terça-feira, maio 01, 2007

Clínicas decidem parar atendimento

Levi Vasconcelos
Os proprietários das 50 clínicas particulares que prestam serviços de ortopedia pelo SUS decidiram ontem que assim que as cotas estabelecidas pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de Salvador, limitadas em 75% do total que vinha sendo autorizado, se esgotarem, os atendimentos serão suspensos. A decisão foi anunciada ontem, no final da tarde, pelos presidentes do Sindicato dos Hospitais da Bahia, Raimundo Carlos de Souza Correia, e da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde da Bahia, Marcelo Brito. Os dois, que subscreveram uma nota pública, disseram que essa situação pode provocar colapso no setor, embora tenham ressalvado que os casos que impliquem risco de vida para os pacientes serão preservados. Mas o secretário da Saúde da Prefeitura de Salvador, Luís Eugênio Portela, afirmou ontem que não acredita em colapso. Ele considera que “o teto é elevadíssimo” e a oferta “será superior à demanda real” e que na capital baiana há uma distorção no segmento. Ressaltou, também, que, caso em determinado momento as clínicas se recusem a fazer atendimentos, os hospitais da rede pública e outros suprirão as necessidades. AUDITORIAS - “A população precisa saber do risco que está correndo. A rede privada deveria atender ao SUS apenas como complemento da rede pública. Mas em Salvador a situação é inversa. As unidades públicas não estão preparadas para o atendimento e é exatamente por isso que as clínicas privadas atendem muito”, disse Marcelo Brito, para enfatizar que as auditorias nada concluíram, e do jeito que o assunto foi colocado, induziu a população a pensar que “todas as clínicas” estariam forjando o excesso de fraturas, o que ele não aceita
Fonte: Jornal A TARDE

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