BRASÍLIA - Sem apresentar nenhum documento de defesa, Edison Lobão Filho (DEM-MA) tomou posse ontem na vaga do Senado desocupada com a nomeação de seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), para o cargo de ministro de Minas e Energia. Lobão Filho - nome pelo qual quer ser conhecido no Senado, no lugar do apelido Edinho - disse que pretende apresentar, primeiramente ao DEM, uma declaração, de 2005, registrada em cartório, de seu ex-sócio Marco Antonio Costa que o inocentaria das acusações de transferir para uma laranja a propriedade de uma empresa com problemas com o Fisco estadual.
De acordo com a declaração, Costa teria assumido a responsabilidade pela escolha de sua empregada doméstica para substitui-lo na distribuidora de bebidas Bemar. Com o nome hoje de Itumar, a empresa deve atualmente R$ 42 milhões de impostos no Maranhão.
Segundo ele, é "irrelevante" o fato de suas cotas terem sido transferidas para uma empregada. "Porque eu passei a empresa para meus ex-sócios, eles assumiram todos os débitos e estão pagando", argumentou. "O assunto foi explorado pela imprensa pela minha ausência em dar explicações". Lobão Filho disse que sofreu "um massacre" da imprensa.
Além da suspeita de ter participado do esquema para se livrar da dívida, ele é também suspeito de envolvimento de fraude na Companhia de Processamento de Dados do Maranhão (Prodamar), pela qual foram apagadas 3 mil notas fiscais de 205 empresas, entre 1993 e 1999, causando prejuízo estimado de R$ 60 milhões.
Lobão Filho é 13º suplente a ocupar o mandato de um titular eleito. Recebeu o mandato por ato do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), com a audiência solitária do líder do PTB, Epitácio Cafeteira (MA). Orientado pelo seu pai a não assumir o mandato, Lobão Filho disse que desobedeceu a sugestão porque chegou à conclusão de que deveria exercer o mandato.
"Aquele conselho foi dado numa época, e foi analisado", afirmou. "Hoje eu cheguei à conclusão que o mais correto é tomar posse e permanecer no cargo". Na primeira entrevista no cargo, ele protestou pela decisão da cúpula do DEM de pedir sua saída do partido. "Fui julgado por presunção, o partido fez um prejulgamento, não me deram oportunidade de expor minha posição em relação ao governo e julgo que isso foi uma descortesia comigo", afirmou, sem acrescentar que a decisão do partido também se deve à suspeita de seu envolvimento em corrupção.
Ele disse ter sido alvo de "hostilidade e perseguição" dos DEM. E que está analisando os convites de filiação partidária recebidos de dirigentes do PR e dos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Cafeteira, do PTB. "Ainda vou decidir, preciso antes ouvir a voz da experiência", explicou, mesmo depois de o presidente do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson (RJ), ter dado sua filiação como certa.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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