quarta-feira, abril 19, 2006

Justíssimo o pedido de indenização do "caseiro"

Por: Helio Fernandes

Não contra o jornalismo e sim contra o presidente

Francenildo Costa, agora designado e conhecido nacionalmente apenas como "o caseiro", entrou com pedido de indenização de 17 milhões contra a Caixa Econômica. Justíssimo. Só que deveria responsabilizar também o presidente da República. Não estou falando por falar. Este repórter em 1980 entrou com ação de indenização, mas responsabilizamos diretamente os "presidentes" Medici e Geisel. Não queria parecer que tinha medo deles.
É evidente que eram os grandes responsáveis. Se num regime dito democrático o presidente não pode ser contestado, é a última palavra em tudo, por que diminuir a importância dos personagens, generais, que não eram presidentes eleitos e sim "presidentes" nomeados e empossados no quartel-general?
E notem, guardem e se estarreçam: no processo não está incluída nenhuma reivindicação pessoal. Nada sobre desterros, prisões, cassações, proibição de trabalhar, de escrever, de editar jornais, impedimento de ser candidato por determinação autoritária publicada 4 dias antes da eleição de 15 de novembro de 1966. Motivo: as pesquisas mandadas fazer pelo então poderoso SNI que me davam a maior votação pelo MDB da Guanabara.
Os generais Medici e Geisel foram defendidos pelo ex-ministro da Justiça Alfredo Buzaid. Tido e havido como grande jurista, apresentou "justificativa" de 43 laudas. Apesar da reputação, não pôde escapar do que se chama de "teatrinho do absurdo". Disse que a Tribuna da Imprensa e o jornalista Helio Fernandes tinham todo o direito de pedir indenização, "mas à União e não aos presidentes Medici e Geisel, QUE NÃO TINHAM NADA A VER COM O FATO".
Ganhamos em primeira instância, sentença magistral de um juiz federal, Buzaid recorreu para o Tribunal de Recursos, a instância superior daqueles tempos. Depois de uma guerra terrível, esse Tribunal, por 6 a 5, acatou a defesa do jurista, o que significa o seguinte: a União não tem responsável. É uma espécie de disco voador, que aparece e reaparece, só alguns iluminados conseguem vê-lo.
Antes do julgamento, mais violência do prepotente Geisel. Naquela época os presidentes ou "presidentes" não tinham foro privilegiado. (Isso é coisa do assustado FHC). O oficial de justiça foi a Teresópolis intimar o general Geisel. Este pegou a intimação, rasgou e jogou em cima do oficial de justiça, que tem fé pública. Medici recebeu, não sabia o que era, telefonou para o jurista (?) seu ex-ministro.
O Tribunal Federal de Recursos (daquele tempo), por 6 a 5, validou a ação CONTRA A UNIÃO, MAS EXCLUIU OS 2 "PRESIDENTES". Ganhamos em todas as instâncias, não vamos receber nunca, é claro.
Quanto à revista Época, o pedido de indenização não deveria nem ser recebido. O assessor do ministro Palocci entregou o documento, a revista tinha não só o direito, mas a obrigação de publicá-lo.
Praticou jornalismo de qualidade, o que até nem é praxe na Organização a que pertence. Mas como vinha do "poderoso" ministro contra o "humilde" caseiro, não teve dúvida. O pedido de indenização em relação à Caixa, perfeito, se incluir o responsável maior, o presidente da República.
PS - Não é só o presidente que pode tudo. Governadores também. Bias Fortes, eleito governador em Minas, apoiado por uma coligação de partidos, teve que dividir o governo com todos. Só que agiu com a sabedoria de Salomão.
PS 2 - Reuniu dirigentes dos partidos e disse: "Os senhores se acertem e indiquem os secretários". E ressalvou: "Só quero a Secretaria de Segurança (que prende e solta), a de Administração (que nomeia e demite) e a das Finanças (que paga e recebe). Não quero mais nada". A República também é assim.
Amanhã
A corrupção de Ricardo Teixeira no vergonhoso contrato com a Nike fica atrasada em 24 horas. Não é muito para uma corrupção endêmica e sistêmica. A violência contra o caseiro tem evidente e obrigatória prioridade. Embora corrupção também seja violência.
Pedro Simon
Não preciso de qualquer explicação para colocar sua foto. É Pedro Simon, das grandes figuras do seu tempo. E ponto final.
O PMDB continua com seu projeto que vem de longe: esvaziar todas as reuniões, tenham o nome que tiverem. Podem ser chamadas de prévias, convenções, reuniões de candidatos, tudo acaba da mesma forma como começou. Uns querem ganhar tempo. Outros acham que se trata de perda de tempo. Já venho dizendo desde o ano passado: o PMDB não terá candidato a presidente. Do ponto de vista da cúpula, a partir de 2007 terão mais do que o Poder.
Terão mais de 100 deputados, provavelmente um terço do Senado, entre 10 e 15 governadores. Com isso, ganharão fatia enorme do governo, qualquer que seja o nome ou a legenda do presidente.
Se lançarem candidato a presidente, e ganharem, terão que lotear o governo, estraçalhá-lo e dilacerá-lo com todos. O que não querem.
Anthony Mateus, a estrela da reunião em matéria de rejeição e gozação. Itamar, quem diria, tratamento bem diferente de 1998.
O ministro da Justiça falará só na Câmara, Renan Calheiros vetou a sessão conjunta. Como o PMDB tem maioria absoluta no Senado, dessa o ministro se livrou.
Renan Calheiros, com a maior "cara de santo", apesar de já ter acabado a "semana santa", disse candidamente: "Se o ministro não for conclusivo, poderemos convocá-lo no Senado". Ha! Ha! Ha!
Perguntinha inócua, ingênua, inútil: por que um homem poderoso, prestigiado, respeitado como Thomaz Bastos quis ser ministro? Mantinha assassinos livres a vida inteira, foi apenas vaidade?
Na CBN, entrevista com José Genoino, em 2002 candidato a governador de São Paulo, perdeu no segundo turno. Por causa da infame coincidência de mandatos, ficou sem nada, só a presidência do PT-PT.
A CBN faz bom jornalismo, só não pode tocar em Ricardo Teixeira, "dívidas", superávit, por aí. Como Genoino está por baixo, é assunto não sujeito a censura por ordem "bem de cima".
Genoino continua negando tudo, os outros fazem o mesmo. Ninguém sabia mesmo de nada. Se Lula, Dirceu e Palocci não sabiam, como Genoino ia saber? Já tem advogado de defesa, não disse o nome.
Genoino devia fazer como Palocci, que contratou o criminalista José Roberto Batocchio, ex-presidente da OAB nacional. Advogado baratíssimo que o ex-ministro pagará com economias.
Como José Dirceu e todos os outros "líderes" do PT-PT, que erraram muito contra o País. Mas foram ótimos para eles mesmos.
Governo e oposição não estão brigando por causa do orçamento e sim por visibilidade. Nas Primeiras dos jornalões e destaque na televisão.
Os dois lados sabem que o orçamento "autorizativo" não tem a menor importância. O que deveria existir: orçamento "impositivo". Tirando pequenos problemas, de alguns estados, o resto é "perfumaria".
Meus parabéns ao juiz Luiz Roberto Ayoub. Textual: "Não decidirei pela falência da Varig enquanto houver chance de recuperação da empresa". Magnífico, pois a empresa pode ser facilmente salva.
Aproveitando. Quase todos os jornalões disseram: o juiz não "DECRETOU" a falência. Juiz não DECRETA, juiz SENTENCIA.
A AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras) começa hoje um ciclo de palestras. O primeiro conferencista não podia ser melhor: Fabio Konder Comparato. "Pensando o Brasil" é o título geral. Às 6 e meia da tarde, na ABI. Imperdível.
Depois de todo o choque, sofrimento e angústia, o senador Gilberto Mestrinho estava de bom humor. 3 vezes governador, senador e candidato à reeleição, não tem concorrente. Entre os adversários. Medo: os "correligionários".
O Senado arquivou denúncias contra Romero Jucá (PSDB no tempo de FHC e PMDB nos tempos atuais) e Eduardo Azeredo, ainda PSDB. Justíssimo. Se os 40 da CPI continuarão impunes, por que punir os dois?
Roberto Teixeira, duas vezes intimado a depor na CPI dos Bingos, não foi às duas. O presidente da CPI, senador Efraim Moraes, protestou. É o máximo que pode fazer contra ele.
A propósito: o próprio senador disse ontem que espera apresentar o relatório da CPI "antes da Copa do Mundo". Foi o que eu registrei noutro dia: de 4 em 4 anos tudo tem que ser "depois da Copa".
Jornalões e televisões, comandados pelo controle remoto do doutor (doutor mesmo) Magliano, badalaram intensamente a Bovespa pelo fato de anteontem ter "negociado" 3 bilhões de reais. Inutilidade.
Desses 3 bilhões, quase a metade em opções. O que são essas opções? Mais jogatina desvairada, desenfreada, descontrolada.
Serve ao País? De forma alguma, é o chamado capital-motel. Não pagam impostos, nem sequer a CPMF. Conseqüência do jornalismo pré-pago.
Urgente, urgente, uma assessoria de analistas para o presidente Lula. Não só para o "conteúdo", mas também para o "continente", com os indispensáveis royalties ao prestigiado Helio Jaguaribe.
Na situação em que se encontra, praticando a mais completa omissão, Lula não poderia dizer como disse na televisão e nos jornais: "O governo não pode parar". Deu material para a oposição.
Pois se existe um fato que não provoca a menor controvérsia ou contradição é que o governo Lula está no quarto ano de inércia e paralisação. Não fez nada e quando faz (?) é errado.
Se gaba de ter feito mais do que "todos os presidentes juntos" da nossa história. Seu governo é a repetição da tragédia do retrocesso de 80 anos em 8 de FHC. E suas realizações se equiparam às 10 mil obras do casal Mateus, quase todas inexistentes.
Lula não precisa de assessores e sim de conselheiros e analistas. E de um projeto de governo, que lamentavelmente jamais teve.
XXX
Noutro dia elogiei aqui o "Bom Dia Brasil" da TV Globo. Discreto mas bem informado, descontraído, sem a tensão e angústia que marcam o "Jornal Nacional".
Citei nominalmente os ótimos Renato Machado, Renata Vasconcellos e Mariana Godoy. Esqueci, que coisa, da excelente Claudia Bomtempo. Apesar de indesculpável, as minhas desculpas.
Bruno Senna é a cara do tio Airton. E pelo que vem fazendo, parece que repetirá a glória e a competência. Genética.
A de Nelsinho Piquet, que também dava a impressão de ser genética, está mais para expectativa do destino.
XXX Renato Gaúcho, que teve seus empregos arranjados por Romario e repetia: "Meu time é Romario e mais 10", faz força para "vender" a idéia de que demitiu o jogador, passando por cima de Eurico Miranda. Ha! Ha! Ha!
XXX Marcelo Grassmann completou 80 anos, homenageadíssimo. E com todo o merecimento. Devia haver exposição num grande e prestigiado local do Rio de Janeiro. Ficou escondido e pouco divulgado.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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