a declaração maldosa dele contra o companheiro de chapa.” E não foi por acaso. Em 11 de fevereiro, quando Fábio Mitidieri anunciou como vice Jefferson Andrade e, sobretudo, empacotou o neo-aliado Alessandro Vieira como seu “segundo” candidato ao Senado — integrando a chapa governista ao lado de André Moura —, blog já havia registrado: estava procurando sarna para se coçar.

Não deu outra!

Alessandro Vieira, na leitura deste espaço, sempre cultivou a pose de puritano — desses que remam conforme a maré — e tratou de transformar André Moura na sua antítese política. Usou como palanque a chamada “CPI do Crime Organizado”, da qual é relator, e chegou ao ponto de convidar para depor um criminoso já condenado, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, para, dali, tentar alvejar André.

O problema é que o tiro saiu pela culatra. O próprio depoente deixou claro que teria combinado o “mise en scène” com o senador. Semanas depois, o próprio Alessandro acabou admitindo, na prática, que não havia nada contra o colega de chapa que justificasse sua convocação.

Mas, para quem escolhe a hostilidade como método, recuar não é opção — ainda mais diante de um André Moura que, nas pesquisas, segue resiliente, mantendo-se sempre entre os três primeiros colocados. Na semana retrasada, Alessandro mirou novamente em André, mas acertou em cheio Fábio Mitidieri. Ao dizer, numa entrevista, que acordava com um despertador e o colega com a possibilidade de a polícia bater à porta cedo da manhã, atingiu o governador no coração do seu próprio comando político. No mesmo dia, Mitidieri se solidarizou com André Moura.

No dia seguinte, André afirmou que a linha vermelha da tolerância havia sido cruzada. Disse que família e amigos próximos o pressionavam para não aceitar mais ataques virulentos e anunciou que não permaneceria no grupo ao lado de Alessandro Vieira. O senador, por sua vez, reconheceu que, de fato, havia se excedido — mas já era tarde. Restou ao governador fazer uma escolha objetiva: entre um político tarimbado, articulado e com a força de 26 prefeitos que o apoiam, e um senador que depende do próprio Mitidieri para angariar votos, lideranças e gestores de cidades relevantes.

Ontem, exatamente no aniversário de 54 anos de André Moura, depois de um telefonema para cumprimentá-lo, Fábio Mitidieri publicou no Twitter o desligamento de Alessandro Vieira da chapa. Foi o desfecho esperado. Alessandro se comportou como um kamikaze político: desrespeitou o líder do grupo que o acolheu — e que pregava o amor por Sergipe como “a cola que os unia” —, desrespeitou o próprio grupo, a família de André Moura e, no fim, o eleitorado que deseja ver Mitidieri reeleito.

Alessandro tentou atrapalhar a vida política de André Moura, mas acabou traindo o esforço e a autoridade de Fábio Mitidieri. E como nenhum líder tolera desafio público de um liderado — ainda mais quando é um liderado altamente dependente —, foi o senador quem acabou “complicado”. Ele não percebeu o básico: “a política ama a traição, mas odeia o traidor”.

Já vai tarde!

Movimento em defesa da redução da jornada der trabalho é sintoma que PT, PV e PCdoB estão unificados em Sergipe  Na última sexta-feira, 20, no Sindicato dos Bancários, as lideranças da Federação PT, PV e PCdoB em Sergipe deram uma demonstração que estão unificadas em Sergipe, não só em torno do Movimento em defesa da redução da jornada de trabalho, pelo fim da escala 6×1, mas também em torno da pré-candidatura à reeleição do senador Rogério Carvalho.

 Diálogo e mobilização O senador Rogério Carvalho fez questão de destacar que a proposta foi aprovada na CCJ do Senado e agora para no plenário. “Com diálogo e mobilização, vamos conquistar essa vitória para o povo brasileiro. Reduzir a jornada é gerar empregos, melhorar a qualidade de vida e garantir mais dignidade para milhões de trabalhadores”, ressaltou nas redes sociais.

 Caminhada difícil  Rogério reconheceu também que foi o começo de uma Hoje é o começo de uma caminhada difícil. “Mas que precisa da força de cada pessoa, precisa do empenho e da mobilização nas redes e nas ruas. Faço o convite para que você faça parte desse momento histórico. Juntos e juntas, a escala 5×2 se tornará realidade para todos. Chegou a hora de darmos fim nessa escala perversa aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Não podemos mais aceitar que trabalhar 6 dias e folgar apenas 1 seja algo aceitável”, disse.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/ja-vai-tarde-4/

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