quarta-feira, julho 30, 2008

Um roteiro inteiro para Daniel Dantas

Por: Helio Fernandes

Bandoleiro da bandalheira, mercenário da moeda-podre
Daniel Dantas é o bandoleiro da moeda, da especulação, do desprezo pelas regras, pela ética, pela moralidade. Para ele importante é acumular dinheiro, embora afirme sempre que não tem o menor interesse por isso. É uma espécie de Howard Hughes provinciano que se julga aristocrata. Não sai de casa, não é visto publicamente, mas apesar disso aparece nas mais diversas colunas, com notas sempre "plantadas" a seu favor.

Seria impossível acompanhar suas aventuras, e portanto já alertamos o leitor que o que vou arrolar sobre ele não deve representar nem 1 por cento da sua desonestidade congênita e adquirida. Daniel Dantas pode até me processar, com a motivação: "O repórter que é geralmente considerado bem informado, se reduziu em mais de 99 por cento as minhas desonestidades, com isso só pretendeu me diminuir".

1 - Começou a aparecer no governo Collor, espalhou até que havia sido convidado para ministro da Fazenda, não aceitou.

2 - Isso teria ocorrido (?) por volta de 1990, portanto mais de 18 anos.

3 - O próximo passo de "exaltação" do seu talento foi o de dizer "fui aluno do professor Mario Henrique Simonsen, que me convidou até para trabalhar com ele". Mas teve o cuidado (Dantas é sempre cuidadoso, até nas falcatruas) de só espalhar essas coisas depois de Simonsen morrer. E não existem rastros dessa ligação.

4 - Baiano, foi muito ligado a ACM-Corleone, aí, nada a desmentir. A afinidade entre os dois vinha do total desinteresse pela credibilidade, por isso, a enorme amizade entre os dois.

5 - Por indicação de ACM-Corleone, Daniel Dantas fez sua entrada "tiunfal" no mundo das altas negociatas, ao receber INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS sobre DOAÇÕES-PRIVATIZAÇÕES.

6 - FHC (e alguns economistas, hoje espantosamente ricos) é o seu ídolo e sua grande admiração.

7 - Com as "informações privilegiadas", mandou comprar fábulas em ações que iam ser privatizadas, como Telebrás, Usiminas, Vale do Rio Doce, companhias de energia e bancos estaduais.

8 - Mas teve quase uma visão ou adivinhação, ao comprar toneladas de moedas que não valiam nada e que seriam utilizadas no "pagamento" das sólidas empresas estatais.

9 - Essas, que se chamariam de "moedas podres", foram utilizadas em 1 por cento (às vezes 2 ou 3 por cento) do valor de face, fizeram grandes milionários, entre eles e maior ganhador, Daniel Dantas.

10 - Um dos seus caminhos de enriquecimento passava por um economista de muito talento e despudor, que ganhou mais do que quase todos do Plano Real.

11 - Por sorte tinha um caso íntimo (não era novidade, todos tinham) com uma futura economista, popularmente conhecida como "Heleninha calça frouxa".

12 - A CSN já havia enriquecido alguns, Dantas tomou isso como parâmetro. Comprou muito Siderbrás, títulos da Reforma Agrária que valiam 1, 2 ou 3 por cento, e trocou todos esses papéis miseráveis por empresas rendosas e estatais.

13 - Muita gente no governo FHC, principalmente os que estavam na Comissão de Desestatização, enriqueceram.

14 - Ganharam fortunas, mas sejamos justos: tinham que dividir.

15 - Sergio Motta serviu a FHC e outros "puristas" como apanhador de trigo em campo de centeio. Morreu muito moço, depois de fazer um negócio de centenas de milhões com o coronel Golbery. Negócio vetado pelo ministro Aureliano Chaves, que me deu o furo e me autorizou a publicar, citando o nome dele.

16 - Com esse dinheiro todo, fundou o Opportunity, existem dúvidas sobre o parceiro com quem se desentendeu.

17 - Dizem que foi expulso, outros que recebeu 70 milhões para sair.

18 - A privatização da Telesp permitiu que Dantas atraísse a Telecom Italia, Vicunha (do então bandoleiro pobre Steinbruch, hoje mais rico do que Dantas) até a Organização Globo.

19 - A Globo, muito ENDIVIDADA pelo alto custo do Projac, sofreu baque ainda maior com a VALORIZAÇÃO do dólar a partir de 19 de janeiro de 1999. Esse ENDIVIDAMENTO chegou a 5 BILHÕES de dólares, assustando os sócios.

20 - Mas a desvalorização desse dólar e a simpatia é quase amor do governo Lula transformaram o passivo em quase ativo.

PS - Ainda há muito a contar como a ligação ESPÚRIA de Dantas com os Fundos Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica). Como Dantas é moço, dá tempo para ir contando.


Ayres Brito
Mergulhado na limpeza do processo eleitoral, espera a votação da questão da Amazônia. Em 2008 ou 2009?


Rigorosamente verdadeiro: há mais de 2 meses na pauta do Supremo, a votação da questão contínua ou descontínua na Amazônia, principalmente na Raposa Serra do Sol, não há um só movimento no caminho da votação. Pressões dos dois lados levam à omissão. Sem nem mesmo pedir sigilo, o que se comenta em Brasília: "Neste ano de 2008, pelo menos, não haverá votação sobre a Amazônia".
Análise cada vez mais fácil: se houver votação, o resultado será o mesmo das células-tronco embrionárias. E por coincidência (pura coincidência), o relator é o mesmo ministro Ayres Brito.

Falam muito na ação policial impensada e insensata dos policiais brasileiros, principalmente no Rio capital. Agora, um brasileiro foi friamente assassinado nos EUA.
Temos que lembrar de outro brasileiro assassinado nas ruas de Londres (morto pelas costas, "por engano"), e que não produziu qualquer resultado. Nenhum policial foi punido, o brasileiro ficou morto.

Nas vésperas do fim do recesso do Judiciário, cresce a ansiedade do ministro Gilmar Mendes. E mesmo correndo o risco dos grampos, o presidente do Supremo dispara dezenas de telefonemas.
Motivo: suas duas liminares em habeas-corpus serão analisadas pelo próprio Supremo e pelo Conselho de Justiça, também presidido por ele. Não vai acontecer, seria o primeiro impeachment do Supremo.

Pesquisas informais, mas de fontes geralmente acreditadas, garantem: Dona Ieda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul, é considerada a mais impopular de todas. Do PSDB, irrita José Serra.
Nessa relação, o segundo mais impopular é Blairo Maggi, governador do Mato Grosso do Sul. Dona Ieda quer ver se é eleita senadora em 2010. Maggi tem outras ambições.

César Maia é um farsante completo. Pela segunda vez engana Solange Amaral, dizendo "você, com o meu apoio, será invencível". Maia apóia Crivela, se perder Crivela tentará a reeleição para o Senado.
César Maia planta notícias em várias colunas, dizendo: "Em 2010 serei eleito facilmente para o Senado". Ha! Ha! Ha!

Ele e Picciani têm acordo para 2010, os dois serão derrotados. O acordo inclui Anthony Mateus para governador. Mas depois do que aconteceu, tudo é mistério.
O ex-ministro Palocci recebeu com surpresa a notícia: "O Supremo dará prioridade ao seu julgamento". Além da surpresa, a revolta. Como sabe que será condenado, pergunta: por que a prioridade?

O Ministério Público Federal está surpreendido: há quase 2 meses o "deputado" estadual Álvaro Lins e o ex-governador Anthony Mateus foram denunciados e indiciados, nada acontece, as coisas, paradas.
Álvaro Lins: lavagem de dinheiro, corrupção e facilitação de contrabando. Foi preso por 24 horas, solto, continua deputado.

Anthony Mateus: corrupção, formação de quadrilha armada. Também não será responsabilizado. Curiosidade: Picciani, presidente da Alerj, trabalha intensamente a favor de Álvaro Lins.
Não se move pelo ex-governador. Explicação: Álvaro Lins não é adversário. Absolvido, não passa de deputado. Anthony Mateus é um susto permanente. Haja o que houver, é um fantasma para Picciani.

Dona Marta finge uma euforia sem sentido, e "planta" notícias sem qualquer fundamento. A última: "Estou trabalhando para ganhar no primeiro turno". Ha! Ha! Ha! Só vai para o segundo turno, são apenas três candidatos. Nenhuma chance de ganhar de Alckmin.
No dia 17 deste mesmo julho, escrevi: "Em menos de 1 mês o barril de petróleo estará em 120 dólares, caminhando para os 100 dólares". Estava então em 173 dólares.

Não precisou de 1 mês, em menos de 10 dias veio para os 120 dólares como analisei. Ontem, o fechamento foi exatamente nesses números.
Ninguém agüentava esse preço, nem compradores nem vendedores. É possível que tenha uma "recaída para cima", mas apenas circunstancial. E volta a cair.

Como é tudo especulação, o petróleo sempre viveu esses altos e baixos, verdadeiros solavancos. As grandes potências e os países árabes ganhando fortunas. E o povão sofrendo.
Lembro muito bem quando o dólar "ia ultrapassar" a barreira dos 30 dólares, ninguém acreditava. Passou, o suspense era em 50 dólares. E continuou assim, aumentando sempre.

Depois era a "barreira" dos 100, 120, 150, chegaram a falar em 200. Chegou a Era do bom senso, preparem-se para a queda.
XXX
Quando perdeu a final para a LDU, Renato Gaúcho, arrogante e fanfarrão (redundância), garantiu: "Não faz mal, ano que vem estaremos outra vez na Libertadores e ganharemos". Como o Fluminense não sai da zona de rebaixamento (marcou 13 pontos em 45 possíveis), provavelmente o Fluminense, a Unimed e, quem sabe, o próprio Renato Gaúcho poderão estar na Libertadores B.

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Lutfalla Maluf tem andado pelas ruas de São Paulo muito cumprimentado e dizendo sempre: "Não acreditem nas pesquisas, vou para o segundo turno e serei novamente prefeito desta capital maravilhosa".

No Rio, de 9 candidatos, 7 ficarão órfãos. Na verdade disputam a reeleição para deputados estaduais ou federais. E alguns, nem isso.

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Temos recebido muitos correios eletrônicos exaltando o trabalho de Gerson (o "Canhotinha de Ouro") na transformação do Caio Martins em Niterói. Agora, um estádio admirável.

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Se entrar em forma física, Ronaldinho Gaúcho será a estrela de sempre. Forma técnica é a de melhor do mundo.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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