sábado, junho 21, 2008

As INELEGIBILIDADES deveriam ser aumentadas

Por: Helio Fernandes
Vices sem votos não poderiam chegar ao Poder
Aldo Rebelo (ex-stalinista, agora no PC do B) nunca foi candidato a prefeito de São Paulo. Essa hipótese ou possibilidade seria a última, apenas para se "blindar" (a palavra da moda) para se reeleger deputado em 2010.
Queria ser vice de qualquer um dos candidatos, examinava qual o melhor para suas ambições. Analisou como Dona Marta está junto a Alckmin nas pesquisas, "aceitou" ser vice dela. Com "relutância".
Ser vice de Dona Marta tem ainda uma outra esperança maravilhosa para o seu futuro ou sua carreira. Dona Marta é uma das "selecionadas" para presidenciável em 2010.
Assim, Aldo Rebelo está com a chance quase positiva de vir a ser prefeito de São Paulo a partir de março de 2010, quando Dona Marta (se for eleita agora) terá que se desincompatibilizar. Quase certo.
Outro ex-stalinista, Alberto Goldman, é vice do governador José Serra. Como este deixará o cargo, seguro e garantido, Alberto Goldman, em março de 2010, "pula" de vice para "governador".
Conclusão: a partir de março de 2010, o maior estado da Federação (São Paulo) e a maior capital do País (São Paulo) terão "governador" e "prefeito" comunistas.
Não tenho nada contra o fato de Alberto Goldman e Aldo Rebelo, comunistas, serem governadores ou prefeitos. Mas não com aspas e sem disputarem eleições, sem votos, sem povo e sem urna. Mas "governadores" e "prefeitos" sem o aval do povo e do voto? Ignomínia democrática.
(A legislação brasileira deveria ser igual à dos Estados Unidos, o outro grande presidencialismo do mundo ocidental. Lá, quem se elege para um cargo parlamentar tem que cumprir o mandato. Deputados [representantes] e senadores não podem ser secretários de Estado, equivalente aos nossos cargos de ministros, secretários estaduais ou municipais. Aqui, o cargo parlamentar é trampolim. O cidadão se elege para um cargo e ocupa outro).
O melhor exemplo é o de Dona Marina, apesar da consideração que tenho por ela. Foi eleita para o Senado, tomou posse, se licenciou, ficou quase 6 anos ministra. Foi substituída por um deputado estadual que jamais imaginou que seria ministro. O mundo todo copia o que é bom. Por que não fazemos o mesmo?
Amanhã começam as convenções para a escolha dos candidatos a prefeito do Rio. Alguns partidos apenas ratificarão nomes, são candidatos únicos, muitos sem chance sequer de chegarem ao segundo turno. O PT-PT homologará o nome de Molon, apenas para constar.
O Psol ratificará Chico Alencar, é o único e excelente candidato do partido, prejudicado pela divisão e esquartejamento da mesma área. São os equívocos do pluripartidarismo-presidencialista. Fernando Gabeira também não tem problemas de legenda (mas com o PSDB?), embora não tenha votos para chegar ao segundo turno.
O "bispo" Crivela, que se dizia favorito, desgastado totalmente pelo "cimento social" (ligadíssimo à crueldade contra civis que foram "entregues" a traficantes para serem torturados e mortos), também tem legenda garantida. Votos? Em 2004 também era favorito e perdeu, o que se repetirá, para sorte do Rio.
Jandira Feghali tem legenda, repercussão e votos, será ratificada pelo PC do B. Fortíssima, vai para o segundo turno, e aí será ainda mais forte. Portanto a única convenção importante de amanhã: a do PMDB. Facilitada pela decisão U-N-Â-N-I-M-E pelo candidato próprio. E como só existem dois candidatos ELEGÍVEIS, Jorge Coutinho e Marcelo Itagiba, de forte militância, lógico, um dos dois será o candidato.
PS - Compreensão e colaboração para um jornalista de "O Globo": quando vetou a candidatura fortíssima de Vladimir Palmeira, José Dirceu não era "poderoso chefe da Casa Civil". Esse veto ocorreu em 1998, Vladimir era favorito para governador, Dirceu só chegaria ao Poder em 2003. Se perdendo totalmente pela arrogância, que procurava esconder.
Anthony Garotinho
Digam o que disserem, assumiu o comando da convenção do PMDB. Deixou longe o governador e o presidente da Alerj.
No dia 16 de março, a respeito da possibilidade de qualquer cidadão se candidatar aos cargos mais diversos, desde que NÃO ESTIVESSE CONDENADO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO, coloquei a seguinte hipótese: "Se Fernandinho Beira-Mar resolvesse se candidatar a qualquer cargo, ele seria ELEGÍVEL. Pois apesar de preso há dezenas de anos, não tem nenhuma condenação transitada em julgado".
Há 15 dias reforcei a tese, com outro exemplo indiscutível e irrefutável: "Se o casal Nardoni (um deles, o pai ou a madrasta, suspeitos e acusados de matarem a menina Isabella) decidisse ser vereador ou prefeito, estaria ELEGÍVEL. O casal é apenas suspeito".
Anteontem, os representantes dos 26 TREs se reuniram e lançaram uma espécie de protesto ou rebeldia santa. Decidiram não cumprir o que o TSE de Brasília resolveu. E não registrarão candidatos de FICHA SUJA.
Claudio Santos, presidente do Colégio dos Presidentes de TREs, garantiu que "não estão obrigados a cumprir a ORIENTAÇÃO do TSE". E citou o meu exemplo de Fernandinho Beira-Mar, o que agradeço.
Além do mais, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tomou essa decisão de FAVORECER os que têm fichas sujas por míseros 4 a 3, o que significa que não há C-O-N-V-I-C-Ç-Ã-O.
Com isso, cria-se expectativa interessante, curiosa e inédita. A decisão desse conflito entre TSE e TRE irá para o Supremo.
Vários ministros do Supremo fazem parte do TSE, acredito que eles votaram pelo VETO a candidatos de FICHA SUJA, a definição ficou.
O presidente Lula provavelmente irá rever o que anunciaram: sua intenção de pedir o AGRAVAMENTO dos que pedem INDENIZAÇÃO MORAL a jornalistas. 99 por cento deles são LITIGANTES DE MÁ-FÉ.
Nem precisam da indenização, raramente têm honra a defender, exercem uma forma de CENSURA À IMPRENSA. O objetivo de quase todos é o mesmo: se ganharem, RECEBEM de órgãos que não podem PAGAR. Se perderem, não perdem nada, mas exerceram a coação.
Interessante mas revelador: o presidente Chávez esteve em Cuba, já foi noticiado. O que não disseram: ele não se interessou em conversar com Raul, o irmão, que está na presidência para valer.
Chávez contou a Fidel seus contatos com as Farc idealistas, a impossibilidade de manter a ligação com eles. E as declarações públicas. Esperava aprovação ou reprovação do "comandante", apenas silêncio.
Com a repercussão terrível das ROUBALHEIRAS do prefeito Bejani, os habitantes de Juiz de Fora (uma das cidades mais progressistas e mais agradáveis do Brasil) tentam movimentos de recuperação.
Todos querem um grande nome para vencer em outubro e não ficar enriquecendo durante 4 anos. Pensam logo em Itamar Franco, que não admite nem conversar. Terminaria por onde começou.
Além do mais, o presidente Lula poderia tomar como base seu próprio comportamento. O senhor Mangabeira Unger disse do presidente Lula, como pessoa e como presidente, o INACREDITÁVEL.
Hoje é ministro. (Duplamente, ocupa dois cargos). O presidente poderia ter movido processo contra ele. Outro que também ATACOU dura e violentamente o presidente Lula, agora também é ministro, intimíssimo do presidente. Seu nome: Geddel Vieira Lima.
Hoje, dia 21, começa o inverno, termina o prazo para inscrição na Academia, vaga de Zelia Gattai. Os inscritos são os mesmos do primeiro momento. Os que se elegeriam facilmente não quiseram.
Impressão geral: ninguém se elegerá nos diversos escrutínios, terão que marcar nova data. Alguns falam que têm 13 votos, outros vão a 16, tudo distante da realidade "imortal".
Ontem, houve reunião no PMDB do Rio. Foi dito que era para "coordenação da convenção de domingo, amanhã". Para surpresa dos que não foram, quem coordenava? Jorge Picciani.
Ele falou e falou muito, apesar de só estarem presentes 5 pessoas. O presidente da Alerj, o secretário do partido, Carlos Alberto Muniz (ainda? Quando fui cassado em 1966 era do MDB e ele já secretariava), e os 3 candidatos, quer dizer, 2.
Os dois eram Marcelo Itagiba e Jorge Coutinho, mas Eduardo Paes também foi, ninguém pode impedir, o que fazer?
O presidente da Alerj elogiou Itagiba e Jorge Coutinho, textual: "Por causa deles dois, o PMDB terá candidato próprio". Disse que ainda não decidira em quem votar, mas seu filho deputado federal votará em Itagiba.
Jorge Coutinho, um militante histórico e grande figura, pediu a palavra, disse, "não sou mais candidato, apoiarei integralmente Marcelo Itagiba". Alguma dúvida sobre o "candidato próprio"?
XXX
Messi, grande craque da Argentina (e péssimo artilheiro), falou muito, mas depois do jogo.
1 - Jogamos melhor do que o Brasil, merecíamos ter ganho.
2 - Dominamos o jogo todo, o Brasil só teve duas chances de marcar.
3 - Perdemos inúmeras oportunidades, poderíamos ter ganho até com facilidade.
XXX
Quase tudo é verdade, mas perder oportunidades (não fazer gols), tem que ser colocado no "superávit primário". (Como fazem na economia brasileira). Messi continuou o elogio à sua própria seleção.
Não discuto a qualidade do futebol do Messi, principalmente correndo e driblando, driblando e correndo. Mas chutando, que calamidade. O próprio Messi perdeu 3 gols, que ele deve passar dias, semanas e meses vendo na TV para compreender como isso pode acontecer.
O primeiro inacreditável e ininteligível. Quase em frente ao gol, sozinho, Messi chutou com violência, e em vez da bola ir para a frente (1 metro) foi na horizontal, lateral para o Brasil. O outro, sozinho e sem marcação, também diante do gol, chutou para o alto. O terceiro, no fim do jogo, seria a vitória. Estava tão fácil, que se jogou no chão, ficou deitado se lamentando.
Fonte: Tribuna da Imprensa

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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