BRASÍLIA - A situação da ministra da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro - suspeita de uso irregular do cartão de crédito corporativo da Presidência da República -, é insustentável, segundo dois ministros ouvidos quarta-feira. Eles disseram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguarda o pedido de demissão da ministra. A demora de Matilde em dar explicações sobre os gasto é considerada um agravante.
Questionado sobre a situação de Matilde, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou que "todos estão torcendo por explicações" da ministra. Múcio afirmou que é cedo para fazer julgamentos e disse não ter conhecimento detalhado do que aconteceu.
"Ela vai se explicar. Sei que cabem explicações. Ruim é o que não se explica. Desde que a ministra explique, não há problema. "Acho que todos estão torcendo por explicações". Apesar do desgaste e da pressão por sua saída, Matilde despachou durante todo o dia na secretaria.
Segundo a assessoria de imprensa, a ministra cumprirá agenda normal hoje, também com despachos internos. Múcio argumentou que alguns ministros não usam ou podem não saber utilizar os cartões. Ele reiterou que o anúncio das novas regras, divulgadas ontem, teve o objetivo de esclarecer dúvidas no uso dos cartões corporativos.
Para o ministro, a divulgação das regras vai permitir que "essa discussão saia de pauta". Ele acrescentou que é preciso "combater qualquer mau uso dos cartões". Múcio disse que encontrou no Ministério de Relações Institucionais um cartão corporativo sem uso e que o manterá assim.
CPI
O ministro disse não temer a criação a CPI dos Cartões Corporativos, pedida pelo deputado tucano Carlos Sampaio (SP), embora não veja motivos para a investigação no Congresso. "Evidentemente, os que desejam luzes podem aproveitar qualquer crise para pedir a instalação de uma CPI. Mas desde que se explique os gastos, como estão sendo apresentadas as explicações, não há motivos para uma CPI", comentou.
Múcio disse que não tratou das suspeitas de uso irregular dos cartões com o presidente Lula, mas garantiu que o assunto "está na mesa do presidente". Múcio cobrou da oposição o objeto concreto da investigação. "O governo não foge de CPI, mas não estou imaginando que haja matéria para uma CPI: é o uso do cartão ou é para teatralização que, às vezes, ocorre em algumas CPIs? Se for só para fazer política, acho que não chegaremos a isso", afirmou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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