SÃO PAULO - Depois de mais de sete horas de trabalho, interrompidas apenas para um lanche de meia hora, os peritos da Polícia Civil de São Paulo terminaram, às 17h20, o trabalho de reconstituição da morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida na noite do dia 29 de março. O trabalho foi concentrado no Residencial London, onde a garota foi atirada do 6º andar, do apartamento do pai e da madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Alexandre Anna Carolina não comparecerem ao prédio ontem.
Mas dois dublês participaram da reconstituição para simular as versões sobre o crime. O trabalhou todo contou com quatro peritos criminais, dois médicos legistas, dois fotógrafos e dois desenhistas. A segurança da região foi garantida por 122 policiais civis e militares, que ajudaram a controlar a entrada e saída de moradores e evitar a entrada de curiosos.
Em uma das últimas etapas da reconstituição do crime, um casal que reside no edifício ao lado do London acompanhou os peritos. Os dois teriam ouvido a eventual discussão do casal, no dia do crime, e foram até o edifício para saber o que tinha acontecido.
Tela
Um perito cortou, por volta das 12h50, com uma tesoura, a tela de proteção da janela do quarto de onde a menina foi atirada. Enquanto a tela era cortada, outros dois especialistas fotografavam a cena, da sacada do apartamento e da calçada da rua onde está localizado o Residencial.
Cerca de dez minutos depois do corte feito na tela de proteção, um perito começou a simular o momento em que a menina foi atirada pela janela, utilizando para a reconstituição uma boneca articulada especial que custou ao governo R$ 2 mil.
Foram feitas três simulações de como Isabella teria sido jogada, de acordo com os laudos realizados pela polícia. A boneca, que estava presa por uma corda, foi solta por cerca de meio metro e depois içada para dentro do apartamento. A polícia não jogou a boneca pela janela, simulando a queda.
Jardim
Os peritos reconstituíram, por mais de uma hora, o momento em que a menina foi encontrada no jardim do prédio. Com a ajuda de testemunhas, os profissionais reconstituíram o momento em que o corpo foi achado, o momento em que o vizinho do primeiro andar ligou para o resgate e a hora em que Alexandre e Anna Carolina chegaram ao local.
Além do morador do primeiro andar, outra testemunha que ajudou os peritos nessa fase da reconstituição do crime foi o porteiro do edifício, que na noite do crime interfonou para este morador para avisar sobre o ocorrido. A testemunha do primeiro andar afirmou para a perícia que Anna Carolina, assim que chegou ao local em que Isabella estava caída, não se aproximou do corpo da menina.
Ela disse também que a madrasta de Isabella chegou ao térreo do edifício gritando ao porteiro que o prédio não tinha segurança. O vizinho informou, ainda, que logo que viu o corpo da garota, entrou rapidamente, pegou o telefone (para ligar para o resgate) e voltou para a sacada. E que o único lugar que um possível assaltante poderia sair (do edifício) seria pela portaria da frente.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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