quarta-feira, abril 30, 2008

18.475 casos de dengue

Por Lorena Costa
Somente neste mês de abril, 49 pacientes com suspeita de dengue foram atendidos no Hospital Couto Maia (HCM), referência para o tratamento da doença. Desse número, seis pessoas continuam internadas, sendo que duas encontram-se em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Dos 49 casos que estão sendo analisados, 18 deram entrada somente entre a última sexta-feira e a manhã de ontem. Os pacientes em estado grave são uma mulher de 24 anos, moradora do bairro da Sussuarana, e um bebê, de apenas 11 meses, vindo do município de Tucano. De janeiro até março deste ano, 17 pessoas foram internadas no HCM por dengue. Conforme levantamento feito pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) até o último dia 25, mais de 18.475 casos de dengue já foram registrados este ano na Bahia. Na capital, foram 787 ocorrências da doença. A dengue hemorrágica, tipo mais grave, já contabilizou 29 vítimas em todo o território baiano, sendo que quatro pessoas morreram. Uma delas - a menina Daniela Pereira dos Santos, 9 anos - em Salvador. De acordo com a vice-diretora do HCM, Ana Verônica Mascarenhas, ainda que todos os internamentos sejam considerados casos graves da dengue, ainda não é possível afirmar que tratam-se de dengue hemorrágica. “Na verdade, ainda não temos nem mesmo a confirmação de que seja dengue. A análise que estamos fazendo é com relação ao quadro clínico do paciente. Saberemos se, de fato, trata-se de dengue, do tipo hemorrágico ou não, após o resultado dos exames. Os resultados desses exames podem levar até uma semana para serem obtidos”, esclareceu. Porém, Mascarenhas lembra que, por conta de outros surtos da doença - como o ocorrido no ano de 2002 - a população baiana estaria mais susceptível a contrair a dengue hemorrágica. “Isso porque os pacientes que já contraíram a doença têm mais facilidade em, dessa vez, desenvolver o tipo mais grave, que é o hemorrágico”, explicou. A vice-diretora do HCM disse ainda que, embora não seja mais comum, é também possível que uma pessoa que nunca teve a doença tenha logo o tipo mais grave. “A dengue hemorrágica pode se desenvolver em qualquer pessoa, independente se o paciente já teve a doença ou não. Sendo que pacientes diabéticos ou com doenças renais estão mais propensos a desenvolver a dengue hemorrágica”, completou.
População está assustada e postos lotados
Na manhã de ontem, os postos de saúde estiveram lotados. Entre os pacientes, a principal preocupação era com a dengue. No Centro de Saúde de São Marcos, em Pau da Lima, dezenas de crianças chegavam a todo o momento. Conforme a coordenação da unidade, o atendimento médio diário que era de 270 pacientes passou para 322/dia no mês de abril. “Sem dúvida a dengue tem contribuído muito para isso. A população está assustada com a dengue”, afirmou o coordenador administrativo da unidade Roberto dos Anjos. O centro, administrado pelo Monte Tabor / Hospital São Marcos, recebeu somente entre o dia 1º e 24 deste mês de abril, 7.742 pacientes. Desse total, foram 6.897 atendimentos relacionados as áreas de pediatria e clínica geral e o restante a área de traumas e ortopedia. Desde a última sexta-feira, garantiu o coordenador, exames de plaquetas – para diagnóstico da dengue – estão sendo realizados em todo paciente que apresente qualquer um dos sintomas da dengue. “Essa foi uma orientação do secretário municipal de saúde e estamos cumprindo. Temos realizado exames de plaquetas em todos os pacientes que apresente, pelo menos, um dos sintomas da dengue”, disse. Os principais sintomas da doença são febre, dores no corpo, suor excessivo, vômito, diarréia e aparecimento de manchas vermelhas na pele. Durante o final de semana, dos exames realizados no Centro de Saúde de São Marcos, oito foram encaminhados ao Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, da Fiocruz, com suspeita de dengue. “Encaminhamos à Fiocruz por conta de suspeita da doença, porém ainda não obtivemos a confirmação. Por enquanto, nenhum caso foi confirmado nesta unidade”, afirmou. O centro, que durante o final de semana havia suspenso o atendimento pediátrico por conta da superlotação, fez ontem o contrário: estavam suspensos o atendimento aos adultos e somente as crianças entravam na unidade. O motivo, esclareceu o coordenador, foi a superlotação na área clínica. “São muitos pacientes adultos em observação e isso nos deixou impossibilitados de receber novos pacientes. Por isso, só estamos atendendo as crianças hoje”, disse. No Centro de Saúde de Pernambués, sob gestão das Obras Sociais Irmã Dulce, a alta procura por atendimento se repete. Conforme a enfermeira Cláudia Andrade, o aumento no número de pacientes atendidos pela unidade tem sido significativo. “As pessoas têm vindo muito, houve um grande aumento no atendimento desde que os casos de dengue começaram a ser divulgados, inclusive com a morte da menina (de 9 anos, moradora de Coutos). As pessoas chegam aqui com febre ou qualquer outro sintoma da dengue já afirmando que contraíram a doença. Na maioria das vezes, não é”, garantiu. Como no Centro de São Marcos, todos os pacientes com sintomas da dengue estão passando por exames de plaquetas. Até ontem, nenhum caso havia sido confirmado na unidade de Pernambués. Sem vacina para combate da dengue transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a única forma de prevenção é a eliminação do foco. De acordo com o coordenador administrativo do Centro de Saúde de São Marcos, ainda são muitos os focos espalhados pela cidade. “Embora o governo tenha que exercer o seu papel, a dengue é um tipo de doença que precisa do apoio indispensável da população para ser combatida. Aqui mesmo, próximo ao centro, é grande o número de lixo espalhado. As pessoas não têm o costume de armazenar o lixo de modo correto, não obedecem o horário da coleta e, por isso, ainda é grande o número de recipientes propensos ao acúmulo de água espalhados pela cidade”, considerou. Também para a vice-diretora do Hospital Couto Maia, Ana Verônica Mascarenhas, a melhor forma de combate a dengue é a conscientização da população. “É preciso limpar com cuidado todas as áreas da casa, deixar vasos, garrafas plásticas, pneus ou qualquer outro objeto que possam acumular água virados para baixo, limpar os pratinhos das plantas ou colocar areia. Essas são medidas simples que contribuem para conter a proliferação do mosquito”, aconselhou. A dona-de-casa Cremilda Cardoso, 29 anos, que ontem procurou atendimento para a filha de 4 anos na unidade de São Marcos, disse andar em alerta por conta da doença. “Lá em casa a gente tem procurado eliminar todos os focos. Minha irmã esteva doente e todo mundo está muito preocupado”, disse a moradora da Estrada das Barreiras.
Extensão em jornalismo digital tem curso na na FTC
Com o surgimento da mídia digital os mecanismos comunicacionais se reorganizaram e favoreceram novas articulações sociais. Estudiosos afirmam que as novas tecnologias servem como extensão da escrita, e proporcionam as interações entre informação e cultura. O jornalismo digital redefine funções do jornal impresso que, segundo especialistas, tende a se firmar como espaço de reflexão, contextualização e aprofundamento dos acontecimentos da sociedade. Visando proporcionar ao profissional da imprensa treinamento prático no uso de recursos da Internet para a prática jornalística a Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) lança o Curso de Extensão em Jornalismo Digital. Durante três sábados, totalizando 24/horas aulas o profissional de comunicação terá acesso aos conhecimentos dos avanços tecnológicos para inserção nos novos mercados de trabalho; conhecimentos em hardware e software e seus impactos na estrutura narrativa; construção de reportagem multimídia e interativa. Em visita à Tribuna da Bahia, recebidos pelo diretor Walter Pinheiro, o superintendente executivo da FTC, Samuel Soares, o representante da coordenação do cadastro socioeconômico dos alunos, Francisco Catelino e o coordenador do curso de jornalismo da instituição, Sérgio Mattos, informaram como a FTC vem se destacando nesses oito anos de intensa inovação no ensino superior. Além da extensão em Jornalismo Digital a instituição dá destaque também ao novo Mestrado Profissional em Bioenergia, o primeiro curso do Brasil a formar profissionais para solucionar problemas tecnológicos relacionados aos aspectos ecológicos decorrentes de cadeias produtivas de bioenergia. A primeira turma já teve suas aulas iniciadas e a segunda vai abrir em setembro. O mestrado é direcionado a profissionais de diversas áreas como engenharia e biologia. Para a extensão em jornalismo digital, a FTC dividiu as aulas em três módulos onde dentre os inúmeros assuntos ligados ao tema, serão expostos todo o processo de navegabilidade e usabilidade; A linguagem do jornalismo com um breve histórico com as características do jornalismo impresso e digital, como escrever para a plataforma digital e impressa, hipertextualidade, a importância da Internet e seus recursos para jornalistas atuando em outros suportes midiáticos (impresso, rádio, TV), prática de construção de um Blog jornalístico, recursos para atrair o leitor, sites jornalísticos e cuidados com a linguagem. Conforme o professor Sérgio Matos, o jornal impresso não está ameaçado pelo on line, mas é extremamente necessário que o profissional de comunicação esteja atualizado com a nova linguagem e que tenha conhecimento suficiente para saber transferir a informação da plataforma impressa para a digital. “O leitor do impresso é completamente diferente do leitor do digital. Este faz uma leitura segmentada, busca fontes que tenham credibilidade eles têm uma leitura blocada e não linear, ou seja, ele mesmo faz sua ordem. Já o do impresso segue o que o jornalista quer”, explica. Técnicas de como atrair e criar vínculos com o leitor digital para a leitura do jornal on line, também vão ser treinadas durante as aulas. “Os formatos hoje estão buscando a transformação do impresso para o digital e não é com a mesma linguagem que iremos trazer esse leitor para o veículo. Vamos mostrar neste curso como a linguagem está mudando”, disse. Segundo Mattos, o leitor digital busca as informações que têm credibilidade. “Ele certifica a informação e é extremamente atualizado. Para que possamos lidar com o jornalismo digital temos que saber qual a linha de comportamento desse leitor”, informou Mattos. Ele ainda garantiu que durante as aulas serão expostas técnicas para que o profissional de comunicação crie vínculos para fidelizar o leitor. As aulas, vão ser ministradas pelos professores Marcos Palacios, doutor em sociologia pela University of Liverpool e professor da Faculdade de Comunicação da Ufba; Sérgio Mattos, doutor em Comunicação pela Universidade do Texas, pesquisador sobre o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa no Brasil, professor e coordenador do Curso de Jornalismo da Faculdade da Cidade do Salvador e da FTC. E Alberto Oliveira, pós-graduado em didática para o Ensino Superior, palestrante com destaque para os temas “Futuro do Jornalismo Tecno”. (Por Maria Rocha)
Fonte: Tribuna da Bahia

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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