O pedido do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, para que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) investiguem a possibilidade de o ex-presidente João Goulart ter sido envenenado no exílio trouxe ao filho dele, João Vicente Goulart, a esperança de finalmente passar a limpo a morte do pai, em 1976.
Oficialmente, Jango morreu na Argentina de complicações cardíacas. Para João Vicente, o pai, deposto pelo golpe militar de 1964, foi uma das vítimas da cooperação entre os serviços secretos das ditaduras no Cone Sul, materializada na Operação Condor.
A principal motivação para sua convicção é o que ouviu de Mário Neira Barreiro, ex-agente do serviço de inteligência uruguaio que sustenta ter monitorado Jango e participado do seu assassinato. Barreiro disse que só revelaria a verdade sobre a morte do ex-presidente ao filho dele, que conduziu a entrevista.
O preso afirmou que, a mando do governo brasileiro, ele e os outros agentes que vigiavam a família Goulart trocaram remédios de Jango, que era cardíaco, por comprimidos com substâncias que provocariam um aparente enfarte.
A ordem teria sido levada ao Uruguai pelo delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Sérgio Fleury e atribuída por ele ao presidente brasileiro da época, o general Ernesto Geisel. João Vicente diz que a história faz sentido para a família, apesar da falta de provas. "Ele é uma prova viva", argumenta.
O filho de Jango diz que a família está pronta a colaborar com as investigações, fornecendo documentos. Ele diz que luta pelo esclarecimento da morte do pai apenas para retificar a história que ficará para as próximas gerações.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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