PF prende 17 pessoas acusadas de fraudar licitações públicas, dentre elas o presidente do TCE e o ex-presidente do Bahia
Jairo Costa Júnior e Alan Rodrigues
APolícia Federal (PF) prendeu ontem, durante a Operação Jaleco Branco, 16 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha especializada em fraudar licitações públicas. Na lista de envolvidos, constam o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antonio Honorato, o ex-presidente do Bahia e ex-deputado estadual, Marcelo Guimarães, e a procuradora geral da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ana Guiomar Nascimento, além de diversos empresários do ramo de prestação de serviços, funcionários públicos e “laranjas”.
No total, 200 policiais da Bahia, Alagoas e Brasília foram mobilizados para cumprir 18 mandados de prisão e mais 40 de busca e apreensão. Até o fechamento desta edição, apenas um dos acusados de envolvimento na quadrilha ainda não havia sido localizado pela PF. Na operação, foram apreendidos 18 automóveis, sete deles importados, documentos, computadores e dinheiro não quantificado, além de telas de Picasso, Di Cavalcanti e Caribé, encontradas na casa do ex-presidente do Bahia.
Os 17 presos foram conduzidos para a Superintendência Regional da PF, em Água de Meninos, onde foram interrogados preliminarmente. Passaram todo o tempo algemados no auditório, de onde seguiram ainda na noite de ontem para o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, rumo a Brasília. Na capital federal, os acusados serão ouvidos a partir de hoje pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, responsável pela expedição dos mandados de prisão e de busca e apreensão.
Segundo informações da Divisão de Inteligência da PF de Brasília (DIP), a quadrilha agia há pelos menos dez anos e a estimativa é de que tenha causado um prejuízo de cerca de R$630 milhões aos cofres públicos. No topo do organograma do que a polícia classificou como “consórcio criminoso”, estão notórios empresários do ramo de prestação de serviços a órgãos públicos nas esferas municipal, estadual e federal. Entre eles, Clemilton Resende, Jairo Barreiro de Almeida (mais conhecido como Jairo Barão) e Guimarães, todos da área de segurança privada, limpeza, vigilância, limpeza e serviços gerais.
Empresários - O esquema de fraudes contava ainda com a participação de servidores públicos, a exemplo do ex-diretor administrativo da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Élcio Andrade Júnior. Figuram ainda na lista divulgada pela PF, da qual o Correio da Bahia teve acesso apenas a 16 nomes, o ex-procurador do estado Francisco Borges, os empresários Eujácio Andrade e Jairo Filho e supostos “laranjas” de empresas de prestação de serviços, como Afrânio Matos e Fábio Resende (filho de Clemilton) e Cleiton Andrade, e Ailton Costa e Marcelo Santana Almeida, cuja atuação da quadrilha não foi especificada pela PF.
A PF informou que os acusados poderão responder a processos por formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitações públicas. Em entrevista coletiva realizada na tarde de ontem, os membros da inteligência da corporação envolvidos na Operação Jaleco Branco disseram que há a possibilidade de novas prisões nos próximos dias. Os nomes não foram fornecidos pela PF, que alegou questões de estratégia policial.
Fonte: Correio da Bahia
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