quarta-feira, outubro 29, 2008

Presença de Lula ameniza crise entre aliados

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
A chegada ontem pela manhã do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Salvador colocou frente a frente o governador Jaques Wagner,o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e o prefeito reeleito João Henrique, que trocaram farpas durante a campanha eleitoral, culminando inclusive com declarações de ambos os lados sobre um possível rompimento entre o PMDB e o PT. Com a presença de Lula, entretanto, as questões políticas foram deixadas de lado e prevaleceu o clima cordial entre os representantes dos dois partidos. As eleições locais, os seus resultados e possíveis desdobramentos teriam sido comentados genericamente entre Lula e Wagner durante almoço no Palácio de Ondina, mas sem confirmação oficial. Lula voltou a Salvador dois dias após a disputa do segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito João Henrique para comandar os destinos de Salvador por mais quatro anos. O presidente chagou ao Centro Histórico somente às 11h30, já que o avião que o trazia para Salvador precisou fazer um pouso não programado na Base Aérea de Cumbica, em Guarulhos (SP). O avião decolou de Congonhas às 8h30, no entanto, em poucos minutos teve de pousar em Guarulhos. Segundo informações da assessoria presidencial, o vôo foi interrompido quando uma luz no painel acendeu, indicando que o compartimento de cargas não estaria travado. Mas retomou o vôo para Salvador após uma inspeção. A previsão inicial é que o presidente chegaria a Salvador às 9h30. Com o problema do avião, Lula chegou atrasado na Base Aérea da capital baiana, mas disposto a cumprir todos os compromissos agendados antes. Desde cedo, dezenas de pessoas aguardavam a chegada do presidente na Igreja da Santa Casa da Misericórdia. Em frente ao Palácio Thomé de Souza, onde a maioria dos curiosos se concentrou, alguns portavam bandeiras com a foto de Lula, outros com máquinas fotográficas e filmadoras. A visita do presidente à Bahia fez parte da programação da 9ª Cúpula Brasil-Portugal. Com o atraso, Lula entrou rápido na Santa Casa da Misericórdia e nem deu tempo de acenar para o público que o aguardava a distância. O presidente falou sobre a atual crise econômica que assusta o mundo e defendeu a intervenção do governo para ajudar a superar as suas conseqüências. “Precisamos direcionar os recursos, gerar emprego e renda e acabar de uma vez com o cassino que se transformou o sistema financeiro internacional”, conclamou o presidente. (Por Evandro Matos)
Combate à crise na economia
O primeiro-ministro português, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, concordou com o discurso do presidente Lula e prometeu apoiar as suas propostas no combate á crise econômica e na relação Brasil e Portugal. O presidente brasileiro foi recebido em Salvador pelo governador Jaques Wagner (PT), o prefeito João Henrique (PMDB) e pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), além do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. “É um encontro que tem um valor simbólico da relação Brasil-Portugal, mas que também traz, objetivamente, investimentos novos que vão melhorar a vida do nosso povo”, comentou o governador Jaques Wagner. Após a solenidade na Santa Casa de Misericórdia, o presidente seguiu com as autoridades presentes para o Palácio de Ondina, onde almoçou com o governador Jaques Wagner, o anfitrião do evento. Depois do almoço, o presidente assinou acordo para a construção e operação do sistema de disposição oceânica do Jaguaribe, dispositivo de tratamento de esgoto que integra o emissário submarino da Boca do Rio, em regime de Parceria Público Privada (PPP). No final da tarde, o presidente Lula voltou para Brasília. A Bahia será contemplada em um dos cinco convênios assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates Pinto de Sousa, ontem, na Santa Casa de Misericórdia, no Centro de Salvador. A cerimônia reuniu também autoridades como ministros de Estado, o governador Jaques Wagner e o presidente da Petro-bras, José Sérgio Gabrielli. Um dos acordos firmados durante a 9ª Cúpula Brasil-Portugal envolve a Petrobras Biocom-bustível, a empresa petrolífera portuguesa Galp e o governo da Bahia. O acordo beneficiará o Estado no setor de produção e comercialização de biocom-bustíveis, com o desenvolvimento de estudos para a implantação de um pólo em território baiano. As matérias-primas que fazem parte do plano são o dendê e o girassol, produzidos em larga escala na Bahia. Em outro protocolo assinado entre brasileiros e portugueses, os grupos Imocon e Hilton garantiram a construção de um hotel de luxo na Cidade Baixa. Os outros memorandos incluem o desenvolvimento de estudos para implantação de projetos energéticos com termelétricas, hidrelétricas e estações eólicas que utilizem como combustíveis o gás natural, óleo e biomassa. Há também projetos para exploração de gás em águas rasas nas bacias de Santos, Espírito Santo e Campos. Além disso, as autoridades firmaram acordos nas áreas de consultas políticas e consulares. O presidente Lula destacou as parcerias comerciais entre brasileiros e portugueses e ressaltou a importância da produção para exportação de biodiesel para os territórios lusitanos, que ele considerou como portão de entrada da União Européia para o combustível brasileiro. “Nos últimos anos, ampliamos as relações financeiras entre Brasil e Portugal, que é hoje o sétimo maior investidor em nosso país nas áreas de telecomunicações, turismo e energia, com investimentos de US$ 8 bilhões”. (Por Evandro Matos)
Mudanças na equipe de João já começam a ser especuladas
Passadas as eleições e uma nova preocupação surge: a inevitável arrumação da casa. Um dos primeiros passos, segundo afirmou o próprio prefeito reeleito João Henrique (PMDB), que será enxugar a máquina administrativa municipal, com previsão de uma minirreforma do secretariado, já está, inclusive, deixando membros dos primeiro e segundo escalões em total estado de alerta. O fato é que o prefeito recebeu apoios importantes no 2º turno, como dos deputados federais ACM Neto (DEM) e Maurício Trindade (PR), entre outros, que embora, pelo menos até o momento, não confirmem interesse em participar da nova administração, também não descartam. Com isso, a depender dos avanços das futuras negociações, sabe-se que poucos estão seguros. Na lista dos que podem respirar aliviados, conforme circula nos bastidores, estariam apenas Almir Melo, que responde pela Secretaria Municipal dos Transportes e Infra-Estrutura (Setin); José Carlos Brito, que está à frente da polêmica Secretaria Municipal de Saúde (SMS); Fábio Mota, da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), Ricardo Araújo (secretário particular), e André Curvello, da Secretaria de Comunicação Social (SMCS). De resto, todos estariam na “corda bamba”, até mesmo o secretário Municipal da Educação e Cultura, Carlos Soares e o superintendente da Sucom, Cláudio Souza, ambos considerados braço direito do prefeito. A especulação é de que, em caso de permanência, os três sejam remanejados para outros cargos. No entanto, talvez não tenham a mesma sorte nomes como o de Kátia Carmelo (Seplan), Acelino Popó Freitas (Smel), Leonel Leal Neto (Secri), Eliel Santana (Sedes), Antonio Eduardo de Abreu (Sehab), Neemias Reis (Semap), entre outros, que envolveria até mesmo autarquias subordinadas. Na mira estaria também o atual gestor da Sead, Oscimar Torres, apesar da sua forte ligação com o senador João Durval (PDT) e pai de João Henrique. Seria dado como certo, que, se levado em consideração as declarações de ACM Neto, de que “o DEM não vai indicar nomes, mas isso não impede de o prefeito escolher quadros que tenham ligações com a sigla”, ao menos a futura Secretaria de Combate à Violência, proposta pelo democrata, cairia nas mãos de alguém do partido. (Por Fernanda Chagas)
Oposição destaca vitória de João Henrique contra o PT
Diversos deputados da bancada de Oposição parabenizaram ontem, o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), pela campanha vitoriosa à reeleição, conquistada no último domingo. Na avaliação dos oposicionistas, o prefeito conseguiu derrotar o projeto hegemônico de poder do PT, o poderio da máquina estadual e sensibilizou o eleitorado soteropolitano, com um plano de trabalho propositivo. Os votos de congratulações foram dirigidos à deputada Maria Luíza Carneiro (PMDB), primeira-dama do município e que, após as eleições passou a fazer oposição ao governo Jaques Wagner.O primeiro a destacar a vitória do prefeito João Henrique foi o deputado Sandro Régis (PR) que não soube garantir se a vitória da reeleição foi pelo apoio do Democratas à candidatura peemedebista no segundo turno ou a participação do governador Jaques Wagner no palanque do candidato petista. “A aprovação mediocre do governador, de 28%, segundo o Datafolha, refletiu nas eleições na capital baiana. O apoio do Democratas foi fundamental para a vitória esmagadora de João Henrique pois os votos do deputado ACM Neto migraram para o peemedebista. A população também reagiu contra a campanha mentirosa, a falta de apoio do Estado à capital, as falsas propagandas. O prefeito venceu em todas as sessões da capital baiana. Esta foi a resposta que a população da capital deu àqueles que queriam questionar a força do Democratas em Salvador. Parabéns ao prefeito João Henrique, à população que começa a dizer ‘não’ ao governo da enganação”. Já o líder da Oposição, deputado Gildásio Penedo Filho (DEM), disse que os soteropolitanos responderam à altura e rejeitaram a campanha de baixo nível, com base na mentira, em agressões e traições, feita pelo PT. “Vimos o governador adotar uma postura de falsa neutralidade no primeiro turno, mas a máscara caiu no segundo turno. Desde o início, o governador articula as eleições, primeiro para derrotar a candidatura petista do deputado Nelson Pelegrino (PT), depois para afastar a candidatura da deputada Lídice da Mata (PSB) e fazê-la compor com o PT na vice. Mas Salvador não se rendeu mesmo depois da propaganda explícita do PT.
Pinheiro evita contato com Lula
Mesmo afirmando que não há nenhum tipo de ressentimento da sua parte em relação à postura do presidente Lula durante a campanha, o fato de o deputado Walter Pinheiro não ter ficado na capital baiana para receber o presidente gerou especulações diversas no meio político. Pinheiro, que afirmou que não encontraria com o presidente porque já estaria em Brasília cumprindo agenda parlamentar, só teria embarcado para capital do País no meio da tarde, chegando lá no início da noite, conforme informações de sua assessoria, o que levantou a hipótese de que, pelo menos no inicio da manhã, pudesse ter havido um encontro entre os dois. Além das especulações de que ficou, sim, uma mágoa por parte de Pinheiro, ele nega veementemente a informação e até já declarou que, para evitar outras interpretações, já havia comunicado ao Planalto a sua ausência. Há quem diga que o deputado Walter Pinheiro disputará sua próxima eleição em 2010, quando vai pleitear uma vaga ao Senado. A reportagem da Tribuna tentou contato com o deputado ontem à noite, mas não obteve sucesso. (Por Carolina Parada)
Fonte: Tribuna da Bahia

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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