terça-feira, abril 18, 2006

costura da mulher, a acupuntura da filha, a não compostura do próprio

Por: Helio Fernandes

Alckmin: "Vem pra Nossa Caixa você também". Foi
Para um homem que se considerava, se proclamava e se julgava o inventor da dignidade na vida pública, Geraldo Alckmin caiu muito. As tremendas acusações começaram contra a mulher, que recebeu perto de 500 peças de roupa da Daslu. (Esta ainda no auge do prestígio, ninguém sabia dessa devassa do estoque, com tudo de graça). Verdadeira liquidação, principalmente porque Dona Alckmin mandava buscar, não havia despesa de transporte.
Reveladas as doações, houve o escândalo. Isso parece coisa de gente do PSDB. Alckmin não se incomodava que a mulher ficasse vestida, enquanto FHC, presidente, preferia as estatais despidas. Para FHC, vestidas, só as multinacionais globalizadas.
Na época da explosão das denúncias, Alckmin ainda era governador. Teve que explicar. E como não é muito brilhante (por que Covas teria escolhido esse "segundo"?), e ele mesmo se rotulou como "cara de chuchu", era melhor ter ficado calado. Palavras de Alckmin: "Esses vestidos se constituíram em erro e equívoco".
Um amigo deste repórter, deputado estadual em São Paulo, tão maldoso quanto inteligente, me disse pelo telefone, o pessoal da ex-Abin deve ter a gravação: "Helio, não entendi a resposta do governador. Como ele confirmou o endereço mas disse que foi erro e equívoco, então os vestidos não eram para a mulher?". Perguntei o que pretendia dizer, falou apenas "deixa pra lá", e desligou.
Surgiu então a sociedade da filha com um personagem que tinha negócios com o governo no setor de acupuntura. Por causa dessa acupuntura lá se foi a compostura. E não fica muito longe da outra acusação, pois vestido está ligado à costura. Tudo coincidência, claro, política e moralmente uma boa tessitura.
Mas agora, em plena Semana Santa, as acusações subiram de vulto e de gabarito. Passam do térreo (a filha), do quinto andar (a mulher) se localizam na cobertura. Onde ficava e ainda quer ficar mais alto o próprio Geraldo Alckmin. As acusações atingem de maneira fulminante o próprio governador, perdão, agora ex, mas querendo ser presidente.
Acusações que Alckmin não poderá responder de maneira alguma: a Nossa Caixa (que é a Caixa Econômica estadual, e há sempre um Jorge Mattoso à disposição) "empregava" suas colossais verbas de publicidade favorecendo amigos e apaniguados.
Aí já não se tratava mais de doação de vestidos, de saber quem cuidava da saúde com acupuntura recebendo em espécie, dinheiro vivo, mesmo se isso merecesse descompostura. Pela sociedade, estavam dispostos a tudo.
Agora é dinheiro alto, da publicidade de um banco com o Poder de fogo da Nossa Caixa, do mais importante Estado do País, o mais rico, o mais populoso. E que tem o maior orçamento da República, excluído naturalmente a União. O senhor Alckmin quer convencer a quem, que o governo (no caso o seu) não tinha nada com isso?
Segundo o próprio Alckmin e sua assessoria de Comunicação, "AS VERBAS ERAM DISTRIBUÍDAS PELO PRESIDENTE DA NOSSA CAIXA, SEM A INTERFERÊNCIA DE NINGUÉM". Ha! Ha! Ha!
Ó quão dessemelhante, perdão, ó quão ingênuo, inútil e inócuo é o senhor Alckmin. Ele usava toda a sua autoridade e distribuía as verbas utilizando duas palavras apenas: VISIBILIDADE e RECIPROCIDADE. Quem lhe dava (e ao seu grupo) VISIBILIDADE era recompensado com a RECIPROCIDADE.
PS - Alckmin a cada dia fortalece o Plano B do "triunvirato" de quatro do seu partido. Trocá-lo por José Serra, com FHC disputando o governo do Estado.
PS 2 - E com Itamar se lançando candidato a presidente aos 76 anos, por que FHC não poderia ser governador com a mesma idade? É o que FHC proclama.
Amanhã
O contrato "escambo" CBF-NikeO futebol, paixão nacional, segundo o "evangelho" da corrupção de Ricardo Teixeira, ídolo do povo.
Anthony Mateus
Há muito não sai aqui. Aparece por falar sempre vaga-mente, aleatoria-mente, arrogante-mente, avassaladora-mente, impensada-mente, discricionaria-mente, leviana-mente.
O PMDB se reúne hoje e amanhã em Brasília. Reunião inútil, inócua, inoperante, devem comparecer alguns candidatos aos 27 cargos de governadores e às vagas de 27 senadores. Desde já, mais uma derrota liquidante, fulminante, massacrante para Anthony Mateus. Ele pensou (? Ha! Ha! Ha!) que ocuparia o palanque sozinho e vitorioso. Já estava badalando o acontecimento quando surgiram vários fatos incontroláveis e inesperados.
1 - A declaração do governador Germano Rigotto: "Fui enganado pelo ex-governador Garotinho, que me disse que eu seria o candidato dele na convenção. O candidato era ele". Enganar é um verbo inventado por Mateus.
2 - Ficou transtornado quando soube que Michel Temer telefonara para Itamar em Juiz de Fora, convidando-o a ir à reunião de hoje. Itamar já está em Brasília, espera que o PMDB não repita 1998. Não repetirá.
3 - Michel Temer, desde que Mateus entrou no PMDB (partido com o qual não tem a menor intimidade), era tido e havido como porta-voz nacional de Anthony Mateus. (O porta-voz regional é Eduardo Cunha, ainda falo dele. E muito.).
4 - Anthony Mateus ficou zanzando no fim de semana, de longe, assustado que fosse "malhado". Foi. Principalmente em Campos e adjacências. Sobre o porta-voz nacional (Michel Temer), disse ao porta-voz regional (Eduardo Cunha): "Sou traído por todos, não entendo".
5 - Anthony Mateus foi à casa de Itamar em Juiz de Fora, surpreendendo o próprio dono da casa. Nunca tiveram bom relacionamento, os 2 eram governadores, Mateus tentava esmagar todos ou qualquer um.
6 - Para os jornais, Anthony Mateus disse que foi a Juiz de Fora para fortalecer "a candidatura Itamar, e assim, obrigar o PMDB a ter candidato próprio". E acrescentou: "Sei que não é a minha vez".
Mas na casa de Itamar, o "discurso", exatamente o que foi denunciado por Rigotto: ENGANADOR. E inacreditavelmente, Mateus disse ao ex-presidente: "Se o senhor quiser eu ligo agora do meu celular para José Sarney, Quercia, Renan, Suassuna". Todos que vetam seu nome.
O ex-presidente Itamar Franco ficou perplexo com tanta falta de constrangimento. E a desenvoltura com que falava em nome dos outros.
Quanto a José Dirceu, o ex-presidente tem relacionamento com ele que vem de longe. O arquiteto Marquetti, que trabalhava no escritório de Itamar, foi preso e torturado.
Tinha 21 anos na época, a mesma idade de Dirceu. Os dois foram trocados quando houve o seqüestro do embaixador Elbrick. O ex-presidente só soube depois. Dirceu, chefe da Casa Civil, e Itamar, embaixador, mantiveram relacionamento justificado e compreensível.
Quanto à ida de Dirceu a Juiz de Fora, motivação inequívoca: quer fugir do ostracismo. E pretende dar a impressão de que ainda fala pelo presidente Lula. Mesmo espantoso, pode até ser verdade.
O que é inequivocamente falso: que esteja vivendo de "consultoria e advocacia". Ha! Ha! Ha! Consultoria, quase sempre é como mensalão, pagam para não fazer nada, apenas retribuir favores. E quem iria contratar o advogado José Dirceu, que jamais "clinicou" desde a formação?
(Nesse ponto, Dirceu tem tudo a ver com ACM-Corleone. Em matéria de desrespeito pelos dinheiros públicos, e até pelo não exercício da profissão. ACM se formou em medicina, comprometido com o reitor de jamais "advogar". Cumpriu integralmente, "salvando vidas").
No plano estadual aqui do Estado do Rio, é difícil analisar qualquer coisa até que Anthony Mateus tenha esgotado todos os prazos para fingir de presidenciável pelo PMDB. Não será, finge que sim.
Sempre que precisa iludir a opinião pública, para referendar as posições equívocas de Anthony Mateus, o porta-voz regional (Eduardo Cunha) compra tempo na televisão e "chuta" com todos os pés.
Quinta-feira, usou 1 hora da televisão (dinheiro não falta), falando quase que unicamente na "candidatura" Sergio Cabral a governador. Por que a insistência? Porque esse é o Plano ostensivo.
Justificou a saída de Dona Garotinha em 31 de março, assim: "A governadora achou que saindo do cargo estaria frustrando os eleitores. Pois se elegeu para 4 anos e não para 3 anos e pouco".
E ainda acrescentou: "Ela não é como José Serra, que prometeu ficar 48 meses e só ficou 15". Com isso, Eduardo Cunha criticou o próprio Anthony Mateus, que se elegeu também por 4 anos e saiu em 2002, bem antes. Nunca vi alguém "portar a voz" contra o dono.
E há mais e ainda mais elucidativo: Dona Garotinha pode ser candidata à reeeleição. Mas só vão decidir depois que Mateus estiver completamente liquidado. Aí, Serginho será vice, Dona Benedita já fez isso.
Trocou 4 anos no Senado por 4 anos na vice. Só que ele não é mulher, negra e favelada, bem ao contrário. Segundo Marcello Alencar.
João Havelange, magnificamente de saúde, viaja sábado para a Suíça. Vai à inauguração do novo edifício da Fifa, num terreno de 44 mil metros quadrados. Comprado por ele mesmo ao Credit Suisse. O edifício terá 9 andares, para não atingir as árvores que cercam a área.
A Fifa funcionava num escritório alugado, quando Havelange assumiu em 1974. Deixou um prédio próprio construído por ele. O de agora tem construção de 148 metros por 90, também moderníssimo.
Surpreendentemente, o "bispo" senador Crivela está crescendo. Quer fazer aliança com Vladimir Palmeira, ótimo. E o PT-PT? Só prejudica.
A situação nos estados muda tanto que há uma semana o senador Artur Virgilio me dizia "não serei candidato a governador". Respondi: mas no meio do mandato, facílimo. Agora resolveu e se lançou. Ainda bem.
José Roberto Arruda dispara como candidato em Brasília. Mas o que fazer com o senador Paulo Otavio, do mesmo PFL? Lá não quer ser coadjuvante.
XXX
Uma das mais criativas "malhações" do sábado estava na belíssima Avenida 28 de Setembro: "Revolta contra os Judas e os Dudas".
XXX O simpático mas ineficiente tenista Ricardo Mello, depois de quase 2 anos sem vitória, ganhou um challenger (com adversários de quinta categoria) em Santa Catarina. Recebeu 14 mil reais, já dá para viajar e perder na primeira rodada em qualquer torneio no saibro da Europa.
XXX Dia 20, depois de amanhã, o presidente do Clube Militar, general Lessa (já eleito e reeleito), recebe o general Augusto Heleno Ribeiro para palestra.
Além de excelente personalidade, o general Heleno chefiou a Missão de Paz no Haiti, terminou seu tempo com excelente trabalho.
XXX Para o Procon providenciar: a NET só tem 3 canais com transmissão de jogos pagos por fora. Mas no Brasileirão, às vezes 4 e 5 jogos à mesma hora, o que fazer? Engana o público como se fosse José Serra ou Anthony Mateus.
Fonte: Tribuna da Imprensa

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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