sábado, setembro 15, 2007

Exemplo de "determinação, trabalho e civilização"



Por: J. Montalvão

“ Só a idéia de que uma coisa cruel possa ser útil, é já de si imoral (Cícero)


Nós eleitores contribuintes da cidade de Jeremoabo/Bahia, estamos remunerando os nossos “representantes”vereadores para durante 09(nove) meses se gladearem na arena daquela casa que deveria ser do povo.

De janeiro até a presente data o único assunto relevante e produtivo que se tem conhecimento, é a briga pelo poder entre Carlos e Josadilson. Inicia-se a sessão então começa o bate boca, xingamento e sessão encerrada.

Durante todo esse um período legislativo, já houve, bate boca, xingamento, tapas, pontapés, intervenção da policia, ações na Justiça,e o povo que sirva de bobo da corte, ou então fique somente no “pão e circo’.

Se não fosse trágico e humilhante e degradante, seria hilariante.

Como a população horrorizada e humilhada começa a se manifestar protestando pacificamente, eles sem saída, desconhecendo o que é um Blog e tão pouco o significado de Liberdade de Expressão, pensando ou fazendo de conta que o povo é algum alienado ou idiota, fingem que estão ofendidos com a palavra BREGA, pois essa é a única saída na tentativa de desviar a atenção, indignação e repudio do contribuinte, principalmente no beco sem saída que entraram por politicagem, não querendo aprovar aquisição de maquinários para o melhoramento do município.

Como pelo visto os ilustre vereadores não sabem o significado da palavra BREGA, eu vou tentar explicar:

Brega, na expressão popular, com origem nordestina, significa `lupanar, prostíbulo´ Também tem a acepção de `deselegante, cafona´, em uma clara referência ao estilo de seus freqüentadores.
Segundo o cantor baiano Caetano Veloso conta em seu livro "Verdade Tropical", o termo brega surgiu no início dos anos 70, possivelmente 1972. A palavra teria surgido de uma brincadeira dos trabalhadores de Salvador que se dirigiam à rua Padre Manuel da Nóbrega, onde ficava um prostíbulo e um bar. A placa da rua, deteriorada, só mostrava as últimas cinco letras da palavra Nóbrega, e os trabalhadores, vendo esse detalhe, faziam o convite, uns aos outros, dizendo "vamos ao brega?". Nesses locais, tocava a chamada música cafona, termo lançado pelo jornalista Carlos Imperial em 1962.
Na música popular brasileira, ou MPB, designa, finalmente, um gênero musical de cunho popular ou determina ainda a arte de pouco refinamento ou de pouca qualidade. A denominação, originalmente de cunho pejorativo e discriminatório, foi entretanto sendo incorporado e assumido, perdendo com o tempo esta acepção. “

A situação caótica da Câmara de Vereadores de Jeremaobo/Bahia, hoje é de conhecimento do universo globalizado, onde a título de ilustração transcreveremos o que diz o Blog : http://number.one.zip.net/index.html :

“CÂMARA DE JEREMOABO EM FOCO


Moção de Repúdio

A Câmara de Jeremoabo aprovou, nesta terça-feira, moção de repúdio ao Sr. José Montalvão, por ter se referido à instituição com adjetivos chulos em matéria publicada em seu site, girando as discussões da sessão em torno deste assunto. Aprovou também a convocação do repudiado para comparecer, na qualidade de Secretário Municipal do Meio Ambiente, a fim de prestar esclarecimentos sobre o trabalho desenvolvido pela Secretaria.

Não fazemos defesa de expressões pouco educadas ou do uso de adjetivos deselegantes, principalmente em se tratando de uma instituição representativa de um Poder Municipal que, mesmo não estando sendo respeitada por quem deveria, seus próprios membros, merece o nosso em memória de tantos homens e mulheres que por lá passaram e honraram sua história, exercendo com seriedade e respeito a Jeremoabo e ao seu povo o mandato que exerciam.

Mas diante de tantos acontecimentos norteando o mundo da política municipal, parece um despropósito ver a Câmara gastar o tempo que deveria ser usado para discutir os graves problemas de Jeremoabo em falações sobre Dedé Montalvão e seu site. A impressão que fica é que não passa de uma tentativa de fugir-se dos debates, pois mesmo estando indignados pelo que consideram ofensivos às suas pessoas, os Vereadores são pagos para discutir assuntos que interessam à coletividade. E com certeza este não interessa senão aos próprios. (Nosso grifo)


Protestos De Populares


Se eles acessassem também o site de Pedro Son veriam que não é apenas Dedé que merece o seu “repúdio” mas dezenas de pessoas que postam mensagens no mural do portal valendo-se de expressões bem piores, achincalhando a atuação dos Vereadores, exprimindo um sentimento que se observa na população de um modo geral. E se isto está acontecendo é porque algo está errado. Então talvez seja a hora de os ilustres Vereadores fazerem uma auto-avaliação para saber o que estão fazendo de errado para gerar tantos protestos de diferentes pessoas. (Nosso grifo)

Convocação É Revanchismo

A convocação do “repudiado” para prestar esclarecimentos à Câmara na qualidade de Secretário do Meio Ambiente é outro despropósito, e somente seria justificável se em algum momento da atual legislatura tivessem os Vereadores demonstrado interesse pelas questões ambientais. E isto nunca aconteceu. (Nosso grifo)

O Vaza Barris morre a cada dia mais um pouco e ninguém levanta a voz; o Rio Vermelho agoniza mas a Reserva da Pedra Furada que tinha como objetivo a preservação da nascente do rio, instituída por nós quando fomos Vereadores e elaboramos, como relator, a Lei Orgânica, foi extinta por esta mesma Câmara. A caça predatória extinguiu animais silvestres sob o silêncio conivente e criminoso dos que deveriam protestar. A reunião realizada o ano passado, coincidentemente na sede do Legislativo, do Comitê do Projeto Ararinha Azul, à qual estivemos presentes, não contou com a participação dos Vereadores e o único presente entrou mudo e saiu calado.
Então essa convocação do Secretário é puro revanchismo pelo orgulho (?) ferido, nada mais. Afinal o mesmo ocupa o cargo há três anos e somente agora perceberam sua inoperância, e a necessidade de convocá-lo. “

Então meus amigos, primeiro eles deveriam mostrar o que já fizeram de produtivo e importante para o engrandecimento e melhoria de todos os jeremoabenses durante esses nove meses, para depois pedir informação aos demais.


Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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