domingo, maio 13, 2007

[Floripa] Prisão de vereadores e Secretários

Por André 03/05/2007 às 10:43
Vários vereadores e secretários de Florianópolis foram presos hoje de manhã sob a acusação de formar uma quadrilha de vendas de licenças abientais.
Vários vereadores e secretários de Florianópolis foram presos hoje de manhã sob a acusação de formar uma quadrilha de vendas de licenças ambientais. É importante destacar alguns dos presos: Juarez Silveira = vereador líder do governo na Câmara Marcílio Guilherme Ávila = ex-presidente da câmara de vereadores e atual presidente da Santur Aurélio de Castro Remor = secretário de Obras de Florianópolis Renato Juceli de Souza = secretário do SUSP da prefeitura de Florianópolis. Paulo Cezar Maciel da Silva = shopping Iguatemi CLICRBS PF deflagra operação contra políticos e empresários de Florianópolis A Polícia Federal está cumprindo desde o início da manhã desta quinta-feira mandados de prisão contra políticos, empresários e funcionários públicos de Florianópolis acusados de negociar licenças ambientais. A operação foi batizada de Moeda Verde. Leia a seguir a nota divulgada pela PF: Por determinação da Justiça Federal, policiais federais começaram a cumprir hoje mandados de prisão temporária contra várias pessoas e de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências, expedidos em inquérito que investiga a existência de um esquema de venda de leis e atos administrativos de conteúdo ambiental e urbanístico, em favor de grandes empreendimentos na Ilha de Santa Catarina. Os mandados foram expedidos por ordem do juiz Zenildo Bodnar, da Vara Federal Ambiental de Florianópolis, que determinou as medidas de prisão e busca e apreensão por considerá-las necessárias à eficácia das investigações e sobretudo para preservar as eventuais provas a serem obtidas. A operação da Polícia Federal, denominada Moeda Verde, investiga a ocorrência de crimes contra a ordem tributária, falsificação de documento, uso de documento falso, formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência. As prisões temporárias (22 mandados), que começaram a ser efetuadas durante a madrugada, foram decretadas contra vereadores de Florianópolis, servidores públicos e empresários, entre outros. As buscas e apreensões devem ser feitas na Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos de Florianópolis (Susp), no Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, na Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), na Fundação do Meio Ambiente (Fatma), em escritórios de empresas e residências. Na decisão, o juiz Zenildo Bodnar deixa claro que as prisões não implicam juízo de valor sobre a culpa ou inocência dos envolvidos, a serem devidamente apuradas no curso regular do processo, com respeito ao direito à ampla defesa. CONFIRA OS NOMES Juarez Silveira (vereador) André Luiz Dadam (servidor da Fatma) Hélio Scheffel Chevarria (grupo Habitasul) Fernando Tadeu Soledade Habckost (grupo Habitasul) Renato Juceli de Souza (Susp) Marcelo Vieira Nascimento (Floram) Rubens Bazzo (Susp) Francisco Rzatki (Floram) Péricles de Freitas Druk (grupo Habitasul) Fernando Marcondes de Mattos (Costão do Santinho) Amílcar Lebarbechon da Silveira (restaurante do Amílcar) Paulo Cezar Maciel da Silva (shopping Iguatemi) Gilson Junckes (hospital Vita) Rodrigo Bleyer Bazzo (filho de Rubens Bazzo) Marcílio Guilherme Ávila (vereador eleito e atualmente presidente da Santur) Percy Haensch (Colégio Energia) Margarida Emília Milani de Quadros Aurélio de Castro Remor (secretário de Obras de Florianópolis) Paulo Toniolo Júnior Itanoir Cláudio (chefe de gabinete de Juarez Silveira) Sérgio Lima de Almeida Aurélio Paladini
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Comentários
Tava na hora!
Cristiano dos Passos 03/05/2007 15:16 cristiano-passos@superig.com.br
Essa notícia ainda não ganhou o destaque merecido nas páginas do Mídia Independente, talvez por ser um sítio de abrangência nacional, mas para nós, que moramos em Florianópolis e não engolimos esse papagaiada dos empresários e políticos que dominam a cidade faz tempo, foi ótimo ver figurões algemados e tentando esconder seus rostos das câmeras, como bandidos que sempre foram. Quem acompanha os desmandos mais de perto sabe que tem mais coisa aí, que muita sujeira está debaixo do tapete, e que se a polícia quiser, desmonta uma tremenda quadrilha que vem agindo há muuuuuito tempo aqui, mas muito tempo mesmo. Em Florianópolis, terra de valores ainda provincianos, sempre pareceu fácil de enganar a todos com os argumentos de geração de empregos, de crescimento da cidade, entre outros, e muita gente se deixou levar, sim, por esses apelos, como se precisássemos mesmo disso para sermos uma grande cidade. Contudo, aos poucos, o olhar do florianopolitano, aliado aos olhares bem-intencionados de alguns "estrangeiros", vem mudando, e muita gente hoje já não se ilude com essas falsas promessas, porque sabe que o futuro da capital de SC depende de ações inteligentes a fim de CONTER o crescimento desenfreado, seja ele realizado nas periferias (o que já é um outro problema, mas que guarda íntima relação com este), ou nas praias, nos chamados "grandes empreendimentos". Bem, o primeiro passo foi dado; resta agora à polícia federal continuar com a mesma firmeza no combate a essas quadrilhas que agem aqui e em várias outras cidades do país.
EX TUNC
Fernando Severino 05/05/2007 02:16 fs.adv.sc@gmail.com
Efeitos "EX TUNC" é tudo que pedimos em Florianópolis, nossa Desterro. O povo sempre comentou das absurdas arbitrariedades que essas camadas podres fazem aqui nesta ilha maravilhosa. Todos estão envolvidos por interesses em comum, os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas não tenham dúvidas. Documentos e procedimentos ilícitos são atos ilícitos. E se há ato haverá fatos ilícitos. Se no final disso tudo a sentença final fosse condenada com efeitos "EX TUNC" eu adoraria, e tenho certeza que a maioria adoraria também, ver por exemplo o SHOPPING IGUATEMI bem como o SHOPPING FLORIPA serem demolidos, aliás, todos ditos empreendimentos serem demolidos. Além de serem sentenciados a corrigir todo o mal feito em nossa cidade. Mas é obvio que não conseguiriam restaurar completamente todo o meio-ambiente destruído. Então seria ótimo ver essas pessoas podres serem condenadas, além de penalmente, a ações civis compensatórias proporcionais aos danos não recuperados. Ainda sim, todos os terceiros que teriam contratos com essas pessoas podres provocariam a justiça com processos de perdas e danos. Daí nós viríamos um pouco de "JUSTIÇA" que tanto nos fomentaria. Isso seria um exemplo perfeito para que nenhum mais faça o que esses podres fizeram com a nossa ilha. Os efeitos "EX TUNC" tornam todos os efeitos nulos, ou seja, todo processo administrativo, jurídico, resultados, não teriam mais efeitos legais, devendo voltar tudo como era antes. Muitos podem dizer: "MAS OS EMPREGOS GERADOS?". Com certeza seria superado esses danos já que o coletivo maior seria beneficiado, o meio-ambiente conservado para todos.
a parte da policia esta feita
Alexandre 06/05/2007 13:59
Parabens a policia federal, o povo espera agora que o poder judiciario também cumpra a sua parte fazendo os culpados pagarem caro pelos crimes que cometeram. pois me parece comum, a policia prender e o judiciário libertar e deixar impune os grandes responsáveis. A natureza já foi agredida e agora???? Será que alguem vai recuperar os danos causados??? com fé na justiça espero que sim. Torço para que o processo não se arraste pela morosidade juridica por 10 ou 20 anos até o poder judiciário dar uma sentença e fazer com que ela seja cumprida.
Os corruptos de MS - Anaurilândia e Bataguassu se preparem
comentário de minha exclusiva autoria 10/05/2007 14:04 portuguesanticorrupto@gmail.com http://blogs.ya.com/oscorruptos/
Sou o tal ex-marido da Juiza Margarida Elizabeth Weiler, preventivamente preso 343 dias pela cúmplice impunidade dos corruptos de Anaurilândia e Bataguassu, que denunciei - objecto do processo 009/06 e da Excepção da Verdade que eu interpus - que não anda, não mexe, nada se faz, nem o laudo pericial ainda existe... enfim. Mato Grosso do Sul! O meu HC 65151, é claro quanto à falta de fundamento para decretarem a minha prisão, só possível pelo corporativismo doentio e perigoso, em vários segmentos importantes da magistratura estadual. Há menos de 48 horas, a Juiza Mergarida Elisabeth Weiler, que promoveu, financiou um processo contra mim e contra a minha família, ACABOU POR NÃO COMPARECER - nem ela nem seus algozes - terminando tudo pela sua simbólica condenação a 1000 reais mais custas. (ver em http://pecadoresesantinhos.spaces.live.com/ ) E quando se fala de corrupção é assim... Todos se protegem com a mentira, covardia, com a difamação, e com a influência - predicatos especiais da imoralidade que neste país está institucionalizada. Só que não podemos é desistir. Os HONESTOS, as gentes que de facto trabalham para construir um Brasil melhor, não podem deixar cair os braços, mesmo sabendo que por mau princípio, nada resulte. Até porque a falta de VERGONHA, essa, fica para todo sempre vinculada a esta gentalha corrupta. Chamo-me Carlos Carvalho e sou o tal "ex-marido" da Juiza Margarida Elisabeth Weiler de Anaurilândia, que já perdeu a primeira batalha judicial.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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