domingo, maio 27, 2007

Clodôviu, a cidona do pt, votou "num vô" e amarelou

Por Neil Ferreira 26/05/2007 às 01:15
Clodoviu não é mais aquele bobinho. Aprendeu com os sábios mestres que fora da mentira não há salvação.
A mulher de Cesar não tem que ser só honesta; ela precisa parecer honesta . Vi isso em Julio Cesar , de Shakespeare, ou História de Roma , ou a minissérie Roma , da HBO. Em informação, sugo o que aparecer pela frente. Aprendo até com enredo de escola de samba. Depois dos educativos mensalão, valérioduto, "nosso" delúbio, gushiken com a mão nos fundilhos de pensões das estatais, da quadrilha dos 40 chefiada por zé dirceu denunciada pelo Procurador Geral da República, dólares na cueca, dossiê fajuto do mercadante, bolsa-esmola que comprou 25 milhões de votos para a reeleição, bolsa-juros que rendeu juros estelares aos banqueiros, mensalão da mídia distribuído pelo "nosso" franklin, o porta-verbas, ninguém está nem aí para honestidade. Nem a da mulher de Cesar, nem a das operárias do turno noturno da Mary Jean Corner, Maria Joana da Esquina , em tradução livre. Citei duas mulheres importantes no seu tempo, com atuação nas camas do poder. A de Cesar, sua cama era o seu trono. Entrou de bicona na História apenas pela frase, seu nome não é lembrado. A sra. da Esquina é lembrada no país inteiro. Forneceu suas operárias do turno noturno a quase todos quantos banqueteavam-se nos dejetos do poder, na início da Era lulla. Há poucos dias, depois de um auto-imposto voto de silêncio, declarou que em tempos de cumpanheros mais fagueiros havia noites em que não sobravam meninas para atender à demanda. Algumas, mais solicitadas, faziam jornada tripla. Juízo tivessem, estariam ricas. Clodôviu é mais conhecido do que as duas madames. Deputado federal por São Paulo, teve quase 500 mil votos, a segunda maior votação do País. Vale 6 genoínos e ainda tem troco. Só perdeu para os quase 800 mil votos, dados também por São Paulo ao paulo maluf, cidonadão acima de qualquer suspeita. Atribui-se a São Paulo o eleitorado mais politizado deççepaíz . Clodôviu abusa da maquiagem da incorreção política. Maquiada, desmiola-se e atinge paroxismos na mídia. Sabe que as operárias do turno noturno da sra. da Esquina dependem de uma qualidade essencial. Precisam ser belas. Surpreendeu a choldra praticando a mãe de todas as incorreções ? político, falou a verdade. Clodô...viu e falou a verdade. Em Brasília, só novatos bobinhos falam a verdade. O caseiro Nildo falou e está na pior. O réu paloffi mentiu até o CPF e está na melhor. Clodôviu a deputada cidona do pt com olhos de estilista veraz, não de político. "Você é feia", sentenciou com desprezo. "num vô", abriu o "voto", mordaz. Estilista fala a verdade, político não. Clodôviu (ou acha que viu) que a mulherada "trabalha de noite, deitada; descansa de dia, em pé", referindo-se talvez às operárias do turno noturno da sra. da Esquina . Injuriada, a deputada cidona peitou-o no sentido figurado. Peso-pesada, pode mandá-lo a nocaute com uma peitada no sentido literal. Acusou-o de ter ofendido toda a espécie feminina. Clodôviu a fúria da petista e tascou-lhe mais verdade na lata. Disse que não se ofendesse. Para exercer a profissão das operárias da sra. da Esquina , lecionou, é preciso ser bela. "Você é feia", reconfirmou. Clodôviu a cidona como ela é. Cruel, falou para todo mundo. O que era mexerico entre desocupadas, virou absurdo quando a bancada do pt, desocupada também, entrou com uma ação por "quebra da ética e do decoro". Em defesa da ética e do decoro, surgiram os abantesmas da ética e do decoro, com o Beato da Ética e do Decoro à frente. Clodôviu a coisa feia. (Meus sais !) Amarelou. Fofoqueira arrependida, desmaquiada, miolou-se, desculpou-se e baixou hospital. Lambe as feridas impostas pelo pt. Não é mais aquele bobinho. Aprendeu com os sábios mestres que fora da mentira não há salvação. Como disse Thoureau, está na hora das pessoas de bem recolherem-se às prisões. EU TAMBÉM NUM VÔ.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

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