sábado, outubro 25, 2008

Equilíbrio marca último debate na TV Bahia

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
O último debate antes das eleições de amanhã,na TV Bahia,foi marcado pelo equilíbrio e teve um caráter mais propositivo. Em alguns momentos o tom foi elevado,mas as regras rígidas estabelecidas pela emissora inibiram as agressões de ordem política e pessoal. João Henrique chegou a chamar Walter Pinheiro de “cara-de-pau” repetidas vezes, rebatendo críticas do petista à administração municipal. Para o prefeito, o partido do governador Jaques Wagner agia com incoerência ao atacar a atual gestão, sobretudo porque dela participou durante três anos e meio, ocupando pastas estratégicas, a exemplo da Saúde. Pinheiro,por sua vez, manteve uma postura de não agressão, mas voltou a dizer que Salvador precisa de um prefeito sintonizado com as necessidades da cidade.Ele acusou João de mentir à população com relação à construção de 1.500 casas populares em bairros carentes da capital e de não ter usado devidamente os recursos destinados á saúde e à educação. Os prefeituráveis debateram sobre temas diversos, desde a cultura até segurança,passando por saneamento básico, transporte e trânsito. João falou sobre a criação da Guarda Municipal, projeto paralisado há 18 anos e que hoje emprega 1.800 pessoas. Disse ainda que o banho de luz tem inibido a ação dos marginais e que o banho de asfalto precisa ser ampliado para todas as áreas de Salvador. Pinheiro se apegou durante boa parte do tempo à falta de permissão da prefeitura para a construção do Hospital do Subúrbio e fez um relato de sua atuação no Congresso Nacional com vistas a captar recursos para os diversos setores de Salvador. Um dos momentos mais tensos foi quando João questionou Pinheiro acerca da recusa de o presidente Lula aparecer no seu programa eleitoral. Pinheiro não respondeu, desviando o assunto para a aprovação e sanção do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), segundo ele aprovado na calada da noite pelos correligionários do prefeito na Câmara Municipal. Pinheiro falou ainda sobre a necessidade de se criar instrumentos para promover o crescimento econômico da capital, enquanto João lembrou que graças à sua administração os ambulantes deixaram de ser perse-guidos,o que ocorria com freqüência na época do seu antecessor e hoje aliado de Pinheiro, Antonio Imbasssahy. O petista afirmou que, eleito, quem vai dirigir os destinos da cidade será ele e não Imbassahy.
Debate começou quente entre os candidatos
O último debate entre os candidatos Walter Pinheiro (PT) e João Henrique (PMDB), que disputam a prefeitura de Salvador no segundo turno, começou o primeiro bloco já com a temperatura elevada. Promovido pela TV Bahia (Globo) e mediado pelo jornalista Alexandre Garcia, o duelo foi iniciado com quatro perguntas com temas livres feitas pelos próprios candidatos. O primeiro a perguntar foi Walter Pinheiro, que indagou de João Henrique sobre a polêmica licença do Hospital do Subúrbio. Em sua resposta, o prefeito inicialmente disse que ele tinha muito interesse na construção do hospital, alegando que “o João Batista Caribé não comporta mais a demanda daquela região”. Na réplica, Pinheiro alegou que o prefeito não respondeu e disse que “Salvador precisa de um dirigente”. Na tréplica, o prefeito João Henrique foi direto ao fato, alegando que a Sucom já liberou a licença e questionou que a preocupação do candidato petista sobre o assunto é devido ao seu bom desempenho no subúrbio no primeiro turno. Depois, foi a vez de João Henrique perguntar ao petista. O peemedebista questionou se a preocupação de Pinheiro focar o subúrbio e Cajazeiras não era em função do seu bom desempenho no primeiro turno. Pinheiro disse que a sua campanha é em toda a cidade, e questionou as pesquisas do primeiro turno para mostrar que a sua posição não sofreu influência por causa disso. O prefeito João Henrique retrucou dizendo que Pinheiro não respondeu à pergunta e reafirmou: “Tivemos 48% e 39% dos votos, por isso o seu foco nestas regiões”, pontuou o prefeito. Walter Pinheiro perguntou a João Henrique sobre o Bolsa Família, acusando existir 30 mil famílias sem receber recursos do programa em Salvador. João Henrique deu a primeira estocada no petista, acusando-o de não ler jornais. “A Tribuna da Bahia de hoje informa que nós passamos de 75 para 142 mil famílias cadastradas. E Salvador é a quarta cidade do País em desempenho no Bolsa Família”, disse. Pinheiro corrigiu o prefeito, afirmando que a posição de Salvador é 25ª em desempenho e que “a população não pode perder este beneficio”. O peemedebista insistiu nos números apresentados pela Tribuna da Bahia, ratificando que “Salvador só perde em desempenho para São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, mas agora nós vamos melhorar mais ainda”, garantiu. A última pergunta do primeiro bloco foi feita pelo prefeito João Henrique, que cobrou de Pinheiro por que o presidente Lula não gravou nenhuma mensagem de apoio direto ao seu nome. O petista alegou que Lula está presente na sua campanha, afirmando que a sua relação com o presidente é de confiança, apontando, inclusive, os cargos importantes que desempenhou junto ao governo federal. João Henrique acusou Pinheiro de não responder à pergunta, e disse: “O presidente Lula sempre falou da sua preferência por uma aliança com o PMDB”. Pinheiro reafirmou que o presidente Lula tem repassado tarefas importantes para ele, concluindo: “O presidente Lula tem compromisso com a cidade e com os seus companheiros”, revelou. (Por Evandro Matos)
“Cara-de-pau” é substituído por “duas caras”
No terceiro bloco os temas das perguntas voltaram a ser livres e, assim como em todo debate, os candidatos voltaram a se agredir. Dessa vez substituíram o termo cara-de-pau por duas caras. O bloco foi iniciado de acordo com o primeiro e a primeira pergunta foi do candidato petista, que quis saber porque, mesmo com o envio de verba da ordem de R$ 36 milhões, feito pelo governo federal, ele não iniciou a construção de casas populares em bairros como Tubarão e Baixa Fria. João voltou a dizer que as obras já começaram, mas, que pela falta de experiência administrativa do seu adversário, ele acha que processos como terraplenagem e contenção de encostas não são necessários. “Ora, o candidato quer que a gente construa um hospital sem levar em consideração os impactos ambientais e agora que faça as coisas de qualquer jeito. Essas etapas são necessárias para benefício e segurança da população que vai habitar essas casas”, disse o prefeito. Pinheiro respondeu resumindo sua trajetória política para depois dizer que tem experiência de sobra e que quer colocá-la à disposição de Salvador. “Um prefeito precisa ter atitude, precisa ser diligente”, completou o petista, que na seqüência foi questionado pelo candidato à reeleição sobre o que o PT ficou fazendo na gestão 40 meses, já que a prefeitura só começou a trabalhar nos últimos quatro meses? Pinheiro respondeu afirmando que tem orgulho de ter contribuído com a gestão, citou ações importantes realizadas nesse período e disse que por vezes travou brigas internas no seu partido em beneficio da população. A resposta foi um prato cheio para João, que disse que, diante da postura do candidato, que assumiu que o prefeito trabalhou desde o inicio da gestão, agora ele ficaria impossibilitado de continuar com o discurso anterior e acusou o petista de ter duas caras. A troca de farpas foi imediata e Pinheiro retribuiu a agressão verbal dizendo que João não tem só duas caras, mas sim muitas, que é inconstante e que Salvador precisa de um prefeito estável. (Por Carolina Parada)
PDDU ocupou boa parte do embate de ontem
Perguntas batidas e ânimos acirrados, como já era de se esperar, marcaram o segundo bloco do debate, onde mais uma vez propostas e programas foram deixados de lado pelos candidatos. Os assuntos sorteados foram: o polêmico PDDU, geração de emprego e saúde pública. O primeiro a fazer perguntas foi o prefeito João Henrique (PMDB), que questionou ao petista Walter Pinheiro, se a queda significativa do adversário, em especial no segundo turno, estava relacionada à falta de projetos consistentes para geração de emprego. Pinheiro, mais uma vez voltou a bater no número de desempregados na cidade, algo em torno de 370 mil segundo ele, afirmação esta, rebatida por João Henrique, que na tréplica o acusou de desinformado, já que em um dos grandes jornais da cidade, foi veiculada ontem matéria que apontava apenas 194 mil desempregados. “O prefeito ficou lendo jornal e esqueceu que 30 mil pessoas estão fora do mercado de trabalho por falta de qualificação”, rebateu Pinheiro. Na sua vez de perguntar, Pinheiro acusou o prefeito de ter aprovado um PDDU que só beneficia a Paralela e a orla da cidade. O prefeito disparou que “ainda hoje (ontem) faço questão de dar um exemplar do documento ao deputado porque, com essa pergunta ficou claro que ele desconhece todas as ferramentas de inclusão social do Plano Diretor”. Por fim, esquentando ainda mais os ânimos, após ser perguntado sobre o motivo que o PT, que passou 40 meses à frente da pasta de Saúde, não ter resolvido o problema que hoje tanto critica, o candidato à reeleição chamou o petista de “cara-de-pau”, ao responder a provocação de que estava rindo sobre os problemas na área de saúde. “Quero fazer uma correção aqui. Quando falei que era para rir, era para rir da cara-de-pau do candidato. Era para rir da sua cara-de-pau”, disse o prefeito. Na réplica, o candidato do PT disse que João Henrique se destempera quando confrontado com a verdade e disse que pior do que a cara-de-pau do adversário era faltar com a verdade. (Por Fernanda Chagas)
Último comício de João leva uma multidão à Cajazeiras X
À medida que vai se aproximando o final da disputa pela prefeitura de Salvador, cuja decisão acontece amanhã, os eventos de campanha da coligação Força do Brasil em Salvador vão ganhando contornos mais nítidos de vitória. Isso é o que pensa, por exemplo, o eletricista Waldemar Cruz, 48, morador de Cajazeiras X, localidade escolhida pela coordenação da campanha pela reeleição de João Henrique para realizar o último comício deste segundo turno das eleições, ocorrido na noite de quinta-feira, (23). Homem simples, trabalhador, “seu” Vavá, como é conhecido pelos amigos, tem o hábito de dormir cedo: às 9 horas da noite, segundo conta. Mas quinta, preferiu perder algumas horas de sono para acompanhar de perto o comício de João. “Não podia perder. Tenho minha casa própria graças ao pai dele, o ex-governador João Durval, político a quem sou muito agradecido”, disse o trabalhador que acorda, normalmente, às 6 da manhã. “Seu” Vavá não foi o único a chegar cedo no campo de futebol de Cajazeiras X para participar da festa da coligação Força do Brasil em Salvador. Uma multidão, a maioria do imenso bairro que é Cajazeiras, implantado na década de 80, pelo então governador João Durval, e que se transformou em um dos maiores programas de habitação popular de Salvador, também compareceu ao local. Cajazeiras é uma verdadeira cidade dentro da cidade de Salvador, um dos maiores colégios eleitorais da capital baiana. Lá, os candidatos da coligação Força do Brasil em Salvador, João Henrique e Edvaldo Brito, obtiveram 38% dos votos no primeiro turno da disputa pela prefeitura de Salvador. Por isso, a escolha pelo bairro para a realização do comício. “Fiz dois comícios neste segundo turno das eleições: um no subúrbio e este de Cajazeiras. Essa é a minha forma de agradecer a expressiva votação que vocês nos deram”, falou João, pedindo para que os moradores repitam o resultado.
Fonte: Tribuna da Bahia

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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