quinta-feira, maio 10, 2007

Visita do papa acirra debates sobre sexo e aborto

BRASÍLIA - O aborto, os preservativos e os direitos dos homossexuais foram os temas mais difíceis nas conversas entre o governo brasileiro e a Igreja Católica, às vésperas da visita do papa Bento XVI, que chegou ontem a São Paulo. O pontífice, que iniciou uma visita de cinco dias ao Brasil, foi recebido por milhões de fiéis. Mas também deverá enfrentar as queixas de grupos que se sentem ofendidos pelo conservadorismo do Vaticano. Uma pesquisa da organização Católicas pelo Direito de Decidir, que quer maior liberdade sexual para os fiéis da religião, descobriu que a oposição às políticas do Vaticano na área sexual é generalizada entre os jovens brasileiros. Segundo a enquete, 96% dos jovens católicos são a favor do uso de preservativos, e 79% aprovam as relações sexuais antes do casamento. Além disso, 88% opinaram que uma pessoa “pode usar métodos anticoncepcionais e continuar sendo uma boa católica”.
No entanto, o Episcopado brasileiro tem criticado a política de combate à aids do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que inclui a distribuição de preservativos em escolas. O arcebispo Geraldo Lyrio Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), comentou que o programa não educa a população. Pelo contrário, só “favorece a promiscuidade” e “estimula precocemente” as crianças e os adolescentes.O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma ativa organização de homossexuais, vai promover uma queima simbólica dos documentos da Igreja Católica que criticam a homossexualidade. Além disso, convocará manifestações de protesto contra a visita papal.
A visita de Bento XVI também será alvo de protestos de feministas, que pretendem denunciar a “discriminação” contra a mulher na Igreja. “As mulheres devem estar a serviço da Igreja, mas não há perspectivas de elas chegarem ao sacerdócio, que seria o acesso à palavra e ao poder de decisão na Igreja”, criticou a socióloga Dulce Xavier, membro da Católicas pelo Direito de Decidir. No entanto, nem todas as manifestações desta agitada semana religiosa são contrárias à doutrina católica. Em Brasília, centenas de pessoas convocadas por instituições católicas e evangélicas se manifestaram anteontem contra a legalização do aborto.
Os temores nos setores mais conservadores da sociedade e na própria Igreja surgiram nas últimas semanas. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, se declarou a favor de um plebiscito sobre a legalização do aborto, como o que aconteceu recentemente em Portugal. Lula comentou o tema na segunda-feira, numa entrevista a uma rede de rádios católicas. Ele disse ser contra o aborto, mas acrescentou com certa ambigüidade que entende “as jovens desesperadas por uma gravidez não desejada”.
O aborto só é permitido no Brasil em casos de estupro, risco de vida para a mãe e fetos sem cérebro. Mesmo assim, deve ser autorizado pela Justiça. Lula disse que não pretende falar do tema com o papa, com quem terá uma reunião hoje. Bento XVI ficará no Brasil até domingo, quando rezará uma missa campal no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, com a presença esperada de 500 a 700 mil pessoas. (EFE)
***Temporão desiste de encontro
SÃO PAULO - Diante do clima de crescente tensão com integrantes da Igreja, fruto do debate sobre aborto, camisinha e educação sexual, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, desistiu de acompanhar uma visita que o papa Bento XVI faria a um centro de tratamento em Guaratinguetá (SP). A atitude preservaria o ministro – e integrantes da Igreja – de novos constrangimentos. Assessores dizem que o encontro não será realizado por questão de agenda. Depois de amanhã, Temporão viaja para Genebra, para participar da Assembléia Mundial de Saúde.
Movimentos que lutam pela liberação do aborto no país pretendiam evitar ao máximo que o tema fosse abordado durante a visita do papa. A idéia era afastar qualquer risco de a população formar uma opinião sobre o assunto num clima de comoção. Para parte do movimento feminista, ao aceitar as provocações da Igreja, o ministro foi pouco prudente e ampliou uma discussão que poderia ser esquecida após a volta do papa ao Vaticano. O que se vê, no entanto, é justamente o contrário. Ontem, Temporão voltou a dar declarações contundentes. Afirmou que “não se pode querer prescrever dogmas e preceitos de uma determinada religião para o conjunto da sociedade”. “No Brasil, o Estado e a Igreja se separaram há séculos. Uma questão é que cada um possa se manifestar livremente sobre suas crenças e opiniões. Outra coisa é a decisão do governo do Estado brasileiro, por meio do Congresso Nacional, em relação a essas questões”, afirmou o ministro, depois de participar de uma audiência pública na Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde, no Senado.
Ele ainda reiterou que a discussão sobre a legalização do aborto “é uma questão de saúde pública”, disse ter formação católica e não quis emitir opinião pessoal a respeito do tema. Católico praticante, o infectologista e presidente do Instituto do Coração (Incor) David Uip é contrário ao aborto. E afirma não ter nenhum tipo de conflito entre sua função como gestor de saúde pública e as posições da Igreja. Exceção feita à condenação do Vaticano ao uso da camisinha. Mas Uip apóia a discussão da descriminalização do tema pela sociedade. “O papa tem que vir aqui e colocar a posição clara da Igreja, mas também tem de ouvir o contrário”, pondera. (AE)
***Costureira prepara 1.500 peças de roupa
SÃO PAULO - Aos 68 anos, esta será a terceira vez que a portuguesa Maria Laura Faria dos Santos Correia estará “próxima” de um papa. Maria Laura, dona da D&A Decorações e Artesanato Litúrgico, foi a responsável pela confecção dos paramentos usados durante as visitas ao Brasil de João Paulo II em 1980 e 1991, e agora na de Bento XVI. “É uma alegria imensa saber que, de certa forma, estarei perto do papa”, disse. Há 47 anos no Brasil, Maria Laura conta que sempre se interessou por arte sacra. Apesar de não ter interesse em se tornar religiosa, ela gostava de confeccionar paramentos para “enfeitar as igrejas”. O que era um hobby acabou virando profissão.
Para Bento XVI, Maria Laura confeccionou quatro casulas (espécie de capa que cobre a roupa dos religiosos) e as mitras (chapéus usados por bispos e papas), as vestes dos bispos e padres, além de toalhas e palas (que vão em cima do cálice). No total são mais de 1.500 peças. “É um trabalho imenso, sem fim”, afirmou. As casulas de Bento XVI estão cheias de simbolismos, desde as cores até os desenhos. O tecido da casula da missa em Aparecida, por exemplo, será em um tom dourado, que simboliza um evento mais solene. A peça recebeu vários bordados de conchas com uma pérola dentro, que representam a maternidade divina de Nossa Senhora. Já para a missa privada do papa em Aparecida, Maria Laura confeccionou duas peças, uma branca e outra vermelha. Ambas as peças têm desenhos de palmeiras, que simbolizam os monges, cuja vida começou no deserto. A portuguesa evitou falar de custos. “Não há como calcular. Os tecidos e a mão de obra foram doados por nós. Comunidades católicas também ajudaram com doações.”
A elaboração das peças começou há dez meses. Na época, Maria Laura foi convidada para ir até Aparecida oferecer seu trabalho para o arcebispo local, dom Raimundo Damasceno. “Ele adorou, até me encomendou uma casula e uma mitra”, contou. Maria Laura foi então a Roma, onde reuniu-se com monsenhor Piero Marini, que lhe falou sobre o estilo de vestes de Bento XVI. A portuguesa não foi apresentada ao papa, mas teve acesso a sua sacristia, onde tirou medidas das roupas. “A casula tem 1,39m de altura e 1,78m de largura. Isto é um tamanho G ou GG. O papa é grande.” (AE)
***Coral de crianças canta para Bento
SÃO PAULO - Em uma cerimônia apressada devido ao mau tempo, o papa Bento XVI quase frustrou um grupo de 150 meninos e meninas da Pastoral da Criança, com idades entre 3 e 10 anos, que o saudavam na cerimônia em que recebeu a chave da cidade de São Paulo, ontem, no Campo de Marte. O sumo pontífice, ladeado por bispos e cardeais, e com a visão atrapalhada por seguranças, deixou rapidamente a tenda montada para o evento e não viu as crianças. Ele já estava próximo do “papamóvel” quando foi alertado pelo prefeito Gilberto Kassab, que o acompanhava, e deu meia volta para cumprimentá-las e beijá-las.
Vindas de seis bairros da periferia da capital e de Guarulhos, cidade da região metropolitana, as crianças enfrentaram chuva fina e um frio de 11 graus por quase duas horas para receber o papa. O grupo estava acompanhado de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança, que está realizando um congresso em São Paulo neste período de visita do papa. “ Fui apresentada ao papa por dom Odilo (Scherer, arcebispo de São Paulo) e ele disse que ficou contente por elas (as crianças) terem vindo. Ele foi muito amoroso. O papa Bento XVI está surpreendendo, tem uma linguagem de amor, fraternidade e paz e traz uma mensagem de um mundo de paz”, disse emocionada Zilda Arns, depois do encontro.
Crianças e até mesmo coordenadores da Pastoral já estavam decepcionados quando Bento XVI passou direto sem cumprimentá-los. Ao perceberem que o papa voltou para uma saudação, eles começaram a gritar. “ Já estava triste porque o papa não ia falar com a gente. Fiquei nesse frio o tempo todo para poder abraçá-lo. Mas valeu. Ele me abraçou”, disse Eric Novaes, de 9 anos.
A mesma emoção tomou conta de Maria da Glória Freire, de 68 anos, uma das coordenadoras paulistas da Pastoral da Criança. “ Nunca tinha visto um papa antes. É uma emoção poder tocar no papa “, contou Maria da Glória. Escoltado por três helicópteros das Forças Armadas, Bento XVI desembarcou no Campo de Marte às 17h15, e embarcou no “papamóvel” dez minutos depois. Ele mal viu, nem ouviu, o coral formado por 22 jovens do Projeto Guri, uma ONG voltada à inclusão social ligada à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Em meio aos gritos de fotógrafos e cinegrafistas, que pediam para que ele e o prefeito se aproximassem mais para as fotos, era muito difícil ouvir o hino oficial de sua visita, que era entoado pelo coral. Mas Bento XVI cumprimentou e beijou várias crianças da Pastoral, que depois não escondiam a emoção.
Para o evento no Campo de Marte, foram sorteados 27 coordenadores regionais da Pastoral da Criança de todos os estados do Brasil. Quem viu Bento XVI de perto, considerou uma oportunidade única. Cibele Mourão, 30 anos, saiu de da cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, perto da fronteira com a Bolívia, e minutos depois da saída do papa, ainda não acreditava que tinha sido abençoada por ele. (AG)
Fonte: Correio da Bahia

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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