Por: ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), recebeu nesta quinta-feira o requerimento com as assinaturas para a criação da CPI das Sanguessugas, que deve investigar a compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro do Orçamento. O documento, apresentado pelo PSOL, PPS e PV, teve o apoio de 210 deputados e 30 senadores. Apenas dois dos 16 deputados investigados pela comissão de sindicância da Corregedoria da Câmara assinaram o requerimento. São eles: João Correia (PMDB-AC) e Maurício Rabelo (PL-TO). O líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), único senador citado no esquema, preferiu não apoiar a CPI.Viana sinalizou que o Palácio do Planalto não tem interesse na CPI. Segundo ele, as investigações podem ser usadas pela oposição para atacar ainda mais a base aliada ao governo Lula que teria participado do esquema das ambulâncias. "A oposição pode usar a CPI para um novo confronto da base com o governo", advertiu. Fiel aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Viana se colocou contrário à CPI. "Acho que este é um ano complicado para uma CPI. Além disso, qual a condição que a Câmara tem de fazer uma investigação quando as suspeitas recaem sobre tantos nomes daquela Casa?", questionou. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) defendeu um acordo entre os partidos para que a CPI não seja politizada. "Acho que tem que se fazer um acordo para mostrar que não terá disputa política, mas que existe o lado do bem e o do mal. O que não pode é todo mundo ficar sob suspeita", afirmou.Para que a comissão seja instalada, o próximo passo é a conferência das assinaturas. Deputados e senadores ainda podem retirar os seus nomes do documento, inviabilizando a criação da CPI. Pelo regimento interno são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado. Como o número apresentado ficou acima do necessário, a avaliação dos defensores da CPI é de que dificilmente ela será engavetada.Os autores do requerimento admitem que terão pouco tempo para concluir as investigações, já que esta legislatura se encerra em janeiro, mas advertem que a Câmara não pode usar isso como motivo para ignorar as denúncias."Essa é uma situação atípica e exige de nós um comportamento atípico. Tem que ser bombardeado o raciocínio de que a cinco meses da eleição nada se faz de relevante neste Congresso", ponderou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
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